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Atenção Especializada e Hospitalar

Diagnóstico

Publicado: Terça, 04 de Julho de 2017, 17h04 | Última atualização em Segunda, 28 de Agosto de 2017, 18h15

Detecção precoce é uma forma de prevenção secundária e visa a identificar o câncer em estágios iniciais. Existem duas estratégias de detecção precoce: o diagnóstico precoce e o rastreamento. É responsabilidade dos gestores e dos profissionais de saúde aliar as ações de detecção precoce com a garantia de acesso a procedimentos diagnósticos e terapêuticos em tempo oportuno e com qualidade.

O objetivo do diagnóstico precoce é identificar pessoas com sinais e sintomas iniciais de uma determinada doença, primando pela qualidade e pela garantia da integralidade assistencial em todas as etapas da linha de cuidado da doença. O diagnóstico precoce, portanto, é uma estratégia que possibilita terapias mais simples e efetivas, ao contribuir para a redução do estágio de apresentação do câncer. Assim, é importante que a população em geral e os profissionais de saúde reconheçam os sinais de alerta dos cânceres mais comuns, passíveis de melhor prognóstico se descobertos no início. A maioria dos cânceres é passível de diagnóstico precoce mediante avaliação e encaminhamento oportunos após os primeiros sinais e sintomas.

Já o rastreamento é uma ação dirigida à população assintomática, que tem o intuito de identificar doenças em sua fase pré-clínica. Qualquer método de rastreamento só deve ser recomendado para a população após sua eficácia ter sido comprovada por meio de estudos científicos. Em relação ao rastreamento, atualmente a indicação está restrita aos cânceres de mama e do colo do útero.

Para mais informações consulte os Cadernos de Atenção Básica:

 CAB nº 13 - Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama;

CAB nº 29 – Rastreamento.

Saiba mais sobre Detecção Precoce e Tipos de Câncer.

O câncer de mama é o tipo de câncer que possui a maior incidência e a maior mortalidade na população feminina em todo o mundo. Contudo, pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura.

A mamografia bienal para mulheres entre 50 a 69 anos é a estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde no Brasil para o rastreamento do câncer de mama.

Leia mais: Diretrizes para Detecção Precoce do Câncer de Mama.

O câncer do colo do útero está associado à infecção persistente por subtipos oncogênicos do vírus HPV (Papilomavírus Humano). É o terceiro tumor mais frequente na população feminina - excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma -, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, sendo considerado um importante problema de saúde pública.

O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil, recomendado pelo Ministério da Saúde, é o exame citopatológico em mulheres de 25 a 64 anos. A rotina é a repetição do exame a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de um ano.

Leia mais: Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento de Câncer de Colo do Útero.

Vale ressaltar que o controle dos cânceres de mama e do colo do útero é uma prioridade da agenda de saúde do país e integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, lançado pelo Ministério da Saúde em 2011, o que justifica a implantação de estratégias efetivas que incluam ações de promoção à saúde, prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados paliativos.

O Ministério da Saúde não recomenda a organização de programas de rastreamento (exame antígeno prostático específico (PSA) e toque retal) do câncer de próstata. Este posicionamento está respaldado por evidências científicas que apontam mínima redução da mortalidade por câncer de próstata por meio de programas de rastreamento acompanhada de uma série de possíveis danos à saúde do homem.

Leia mais: Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Adenocarcinoma de Próstata.

O câncer infantojuvenil (crianças e adolescentes entre 0 e 19 anos) é um conjunto de doenças que apresenta características próprias, principalmente com relação à histopatologia e ao comportamento clínico. É considerado raro quando comparado com o câncer em adultos, correspondendo entre 2% a 3% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Esse grupo de neoplasias apresenta, na sua maioria, curtos períodos de latência, são mais agressivos, crescem rapidamente; porém respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico. Portanto, é importante que profissionais de saúde, pais e familiares saibam identificar os sinais e sintomas da doença, que são muito parecidos com os de doenças comuns da infância. Os tumores pediátricos mais comuns são a leucemia (câncer da medula óssea), os tumores de sistema nervoso central e os linfomas (tumores do sistema linfático).

Saiba mais sobre incidência, mortalidade e morbidade hospitalar relacionadas ao câncer no grupo de pessoas de zero a 29 anos.

Leia mais: Protocolo de Diagnóstico Precoce do Câncer Pediátrico.

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