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Atenção Especializada e Hospitalar

Lipodistrofia e Lipoatrofia Facial

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Quinta, 20 de Julho de 2017, 14h51 | Última atualização em Quarta, 30 de Agosto de 2017, 16h09

A partir da introdução do tratamento antirretroviral de alta potência (HAART) em 1996, as pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) vem apresentando diminuição da mortalidade e aumento da expectativa de vida, com maior qualidade.

Apesar deste cenário positivo, passou a ser relatada uma série de eventos adversos relacionados ao uso dos medicamentos. Diversos sinais e sintomas clínicos foram descritos desde então e agrupados como Síndrome Lipodistrófica, que se caracteriza por alterações anatômicas e metabólicas, podendo ocorrer de forma isolada ou associada. As alterações são observadas principalmente em pacientes cuja terapia antirretroviral fora iniciada em meados dos anos 1990 e nos primeiros anos da década de 2000.

As alterações metabólicas compreendem um aumento sérico de lipídeos (colesterol e triglicérides), aumento da resistência periférica a insulina, diabetes mellitus tipo I, associados ou não a alterações anatômicas. Estas, por sua vez, decorrem da redistribuição da gordura corporal, podendo ocorrer perda (lipoatrofia) ou acúmulo (lipohipertrofia).  A lipoatrofia ocorre na região da face, membros superiores e inferiores e nádegas. A lipohipertrofia ocorre na região do abdome, região cervical e nas mamas.

Devido às diferenças nos critérios diagnósticos, seleção de população de estudo e duração do seguimento, existem diversos relatos de prevalência da lipodistrofia, variando de 8% a 84%, com uma média de 42% nos pacientes tratados com regimes contendo inibidores da protease (IP).

Estas alterações do contorno corporal têm uma contundente repercussão na saúde psicossocial das pessoas vivendo com HIV/Aids, que podem ter sua soropositividade revelada por estas características marcantes, as quais intensificam o estigma em relação à doença, fortalecendo o preconceito, impactando negativamente as relações sociais e afetivas, influindo diretamente na adesão ao tratamento.

Veja também

Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas

Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids

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