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Atenção Especializada e Hospitalar

Afecções Osteomusculares / Músculo Esquelético

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Terça, 05 de Setembro de 2017, 16h27 | Última atualização em Terça, 05 de Setembro de 2017, 16h31

O sistema osteomuscular compreende principalmente a dois sistemas da fisiologia humana: o sistema ósseo e o sistema muscular. A função do sistema ósseo é de proteger, sustentar, armazenar e liberar os íons de cálcio e potássio, permitir o deslocamento do corpo servindo como alavanca e de produzir certas células do sangue. Os ossos trabalham em conjunto com os músculos que são responsáveis pelo movimento.

No sistema muscular existe a divisão dos músculos que são lisos e estriados. O músculo liso não faz parte do aparelho locomotor, pois eles são responsáveis pela formação de órgãos como o estomago, intestinos, artérias, etc. O músculo estriado pode ser do tipo músculo esquelético e músculo cardíaco. Os músculos estriados esquelético fazem parte do aparelho locomotor sendo um tipo de músculo voluntário.

Os músculos esqueléticos ficam ligados aos ossos pelos tendões que são formados por tecido conjuntivo altamente denso rico em colágeno no qual se liga de um lado ao periósteo, camada de tecido conjuntivo presente nos ossos e do outro as camadas de tecidos conjuntivos que revestem o ventre muscular ou músculo propriamente dito, os fascículos e as fibras. E a ligação de um osso a outro ou outros é chamado de juntas ou articulações.

Os ossos se classificam como longo, plano, curto, irregular, pneumático e sesanoides.

O sistema muscular é composto pelo conjunto de músculos do corpo humano, são encontrados cerca de 600 músculos no corpo humano e eles representam cerca de 40 a 50% do peso total de uma pessoa. Os músculos têm a capacidade de contrair ou relaxar e proporcionam movimentos que permitem que a pessoa ande, corra, salte, etc.

Ortopedia

A ortopedia é a especialidade médica que cuida das doenças e deformidades relacionadas aos elementos do aparelho locomotor, como ossos, músculos, ligamentos e articulações. A traumatologia é a especialidade médica que lida com o trauma do aparelho músculo-esquelético.

No Brasil as especialidades são unificadas, recebendo o nome de "Ortopedia e Traumatologia".

Dentro dos órgãos/ossos do corpo humanos tratados pela ortopedia temos: Coluna, Joelho, Quadril, Ombro e Cotovelo, Mão, Pé e Tornozelo.

As causas das principais lesões ortopédicas são: Artralgia, Artrose. Artrose Joelho, Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP), Lesão do Ligamento Colateral, Lesão Meniscal, Mialgia, Lesões Musculares, Lombalgia, Síndrome do Manguito Rotador; Tendinites, Síndrome Patelo Femoral e Cervicalgia.

A traumatologia dedica-se ao estudo e ao tratamento das diferentes lesões que se podem produzir nas extremidades e na coluna. Na sua órbita de ação entram as fraturas ósseas, as luxações e diferentes classes de contusões.

Os tratamentos da traumatologia podem ser diversos. Alguns são conservadores, como a implementação de ligaduras ou a colocação de um gesso. Outros tratamentos são mais invasivos, como as intervenções cirúrgicas que são utilizadas para instalar parafusos, placas e outros elementos no interior do corpo. A escolha de um ou outro tratamento é realizada pelo profissional de acordo com o tipo de lesão.

Embora a traumatologia ortopédica pareça ser o estudo de todo tipo de trauma, ela lida apenas com as lesões ósseas e musculares tendinosas dos membros superiores, inferiores, bacia e coluna. O trauma abdominal é avaliado pelo cirurgião geral; o trauma craniano pelo neurocirurgião; o trauma de tórax é avaliado pelo cirurgião do trauma ou cirurgião torácico. Erro muito comum é o encaminhamento de vítimas de trauma torácico e facial para o ortopedista, o qual trata do esqueleto axial (coluna) e membros.

Sobre as Afecções Osteomusculares/Músculo Esquelético

As afecções músculo-esqueléticas representam uns dos principais agravos à saúde no Brasil. Trata-se de distúrbios de importância crescente em vários países do mundo, com dimensões epidêmicas em diversas categorias profissionais, principalmente na Traumato-Ortopedia. Na traumatologia, o crescente problema da violência, das doenças ocupacionais, dos acidentes de trânsito e causas externas, que perfazem mais de 90% dos atos médicos destinados ao tratamento das afecções do sistema músculo-esqueléticos, é de extrema preocupação, tanto do ponto de vista epidemiológico quanto da gestão, pelo elevado número de procedimentos realizados e pelo alto valor de recursos financeiros envolvidos.

SUS e as Afecções Osteomusculares/Músculo Esquelético

O Sistema Único de Saúde − SUS oferta diversos tratamentos clínicos, cirúrgicos e de reabilitação na área de ortopedia. Os procedimentos relacionados a essas especialidades estão incluídos em várias ações e políticas do Ministério da Saúde. Todos os procedimentos podem ser consultados no Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do Sistema Único de Saúde (SIGTAP/SUS).

Especificamente sobre a atenção especializada no SUS, a área de ortopedia recebeu atenção especial, principalmente no que dispensa a utilização de alta tecnologia/alta complexidade, com a publicação da Portaria GM/MS nº 221, de 15 de fevereiro de 2005, que instituí a Política de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia Instituída no SUS. Tal política é regimentada pela Portaria SAS/MS nº 90, publicada em 27 de março de 2009. Esta Portaria conceitua Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia e Centro de Referência de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia, orientando o papel que cada uma dessas habilitações desempenha na atenção à saúde e na qualificação técnica exigida para o atendimento dos usuários, e ainda, orienta o gestor quanto aos requisitos mínimos, para se  habilitar um estabelecimento em alta complexidade em Ortopedia.

Tanto os Centros de Referência de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia quanto às Unidades de Assistência em Alta Complexidade em Ortopedia estão aptos a realizar qualquer procedimento traumato-ortopédico, independentemente da complexidade em que este procedimento se insere. A diferença básica entre as duas habilitações está no papel de formar e qualificar novos profissionais na área desempenhada pelos Centros. (Relatório de Gestão SAS 2016)

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