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Atenção Especializada e Hospitalar

Prevenção, diagnóstico e tratamento

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Quinta, 20 de Julho de 2017, 14h51 | Última atualização em Terça, 29 de Agosto de 2017, 15h34

Pouco se sabe sobre as causas e consequentemente as formas de prevenção de fissuras lábio palatais e/ou orofaciais.

Uma combinação de fatores genéticos, relacionados à hereditariedade familiar, e fatores ambientais podem contribuir para a formação das fissuras labiopalatais.

Os fatores ambientais mais conhecidos que são de risco para as fissuras são: bebida alcoólica, cigarros e alguns medicamentos (como corticóides e anticonvulsivantes), principalmente quando utilizados no primeiro trimestre da gestação.

A ação destes fatores ambientais depende de uma predisposição genética do embrião (interação gene versus ambiente). Hoje, com o avanço das tecnologias de imaginologia, é possível identificar a ocorrência de fissura por exames de imagens no período pré-natal

USP - Fissura Labiopalatina

Diagnóstico

No geral, é durante a gestação, por meio de exame de ultrassom no pré-natal por volta de 18 semanas de gravidez (entre o 4º e 5º mês de gestação), que a fenda poderá ser visualizada e diagnóstico apresentado à família. Em alguns casos, também poderá ser facilmente diagnosticada no nascimento por meio do exame clínico do recém-nascido.

Logo após o diagnóstico, a família é encaminhada a um Centro Especializado para acompanhamento. O quadro clínico das fissuras labiopalatais é bem variado, desde uma forma leve como um entalhe no vermelhão do lábio até tipos de fendas bem complexas como as que acometem o lábio e o palato, com o comprometimento da estética, dentição, audição e fala.

Em um Centro Especializado, a família poderá receber as primeiras orientações sobre os cuidados com o bebê, principalmente relacionados à alimentação e prevenção de infecções de vias respiratórias e orelhas, além de saber sobre as etapas terapêuticas, bem como tirar dúvidas com relação a presença de outras anomalias associadas, risco de morte, idade da cirurgia, falha de dentição, dificuldade de fala e perda auditiva.

Tratamento e Reabilitação

O tratamento das pessoas com fissura labiopalatal deve começar o mais cedo possível. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece assistência integral a essas pessoas, desde 1994, por meio dos Centros de tratamento da má formação lábio palatal. Esses Centros são habilitados junto ao SUS de acordo com a Portaria SAS/MS nº. 62, de 19 de abril de 1994.

Esses serviços possuem condições físicas, estruturais, de equipamentos e de recursos humanos para prestar o atendimento clinico, cirúrgico e de reabilitação adequados e com qualidade aos pacientes com essas deformidades, e são ofertados por uma equipe multidisciplinar especializada, composta por médicos - pediatras, otorrinolaringologistas e cirurgiões plásticos, ortodontistas, fonoaudiólogos, psicólogos, geneticistas, radiologistas e protéticos, visando a uma reabilitação morfológica, funcional e psicossocial.

Os procedimentos referentes a essa assistência, bem como as compatibilidades, podem ser consultados na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais e podem ser realizados por serviços habilitados no código 0401 – Centro de tratamento da má formação labio-palatal.

No país existem atualmente 28 Hospitais credenciados no SUS para realização de procedimentos integrados para reabilitação estético-funcional dos portadores de má-formação Labiopalatal. 

Legislação vigente: Portaria SAS/MS nº 62, de 19 de abril de 1994.

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