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Doação e Transplante de Órgãos

Coração

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Segunda, 15 de Maio de 2017, 14h03 | Última atualização em Segunda, 28 de Agosto de 2017, 20h20

O coração é um órgão muscular oco, envolto por um saco cheio de líquido chamado pericárdio, localizado no interior da cavidade torácica. Tem aproximadamente o tamanho de um punho fechado de um adulto, pesando de 250 a 350 gramas. Ele se contrai normalmente de 60 a 100 vezes a cada minuto, para impulsionar o sangue para o restante do corpo. A contração do coração é automática. Diferente dos demais músculos do corpo, portanto, o movimento do coração se dá independente da nossa vontade, por possuir um sistema de estímulos elétricos próprios.

Função do coração Sua função é bombear o sangue oxigenado (arterial) proveniente dos pulmões para todo o corpo e direcionar o sangue desoxigenado (venoso), que retornou ao coração, até os pulmões, onde deve ser enriquecido com oxigênio novamente. Com a falência do cérebro, uma pessoa é declarada clinicamente morta, embora outros órgãos possam continuar funcionando com a ajuda de equipamentos. Se o coração para, no entanto, nada mais funciona no organismo.

Dúvidas Frequentes

O transplante de coração, ou transplante cardíaco, é uma cirurgia na qual uma pessoa com doença cardíaca grave recebe um coração saudável, doado por um indivíduo com morte cerebral.

É indicado quando as medidas clínicas e cirúrgicas no tratamento de insuficiência cardíaca foram esgotadas e a expectativa de vida do paciente não ultrapassar dois anos.

Para receber um órgão, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera, respeitando-se a ordem de inscrição, a compatibilidade e a gravidade de cada caso. A lista é única, organizada por estado ou por região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais. Isso impossibilita que uma pessoa conste em mais de uma lista e permite que a ordem legal seja obedecida. Se existe um doador elegível (com morte encefálica confirmada), após autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, a Central de Transplantes emite a lista dos potenciais receptores e informa as respectivas equipes de transplante que os atende.

O tempo de espera por um transplante depende de diversos fatores, como das características genéticas do potencial receptor e do seu estado de saúde, entre outros. O tempo médio de espera, para os transplantes de coração ocorridos em 2014, por exemplo, foi de seis meses, para pacientes não priorizados. Ao todo, 309 pessoas foram transplantadas e 338 potenciais receptores estavam inscritos no cadastro técnico, no final do ano.

A situação do potencial receptor de coração pode ser consultada no Cadastro Técnico Único do Ministério da Saúde ou clicando aqui (para inscritos no estado de São Paulo, acesse aqui). Após preencher os dados, clique na lupa para ter acesso ao prontuário. 

O sucesso do transplante depende de inúmeros fatores, como a causa da doença, as condições de saúde do paciente, entre outras. Com os recursos atuais de novos medicamentos e de técnicas aprimoradas, a sobrevida dos transplantados de coração tem sido cada vez maior. O valor médio aproximado de sobrevida, depois de um ano, é de 70% para o enxerto e para o paciente.

O mais próximo possível do normal, visto que o transplante não é cura, mas sim um tratamento que pode prolongar a vida com uma melhor qualidade. Muito embora a compatibilidade entre doador e receptor seja testada antes de um transplante, depois do transplante as consultas periódicas de acompanhamento são obrigatórias. A prescrição de medicamentos imunossupressores é obrigatória e de forma permanente. Em casos de rejeição, poderá ser oferecido um novo transplante ao paciente.

O cardiologista deve ser procurado para orientações preventivas e para o tratamento de alguma doença. É o médico especialista que diagnostica e trata das doenças que acometem o coração e os componentes do sistema circulatório.

 

Saiba mais sobre o coração

Como sei que o meu coração não está funcionando bem Alguns sintomas podem indicar um problema grave no coração e não devem ser ignorados:

  • Tontura ou desmaio frequente;
  • Palpitações no coração;
  • Dores prolongadas no peito;
  • Falta de fôlego ao realizar pequenos esforços;
  • Dores nas pernas, mesmo depois de parar de se exercitar.

Estes e outros sintomas, como dificuldade para dormir com a cabeceira baixa, batimentos cardíacos fora do normal e pele pálida ou azulada são motivos para consultar um cardiologista. Quanto mais sintomas sentir, maior é a probabilidade de apresentar um quadro de insuficiência cardíaca. As pessoas que possuem mais chances de sofrer com doenças do coração são aquelas que têm antecedentes familiares com problemas cardíacos, os que estão acima do peso ideal, fumam ou possuem outras doenças associadas, como diabetes, hipertensão e aterosclerose.

Principais doenças do coração

Doença do coração ou doença cardíaca é qualquer afecção que dificulte ou impeça a boa circulação sanguínea no organismo.

As doenças que afetam o coração podem ser classificadas como:

Como cuidar bem do coração A adoção de alguns hábitos e medidas contribui para prevenir o surgimento de doenças cardíacas

  • Controle do colesterol;
  • Prevenção e controle da diabetes;
  • Prevenção e controle da hipertensão (pressão alta);
  • Evitar o fumo;
  • Evitar a ingestão de álcool ou consumir com moderação;
  • Manutenção de um peso saudável;
  • Prática regular de exercícios físicos;
  • Manutenção de uma dieta saudável.

Exames que identificam problemas no coração

O médico cardiologista irá determinar quais exames fazer. Os mais comuns são:

  • Eletrocardiograma: Verifica os impulsos elétricos do coração, mostrando o ritmo cardíaco. Oferece, ainda, dados sobre o tamanho dos átrios e ventrículos e a situação das artérias coronárias.
  • Ecocardiograma: Fornece dados sobre o funcionamento do coração, tamanho, forma e movimentos do músculo cardíaco e das válvulas.
  • Holter: Dispositivo que grava o eletrocardiograma continuamente por 24 horas. Avalia o ritmo cardíaco, a frequência cardíaca e o balanço autonômico do coração, durante as atividades habituais dos pacientes. Muito útil para diagnosticar casos de arritmia.
  • Monitor de eventos eletrocardiográficos (loop event recorder): Sistema de monitorização prolongada e contínua do eletrocardiograma, por meses ou semanas.
  • Cintilografia: Compara o comportamento das coronárias em cada situação – repouso e esforço.
  • Cateterismo: Identifica os pontos exatos nas artérias onde o sangue está tendo dificuldade de passar.
  • Angioplastia: Como no cateterismo, identifica os pontos obstruídos nas artérias coronárias e ainda é possível, durante o procedimento, implantar um stent (dispositivo minúsculo que parece uma mola) para manter as artérias abertas, desobstruídas e evitar um novo acúmulo de gordura.
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