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HumanizaSUS

Sobre o programa

Escrito por Leonardo | Publicado: Quinta, 27 de Julho de 2017, 14h30 | Última atualização em Terça, 22 de Agosto de 2017, 15h42

A Política Nacional de Humanização (PNH), como política transversal ao SUS perpassa diferentes ações, Políticas Públicas e instâncias gestoras, foi constituída em 2003 e tem como foco a efetivação dos princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a Saúde Pública no Brasil.

A PNH é vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS) e conta com uma equipe técnica sediada em Brasília (DF), que realiza apoio técnico ao território através das Secretarias Estaduais de Saúde por meio de acompanhamento aos Projetos de implementação da PNH, que considera a análise dos problemas e desafios visando mudanças no modelo de atenção e gestão e sua indissociabilidade, tendo como foco as necessidades dos cidadãos, a produção de saúde e o próprio processo de trabalho em saúde, valorizando os trabalhadores e as relações sociais no trabalho.

O que é humanização no SUS

A valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores. Fomento da autonomia e do protagonismo dos sujeitos e dos coletivos envolvidos no processo de saúde, visando aumento do grau de co-responsabilização, humanização da gestão e participação dos trabalhadores nos processos de decisão e estabelecimento de vínculos solidários na produção de saúde em rede.

Estrutura da PNH

  • Princípios
  • Método
  • Diretrizes
  • Dispositivos

Princípios

Transversalidade

A Política Nacional de Humanização (PNH) deve se fazer presente e estar inserida em todas as políticas e programas do SUS.  A PNH busca transformar as relações de trabalho a partir da ampliação do grau de contato e da comunicação entre as pessoas e grupos, tirando-os do isolamento e das relações de poder hierarquizadas.

Transversalizar é reconhecer que as diferentes especialidades e práticas de saúde estão conectadas na produção do cuidado e podem conversar com a experiência daquele que é assistido. Juntos, esses saberes podem produzir saúde de forma corresponsável.

A política é transversal porque se baseia em método e modo de fazer, assumindo uma função meio para qualificação do SUS. Desta forma, se aplica a todas as demais políticas, práticas e espaços do SUS, uma vez que não se identifica especificamente a nenhum objeto em si e sim a todo o SUS.

Indissociabilidade entre atenção e gestão

As decisões da gestão interferem diretamente na atenção à saúde. Por isso, trabalhadores e usuários devem buscar conhecer como funciona a gestão dos serviços e da rede de saúde, assim como participar ativamente do processo de tomada de decisão nas organizações de saúde e nas ações de saúde coletiva. Ao mesmo tempo, o cuidado e a assistência em saúde não se restringem às responsabilidades da equipe de saúde.

O usuário e sua rede sócio familiar devem também corresponsabilizar-se pelo cuidado de si nos tratamentos, assumindo posição protagonista com relação a sua saúde e a daqueles que lhes são caros.

A gestão precisa estar em sintonia e coerência com a atenção assim como a atenção necessita corresponder na prática à proposta da gestão. De certa forma, além da corresponsabilização implicada na prática de processos cogeridos, todos devem fazer gestão de sua própria prática.

Protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e dos coletivos

Qualquer mudança na gestão e atenção é mais concreta se construída com a vontade das pessoas envolvidas, as quais compartilham responsabilidades. Os usuários dos serviços de saúde não são só pacientes, os trabalhadores não só cumprem ordens: as mudanças acontecem com o reconhecimento das diversas faces do papel de cada um. Um SUS humanizado reconhece cada pessoa como legítima cidadã de direitos e valoriza e incentiva sua atuação na produção de saúde.

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