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  • Atualização - População de 76 municípios receberá dose fracionada de febre amarela

    O Ministério da Saúde esclarece que a capital São Paulo (SP) já estava incluída nos municípios que farão parte da campanha de vacinação com dose fracionada da febre amarela. A adoção do fracionamento das vacinas será implementada apenas em alguns bairros da capital paulista. Com esta atualização, sobe para 76 o número de municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia que realizarão vacinação com a dose fracionada, sendo 53 em São Paulo, 15 no Rio de Janeiro e 8 na Bahia. Cabe ressaltar que o total de pessoas destes municípios, que deverão ser vacinadas na campanha, continua sendo de 19,7 milhões. É que o quantitativo de 6,3 milhões de pessoas para o estado de São Paulo, já estava contabilizado a população dos bairros da capital paulista, que participarão da campanha de vacinação.

    Atendimento à Imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

  • BAHIA: 105 municípios precisam intensificar vacinação contra febre amarela

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    Tempo de áudio: 2’03”

    REPÓRTER:Apesar do Ministério da Saúde ter decretado o fim do surto de febre amarela em todo o país, 105 municípios da Bahia ainda precisam intensificar a vacinação contra a doença. É que nessas cidades, o número de pessoas vacinadas não atingiu os índices recomendados pelo Ministério da Saúde. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, os governos municipais precisam manter as ações de combate para evitar que novas pessoas sejam infectadas.

    SONORA: Ricardo Barros, Ministro da Saúde.

    “A situação está sob controle, mas precisamos ampliar a cobertura vacinal. Precisamos que todas as áreas de recomendação de vacinação tenham 90% de cobertura. Essa é a meta e vamos insistir com os gestores locais para que alcancem esse objetivo. É preciso que as equipes façam busca ativa, especialmente nas pessoas que estão na zona rural que são as mais suscetíveis a pegar febre amarela”.

    REPÓRTER:O Brasil adota o esquema de apenas uma dose da vacina durante toda a vida, o que significa que quem já foi vacinado alguma vez, não precisa de dose de reforço. A vacina é segura e apresenta eficácia de até 99% contra a febre amarela. A estudante Rayani Campo conta como foi rápido e fácil ficar protegida contra a doença.

    SONORA:Rayani Ramos Campo, estudante.

    “Eu tomei a vacina no posto de saúde. Não tinha fila, eu fui super bem atendida e não tive reação alguma da vacina. Todos da minha família, inclusive a namorada do meu irmão, a família dela, todos tomaram e nenhum de nós teve reação. Teve fila, mas foi coisa pouca, o atendimento super rápido, bem atendido, sem problema algum”.

    REPÓRTER:Apenas lembrando que a vacina contra a febre amarela é contraindicada para crianças menores de seis meses, pessoas com baixa imunidade ou que tenham reação alérgica grave a ovo. Além disso, idosos acima dos 60 anos, gestantes, pessoas vivendo com HIV/aids ou com doenças no sangue devem ser avaliadas por um médico antes de se vacinar.

    Reportagem, Janary Damacena. 

  • Boletim de febre amarela será atualizado nesta quarta-feira (7)

    O Ministério da Saúde informa que, excepcionalmente, o informe com a atualização dos dados repassados pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país será publicada nesta quarta-feira (7).

    Atendimento à imprensa - Ascom/MS
    (61) 3315-3580 / 2351

  • Campanha de vacinação terá dose fracionada de febre amarela em três estados

    Atualizado: Terça, 09 de Janeiro de 2018, 19h40

    Campanha do Ministério da Saúde, em conjunto com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, irá vacinar 19,7 milhões de pessoas de 76 municípios. O objetivo é evitar a circulação e expansão do vírus

    Entre fevereiro e março deste ano, 76 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 19,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas na campanha, sendo 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias.

    Ao anunciar a nova medida nesta terça-feira (09), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, explicou que a adoção do fracionamento visa evitar um surto como ocorreu no primeiro semestre de 2017. “Os estudos concluídos, até o momento, demonstram que a vacina padrão e a fracionada têm a mesma eficácia. No entanto, o Ministério da Saúde continuará acompanhando e atualizando as estratégias, conforme a atualização das pesquisas”, afirmou o ministro. O anúncio foi feito em conjunto com representantes das secretarias estaduais de saúde de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

    Confira aqui a apresentação (PDF)

    Fotos: Erasmo Salomão/MS

    Ministro da Saúde, Ricardo Barros, explicou que a adoção do fracionamento visa evitar surto de febre amarela. Veja mais no Flickr

    A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. A dose fracionada tem mostrado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. A única diferença está no volume. A dose padrão (0,5 Ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 Ml) protege por pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

    A Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explicou que a febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos de dezembro a maio. “Para evitar que isso aconteça, estamos antecipando essa vacinação porque o vírus entrou em uma área com elevada densidade populacional”, justificou a coordenadora. Segundo ela, se a medida não fosse adotada, poderia ocorrer aumento de casos e óbitos. “É importante ressaltar que toda revisão do calendário nacional de vacinação é acompanhado, sistematicamente, pelo comitê assessor técnico, com especialistas de diversas áreas”, acrescentou.   

    No estado de São Paulo, 4,9 milhões de pessoas receberão a dose fracionada e 1,4 milhão a dose padrão em 53 municípios. Já no Rio de Janeiro, 2,4 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 7,7 milhões a padrão em 15 municípios. Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão em oito municípios. O período da campanha em São Paulo será de 3 a 24 de fevereiro, sendo os dias 3 e 24 (sábados) os dias D de mobilização da campanha. Já no Rio de Janeiro e Bahia, devido ao período do carnaval, as campanhas ocorrerão do dia 19 de fevereiro a 9 de março, sendo o dia 24/02 o dia D de mobilização.

    Neste mês de janeiro, os estados e municípios irão treinar os profissionais de saúde e adequar a logística para realização do fracionamento. Para isso, o Ministério da Saúde deve repassar aos estados R$ 54 milhões do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra para auxiliar os estados na realização da campanha. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo e, até o fim deste mês, serão destinados R$ 30 milhões para o Rio de Janeiro e R$ 8,2 milhões para a Bahia. 

    PADRÃO E FRACIONADA - Alguns públicos não são indicados para receber a dose fracionada, portanto irão participar da campanha recebendo a dose padrão: crianças de 9 meses a menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia, pacientes com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajante internacional (devem apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação). A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos.

    A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. No caso dos idosos, a vacinação deverá ser aplicada após avaliação dos serviços de saúde. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas.  As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.

    O Secretário Executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, lembrou que as pessoas que vão viajar para áreas com circulação do vírus precisam se vacinar. “A vacina de febre amarela tem efeito após 10 dias da aplicação, por isso é preciso que as pessoas que vão viajar se atentem para esse período, para estarem protegidos durante a viagem”, ressaltou o secretário.

    Para a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela, o Ministério da Saúde vai repassar aos estados 15 milhões de doses fracionadas e 4,7 milhões de doses padrão, que será suficiente para vacinar 19,7 milhões de pessoas. Ao longo de todo o ano de 2017, o Ministério da Saúde enviou aos estados 45 milhões de doses da vacina, tanto para a rotina de vacinação como para o reforço nos estados afetados pelo surto. Somente para MG, RJ, SP, ES e BA foram distribuídas 32,8 milhões de doses extras. Além disso, foram distribuídas 12,2 milhões de doses da vacina de febre amarela na rotina para todos os estados da federação.

    O Plano Estratégico de Vacinação contra a Febre Amarela foi elaborado com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da OMS e Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (CDC), e aprovado pelo grupo de trabalho do Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI) e especialistas.

    DOSE FRACIONADA - Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a dose padrão da vacina de febre amarela, com 0,5 mL. Já para a dose fracionada são aplicados 0,1 mL, o que representa 1/5 da dose padrão. Um frasco com 5 doses da vacina de febre amarela, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50 pessoas.

    Estudo recente feito pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) comprovou que a dose fracionada da vacina de febre amarela é eficaz por, pelo menos, 8 anos. O estudo de dose resposta avaliou 319 militares vacinados com a dose fracionada em 2009 e, após 8 anos, verificou-se a presença de anticorpos contra a doença em 85,3% dos participantes, semelhantes ao observado com a dose padrão neste mesmo período (88%).

    “É muito importante que pesquisas fundamentem o processo de tomada de decisões. Por isso a Fiocruz, com esse estudo do fracionamento da vacina de febre amarela, que começou em 2009, pode trazer subsídios científicos para que os estados, junto ao Ministério da Saúde, optassem pela estratégia de fracionamento neste momento de risco de transmissão da doença”, explicou a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade.

    Dessa forma, os resultados dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. A estratégia já foi utilizada anteriormente no controle da epidemia na República Democrática do Congo pela OMS, que utilizou 1/5 da dose Padrão da Vacina de Febre Amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Na ocasião, 7,8 milhões de pessoas foram vacinadas em 15 dias.

    DIVULGAÇÃO DA CAMPANHA DE VACINAÇÃO – Com o slogan “Informação para todos, vacina para quem precisa”, a divulgação das ações de vacinação do Ministério da Saúde, em parceria com os estados pretende chamar a atenção da população para a importância da vacinação em locais com risco de transmissão da doença.

    CASOS - Os informes de febre amarela seguem a sazonalidade da doença que acontece, em sua maioria, no verão, sendo realizados de julho a junho de cada ano. No período de monitoramento (julho/2017 a junho/2018), até o dia 8 de janeiro deste ano, foram confirmados 11 casos de febre amarela, sendo oito no estado de São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Minas Gerais e um no Distrito Federal. Quatro casos evoluíram para óbito, sendo dois em São Paulo, um em Minas Gerais e um no Distrito Federal. Ao todo, foram notificados 381 casos suspeitos de febre amarela em todo o país no período, sendo que 278 foram descartados e 92 permanecem em investigação.

    Em relação ao surto que ocorreu no primeiro semestre de 2017, entre dezembro de 2016 e junho de 2017, foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela, o que representou a maior transmissão da doença das últimas décadas. A região Sudeste concentrou a grande maioria das notificações, com 764 casos confirmados, seguida das regiões Norte (10 casos confirmados) e Centro-Oeste (3 casos). As regiões Sul e Nordeste não tiveram confirmações.

    A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

    É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

    Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 08/01/2018

     

    UF (LPI)*

    Notificados

    Descartados

    Em Investigação

    Confirmados

    Óbitos

    NORTE

    AP

    2

    2

    -

    0

    -

    AM

    1

    1

    -

    0

    -

    PA

    18

    11

    7

    0

    -

    RO

    5

    5

    -

    0

    -

    RR

    2

    2

    -

    0

    -

    TO

    7

    6

    1

    0

    -

    NORDESTE

    BA

    11

    6

    5

    0

    -

    CE

    1

    1

    -

    0

    -

    MA

    1

    1

    -

    0

    -

    PB

    1

    0

    1

    0

    -

    PE

    1

    0

    1

    0

    -

    PI

    3

    1

    2

    0

    -

    RN

    1

    0

    1

    0

    -

    CENTRO-OESTE

    DF

    20

    16

    3

    1

    1

    GO

    20

    14

    6

    0

    -

    MS

    3

    1

    2

    0

    -

    SUDESTE

    ES

    38

    28

    10

    0

    -

    MG

    35

    29

    5

    1

    1

    RJ

    4

    3

    -

    1

    -

    SP

    182

    133

    36

    8

    2

    SUL

    PR

    14

    13

    1

    0

    -

    RS

    7

    3

    4

    0

    -

    SC

    4

    2

    2

    0

    -

    Total

    381

    278

    92

    11

    4

    Dados preliminares e sujeitos à revisão
    *LPI – Local Provável de Infecção

    Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
    Atendimento à Imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

     

  • CARNAVAL: Vacina contra febre amarela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem

    A orientação é apenas para quem vai para as áreas com recomendação e nunca tomou a vacina. Quem já tiver tomado uma dose ao longo da vida, não precisa mais se vacinar

    O Ministério da Saúde reforça a orientação de vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes que irão visitar alguma área de recomendação de vacina. Para garantir a proteção, a dose deve ser aplicada com, pelo menos, 10 dias de antecedência à viagem, tempo necessário para o organismo produzir os anticorpos contra a doença. Integram a Área com Recomendação de Vacinação cidades de 20 estados e o Distrito Federal. Para quem vai se deslocar no período do Carnaval para uma dessas áreas, a recomendação é buscar a imunização até o fim de janeiro. 

    Confira a lista dos municípios com recomendação de vacinação

    Confira a lista das cidades da campanha de vacinação com dose fracionada

    Os casos de febre amarela registrados no país permanecem no ciclo silvestre da doença, ou seja, a febre amarela é transmitida apenas pelos mosquitos encontrados no ambiente silvestre, dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942. Portanto, os cuidados devem ser redobrados para os viajantes que se deslocarem para zonas rurais e áreas de mata.

    Para garantir a vacinação de quem vai viajar para essas regiões, o Ministério da Saúde distribui, mensalmente, doses da vacina para todas as unidades da federação. Desde 2017 até o momento, foram encaminhadas cerca de 57,4 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 48,4 milhões de doses da vacina febre amarela, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, sendo 18,3 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

    DOSE ÚNICA– É importante lembrar que quem já tomou a vacina ao longo da vida não precisa repetir a dose. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema da dose única, recomendado desde 2014 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Estudos comprovaram que uma dose é suficiente para proteger durante toda a vida.

    A vacina para a febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença, e confere proteção entre 90% e 98%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos.

    Para algumas populações, a vacina é contraindicada, como pessoas com alergia grave ao ovo; portadores de doença autoimune; pacientes em tratamento com quimioterapia/radioterapia; crianças menores de seis meses de idade e pessoas que vivem com HIV/Aids (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3). Para essas pessoas, a prevenção pode ser feita com uso de repelentes e roupas de manga comprida, além de evitar locais com evidência de circulação do vírus.

    Outros grupos devem ser vacinados somente se estiverem em áreas de risco, e antes devem ser avaliados por um serviço de saúde para definir se há necessidade de vacinação. É o caso das gestantes, mulheres que estão amamentando, idosos, pessoas que vivem com HIV; pacientes que já terminaram o tratamento com quimioterapia/radioterapia e pessoas que fizeram transplante.

    Por isso, a orientação é que a população siga rigorosamente as orientações do Calendário Nacional de Vacinação e mantenha a caderneta de vacinação atualizada, que deve ser guardada junto aos demais documentos pessoais.

    No caso de perda da caderneta, o Ministério da Saúde recomenda ao cidadão que procure o posto de saúde onde habitualmente recebe as doses para resgatar o histórico de vacinação e fazer a segunda via do documento. Caso isto não seja possível, a recomendação é colocar a vacinação em dia, de acordo com a faixa etária e demais indicações.

    CAMPANHA – Nesta quinta-feira (25/01), começou a campanha para vacinação contra febre amarela em municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com a utilização da dose fracionada. No estado da Bahia, a data será no dia 19 de fevereiro. Ao todo, 77 municípios adotarão a estratégia de fracionamento.

    A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias (morte de macacos) e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar após esse período.

    Por Camila Bogaz, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2351

  • ESPÍRITO SANTO: 78 municípios precisam intensificar vacinação contra febre amarela

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    Tempo de áudio: 2’12”

    REPÓRTER:Apesar do Ministério da Saúde ter decretado o fim do surto de febre amarela em todo o país, 78 municípios doEspírito Santo ainda precisam intensificar a vacinação contra a doença. É que nessas cidades, o número de pessoas vacinadas não atingiu os índices recomendados pelo Ministério da Saúde. O estado foi um dos mais afetados pela febre amarela, registrando 252 casos e 83 mortes. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, os governos municipais precisam manter as ações de combate para evitar que novas pessoas sejam infectadas.

    SONORA: Ricardo Barros, Ministro da Saúde.

    “A situação está sob controle, mas precisamos ampliar a cobertura vacinal. Precisamos que todas as áreas de recomendação de vacinação tenham 90% de cobertura. Essa é a meta e vamos insistir com os gestores locais para que alcancem esse objetivo. É preciso que as equipes façam busca ativa, especialmente nas pessoas que estão na zona rural que são as mais suscetíveis a pegar febre amarela”.

    REPÓRTER:O Brasil adota o esquema de apenas uma dose da vacina durante toda a vida, o que significa que quem já foi vacinado alguma vez, não precisa de dose de reforço. A vacina é segura e apresenta eficácia de até 99% contra a febre amarela. A estudante Rayani Campo conta como foi rápido e fácil ficar protegida contra a doença.

    SONORA:Rayani Ramos Campo, estudante.

    “Eu tomei a vacina no posto de saúde. Não tinha fila, eu fui super bem atendida e não tive reação alguma da vacina. Todos da minha família, inclusive a namorada do meu irmão, a família dela, todos tomaram e nenhum de nós teve reação. Teve fila, mas foi coisa pouca, o atendimento super rápido, bem atendido, sem problema algum”.

    REPÓRTER:Apenas lembrando que a vacina contra a febre amarela é contraindicada para crianças menores de seis meses, pessoas com baixa imunidade ou que tenham reação alérgica grave a ovo. Além disso, idosos acima dos 60 anos, gestantes, pessoas vivendo com HIV/aids ou com doenças no sangue devem ser avaliadas por um médico antes de se vacinar.

    Reportagem, Janary Damacena. 

  • Febre Amarela

    O que é

    Fonte: Fiocruz
    Vírus da Febre Amarela
    Frascos da vacina de Febre Amarela

    A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A doença tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

     

     Situação Epidemiológica / Dados

    Profissional de saúde

    Video tutorial sobre preparação da vacina fracionada

    Guia para Profissional de Saúde

    Transmissão

    clique para ampliar

    O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

    Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. Mas a doença tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

    É importante informar que o ciclo da doença atualmente é silvestre, com transmissão por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

    A pessoa apresenta os sintomas iniciais 3 a 6 dias após ter sido infectada.

     

    Sintomas

    clique para ampliarfebre amarela sintomas febre dores nauseas fadiga hemorragia

    Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

    Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

    Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

    Diagnóstico

    Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

    Tratamento

    O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

    Prevenção

    Box Title

    Frasco dose vacina febre amarela

    O Sistema Único de Saúde oferta vacina contra febre amarela para a população. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas deve se imunizar.

    A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

     

    Veja Calendário Nacional de Vacinação

     

    Áreas de risco

    Locais que têm matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente, são consideradas como áreas de risco. No Brasil, no entanto, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade conforme orientações para vacinação e que residem ou se deslocam para os municípios que compõem a Área Com Recomendação de Vacina.

    Atualização das áreas de recomendação para vacinação contra febre amarela

    Lista dos municípios de SP, RJ e BA que terão campanha de vacinação com a dose fracionada contra febre amarela

    Perguntas e respostas

    Febre AmarelaDose fracionadaProfissionais de Saúde

     

  • Febre amarela: MS alerta para necessidade de aumentar a vacinação

    Até quinta-feira (15), 3,95 milhões de pessoas foram vacinadas contra febre amarela em São Paulo e Rio de Janeiro, 19,3% do público-alvo. A recomendação é que os estados continuem a campanha

    Box Title

    Crédito: Rodrigo Nunes/MS

    Recomendação é que os estados continuem campanha contra febre amarela, ressaltou o ministro Ricardo Barros

    O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação da população dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo durante a campanha contra febre amarela. Dados preliminares dos dois estados apontam que, até esta quinta-feira (15), 3,95 milhões de pessoas foram vacinadas, sendo 3,6 milhões com doses fracionadas e 356,8 mil com doses padrão. O número corresponde a 19,3% do público-alvo previsto no Sudeste. A recomendação é que os estados continuem vacinando até atingir alta cobertura.

    “A vacina é a medida mais eficaz para combater a doença e evitar casos e mortes. Por isso é necessário que toda a população que vive nos municípios onde a campanha está ocorrendo procure se vacinar. O vírus da febre amarela tem acometido pessoas que vivem em regiões próximas a matas e que nunca se vacinaram contra a febre amarela, ou seja, suscetíveis para a doença”, alertou o ministro da Saúde Ricardo Barros.

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    A previsão é que sejam vacinadas 20,5 milhões de pessoas no Sudeste, sendo 10,3 milhões em 54 municípios de São Paulo e 10 milhões em 15 municípios do Rio de Janeiro. Devido à baixa procura da população para a vacinação contra a febre amarela, o estado do Rio prorrogou a campanha. No estado, 1,22 milhão de pessoas foram vacinadas (12%), sendo 963,5 mil com a fracionada e 257 mil com a padrão. Em São Paulo, a previsão para o término da campanha é neste sábado (17), quando acontece o Dia D de Mobilização. O estado vai avaliar a necessidade de prorrogação da campanha após essa data. No total, 2,7 milhões de paulistas foram vacinados, o que representa 26% do público-alvo, sendo 2,6 milhões de pessoas com a fracionada e 99,8 mil com a padrão.

    Na Bahia, a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela terá início na próxima segunda-feira (19). O estado pretende vacinar 3,3 milhões de pessoas em 8 municípios. Para auxiliar os estados e municípios na realização da campanha, o Ministério da Saúde repassou aos estados R$ 54 milhões. Desse total, R$ 15,8 milhões para São Paulo; R$ 30 milhões para Rio de Janeiro e R$ 8,2 milhões para a Bahia. Para atender exclusivamente à demanda da campanha de fracionamento, o Ministério da Saúde distribuiu 14,9 milhões de doses da vacina de febre amarela aos estados do Rio de Janeiro (4,7 milhões), Bahia (300 mil) e São Paulo (9,9milhões). Também foram enviadas 15 milhões de seringas aos estados, sendo 5,2 milhões para o Rio de Janeiro, 500 mil para a Bahia e 9,3 milhões para São Paulo.

    Para a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Ana Goretti, as pessoas que mais precisam da vacina são as que acabam não procurando as unidades de saúde. “O que percebemos em relação à resistência na vacinação é o que acontece com outras vacinas que é a dificuldade do homem, adulto jovem, que mora perto de matas, em buscar uma unidade de saúde para se vacinar. É fundamental que essas pessoas, que são mais vulneráveis, se vacinem para aumentar as coberturas vacinais e garantir uma população devidamente protegida contra o vírus da febre amarela”, concluiu Ana Goretti.

    A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

    O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou às Unidades da Federação o quantitativo de aproximadamente 64,5 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 54,3 milhões de doses, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação, sendo 22,7 milhões (SP), 12 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,9 milhões (BA).

    PESQUISA

    O Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Ministério da Saúde, conseguiu detectar o vírus da febre amarela em mosquitos Aedes albopictus (popularmente conhecido como Tigre Asiático). Os mosquitos, que vivem em áreas rurais e urbanas, foram capturados em 2017, em áreas rurais próximas dos municípios de Itueta e Alvarenga, em Minas Gerais. Novos estudos são necessários para confirmar agora a capacidade vetorial (transmissão) do Aedes albopictus, pois o encontro do vírus no mosquito não significa necessariamente que ele adquiriu o papel de transmissor da doença.

    O Ministério da Saúde está apoiando o IEC e o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que também participou da pesquisa, na nova fase do estudo que culminará em novas capturas de mosquitos e avaliação do potencial de transmissão da doença.

    “O encontro do vírus no mosquito Aedes albopictus não significa necessariamente que ele adquiriu o papel de transmissor da febre amarela. Por isso é preciso voltar a essas áreas para uma nova coleta de mosquitos e avaliar a capacidade de transmissão deles”, explicou o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos, que concluiu descrevendo o cenário do Brasil com a febre amarela. “O que está ocorrendo no Brasil é que os casos de febre amarela estão ocorrendo em áreas onde não era recomendada a vacinação, portanto as pessoas estão suscetíveis porque não eram vacinadas. Por isso a importância de se vacinarem nessa campanha e evitarem casos e mortes pela doença”, concluiu.

    O Ministério da Saúde reitera que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país e também não há registro de mosquitos Aedes aegypti infectados com o vírus da febre amarela. Todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais, ou seja, a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.

    A probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima por uma série de fatores: todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos, também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes; já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela. Além disso, há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas para adotar a vacinação oportunamente.

    CASOS DE FEBRE AMARELA

    De 1º de julho de 2017 a 15 de fevereiro deste ano foram confirmados 409 casos de febre amarela no país, sendo 183 em São Paulo, 157 em Minas Gerais, 68 no Rio de Janeiro e 1 caso no Distrito Federal. Também foram registrados 118 óbitos em todo o país, 44 em Minas Gerais, 46 em São Paulo, 27 no Rio de Janeiro e uma morte no Distrito Federal. No mesmo período do ano passado, 532 casos e 166 óbitos foram confirmados. Os dados são preliminares e um novo boletim será divulgado nesta sexta-feira (16).

    Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

  • Folha confunde conceitos de surto e endemia

    Brasil se preparou para realizar uma das maiores campanhas de vacinação contra febre amarela do mundo

    A Folha de S. Paulo em sua coluna “Ministro errou feio ao anunciar fim do surto de febre amarela” confunde os conceitos de surto e de endemia. O Brasil é endêmico para febre amarela silvestre, ou seja, o vírus é ativamente acompanhado em 21 estados, onde a vacina contra a doença faz parte do calendário regular de vacinação.  A doença, ao longo dos anos, apresenta ciclos de surtos, como aconteceu em 2017, quando foram confirmados 779 casos e 262 mortes pela febre amarela. Surtos são definidos por critérios técnicos e independe de opiniões e de avaliações políticas. Assim, o surto de 2017 foi encerrado em setembro, após 90 dias sem o registro de casos novos.

    O fim do surto, no entanto, não significa o fim da doença e o surgimento de um novo aumento de casos. Afinal, o país é endêmico para a doença. Para proteger a população, o país tem se preparado ativamente. Alguns exemplos:

    1 - Reduziu o tempo de análise de carcaças de macacos de semanas para apenas nove dias;

    2 – Adquiriu, em maio de 2017, 20 milhões de seringas para vacinar rapidamente um grande número de pessoas, quando necessário;

    3 - Reuniu estoque de vacina para vacinar toda a população não imunizada no país;

    4 – Desde julho, tem planejado e executado com os estados e municípios estratégias de vacinação da população em novas área de risco. Entre os dias 5 e 7 de dezembro, reuniu nesse grupo representantes da OMS e Opas;

    Neste momento, o conjunto de Ministério da Saúde, estados e municípios estão realizando uma das maiores campanhas mundiais de vacinação contra febre amarela, quando se pretende imunizar mais de 20 milhões de pessoas. O monitoramento é constante para avaliar novas potenciais áreas de risco e proteger a população suscetível.

    O Ministério da Saúde lamenta que os ditos especialistas que surgem em momentos de crise esqueçam que a vacina contra febre amarela também pode levar a riscos, como vimos três mortes confirmadas neste ano e outras três sendo investigadas. Não é recomendável, portanto, expor pessoas a um risco sem necessidade.

    Assessoria de imprensa do Ministério da Saúde
    (61) 3315-3580 / 2351 / 2745

  • MINAS GERAIS: 661 municípios precisam intensificar vacinação contra febre amarela

    Baixar áudio

    Tempo de áudio: 2’11”

    REPÓRTER:Apesar do Ministério da Saúde ter decretado o fim do surto de febre amarela em todo o país, 661 municípios de Minas Gerais ainda precisam intensificar a vacinação contra a doença. É que nessas cidades, o número de pessoas vacinadas não atingiu os índices recomendados pelo Ministério da Saúde. O estado foi um dos mais afetados pela febre amarela, registrando 465 casos e 152 mortes. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, os governos municipais precisam manter as ações de combate para evitar que novas pessoas sejam infectadas.

    SONORA: Ricardo Barros, Ministro da Saúde.

    “A situação está sob controle, mas precisamos ampliar a cobertura vacinal. Precisamos que todas as áreas de recomendação de vacinação tenham 90% de cobertura. Essa é a meta e vamos insistir com os gestores locais para que alcancem esse objetivo. É preciso que as equipes façam busca ativa, especialmente nas pessoas que estão na zona rural que são as mais suscetíveis a pegar febre amarela”.

    REPÓRTER:O Brasil adota o esquema de apenas uma dose da vacina durante toda a vida, o que significa que quem já foi vacinado alguma vez, não precisa de dose de reforço. A vacina é segura e apresenta eficácia de até 99% contra a febre amarela. A estudante Rayani Campo conta como foi rápido e fácil ficar protegida contra a doença.

    SONORA:Rayani Ramos Campo, estudante.

    “Eu tomei a vacina no posto de saúde. Não tinha fila, eu fui super bem atendida e não tive reação alguma da vacina. Todos da minha família, inclusive a namorada do meu irmão, a família dela, todos tomaram e nenhum de nós teve reação. Teve fila, mas foi coisa pouca, o atendimento super rápido, bem atendido, sem problema algum”.

    REPÓRTER:Apenas lembrando que a vacina contra a febre amarela é contraindicada para crianças menores de seis meses, pessoas com baixa imunidade ou que tenham reação alérgica grave a ovo. Além disso, idosos acima dos 60 anos, gestantes, pessoas vivendo com HIV/aids ou com doenças no sangue devem ser avaliadas por um médico antes de se vacinar.

    Reportagem, Janary Damacena. 

  • Ministério da Saúde alinha estratégia de campanha para a febre amarela

    Campanha com dose fracionada começa nesta quinta-feira (25) em São Paulo e Rio de Janeiro. Ministro Ricardo Barros participou de videoconferência com representantes estaduais e municipais

    O Ministério da Saúde realizou, nesta quarta-feira (24), videoconferência para tratar das estratégias programadas para o início da campanha da febre amarela com as secretarias estaduais e municipais de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A campanha com a dose fracionada começa nesta quinta-feira (25) em municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. No estado da Bahia a data será no dia 19 de fevereiro. O Ministério da Saúde também se reuniu nesta quarta-feira com a Organização Mundial de Saúde (OMS) para comunicar sobre as medidas tomadas pelo Brasil.

    Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, as ações do governo federal, estados e municípios estão em consonância. “As três esferas de governo têm definido as estratégias de prevenção e contenção da doença de forma alinhada. Essa unificação das ações e troca de informações entre os gestores é essencial para tranquilizar a população e garantir a efetividade da campanha”, destacou o ministro.

    Confira aqui a apresentação

    Ao todo, 23,8 milhões de pessoas deverão ser vacinadas durante a campanha, nos 77 municípios que adotarão a estratégia de fracionamento. No estado de São Paulo, a expectativa é vacinar cerca de 10,3 milhões de pessoas, e no Rio de Janeiro um total de 10 milhões. O estado da Bahia terá público-alvo de 3,3 milhões de pessoas.

    Para auxiliar os estados e municípios na vacinação, o Ministério da Saúde está repassando R$ 54 milhões, para serem utilizados na estruturação das campanhas. Desse total, já foram enviados R$ 15,8 milhões para São Paulo e R$ 30 milhões para Rio de Janeiro. Está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para o estado da Bahia.

     

     

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, ressaltou a importância de vacinar apenas a população que faz parte das áreas de recomendação. ”Pedimos à população que tenha consciência neste momento. A campanha foi definida estrategicamente para proteger as pessoas que atualmente estão em áreas de maior risco de infecção pela doença. Esses locais foram definidos com base no monitoramento epidemiológico da febre amarela. Toda a população brasileira que mora em áreas com recomendação tem a vacina garantida, durante todo o ano, nos postos de vacinação. Este é o momento de vacinar um público específico, que mora ou frequenta lugares com circulação do vírus”, explicou o secretário.

    A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

    CASOS – Ministério da Saúde atualizou, nesta terça-feira (23), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 23 de janeiro de 2018), foram confirmados 130 casos de febre amarela no país, sendo que 53 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 601 casos suspeitos, sendo que 162 permanecem em investigação e 309 foram descartados, neste período.

    No ano passado, de julho de 2016 até 23 janeiro de 2017, eram 381 casos confirmados e 127 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

    O Ministério da Saúde, de 2017 até o momento, encaminhou às Unidades da Federação aproximadamente 57,4 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 48,4 milhões de doses da vacina febre amarela, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, sendo 18,3 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

    É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

     

        Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 23/01/2018

    UF (LPI)*

    Notificados

    Descartados

    Em Investigação

    Confirmados

    Óbitos

    AP

    2

    2

    -

    0

    -

    AM

    1

    1

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    0

    -

    PA

    18

    11

    7

    0

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    RO

    5

    5

    -

    0

    -

    RR

    2

    2

    -

    0

    -

    TO

    7

    6

    1

    0

    -

    BA

    11

    6

    5

    0

    -

    CE

    1

    1

    -

    0

    -

    MA

    1

    1

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    0

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    0

    1

    0

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    PI

    3

    1

    2

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    RN

    1

    0

    1

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    -

    DF

    22

    17

    4

    1

    1

    GO

    20

    14

    6

    0

    -

    MT

    1

    0

    1

    0

    -

    MS

    4

    3

    1

    0

    -

    ES

    53

    31

    22

    0

    -

    MG

    123

    55

    18

    50

    24

    RJ

    22

    3

    1

    18

    7

    SP

    277

    132

    84

    61

    21

    PR

    14

    13

    1

    0

    -

    RS

    7

    3

    4

    0

    -

    SC

    5

    2

    3

    0

    -

    Total

    601

    309

    162

    130

    53

    Dados preliminares e sujeitos à revisão
    *LPI – Local Provável de Infecção

     

     

    Por Camila Bogaz, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2351

  • Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela

    O Brasil confirmou 464 casos de febre amarela e 154 óbitos no período de 1º julho de 2017 a 16 de fevereiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 532 casose 166 óbitos

    Box Title

    Até 16 de fevereiro foram confirmados 464 casos de febre amarela e 154 óbitos

    O Ministério da Saúde atualizou nesta sexta-feira (16) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 16 de fevereiro de 2018), foram confirmados 464 casos de febre amarela no país, sendo que 154 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.626 casos suspeitos, sendo que 684 foram descartados e 478 permanecem em investigação, neste período.

    No ano passado, de julho de 2016 até 16 fevereiro de 2017, eram 532 casos de febre amarela confirmados e 166 óbitos confirmados. Os informes sobre a doença seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

    CAMPANHA

    O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação da população dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo durante a campanha contra febre amarela. Dados preliminares dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo apontam que, até esta sexta-feira (16), 4,3 milhões de pessoas foram vacinadas, sendo 3,9 milhões com doses fracionadas e 379,9 mil com doses padrão. O número corresponde a 21% do público-alvo previsto nos dois estados. A recomendação é que os estados continuem vacinando até atingir alta cobertura.

    A previsão é que sejam vacinadas 20,4 milhões de pessoas, sendo 10,3 milhões em 54 municípios de São Paulo e 10 milhões em 15 municípios do Rio de Janeiro. No estado do Rio de Janeiro, 1,2 milhão de pessoas foram vacinadas (12,1%), sendo 963,4 mil com a fracionada e 257,5 mil com a padrão. Em São Paulo, a previsão para o término da campanha é neste sábado (17), quando acontece o Dia D de Mobilização. O estado vai avaliar a necessidade de prorrogação da campanha. No total, 3 milhões de paulistas foram vacinados, o que representa 29,6% do público-alvo, sendo 2,9 milhões de pessoas com a fracionada e 122,4 mil com a padrão. Na Bahia, a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela terá início na próxima segunda-feira (19). O estado pretende vacinar 3,3 milhões de pessoas em 8 municípios.

    A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

    O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou às Unidades da Federação o quantitativo de aproximadamente 64,5 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 54,3 milhões de doses, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação, sendo 22,7 milhões (SP), 12 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,9 milhões (BA).

    Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 16/02/2018

    UF (LPI)*

    Notificados

    Descartados

    Em Investigação

    Confirmados

    Óbitos

    AC

    1

    1

    0

    -

    -

    AP

    2

    2

    0

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    -

    AM

    5

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    -

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    PA

    24

    20

    4

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    1

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    MA

    1

    1

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    -

    PE

    1

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    PI

    3

    3

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    -

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    RN

    1

    1

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    -

    SE

    1

    0

    1

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    DF

    33

    20

    12

    1

    1

    GO

    31

    20

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    MT

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    5

    4

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    ES

    64

    51

    13

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    -

    MG

    617

    200

    192

    225

    76

    RJ

    66

    5

    4

    57

    24

    SP

    663

    284

    198

    181

    53

    PR

    31

    21

    10

    -

    -

    RS

    15

    6

    9

    -

    -

    SC

    13

    6

    7

    -

    -

    Total

    1.626

    684

    478

    464

    154

    Dados preliminares e sujeitos à revisão
    *LPI – Local Provável de Infecção

    Da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

  • Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela

    O Brasil registrou 35 casos da doença de julho de 2017 a 14 de janeiro deste ano. Os casos envolvem, principalmente, a região Sudeste e são de residentes em zonas rurais ou que tiveram contato com áreas silvestres por motivos de trabalho ou lazer

    O Ministério da Saúde atualizou nesta terça-feira (16) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. Desde o ano passado, os informes de febre amarela seguem a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Portanto, o período analisado desde então é de 1º de julho a 30 de junho de cada ano. No período de monitoramento (que começa em julho/2017 e vai até junho/2018), foram confirmados 35 casos de febre amarela no país sendo que 20 vieram a óbito, até 14 de janeiro deste ano. Ao todo, foram notificados 470 casos suspeitos, sendo que 145 permanecem em investigação e 290 foram descartados.

    O ministro da Saúde substituto, Antônio Nardi, reforçou a importância da vacinação da população que mora nas áreas com recomendação de vacina e explicou que, como medida adicional de segurança, o Ministério da Saúde solicitou mais 20 milhões de seringas específicas para fracionamento. A ação faz parte da estratégia de medidas de prevenção da febre amarela do Governo Federal.

    Confira aqui a apresentação (PDF)

    “As áreas determinadas para a vacinação continuam as mesmas e as medidas de prevenção, como intensificação de vacinação e fracionamento das doses também continuarão a ser realizadas e atualizadas conforme houver necessidade. Além disso, pessoas que viajarem para esses locais também precisam se vacinar”, afirmou o ministro da Saúde substituto.

    A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar uma dose da vacina para estar protegido durante toda a vida.

    Desde o início de 2017, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença. No total, ao longo de todo o ano de 2017, o Ministério da Saúde enviou aos estados 45 milhões de doses da vacina, tanto para a rotina de vacinação, como para o reforço nos estados afetados pelo surto. Somente para MG, RJ, SP, ES e BA foram distribuídas 36,3 milhões de doses. Neste ano de 2018, apenas no mês de janeiro, foram repassadas 8,8 milhões de doses da vacina aos estados de todo o país.

    É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

    ÁREAS COM RECOMENDAÇÃO - A Organização Mundial de Saúde (OMS) ampliou, nesta terça-feira (16), a orientação aos viajantes internacionais que vêm ao estado de São Paulo. Como não há possibilidade de prever os deslocamentos internos desses viajantes, trata-se de uma medida ampliada de cautela. As informações foram ratificadas, nesta terça-feira (16), durante audioconferência entre o ministro da Saúde substituto, Antônio Nardi, e o diretor Executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, Peter Salama.

    Durante coletiva de imprensa, nesta terça-feira (16), o representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Joaquín Molina, explicou que a recomendação da OMS é mais ampla porque trata-se de orientações para o viajante internacional. “Normalmente a OMS faz uma recomendação internacional ampla para todo o mundo, não a nível de país que é muito mais preciso com relação a definição de regiões”, destacou o representante da OPAS, lembrando que esta é apenas uma recomendação da OMS.

    O Ministério da Saúde esclarece que mantém a estratégia definida pelo estado de São Paulo para vacinação da população contra a febre amarela. A determinação das áreas de vacinação foi feita de acordo o acompanhamento da circulação do vírus, baseada no mapeamento epidemiológico das regiões. A vacinação está sendo intensificada nas áreas com risco de infecção pela doença.

    FRACIONAMENTO – Entre janeiro e março deste ano, 77 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 21,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas na campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias.

    A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. A dose fracionada tem mostrado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. A única diferença está no volume. A dose padrão (0,5 Ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 Ml) protege por pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

    A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos de dezembro a maio. A campanha de fracionamento da vacina vem para evitar o aumento de casos e mortes, já que o vírus entrou em uma área com elevada densidade populacional, sem recomendação anterior de vacinação. É importante ressaltar que toda revisão do calendário nacional de vacinação é acompanhado, sistematicamente, pelo comitê assessor técnico, com especialistas de diversas áreas.   

    ANTECIPAÇÃO- Conforme anunciado pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, nesta terça-feira (16), a campanha será antecipada no estado com início no dia 29 de janeiro e término no dia 17 de fevereiro. O número de municípios que farão o fracionamento da vacina de febre amarela subiu para 54, adicionando o município de São Caetano do Sul, assim como a população que será vacinada, que passará para 8,3 milhões de pessoas, sendo 6,3 milhões com a dose fracionada e 2 milhões com a padrão.

    Já no Rio de Janeiro, 7,7 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 2,4 milhões a padrão em 15 municípios. Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão em oito municípios. O período da campanha nos estados do Rio de Janeiro e Bahia permanecem os mesmos, do dia 19 de fevereiro a 9 de março, sendo o dia 24/02 o dia D de mobilização.

    Neste mês de janeiro, os estados e municípios estão treinando os profissionais de saúde e adequando a logística para realização do fracionamento. Para isso, o Ministério da Saúde deve repassar aos estados R$ 54 milhões do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra para auxiliar os estados na realização da campanha. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo e, até o fim deste mês, serão destinados R$ 30 milhões para o Rio de Janeiro e R$ 8,2 milhões para a Bahia. 

    PADRÃO E FRACIONADA - Alguns públicos não são indicados para receber a dose fracionada, portanto irão participar da campanha recebendo a dose padrão: crianças de 9 meses a menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia, pacientes com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajante internacional (devem apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação). A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos.

    A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. No caso dos idosos, a vacinação deverá ser aplicada após avaliação dos serviços de saúde. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas.  As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.

    DOSE FRACIONADA - Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a dose padrão da vacina de febre amarela, com 0,5 mL. Já para a dose fracionada são aplicados 0,1 mL, o que representa 1/5 da dose padrão. Um frasco com 5 doses da vacina de febre amarela, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50 pessoas.

    Estudo recente feito pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) comprovou que a dose fracionada da vacina de febre amarela é eficaz por, pelo menos, 8 anos. O estudo de dose resposta avaliou 319 militares vacinados com a dose fracionada em 2009 e, após 8 anos, verificou-se a presença de anticorpos contra a doença em 85,3% dos participantes, semelhantes ao observado com a dose padrão neste mesmo período (88%).

    Dessa forma, os resultados dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. A estratégia já foi utilizada anteriormente no controle da epidemia na República Democrática do Congo pela OMS, que utilizou 1/5 da dose Padrão da Vacina de Febre Amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Na ocasião, 7,8 milhões de pessoas foram vacinadas em 15 dias.
    Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 14/01/2018

    UF (LPI)*

    Notificados

    Descartados

    Em Investigação

    Confirmados

    Óbitos

    NORTE

    AP

    2

    2

    -

    0

    -

    AM

    1

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    0

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    PA

    18

    11

    7

    0

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    RO

    5

    5

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    0

    -

    RR

    2

    2

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    0

    -

    TO

    7

    6

    1

    0

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    NORDESTE

    BA

    11

    6

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    0

    -

    CE

    1

    1

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    0

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    MA

    1

    1

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    0

    -

    PE

    1

    0

    1

    0

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    PI

    3

    1

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    0

    -

    RN

    1

    0

    1

    0

    -

    CENTRO-OESTE

    DF

    20

    17

    2

    1

    1

    GO

    20

    14

    6

    0

    -

    MS

    4

    1

    3

    0

    -

    SUDESTE

    ES

    53

    31

    22

    0

    -

    MG

    64

    38

    15

    11

    7

    RJ

    8

    3

    2

    3

    1

    SP

    223

    132

    71

    20

    11

    SUL

    PR

    14

    13

    1

    0

    -

    RS

    7

    3

    4

    0

    -

    SC

    4

    2

    2

    0

    -

    Total

    470

    290

    145

    35

    20

    Dados preliminares e sujeitos à revisão
    *LPI – Local Provável de Infecção

    Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
    Atendimento à Imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

  • Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela

    O Brasil registrou 130 casos de febre amarela no país, sendo que 53 vieram a óbito, no período de 1º julho de 2017 a 23 de janeiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 381 casos e 127 óbitos

    O Ministério da Saúde atualizou nesta terça-feira (24) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 23 de janeiro de 2018), foram confirmados 130 casos de febre amarela no país, sendo que 53 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 601 casos suspeitos, sendo que 162 permanecem em investigação e 309 foram descartados, neste período.

    No ano passado, de julho de 2016 até 23 janeiro de 2017, eram 381 casos confirmados e 127 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

    “Embora a área exposta este ano seja muito maior e abarque grandes cidades com maior concentração populacional do que no ano passado, esses números demonstram que a situação deste ano é muito mais controlada, se comparada ao ano passado”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

    CAMPANHA –A campanha de fracionamento da vacina contra a febre amarela começa nesta quinta-feira (25) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A antecipação foi adotada porque o Ministério da Saúde já repassou, a ambos os estados, os insumos que serão utilizados nas campanhas. Até o momento, a campanha de vacinação no estado da Bahia permanece na data prevista (entre 19 de fevereiro e 9 de março).

    Para auxiliar os estados e municípios na realização da campanha, o Ministério da Saúde vai encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo; R$ 30 milhões para Rio de Janeiro, e está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para a Bahia.

    A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

    O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou à todas Unidades Federadas o quantitativo de aproximadamente 57,4 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 48,4 milhões de doses da vacina febre amarela, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, sendo 18,3 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

    É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

    Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 23/01/2018

    UF (LPI)*

    Notificados

    Descartados

    Em Investigação

    Confirmados

    Óbitos

    AP

    2

    2

    -

    0

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    AM

    1

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    PA

    18

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    7

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    RO

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    5

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    RR

    2

    2

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    0

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    TO

    7

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    1

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    CE

    1

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    MA

    1

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    PE

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    PI

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    RN

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    0

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    DF

    22

    17

    4

    1

    1

    GO

    20

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    6

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    MT

    1

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    4

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    ES

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    31

    22

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    MG

    123

    55

    18

    50

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    RJ

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    18

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    SP

    277

    132

    84

    61

    21

    PR

    14

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    0

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    RS

    7

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    0

    -

    SC

    5

    2

    3

    0

    -

    Total

    601

    309

    162

    130

    53

    Dados preliminares e sujeitos à revisão
    *LPI – Local Provável de Infecção

    Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
    Atendimento à Imprensa

  • Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela

    O Brasil registrou 213 casos de febre amarela, sendo que 81 vieram a óbito, no período de 1º julho de 2017 a 30 de janeiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 468 casose 147 óbitos

    O Ministério da Saúde atualizou nesta terça-feira (30) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 30 de janeiro de 2018), foram confirmados 213 casos de febre amarela no país, sendo que 81 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.080 casos suspeitos, sendo que 432 foram descartados e 435 permanecem em investigação, neste período.

    No ano passado, de julho de 2016 até 30 janeiro de 2017, eram 468 casos confirmados e 147 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

    CAMPANHA -A campanha de fracionamento da vacina contra a febre amarela começou na última quinta-feira (25) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A antecipação foi adotada porque o Ministério da Saúde já repassou, a ambos os estados, os insumos que serão utilizados nas campanhas. A campanha de vacinação no estado da Bahia começa no dia 19 de fevereiro.

    Para auxiliar os estados e municípios na realização da campanha, o Ministério da Saúde vai encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo; R$ 30 milhões para Rio de Janeiro, e está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para a Bahia.

    A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

    O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou, as Unidades Federadas, o quantitativo de aproximadamente 58,9 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 49,8 milhões de doses, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação, sendo 19,7 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

    É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.


    Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 30/01/2018

    UF (LPI)*

    Notificados

    Descartados

    Em Investigação

    Confirmados

    Óbitos

    AP

    2

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    PA

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    216

    249

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    43

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    SC

    8

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    Total

    1.080

    432

    435

    213

    81

    Dados preliminares e sujeitos à revisão
    *LPI - Local Provável de Infecção

    Distribuição dos casos confirmados no período sazonal de monitoramento

    Da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

     

  • Ministério da Saúde declara fim do surto de febre amarela

    Último caso da doença foi registrado em junho deste ano. Vacinação continua sendo ferramenta mais importante para prevenir surgimento de casos no próximo verão

    O Brasil não registra casos de febre amarela desde junho, quando foi confirmado o último caso da doença no Espírito Santo. O anúncio do fim do surto foi feito nesta quarta-feira (6) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a apresentação do novo boletim epidemiológico sobre a situação da doença no país. Mesmo com a interrupção da transmissão, o Ministério da Saúde ressalta a importância de manter as ações de prevenção e ampliar a cobertura vacinal para a febre amarela para prevenir novos casos da doença no próximo verão, período com maior probabilidade de ocorrência.

    “A situação, hoje, está sob controle, mas é fundamental que os estados e municípios se esforcem para aumentar as coberturas vacinais nas áreas com recomendação, seja com a busca ativa de pessoas não vacinadas ou por meio de campanhas específicas, envolvendo também as escolas. Além disso, é necessário manter as ações de prevenção, como o controle de vetor, capacitação de profissionais de saúde e intensificação das ações de vigilância de epizootias”, afirmou o ministro Ricardo Barros.

    Confira a apresentação completa

    Desde o início do surto, em 1º de dezembro do ano passado, até 1º de agosto deste ano, foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela. Outros 2.270 casos foram descartados e 213 permanecem em investigação. Além disso, 304 casos foram considerados inconclusivos, pois não foi possível produzir evidências da infecção por febre amarela ou não se encaixavam na definição de caso. No total, foram 3.564 notificações. A região Sudeste concentrou a grande maioria dos casos. Foram 764 casos confirmados, seguida das regiões Norte (10 casos confirmados) e Centro-Oeste (3 casos). As regiões Sul e Nordeste não tiveram confirmações.

    Para o diretor de vigilância das doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, João Paulo Toledo, o fim do surto se dá pelo fim da sazonalidade da doença e pelo sucesso das ações de vigilância. “Além do fim do período de maior número de casos, que é o verão, todo o empenho do Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, resultaram no controle do surto. Mas isso não significa que devemos encerrar as ações. A vacina está disponível para todos que moram ou viajam para as áreas com recomendação de vacinação”, explicou o diretor.

    Para conter a transmissão do vírus e proteger a população, o Ministério da Saúde enviou aos estados brasileiros 36,7 milhões de doses da vacina ao longo deste ano, tanto para a rotina de vacinação como para o reforço nos estados afetados pelo surto. Somente para os estados de MG, RJ, SP, ES e BA foram distribuídas 27,8 milhões de doses extras.

    O Ministério da Saúde intensificou a vacinação em 1.121 municípios desses cinco estados. Do total, apenas 205 cidades estão com a cobertura vacinal ideal (igual ou superior a 95%). Atualmente, a média da cobertura vacinal nessas localidades está em 60,3%. A pasta considera atingir a meta fundamental para evitar nova expansão da doença.

    AÇÕES –Além da intensificação da vacinação, foram liberados R$ 66,7 milhões aos estados para controlar o surto e reforçar a assistência. Entre as medidas adotadas estão o envio de profissionais da Força Nacional do SUS a Minas Gerais e equipes para investigação de campo no Espírito Santo e Minas Gerais. Também foram realizadas videoconferências semanais para monitoramento dos registros em MG, ES, RJ, BA e SP e ações para eliminação do Aedes aegypti, reduzindo o risco de urbanização nos municípios com registro de epizootias.

    A investigação e a notificação de morte e adoecimento de macacos são consideradas a mais importante forma de detectar precocemente a circulação do vírus em determinada região, o que permite que as medidas de prevenção de casos em humanos sejam antecipadas e aplicadas com mais eficácia pelos estados e municípios. Durante o período do surto, foram notificadas ao Ministério da Saúde 5.364 epizootias, das quais 1.412 foram confirmadas para febre amarela.

    AMPLIAÇÃO– Em 2018, a vacina para febre amarela será incluída no calendário de vacinação para crianças a partir dos nove meses. Além disso, o Ministério da Saúde estuda a inclusão de outros municípios - que atualmente não fazem parte da área de recomendação -, na vacinação de rotina, para a população de todas as faixas etárias.

    “Todas essas mudanças serão discutidas com grupos de especialistas, além de estados e municípios, para que sejam definidas quais cidades serão incluídas e em qual momento isso será possível. A forma como as ampliações serão feitas, a lista de quais cidades terão vacinação e quando isso vai ocorrer será definido até o fim deste ano”, esclareceu a coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

    DOSE ÚNICA - Desde abril deste ano, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, nenhum país utiliza mais o esquema de duas doses. Isso significa que quem já foi vacinado - em qualquer momento da vida - não precisa de dose de reforço.

    A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina em 20 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

    A vacina de febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de 95% a 99%. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça, dor no corpo. Ela é contraindicada para crianças menores de seis meses, pessoas imunossuprimidas e pessoas com reação alérgica grave a ovo. Idosos acima dos 60 anos, gestantes, pessoas vivendo com HIV/AIDS ou com doenças hematológicas devem ser avaliadas por um médico antes de se vacinar.

    INFLUENZA – Em 2017, foi registrada uma baixa circulação da gripe no país. O número de casos teve redução de 81% em relação ao ano passado, com 2.070 casos e 361 óbitos até 28 de agosto. No mesmo período de 2016, foram 11.062 casos e 2.007 mortes por influenza. Além disso, neste ano o vírus com maior circulação até o momento é o H3N2, quando no ano anterior predominou o H1N1.

    Na campanha de vacinação deste ano, foram vacinadas 51,8 milhões de pessoas, uma cobertura de 87,5% do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde. A campanha foi realizada entre os dias 17 de abril e 26 de maio, e prorrogada até 9 de junho. Devido à baixa procura dos públicos prioritários, o Ministério da Saúde autorizou estados e municípios a ampliar a vacinação para toda a população. O objetivo foi evitar o desperdício de doses, uma vez que a vacinação é mais efetiva antes do início do inverno, época de maior sazonalidade da influenza.

    Distribuição dos casos e óbitos confirmados de febre amarela até 1º de agosto/2017

    UF

    Casos

    Óbitos

    Amazonas

    1

    0

    Pará

    8

    4

    Tocantins

    1

    1

    Distrito Federal

    1

    1

    Goiás

    1

    1

    Mato Grosso

    1

    1

    Espírito Santo

    252

    83

    Rio de Janeiro

    25

    8

    Minas Gerais

    465

    152

    São Paulo

    22

    10

    TOTAL

    777

    261

     

    Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

    Atendimento à imprensa

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  • Ministério da Saúde esclarece sobre vacinação contra febre amarela em MG

    O Ministério da Saúde informa que a vacinação imediata contra febre amarela nos municípios do estado de Minas Gerais deve ser, preferencialmente, a pessoas que vivem em áreas rurais dos municípios com casos suspeitos e a pessoas que nunca se imunizaram contra a doença. Todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas. Na terça-feira (10), o Ministério da Saúde enviou ao estado de Minas Gerais, 285 mil doses da vacina e nesta quinta-feira (12) serão encaminhadas mais 450 mil unidades, totalizando mais de 1 milhão de doses ao estoque do estado.

    A Organização Mundial da Saúde considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como medida adicional de proteção, o Ministério da Saúde definiu a manutenção do esquema de duas doses da vacina Febre Amarela no Calendário Nacional, sendo uma dose aos noves meses de idade e um reforço aos quatro anos.

    Confira:Perguntas e respostas sobre a Febre Amarela

    Para intensificar as ações de vacinação, o estado de Minas Gerais, em conjunto com os municípios, fará busca ativa nas localidades onde foram registrados casos suspeitos da doença na zona rural dos municípios. Postos de saúde móveis serão montados nas regiões onde estão ocorrendo os casos suspeitos de febre amarela, além da ampliação do horário de funcionamento das unidades.

    A recomendação de vacinação para o restante do país continua a mesma: toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

    Desde o início da semana, duas equipes do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) e técnicos do Programa Nacional de Imunização e Coordenação-Geral das Doenças Transmissíveis estão na região para apoiar o estado de Minas Gerais e municípios na investigação de casos suspeitos de febre amarela. Além de ajudar na investigação, as equipes do EpiSUS vão trabalhar no estabelecimento de medidas de controle.

    ATUALIZAÇÃO DE CASOS – Nesta quarta-feira (11), o Ministério da Saúde recebeu da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais informações atualizadas sobre a ocorrência de casos e mortes suspeitas de febre amarela. Até o momento, existem 16 casos e oito óbitos prováveis de Febre Amarela. No total, o Ministério da Saúde investiga 48 casos e 14 mortes suspeitos da doença em 15 municípios. A investigação está sendo conduzida, em conjunto, pelo Ministério da Saúde, estado de Minas Gerais e municípios envolvidos.

    Os municípios com ocorrência de casos suspeitos de febre amarela (Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga, Imbé de Minas, Entre Folhas, Ubaporanga, Ipanema, Inhapim, São Domingos das Dores, São Sebastião do Maranhão, Itambacuri, Poté e Setubinha) já fazem parte da área de recomendação para vacinação, assim como todo o estado de Minas Gerais.

    SOBRE A FEBRE AMARELA -A febre amarela silvestre (FA) é uma doença endêmica no Brasil, particularmente na região amazônica, mas também fora dela. Nos últimos anos, as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país também foram acometidas com casos da FA. O padrão temporal de ocorrência é sazonal, com a maior parte dos casos incidindo entre dezembro e maio, e com casos isolados ou surtos que ocorrem com periodicidade irregular, quando indivíduos suscetíveis entram em contato com locais onde existem os mosquitos transmissores da doença, que usualmente se alimentam do sangue de macacos. Isso ocorre com maior probabilidade em condições climáticas de elevada temperatura e pluviosidade, que favorecem a multiplicação desses insetos.

    Em 2015, foram registrados nove casos de febre amarela silvestre em todo o Brasil, com cinco óbitos. Em 2016, foram confirmados seis casos da doença, nos estados de Goiás (3), São Paulo (2) e Amazonas (1), sendo que cinco deles evoluíram para óbito. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

    ESQUEMA VACINAL - Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é de duas doses. Pessoas com 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas, ou sem o comprovante de vacinação, o médico deverá avaliar o benefício desta imunização, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nesta faixa-etária ou decorrente de comorbidades.

    Apesar da alta eficácia do imunobiológico, o Ministério da Saúde alerta que, nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração da vacina deve ser condicionada à avaliação médica individual de risco-benefício, não devendo ser realizada em caso de imunodepressão grave.

    Indivíduos com histórico de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina), assim como pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica), também devem buscar orientação de um profissional de saúde.

    Orientações para a vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área.

    Indicação

    Esquema

    Crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos

    A vacina está indicada somente em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença.

    Crianças de 9 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias de idade

    Administrar 1dose aos 9  meses de idade e 1  dose de reforço aos 4 anos de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

    Pessoas a partir de 5 anos de idade,  que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade

    Administrar uma única dose de reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

    Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação

    Administrar a primeira dose da vacina e, 10 anos depois, 1 dose de reforço.

    Pessoas a partir dos 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina

    Considerar vacinado. Não administrar nenhuma dose.

    Pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação

     O médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária ou decorrentes de comorbidades.

    Gestantes, independentemente do estado vacinal

    A vacinação está contraindicada. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.

    Mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses de idade, independentemente do estado vacinal

    A vacinação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação (com um mínimo de 15 dias).

     

    Viajantes

     

    Viagens internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

     

    Viagens para áreas com recomendação de vacina no Brasil: vacinar, pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação.

     

    Acesse no portal do Ministério da Saúde na internet a lista de municípios com recomendação da vacina contra febre amarela:

    http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/novembro/19/Lista-de-Municipios-ACRV-Febre-Amarela-Set-2015.pdf

  • Ministério da Saúde estuda ampliar vacinação contra febre amarela para todo o país

    A proposta será discutida com os Estados e organismos internacionais. A vacinação contra febre amarela deve ser feita de forma gradual, de acordo com as possibilidades dos estados

    O Ministério da Saúde estuda ampliar a vacinação contra febre amarela para todo o país ainda neste ano devido à circulação do vírus em novas áreas. Durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou nesta quinta-feira (22) a proposta que deve ser definida com os Estados. A sugestão será também discutida com organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

    Ao apresentar a proposta, o ministro Ricardo Barros defendeu que estratégia de vacinar toda a população, deve ser feita de forma gradual, de acordo com as possibilidades dos estados. “Isso é uma proposta que será discutida com as diversas competências: secretários estaduais, OMS e OPAS. Se decidido, haverá uma programação de vacinação para cada estado”, esclareceu Ricardo Barros.

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    Fotos: Erasmo Salomão/MS

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou nesta quinta-feira (22), em Brasília, que a pasta estuda ampliar a vacinação contra febre amarela para todo o país. A proposta deve ser definida com os Estados e com organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

    “Se decidido, haverá programação de vacinação contra febre amarela para cada estado”, informou o ministro. Acesse o Flickr

    A ideia é incluir todos os estados do país como Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV). Atualmente, alguns Estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste do país não fazem parte das áreas de recomendação de vacina, por não apresentarem circulação do vírus. Neste locais devem ser vacinados, aproximadamente, 34 milhões de pessoas, sendo 11 milhões nos estados da região Sul e Sudeste, além de 23 milhões no Nordeste.

    Atualmente, a estratégia de vacinação contra a febre amarela faz parte da rotina de 21 estados brasileiros e também é recomendada para pessoas de outras regiões que vão se deslocar para áreas silvestres e rurais nessas localidades. O Ministério da Saúde, ao longo de décadas, vem ampliando as áreas de vacinação, conforme a necessidade apontada pelo monitoramento constante da circulação do vírus.

    O Ministro da Saúde ressaltou ainda que aguarda o funcionamento da nova fábrica da Libbs Farmacêutica, em São Paulo, para aumento da produção da vacina no país. “Estamos aguardando o início do funcionamento da nova fábrica que poderá produzir mais 4 milhões de vacinas por mês. Assim, teremos a capacidade de fazer a imunização de toda a população. Com isso, todo o Brasil se tornaria área de vacinação permanente”, concluiu.

    A nova fábrica faz parte de um acordo de transferência tecnológica entre a empresa privada e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para aumentar a capacidade de produção do insumo em 48 milhões de doses por ano. Desde o segundo semestre de 2016, Bio-Manguinhos vem trabalhando para viabilizar esse acordo, transferindo à parceira todos os conhecimentos necessários para a parte final da produção. A expectativa é de que até o início de junho seja iniciado o fornecimento ao Ministério da Saúde.

    A Fiocruz ainda trabalha na conclusão da construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que teria capacidade para atender às demandas atuais e futuras de produção da vacina de febre amarela, bem como de outros imunobiológicos. A linha atual de processamento final da Fiocruz para a vacina contra a febre amarela inclui também outros produtos estratégicos para o Ministério da Saúde, como a tríplice viral, que é a vacina que imuniza contra rubéola, sarampo e caxumba.

    No ano passado, o Ministério da Saúde adquiriu 65 milhões de doses da vacina de febre amarela do Instituto Biomanguinhos/Fiocruz para distribuição a todos os estados do país e imunização da população. Para este ano, está prevista a compra de mais 48 milhões de doses.

    Para atender exclusivamente à demanda da campanha de fracionamento, o Ministério da Saúde distribuiu 19,4 milhões de doses da vacina contra febre amarela aos estados do Rio de Janeiro (4,7 milhões), Bahia (300 mil) e São Paulo (10 milhões). Também foram enviadas 15 milhões de seringas aos estados, sendo 5,2 milhões para o Rio de Janeiro, 500 mil para a Bahia e 9,3 milhões para São Paulo.

    CASOS DE FEBRE AMARELA 

    O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (21) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 20 de fevereiro de 2018), foram confirmados 545 casos de febre amarela no país, sendo que 164 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.773 casos suspeitos, sendo que 685 foram descartados e 422 permanecem em investigação, neste período.

    No ano passado, de julho de 2016 até 20 fevereiro de 2017, eram 557 casos confirmados e 178 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

    O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação da população dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo durante a campanha contra febre amarela. Dados preliminares dos  estados do Rio de Janeiro e São Paulo apontam que, até esta segunda-feira (19), 5,1 milhões de pessoas foram vacinadas, sendo 4,7 milhões com doses fracionadas e 422,6 mil com doses padrão. O número corresponde a 25,2% do público-alvo previsto no Sudeste. A recomendação é que os estados continuem vacinando até atingir alta cobertura. O estado da Bahia iniciou a campanha em oito municípios, nesta segunda-feira (19).

    Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
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  • Não há registro confirmado de febre amarela urbana no Brasil

    O Ministério da Saúde informa que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país. O caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP) está sendo investigado por uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o que inclui o histórico do paciente e captura de mosquitos para identificar a forma de transmissão na região. Deve ser observado que o paciente mora na região urbana, e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada.  É importante informar que São Bernardo do Campo (SP) é uma das 77 cidades dos três estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) incluídas na campanha de fracionamento da vacina de febre amarela.

    O Ministério da Saúde esclarece que todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais, ou seja, a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.

    Temos segurança de que a probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima por uma série de fatores: todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos, também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes; já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela. Além disso, há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas para adotar a vacinação oportunamente.

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  • RIO DE JANEIRO: 92 municípios precisam intensificar vacinação contra febre amarela

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    Tempo de áudio: 2’10

    REPÓRTER:Apesar do Ministério da Saúde ter decretado o fim do surto de febre amarela em todo o país, 92 municípios do Rio de Janeiro ainda precisam intensificar a vacinação contra a doença. É que nessas cidades, o número de pessoas vacinadas não atingiu os índices recomendados pelo Ministério da Saúde. O estado foi um dos mais afetados pela febre amarela, registrando 25 casos e 8 mortes. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, os governos municipais precisam manter as ações de combate para evitar que novas pessoas sejam infectadas.

    SONORA: Ricardo Barros, Ministro da Saúde.

    “A situação está sob controle, mas precisamos ampliar a cobertura vacinal. Precisamos que todas as áreas de recomendação de vacinação tenham 90% de cobertura. Essa é a meta e vamos insistir com os gestores locais para que alcancem esse objetivo. É preciso que as equipes façam busca ativa, especialmente nas pessoas que estão na zona rural que são as mais suscetíveis a pegar febre amarela”.

    REPÓRTER:O Brasil adota o esquema de apenas uma dose da vacina durante toda a vida, o que significa que quem já foi vacinado alguma vez, não precisa de dose de reforço. A vacina é segura e apresenta eficácia de até 99% contra a febre amarela. A estudante Rayani Campo conta como foi rápido e fácil ficar protegida contra a doença.

    SONORA:Rayani Ramos Campo, estudante.

    “Eu tomei a vacina no posto de saúde. Não tinha fila, eu fui super bem atendida e não tive reação alguma da vacina. Todos da minha família, inclusive a namorada do meu irmão, a família dela, todos tomaram e nenhum de nós teve reação. Teve fila, mas foi coisa pouca, o atendimento super rápido, bem atendido, sem problema algum”.

    REPÓRTER:Apenas lembrando que a vacina contra a febre amarela é contraindicada para crianças menores de seis meses, pessoas com baixa imunidade ou que tenham reação alérgica grave a ovo. Além disso, idosos acima dos 60 anos, gestantes, pessoas vivendo com HIV/aids ou com doenças no sangue devem ser avaliadas por um médico antes de se vacinar.

    Reportagem, Janary Damacena. 

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