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Atenção Especializada e Hospitalar

Prevenção, Diagnóstico e Tratamento

Publicado: Terça, 01 de Agosto de 2017, 10h56 | Última atualização em Sábado, 26 de Agosto de 2017, 16h02

A prevenção da DRC baseia-se no tratamento e controle dos fatores de risco modificáveis: diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade, doença cardiovascular e tabagismo, cujo controle e tratamento devem estar de acordo com as normatizações e orientações do Ministério da Saúde.

Em relação ao uso de medicamentos, deve-se orientar que o uso crônico de qualquer tipo de medicação deve ser realizado apenas com orientação médica e deve-se ter cuidado específico com agentes com efeito reconhecidamente nefrotóxico.

Diagnóstico

O rim tem múltiplas funções, como a excreção de produtos finais de diversos metabolismos, produção de hormônios, controle do equilíbrio hidroeletrolítico, do metabolismo ácido-básico e da pressão arterial. Existem diversas formas de aferir as funções renais, mas do ponto de vista clínico, a função excretora é aquela que tem maior correlação com os desfechos clínicos. Todas as funções renais costumam declinar de forma paralela com a sua função excretora. Na prática clínica, a função excretora renal pode ser medida através da Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Para o diagnóstico da DRC são utilizados os seguintes parâmetros:

i. TFG alterada;  
ii. TFG normal ou próxima do normal, mas com evidência de dano renal ou alteração no exame de imagem.
É portador de DRC qualquer indivíduo que, independente da causa, apresente por pelo menos três meses consecutivos uma TFG<60ml/min/1,73m².

Tratamento e Reabilitação

Para melhor estruturação do tratamento dos pacientes com DRC é necessário que, após o diagnóstico, todos os pacientes sejam classificados da seguinte maneira:

Estágio 1: TFG ³ 90mL/min/1,73m² na presença de proteinúria e/ou     hematúria ou alteração no exame de imagem;
Estágio 2: TFG ³ 60 a 89 mL/min./1,73m²;
Estágio 3a: TFG ³ 45 a 59 mL/min./1,73m²;
Estágio 3b: TFG ³ 30 a 44 mL/min./1,73m²;
Estágio 4: TFG ³ 15 a 29 mL/min./1,73m²; e
Estágio 5 – Não Diálitico: TFG < 15 mL/min./1,73m².
Estágio 5 - Dialítico: TFG < 15 mL/min./1,73m².

A classificação deve ser aplicada para tomada de decisão no que diz respeito ao encaminhamento para os serviços de referências e para o especialista. Para fins de organização do atendimento integral ao paciente com DRC, o tratamento deve ser classificado em conservador, quando nos estágios de 1 a 3, pré-diálise quando 4 e 5-ND (não dialítico) e Terapia Renal Substitutiva (TRS) quando 5-D (diálitico).

O tratamento conservador consiste em controlar os fatores de risco para a progressão da DRC, bem como para os eventos cardiovasculares e mortalidade, com o objetivo de conservar a TFG pelo maior tempo de evolução possível. A pré-diálise consiste na manutenção do tratamento conservador, bem como no preparo adequado para o início da TRS em paciente com DRC em estágios mais avançados. A TRS é uma das modalidades de substituição da função renal: hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal.

Atualmente, existem 700 serviços habilitados pelo Ministério da Saúde para a oferta da TRS, nas modalidades de hemodiálise e de diálise peritoneal, no Brasil.

Leia mais:

Cuidados adicionais com o Paciente com DRC.

  1. Hiperfosfatemia na Insuficiência Renal Crônica.
  2. Anemia em Pacientes com Insuficiência Renal Crônica – Alfaepoetina.
  3. Anemia em Pacientes com Insuficiência Renal Crônica - Reposição de Ferro.
  4. Osteodistrofia renal.
  5. Distúrbio Mineral Ósseo na Doença Renal Crônica
  6. Imunossupressão no transplante renal.
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