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  • Ministro participa da Conferência Sanitária Pan-Americana nos EUA

    Encontro acontece a cada cinco anos e reúne ministros da Saúde da região para determinar as políticas gerais. Paralelamente ao evento, o ministro terá encontros bilaterais com EUA e Canadá

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa nesta segunda-feira (25) e terça-feira (26) da 29ª Conferência Sanitária Pan-Americana, realizada em Washington, nos Estados Unidos. O encontro acontece a cada cinco e reúne os ministros de Saúde da região para debater os temas de saúde prioritários. Paralelamente às atividades da Conferência, o ministro Ricardo Barros cumprirá também agendas bilaterais com Estados Unidos e Canadá.

    A Conferência propicia espaço para a troca de experiências e a discussão sobre as prioridades regionais para a prevenção de doenças, a promoção da saúde e o combate a enfermidades. Um dos temas de destaque do evento será a discussão da Agenda de Saúde Sustentável para as Américas (ASSA) 2018-2030, que associa a busca da melhoria da saúde em todos os países da região com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

    O Brasil participou do grupo de trabalho que elaborou a ASSA, ocasião em que defendeu a importância de considerar o desenvolvimento sustentável conjuntamente em suas três dimensões: econômica, social e ambiental. Ao longo da semana, também haverá a eleição da nova diretoria da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A atual diretora Carissa Etienne é candidata única à reeleição.

    ENCONTROS BILATERAIS – Com o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Thomas Price, o ministro Ricardo Barros vai discutir temas como Zika, resistência antimicrobiana, pesquisas conjuntas, entre outros. Será realizado também um encontro paralelo com autoridades norte-americanas sobre o sistema de saúde brasileiro. O evento é promovido pelo Center of Strategic and International Studies (CSIS) e é uma oportunidade de buscar parcerias em saúde entre Brasil e EUA.

    Barros também se encontrará com a ministra da Saúde do Canadá, Ginette Taylor. No encontro, será assinado memorando de entendimento entre os dois países para cooperação à saúde, com destaque para temas como manejo de produtos químicos, doenças sexualmente transmissíveis, controle do tabaco, saúde indígena, entre outros. O memorando é um desdobramento da Carta de Intenções assinada durante a 70ª Assembleia Mundial de Saúde, em maio deste ano, com o intuito de ampliar a cooperação entre Brasil e Canadá. O ministro também se encontrará com o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom.

    UNASUL – Em reunião prévia à Conferência Sanitária da OPAS, os ministros da Saúde da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) se reuniram no domingo (24). Entre os temas de debate, destacou-se o fortalecimento de políticas alimentares saudáveis, incluindo novas estratégias para a rotulagem frontal de alimentos processados, o que facilitará a seleção de alimentos mais benéficos para a saúde da população da região.

    O ministro também participou do 12º Encontro Internacional sobre Água e Saúde, em Ourense, na Espanha, na sexta-feira (22). Durante o evento, que reuniu 40 países europeus e latino americanos, o Brasil analisou as experiências internacionais sobre a utilização do tratamento com águas termais. O objetivo é aprimorar o método no país, que já faz parte das práticas integrativas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

     

    Por Nicole Beraldo, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580

  • Brasil e EUA firmam parceria para produção da 2ª etapa da vacina contra a Zika

    O acordo foi realizado no encontro bilateral com o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Thomas Price, durante a 29ª Conferência Sanitária Pan-Americana, emWashington.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, firmou nesta terça-feira (26) uma parceria com o secretário de Saúde dos EUA, Thomas Price, para a produção da segunda etapa da vacina contra o vírus Zika. Nesta fase, a vacina será testada em humanos em produção pela Fiocruz/Biomanguinhos, em parceria o EUA. O encontro aconteceu durante a 29ª Conferência Sanitária Pan-Americana, realizada em Washington, nos Estados Unidos. Após testes bem-sucedidos em animais, a vacina segue agora para a fase de testes em humanos, que deve se iniciar dentro de um ano, logo após a produção dos lotes clínicos, avaliações pré-clínicas e a aprovação deste estudo pelo comitê de ética da Fiocruz/Biomanguinhos. “Vamos agilizar o processo de produção da vacina, que será muito útil para o controle da Zika em todo o mundo. Essa vacina irá produzir muitos impactos positivos em relação à infecção pelo Zika, evitando sequelas nas pessoas contaminadas. Tenho certeza que o Brasil vai dar um grande exemplo ao mundo, mostrando como resolveu, rapidamente, a epidemia de Zika”, afirmou o ministro Ricardo Barros, nesta terça-feira, durante o evento em Washington. Segundo ele, a expectativa é que a vacina esteja disponível para a população em até dois anos, dependendo da evolução dos testes. A vacina contra Zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Ministério da Saúde, apresentou resultado positivo nos testes em camundongos e macacos. A aplicação de uma única dose da vacina preveniu a transmissão da doença nos animais e, durante a gestação, o contágio de seus filhotes. É um dos mais avançados estudos para a oferta de uma vacina contra a doença para proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (22) pela revista Nature Communications. Os testes pré-clínicos foram realizados simultaneamente no Instituto Nacional de Saúde (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington, dos Estados Unidos, todos parceiros da pesquisa. Os testes obtiveram sucesso em seu objetivo, que é impedir que o vírus Zika cause microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos. CONFERÊNCIA SANITÁRIA PAN-AMERICANA - O encontro acontece a cada cinco anos e reúne os ministros de Saúde da região para debater os temas de saúde prioritários. A Conferência propicia espaço para a troca de experiências e a discussão sobre as prioridades regionais para a prevenção de doenças, a promoção da saúde e o combate a enfermidades. Um dos temas de destaque do evento foi a discussão da Agenda de Saúde Sustentável para as Américas (ASSA) 2018-2030, que associa a busca da melhoria da saúde em todos os países da região com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil participou do grupo de trabalho que elaborou a ASSA, ocasião em que defendeu a importância de considerar o desenvolvimento sustentável conjuntamente em suas três dimensões: econômica, social e ambiental. Ao longo da semana, também haverá a eleição da nova diretoria da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A atual diretora Carissa Etienne é candidata única à reeleição. ENCONTROS BILATERAIS – Paralelamente às atividades da Conferência, o ministro Ricardo Barros cumpriu agendas bilaterais com Estados Unidos, Canadá, Cuba, Equador, Haiti, além de encontro com diretores da OMS/OPAS. Será realizado também um encontro paralelo com autoridades norte-americanas sobre o sistema de saúde brasileiro. O evento é promovido pelo Center of Strategic and International Studies (CSIS) e é uma oportunidade de buscar parcerias em saúde entre Brasil e EUA. Com a ministra da Saúde do Canadá, Ginette Taylor, foi assinado memorando de entendimento entre os dois países para cooperação à saúde, com destaque a temas como manejo de produtos químicos, doenças sexualmente transmissíveis, controle do tabaco, saúde indígena, entre outros. O memorando é um desdobramento da Carta de Intenções, assinada durante a 70ª Assembleia Mundial de Saúde, em maio deste ano, com o intuito de ampliar a cooperação entre Brasil e Canadá. O ministro também se encontrará com o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom. Ricardo Barros também se encontrou com a ministra da saúde pública do Equador, Verónica Espinosa. O Ministro da Saúde tratou de temas como cooperação nas áreas de sangue, nutrição, Banco de Leite Humano e agências regulatórias. Com Cuba, tratou de temas como o Programa Mais Médicos, reafirmando o compromisso brasileiro com a continuidade do programa. UNASUL – Em reunião prévia à Conferência Sanitária da OPAS, os ministros da Saúde da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) se reuniram no domingo (24). Entre os temas de debate, destacou-se o fortalecimento de políticas alimentares saudáveis, incluindo novas estratégias para a rotulagem frontal de alimentos processados, o que facilitará a seleção de alimentos mais benéficos para a saúde da população da região. O ministro também participou do 12º Encontro Internacional sobre Água e Saúde, em Ourense, na Espanha, na sexta-feira (22). Durante o evento, que reuniu 40 países europeus e latino americanos, o Brasil analisou as experiências internacionais sobre a utilização do tratamento com águas termais. O objetivo é aprimorar o método no país, que já faz parte das práticas integrativas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por Nicole Beraldo, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580

  • Brasil inaugura Laboratório de Tuberculose em São Tomé e Príncipe

    O projeto realizado no âmbito da cooperação Sul-Sul busca apoiar, de forma sustentável, o Programa de Luta contra a Tuberculose de São Tomé e Príncipe

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    Crédito: AISA/MS

    Laboratorio TB STP

    São Tomé e Príncipe passa a contar com laboratório de referência para o tratamento de Tuberculose

    O Brasil inaugurou, no dia 27 de janeiro, o Laboratório Nacional de Referência para a Tuberculose em São Tomé e Príncipe, visando desenvolver o conhecimento científico e melhorar o diagnóstico desta enfermidade no país. A cerimônia contou com a presença da ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada, e do Embaixador do Brasil no país, Vilmar Rogério Coutinho Junior, além de delegação brasileira formada por representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Ministério da Saúde.

    O laboratório localiza-se no Hospital Ayres de Menezes, nos arredores da capital são-tomense, e foi inaugurado pela ministra de saúde, Maria de Jesus. Na ocasião, a ministra destacou que “a construção desse laboratório nacional busca a melhoria do diagnóstico da doença no país, além de desenvolver e valorizar o conhecimento científico. Dessa forma, contribui para uma resposta mais eficaz na luta contra a Tuberculose que ainda é um dos problemas de saúde pública de São Tomé e Príncipe”.

    A obra é um dos resultados do projeto de cooperação Sul-Sul, entre o governo são-tomense e brasileiro de “Apoio ao Programa de Luta Contra a Tuberculose”, que contempla todos os eixos da Estratégia DOTS (Direct Observed Tratament Short-course), promovendo a descentralização do atendimento para todos os distritos sanitários e a ampliação da capacidade de diagnóstico, com o fortalecimento da retaguarda laboratorial e a implantação do teste de cultura de escarro.

    Outro eixo importante do projeto é a capacitação de recursos humanos, tanto para o quadro do laboratório como para o Programa de Tuberculose santomense. Cabe ressaltar que após a inauguração do Laboratório, o projeto continuará com as atividades de capacitação e com o fornecimento de insumos pelo prazo de dois anos.

    COOPERAÇÃO TÉCNICA –Brasil e São Tomé e Príncipe possuem projetos de cooperação técnica desde 2003, quando assinaram o “Protocolo de Intenções sobre Cooperação Técnica na Área de Saúde”. Os dois países já cooperaram em projetos de combate e prevenção de malária e HIV/AIDS. Atualmente, o Ministério da Saúde possui mais de 90 projetos e atividades de cooperação em saúde em execução em todos os continentes, com destaque para as parcerias com países da África lusófona, da América Latina e do Caribe.  

    Por Anna Lima, do Nucom AISA
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580

  • Brasil sedia reunião da Comunidade de Países de Língua Portuguesa na área de saúde

    Evento reforça a agenda de cooperação brasileira com os países membros da CPLP em matéria de IST/aids, malária e tuberculose.

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    Anna Lima/AISA Reunião Conjunta das Redes em HIV/Aids, Malária e Tuberculose reforçam cooperação entre países da CPLP

    Nos dias 5 e 6, Brasília sediou a II Reunião Conjunta das Redes de Investigação e Desenvolvimento em Saúde (RIDES) IST/Aids, Malária e Tuberculose da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O evento foi organizado pelo Ministério da Saúde, tendo como foco o tema da presidência pro tempore brasileira da Comunidade: “A CPLP e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

    Durante o encontro, técnicos dos Ministérios da Saúde de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe debateram a promoção e o fortalecimento das RIDES, especificando suas atividades, o desenvolvimento de compromissos bienais, a atuação em rede e conjunta entre as RIDES e a interlocução com as demais redes da Comunidade. Também participaram da Reunião representantes das instituições assessoras do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da CPLP (PECS-CPLP), Fiocruz e Instituto de Medicina Tropical de Portugal (IHM-Portugal), e da Rede de Institutos de Saúde Pública da Comunidade (RINSP-CPLP).

    As RIDES são mecanismos de intercâmbio de informação e experiências e promoção de boas práticas na área da saúde. Elas congregam em rede os programas de IST/aids, malária e tuberculose dos países de língua portuguesa, com o objetivo de cooperar em temas prioritários para os Estados membros e promover a investigação em saúde com foco no desenvolvimento sustentável e no combate a essas três epidemias.

    Para encerrar a presidência pro temporebrasileira da CPLP no campo da saúde, o Brasil promoverá uma reunião de alto nível com os ministros da Saúde da Comunidade às margens da 71ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), em Genebra, em maio de 2018.

    COOPERAÇÃO

    A cooperação do MS com os países africanos de língua portuguesa tem avançado com o estabelecimento de projetos em áreas como o combate ao HIV/aids, a vigilância epidemiológica em malária e tuberculose, a formação de recursos humanos e a saúde materno-infantil. Além disso, o Ministério da Saúde implementou um Laboratório de Tuberculose em São Tomé e Príncipe, inaugurado em janeiro de 2018, e está conduzindo a finalização do processo de transferência de tecnologia da Fábrica de Medicamentos em Moçambique, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE). Ainda em 2018, serão inaugurados os primeiros Bancos de Leite Humano de Angola e Moçambique e a segunda unidade de Cabo Verde.

    Por Anna Lima, do Nucom AISA
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580

  • Haiti e Palestina conhecem tecnologia brasileira para tratamento de água

    Estrangeiros se interessam pelo SALTA-z, desenvolvido pela Funasa, e estudam cooperar com o Brasil para aplicar o projeto em seus países.

    Entre os dias 26 de novembro e 1º de dezembro, o Ministério da Saúde, por intermédio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), realizou o I Congresso Internacional de Engenharia de Saúde Pública e de Saúde Ambiental da Funasa (CIESA), em Belém/PA. O evento reuniu mais de 900 representantes da saúde ambiental do mundo para promover trocas de experiências e tecnologias inovadoras na área da saúde.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou do evento e apresentou o projeto inovador chamado “SALTA-z”. Na ocasião, o ministro destacou a importância do projeto para a saúde das populações ribeirinhas e indígenas. “Conhecemos hoje uma solução simples, inovadora, de baixo custo, capaz fornecer água própria para o consumo e, dessa forma, evitar, por exemplo, doenças transmitidas pela água contaminada”, ressaltou Barros.

    A tecnologia, desenvolvida pela Funasa, é um procedimento simplificado para realizar a clarificação, filtração e desinfecção em águas de superfície e subterrâneas, com a implantação de solução alternativa coletiva de abastecimento de água potável em situações especiais e excepcionais. Essa iniciativa pode proporcionar acesso a água apta ao consumo para a população de cidades com até 50 mil habitantes.

    A iniciativa despertou o interesse de representantes do Ministério da Saúde da Palestina e do Ministério da Saúde Pública e da População do Haiti, que participaram do congresso a convite do Ministério da Saúde brasileiro. Os participantes estrangeiros visitaram a Comunidade Ilha do Maracujá, onde conheceram a "Solução Alternativa Coletiva de Tratamento de Água para Consumo Humano – SALTA-z". Há perspectiva de desenvolvimento de projetos de cooperação técnica em saúde ambiental com ambos os países. A delegação palestina também visitou o Aterro Sanitário de Marituba, localizado na região metropolitana de Belém, onde o lixo recebe tratamento adequado.

    Fotos: Divulgação AISA

    Palestinos e haitianos conhecem a tecnologia produzida pela Funasa SALTA-z.

    COOPERAÇÃO – Atualmente, o Ministério da Saúde possui 79 projetos e atividades de cooperação em saúde em execução em todos os continentes, com destaque para as parcerias com países da África lusófona, da América Latina e do Caribe. Em junho de 2017, em visita do ministro Ricardo Barros a Porto Príncipe, Brasil e Haiti assinaram um novo projeto de cooperação para “Fortalecimento da Gestão dos Serviços e do Sistema de Saúde no Haiti”, cujo objetivo é fortalecer a sustentabilidade do sistema de saúde no país caribenho. Com a Palestina, o Ministério da Saúde organizará missão de prospecção e estruturação da agenda de cooperação técnica bilateral, em seguimento à visita do ministro Barros à Palestina, em março deste ano. Na ocasião, o ministro e seu homólogo palestino discutiram sobre o potencial de cooperação bilateral em saúde em áreas como cardiologia, atenção à saúde da criança, doação e transplante de órgãos e saúde mental.

    Por Anna Lima, do Nucom AISA
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580

     

  • Ministério da Saúde reforça cooperação com a OPAS para continuidade do Mais Médicos

    Acordo voltado ao fortalecimento da Atenção Básica foi prorrogado para mais cinco anos na terça-feira (13). Ministro Ricardo Barros já havia firmado compromisso para manutenção do Programa

    O Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) assinaram, nesta terça-feira (13), em Brasília (DF), o documento Termo de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento de Ações que tem como objetivo fortalecer o projeto “Ampliação do Acesso da População Brasileira à atenção básica”. O documento formaliza a prorrogação por mais cinco anos das ações voltadas a esta área de atendimento, inclusive a atuação de profissionais de Cuba no Programa Mais Médicos.

    Participaram da cerimônia o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a diretora da OPAS, Carissa Etienne, e o representante da OPAS no Brasil, Joaquim Molina. Está previsto ainda no termo a qualificação profissional de médicos; a troca de experiências na área de atuação da atenção básica entre os profissionais brasileiros e intercambistas, além da ampliação do acesso a saúde a população. Atualmente, o programa Mais Médicos beneficia 63 milhões de. São 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 DSEIs em todo o país.

    “Com a renovação do termo de cooperação o Ministério da Saúde reafirma o seu compromisso em garantir o acesso da população a assistência médica nas regiões prioritárias. No entanto, é importante ressaltar que a prioridade da minha gestão é ampliar a participação de médicos brasileiros e, assim, garantir a autossuficiência do país nesta ação”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

    “O Mais Médicos tem revolucionado o acesso aos cuidados de saúde no Brasil e a OPAS teve a sorte de fazer parte dessa experiência, garantindo que possamos trazer melhor saúde e cuidados em saúde, com um alto nível de satisfação e aceitação entre a população. O Mais Médicos também serve como um dos exemplos de melhores práticas que podem ensinar a outros países”, destacou a Carissa Etienne, diretora da OPAS/OMS.

    A participação dos brasileiros formados no Brasil no programa Mais Médicos aumentou 38% em um ano, passando de 3.850, em 2016, para 5.247, em 2017. Do total de médicos participantes, 8.557 (47%) são profissionais cubanos da cooperação com a OPAS, 8.459 (46%) são brasileiros formados no Brasil ou no exterior, e 483 (3%) são intercambistas estrangeiros.

    RESULTADOS

    Com os médicos do programa foi possível ampliar a assistência médica na Atenção Básica, com atendimento regular nas Unidades Básicas de Saúde, na composição de novas equipes de Saúde da Família ou em equipes que não contavam com profissionais no momento da adesão. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde, divulgado em 2016, apontou que o Mais Médicos, em municípios com até 10 mil habitantes, é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica. E, no caso de 1.100 municípios, o Mais Médicos representa 100% da cobertura de Atenção Básica.

    A avaliação da população sobre o Programa também é positiva. Pesquisa da UFMG/IPESPE identificou que 95% dos usuários disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a atuação do médico do Mais Médicos. Entre as razões dessa avaliação extremamente positiva, 85% afirmaram que a qualidade do atendimento melhorou; 87% que o médico é mais atencioso, e 82% que a consulta agora resolve melhor seus problemas de saúde.

    Também, o relatório da Rede Observatório do Programa Mais Médicos conseguiu identificar redução nas internações hospitalares por causas sensíveis à Atenção Básica (AB), analisadas a partir do Sistema de Informação Hospitalar, tanto no Brasil quanto nas regiões e em agregados de municípios. Considerando que a taxa de internação por condições sensíveis à Atenção Básica vem diminuindo no Brasil de forma sustentada, a pesquisa mostrou que, nos municípios que participam do Programa Mais Médicos (PMM), esta redução foi 4% mais pronunciada do que nos demais municípios, comparando-se as internações de dezembro de 2013 e dezembro de 2014.

    Além disso, a publicação “Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development”, desenvolvida pela ONU, apontou que o programa Mais Médicos foi uma das boas práticas relevantes para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, destacando que o programa “é replicável e seria potencialmente benéfico em qualquer país que decidisse adotá-lo”.

    Por Alexandre Penido, da Agência Saúde
    Atendimento à Imprensa
    (61) 3315-2898/3580

     

  • Ministros do Mercosul reúnem-se em Foz do Iguaçu para debater saúde na região

    Em reunião do bloco, ministros discutem temas como saúde sexual e reprodutiva, consumo de álcool, gestão de agrotóxicos, gorduras trans e situação epidemiológica da região

    Para incentivar a cooperação entre os países do Mercosul, o Brasil sedia, nesta quinta-feira (7), aXLI  Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). Durante o evento foram reafirmados acordos entre os países membros para avaliaras políticas nacionais de gestão de agrotóxicos, além discutirem a criação de políticas regulatórias para a eliminação gradual de gorduras trans de origem industrial nos alimentos. Além disso, para evitar a duplicação de esforços e aumentar a eficiência dos trabalhos das comissões intergovernamentais vinculadas à reunião de ministros, o Brasil propôs a simplificação da estrutura institucional do bloco para a área de saúde.

    Confira aqui a apresentação completa.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, reforçou a importância dos países concentrarem esforços, visando o acesso à saúde. “Nós estamos avançando nas cooperações no sentido de dar senso prático a ela. A saúde é uma área muito valorizada, que é prioridade em todos os países. Nós estamos trocando experiências e conhecendo a estrutura dos sistemas de saúde vizinhos. O Brasil tem ajudado, por meio de organismos internacionais, a reequipar e melhorar a estrutura, numa parceria de articulação entre as nações”, destacou o ministro.

    Na ocasião, os ministros também discutiram temas como saúde sexual e reprodutiva, consumo de álcool e fizeram um balanço do quadro epidemiológico atual na região de fronteira. Como encaminhamento da reunião, documentos e acordos sobre os temas discutidos apontarão direcionamentos e condutas para as políticas públicas de saúde dos Estados partes. O objetivo é compartilhar experiências e propor ações conjuntas para fortalecimento dos sistemas de saúde da região.

    Serão discutidas propostas de declarações e projetos de acordos sobre temas relacionados ao combate a doenças não transmissíveis, ao fortalecimento da saúde como direito humano e à atenção integral à saúde na região. Entre os temas avançados durante a presidência pro tempore brasileira do bloco, os ministros discutirão estratégias para o enfrentamento ao consumo do álcool como fator de risco para as doenças crônicas não transmissíveis. Também será tratada a relevância da garantia dos direitos sexuais e os direitos reprodutivos como direitos humanos, com vistas a promover estratégias de cooperação entre os países da região nessa matéria.

    Às margens da reunião, Brasil e Uruguai assinaram um memorando de entendimento para cooperação bilateral na área de saúde, com o objetivo de constituir um marco institucional para estimular os esforços de coordenação e cooperação entre os dois países nessa área. O documento elenca como focos principais de atuação: a identificação e o desenvolvimento de iniciativas de cooperação nas áreas da atenção básica e redes integradas de serviços de saúde; acesso a medicamentos; infecções sexualmente transmissíveis; acesso a soros para picadas ou mordidas de animais prevalentes na região; controle do tabaco; treinamento de recursos humanos em saúde, além do fortalecimento trabalho conjunto em regiões de fronteiras.

    COOPERAÇÃO– Brasil e Uruguai já contam com parcerias na área de saúde, principalmente na região fronteiriça. Entre elas, destaca-se a formação de profissionais de saúde na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, que está em andamento, cujo objetivo é capacitar os prestadores de serviço de saúde para que possam aprimorar o atendimento à população. A iniciativa faz parte do projeto de cooperação trilateral entre Brasil, Alemanha (por meio do banco de desenvolvimento KfW) e Uruguai, iniciado em 2015, que, além da capacitação de profissionais de saúde multiplicadores, também promoveu a ampliação de unidades de saúde no lado uruguaio da região fronteiriça. Essa iniciativa de cooperação permitirá otimizar recursos de saúde e ampliar o atendimento aos cidadãos brasileiros e uruguaios dos dois lados da fronteira.

    MERCOSUL –Durante a presidência pro temporebrasileira do MERCOSUL, ao longo do segundo semestre de 2017, o Ministério da Saúde executou o Projeto de Capacitação em Doação e Transplante, que visa a fortalecer a formação de recursos humanos no processo de doação e transplante na região, para reduzir assimetrias e promover o desenvolvimento dos sistemas e programas nacionais de doação e transplante. A iniciativa já realizou dois módulos de um total de cinco.

    Durante a XLVII Reunião Ordinária do Subgrupo de Trabalho (SGT) Nº 11 “Saúde” do MERCOSUL, ocorrida em outubro, o Brasil promoveu a Oficina de Cooperação Técnica para fortalecer o cumprimento do Regulamento Sanitário Internacional na região. Na ocasião, Estados partes e associados compartilharam as capacidades de vigilância e resposta dos países e compartilharam experiências sobre eventos de massa na região.

    Outra atividade de cooperação promovida pelo Brasil no âmbito do MERCOSUL foi a Oficina de Prevenção Combinada IST/HIV/Hepatites Virais com foco em populações-chave e prioritárias, realizada em outubro, em Foz do Iguaçu.

    Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580

  • Modelo do SUS é apresentado no 4º Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde na Irlanda

     

    Ministério da Saúde debate desafios da formação profissional para o acesso universal da população aos serviços de saúde. Evento internacional acontece em Dublin

    O Secretário Executivo, Antônio Nardi, defendeu nesta quarta-feira (14), como desenvolver políticas que favoreçam a formação profissional e o incremento da mão de obra para a demanda crescente nos serviços de saúde. O tema foi tratado durante o 4º Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde, que acontece durante cinco dias na capital irlandesa.

    Ensino à distância, fomento da formação profissional continuada e o Programa Mais Médicos foram alguns dos exemplos apontados pelo executivo como soluções já em prática no Brasil. Em 2017, por exemplo, a marca de um milhão de profissionais matriculados em um dos 39 cursos ofertados pela Universidade Aberta do SUS (UNASUS) foi atingida, ampliando a capacitação de médicos, enfermeiros, técnicos e gestores da área.

    Os fundamentos do sistema de saúde brasileiro como universalidade, equidade e integralidade, assim como o funcionamento da estrutura compartilhada entre união, estados e municípios no país também foram destacados. “Nossa política nacional pactuada com os conselhos nacionais, que representam estados e municípios, é construída de modo a alcançar o vasto território brasileiro e a permitir o acesso de todos os cidadãos ao Sistema Único de Saúde”, destacou o secretário Antônio Nardi.

    O Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne há quatro edições dirigentes mundiais no intuito de fortalecer a agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Em 2017, ele acontece entre os dias 13 e 17 de novembro na capital da Irlanda.

    Por Nucom SE
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580/2351/2745

     

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