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Doação e Transplante de Órgãos

Córnea

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Segunda, 15 de Maio de 2017, 14h04 | Última atualização em Segunda, 28 de Agosto de 2017, 20h21

A Córnea localiza-se na parte anterior do globo ocular e, juntamente com a esclera, compõe a parte fibrosa e protetora do olho. A boa visão é consequência da transparência desta estrutura. Alterações no formato e na transparência da córnea podem comprometer seriamente a visão.

Funções da córnea

Desempenha papel fundamental na formação da visão. Transparente, funciona como uma lente sobre a íris (parte colorida do olho), focando a luz da pupila na direção da retina. As lágrimas (secreção lacrimal) mantêm a córnea úmida e saudável. Para o bom funcionamento da córnea é necessário que a mesma tenha transparência satisfatória e curvatura adequada. Se há perda de sua integridade, ela se torna embaçada, desfocada e a luz passa a não alcançar a retina, prejudicando sensivelmente a visão e provocando diversos transtornos que irão prejudicar o paciente no desenvolvimento das suas atividades diárias, podendo até mesmo ocasionar a perda completa da visão.

 

Dúvidas Frequentes

O transplante consiste na substituição da córnea opaca ou doente por uma córnea doada sadia, a fim de melhorar a sua visão ou corrigir defeitos oculares que ponham em risco a anatomia ou a função do olho. Pode ser substituída a espessura total (penetrante) ou parcial (lamelar). É um procedimento cirúrgico que pode ser realizado em caráter ambulatorial, não sendo necessária a hospitalização do paciente.

O transplante de córnea é indicado quando uma de suas características é perdida: transparência, curvatura ou regularidade. Vários problemas podem afetar a córnea como o ceratocone, úlceras, infecções, traumas, cirurgias intraoculares, distrofias, degenerações, alergias e outras, podendo levar a uma visão bastante prejudicada.

Para receber uma córnea, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera, respeitando-se a ordem de inscrição. A lista é única, organizada por estado ou por região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais. Isso impossibilita que uma pessoa conste em mais de uma lista ou que a ordem legal não seja obedecida. A inscrição na lista somente pode ser realizada por um oftalmologista com autorização vigente no SNT. À medida que os tecidos são liberados para utilização pelos bancos de tecidos oculares, as Centrais de Transplantes realizam a distribuição através de um sistema informatizado que considera a data de inscrição do paciente e critérios de urgência, conforme definido em regulamento técnico.

O tempo de espera por um transplante de córnea varia de estado para estado. Em alguns destes, as listas estão em uma situação conhecida como “lista zerada”, pois sua capacidade de realizar transplantes está em equilíbrio com a demanda, assim como com a disponibilidade de córneas provenientes de doação. 

A situação do potencial receptor de córnea pode ser consultada no Cadastro Técnico Único do Ministério da Saúde ou clicando aqui (para inscritos no estado de São Paulo, acesse aqui). Após preencher os dados, clique na lupa para acesso ao prontuário. 

Transplante de córnea pode proporcionar uma melhor qualidade de vida. A cirurgia apresenta alta porcentagem de sucesso. Normalmente, varia entre 80 e 90% de sucesso em situações não complicadas (de acordo com estatísticas mundiais). Em casos complicados, a taxa de sucesso pode diminuir, dependendo da complexidade e da patologia. A boa qualidade da córnea doada e a adequada manutenção do enxerto até sua utilização são de fundamental importância para um bom prognóstico visual final. 

As principais complicações de um transplante de córnea são a falência e a rejeição. Na falência primária, a córnea transplantada nunca recupera sua transparência. Neste caso, deve ser feita outra cirurgia. Na rejeição, a córnea apresenta bom funcionamento inicial e, algum tempo depois, o paciente pode apresentar diminuição da visão e vermelhidão ocular, além de fotofobia e dor. O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para a recuperação.  

Geralmente os resultados visuais após transplante de córnea são muito satisfatórios. Após o transplante, pode levar meses para a visão atingir seu potencial, mas algumas semanas depois o paciente já poderá perceber melhora. Geralmente não há dor após a cirurgia, sendo comum que alguns pacientes relatem sensibilidade à luz e sensação de areia nos olhos. No pós-operatório o paciente deverá usar comprimidos e colírios antibióticos e anti-inflamatórios, conforme prescrição médica. Em casos especiais pode ser necessário anti-hipertensivo ocular. Deve-se evitar esforço físico, piscinas no período de cicatrização e dormir do lado contralateral ao olho operado.
As consultas periódicas de acompanhamento são obrigatórias. Além disso, para um bom resultado, é primordial fazer uso dos medicamentos e manter uma boa higiene do rosto. Provavelmente haverá uma mudança na prescrição dos óculos em algum momento após a cirurgia.

O oftalmologista pode diagnosticar, prevenir e tratar as doenças oculares. Após a realização dos exames e a identificação de patologia na córnea, o paciente deve procurar um oftalmologista autorizado a realizar transplantes para confirmação do diagnóstico, podendo assim, proceder ao cadastramento no Sistema Nacional de Transplantes e a consequente inserção na lista de espera.

 

Saiba mais sobre a Córnea

Como identificar problemas na córnea

É importante procurar o oftalmologista desde os primeiros meses de vida para avaliação da visão. Tanto na infância quanto na adolescência, os pais devem ficar atentos quanto a possíveis queixas de cansaço visual, sensação de embaçamento e ofuscamento da imagem ou até mesmo visão dupla, mau rendimento dos filhos na escola e sempre que estiver sentindo desconforto intenso nos olhos. O diagnóstico precoce de qualquer problema é muito importante para o sucesso do tratamento, seja pela interrupção ou pelo atraso na progressão da doença.

Principais doenças da córnea

A córnea é acometida por diferentes patologias, que podem ser genéticas, hereditárias, defeitos de nascimento, ferimentos e infecções.

Algumas patologias estão associadas à curvatura da córnea, como o ceratocone, e outras à saúde da córnea, como úlceras, degenerações, distrofias, entre outras. O ceratocone é a principal causa de transplantes de córnea no Brasil.

Como cuidar bem das córneas

Os cuidados com os olhos são sempre muito importantes em qualquer situação, assim como o diagnóstico precoce de algum problema para a realização de um tratamento bem-sucedido. No caso do ceratocone, algumas atitudes na rotina podem ajudar a prevenir e até mesmo evitar o desenvolvimento da doença. Pessoas com hábito de coçar os olhos possuem mais chances de desenvolver a doença, portanto esse hábito deve ser evitado. Proteger os olhos com óculos escuros, pois a luz, seja do sol ou outros tipos de radiação, causa sensibilidade, proporcionando o desenvolvimento da doença. O tratamento para o ceratocone inclui o uso de óculos, lentes de contato e cirurgias e, por fim, o transplante. A úlcera de córnea pode ser causada por infecção por bactérias, protozoários, fungos ou vírus, ou pela ação de uma substância química. Pode, ainda, ser causada por pequenos traumas e pela existência de corpo estranho no olho. As lentes de contato também exigem atenção porque, se não forem bem higienizadas, podem irritar ou contaminar os olhos. Para prevenir complicações, deve-se lavar bem as mãos antes da manipulação, evitar o uso de lentes de contato enquanto dorme e o uso excessivamente prolongado. Manutenção inadequada e descuidos com a desinfecção podem contribuir para o surgimento do quadro patológico, mesmo nas lentes novas. Além disso, as infecções nos olhos devem ser tratadas prontamente. Para evitar acidentes e queimaduras nas córneas, os olhos devem ser bem protegidos ao utilizar substancias ácidas e alcalinas, também presentes em produtos de limpeza doméstica. Trabalhadores que utilizem produtos químicos devem utilizar equipamentos de proteção individual adequados.

Exames que identificam problemas nas córneas

Além da importância de verificar a necessidade de correção de problemas oculares, é fundamental realizar com regularidade exames oftalmológicos completos, que podem também identificar doenças oculares e sistêmicas, como a diabetes e a hipertensão arterial. Estes exames medem a acuidade visual, com e sem correção, a refração, a pressão intraocular, a biomicroscopia e o fundo de olho. Topografia corneana e paquimetria ultrassônica são procedimentos realizados para auxiliar no diagnóstico de possíveis doenças, possibilitando que o paciente passe em seguida para a fase de tratamento.

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