Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
  • Ministro participa da Conferência Sanitária Pan-Americana nos EUA

    Encontro acontece a cada cinco anos e reúne ministros da Saúde da região para determinar as políticas gerais. Paralelamente ao evento, o ministro terá encontros bilaterais com EUA e Canadá

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa nesta segunda-feira (25) e terça-feira (26) da 29ª Conferência Sanitária Pan-Americana, realizada em Washington, nos Estados Unidos. O encontro acontece a cada cinco e reúne os ministros de Saúde da região para debater os temas de saúde prioritários. Paralelamente às atividades da Conferência, o ministro Ricardo Barros cumprirá também agendas bilaterais com Estados Unidos e Canadá.

    A Conferência propicia espaço para a troca de experiências e a discussão sobre as prioridades regionais para a prevenção de doenças, a promoção da saúde e o combate a enfermidades. Um dos temas de destaque do evento será a discussão da Agenda de Saúde Sustentável para as Américas (ASSA) 2018-2030, que associa a busca da melhoria da saúde em todos os países da região com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

    O Brasil participou do grupo de trabalho que elaborou a ASSA, ocasião em que defendeu a importância de considerar o desenvolvimento sustentável conjuntamente em suas três dimensões: econômica, social e ambiental. Ao longo da semana, também haverá a eleição da nova diretoria da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A atual diretora Carissa Etienne é candidata única à reeleição.

    ENCONTROS BILATERAIS – Com o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Thomas Price, o ministro Ricardo Barros vai discutir temas como Zika, resistência antimicrobiana, pesquisas conjuntas, entre outros. Será realizado também um encontro paralelo com autoridades norte-americanas sobre o sistema de saúde brasileiro. O evento é promovido pelo Center of Strategic and International Studies (CSIS) e é uma oportunidade de buscar parcerias em saúde entre Brasil e EUA.

    Barros também se encontrará com a ministra da Saúde do Canadá, Ginette Taylor. No encontro, será assinado memorando de entendimento entre os dois países para cooperação à saúde, com destaque para temas como manejo de produtos químicos, doenças sexualmente transmissíveis, controle do tabaco, saúde indígena, entre outros. O memorando é um desdobramento da Carta de Intenções assinada durante a 70ª Assembleia Mundial de Saúde, em maio deste ano, com o intuito de ampliar a cooperação entre Brasil e Canadá. O ministro também se encontrará com o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom.

    UNASUL – Em reunião prévia à Conferência Sanitária da OPAS, os ministros da Saúde da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) se reuniram no domingo (24). Entre os temas de debate, destacou-se o fortalecimento de políticas alimentares saudáveis, incluindo novas estratégias para a rotulagem frontal de alimentos processados, o que facilitará a seleção de alimentos mais benéficos para a saúde da população da região.

    O ministro também participou do 12º Encontro Internacional sobre Água e Saúde, em Ourense, na Espanha, na sexta-feira (22). Durante o evento, que reuniu 40 países europeus e latino americanos, o Brasil analisou as experiências internacionais sobre a utilização do tratamento com águas termais. O objetivo é aprimorar o método no país, que já faz parte das práticas integrativas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

     

    Por Nicole Beraldo, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580

  • Brasil apresenta ações desenvolvidas para prevenção do HPV, na Guatemala

     

    Representantes de 24 países da América Latina, participam do evento ‘Vacunacion VPH en lá region de las americas: leciones aprendidas en lá introduccion y estratégias de comunicacion’, na cidade de Antigua, na Guatemala, que prossegue até esta quinta-feira (26). Durante três dias, os participantes do evento– um técnico em imunização e um comunicador de cada país – têm a oportunidade de compartilhar suas experiências em imunização e em estratégias de comunicação para a prevenção do HPV.

    A metodologia de cálculo das coberturas vacinais utilizada no Brasil, bem como a sua importância para que a vacina contra o HPV alcance o máximo potencial de proteção, ganhou destaque na fala da técnica do Programa Nacional de Imunização (PNI/SVS/MS), Ana Goretti Kalume Maranhão, que também apresentou as peças das campanhas de comunicação realizadas pelo Ministério da Saúde, desde a introdução do imunobiológico no país em 2014.

    O evento é organizado em três eixos: conteúdo científico e impacto da vacinação, comunicação para HPV e trabalhos em grupo para troca de experiência em comunicação.

    Ao fim do encontro será disponibilizado um resumo das experiências para compartilhar com os demais países que não tiveram a oportunidade de participar da discussão.

    Vacina HPV -Para a OPAS/OMS, a vacinação contra HPV é a medida de saúde pública mais custo-efetiva contra o câncer do colo do útero – quarto tipo mais frequente em mulheres, representando 7,5% de todas as mortes por câncer do sexo feminino.

    Confira a última campanha contra o HPV realizada pelo Ministério da Saúde:

    http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/campanhas-publicitarias/27824-campanha-vacinacao-meningite-c-e-hpv-2017

    Por Nucom/SVS
    Atendimento à imprensa 
    (61) 3315- 3533 / 3580

     

  • Governo Federal homenageia Carissa Etienne com medalha de Mérito Oswaldo Cruz

    Além da diretora da OPAS, outras 33 personalidades da área da saúde já foram condecoradas com a medalha no último mês

    O presidente da República, Michel Temer e o ministro da Saúde, Ricardo Barros, entregaram a “Medalha de Mérito Oswaldo Cruz” à diretora da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), Carissa Etienne. A médica, que está cumprindo agendas no Brasil, recebeu a condecoração devido a importantes contribuições para a saúde pública, nesta segunda-feira (12/03), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A medalha agracia aqueles que se destacam na atuação de atividades com resultados benéficos à saúde individual e coletiva dos milhares de cidadãos brasileiros.

    Graduada em Medicina e cirurgia pela Universidade das Índias Ocidentais, Carissa é mestre em saúde comunitária e honorária em saúde pública pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. Além disso, é desde 2013 diretora da OPAS, que atua como Escritório Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde. Também, atuou duas vezes no Ministério da Saúde da República Dominicana, nas áreas de desastres e epidemiologia, atenção primária e Aids, e é líder no fortalecimento dos serviços de saúde baseados na atenção primária.

    A condecoração leva o nome do fundador da saúde pública brasileira, o cientista, médico e sanitarista Oswaldo Cruz. Ele esteve à frente de uma nova concepção de saúde pública e inovou em suas práticas e atividades, contribuindo com campanhas para a erradicação da febre amarela e peste bubônica, entre outras. Oswaldo Cruz, que também esteve presente no início da história de um dos maiores símbolos de produção de conhecimento e tecnologia do país – a Fundação Oswaldo Cruz - não relutou em reconhecer que a saúde é um desafio ao mesmo tempo individual e coletivo, princípios básicos que preconizaram o SUS.

    No mês de fevereiro, outras 33 pessoas como médicos, pesquisadores, políticos, entidades, comunicadores e pessoas com relevante contribuição para a saúde brasileira foram homenageados com a “Medalha de Mérito Oswaldo Cruz”. O anúncio da outorga é feito por meio de decreto assinado pelo Presidente da República e pelo ministro da Saúde, e publicado no Diário Oficial da União (DOU).

    Entre os condecorados estavam: o representante da OPAS, Joaquín Molina; a superintendente das obras sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes; a liderança indígena e parteira, Iolanda Pereira da Silva; o médico infectologista e secretário de Saúde do estado de São Paulo, David Uip e entidades como a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação e a Força Aérea Brasileira (FAB), que contribui para o transporte de órgãos para transplantes no país. 

    Por Victor Maciel da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580/3174

  • Ministério da Saúde reforça cooperação com a OPAS para continuidade do Mais Médicos

    Acordo voltado ao fortalecimento da Atenção Básica foi prorrogado para mais cinco anos na terça-feira (13). Ministro Ricardo Barros já havia firmado compromisso para manutenção do Programa

    O Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) assinaram, nesta terça-feira (13), em Brasília (DF), o documento Termo de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento de Ações que tem como objetivo fortalecer o projeto “Ampliação do Acesso da População Brasileira à atenção básica”. O documento formaliza a prorrogação por mais cinco anos das ações voltadas a esta área de atendimento, inclusive a atuação de profissionais de Cuba no Programa Mais Médicos.

    Participaram da cerimônia o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a diretora da OPAS, Carissa Etienne, e o representante da OPAS no Brasil, Joaquim Molina. Está previsto ainda no termo a qualificação profissional de médicos; a troca de experiências na área de atuação da atenção básica entre os profissionais brasileiros e intercambistas, além da ampliação do acesso a saúde a população. Atualmente, o programa Mais Médicos beneficia 63 milhões de. São 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 DSEIs em todo o país.

    “Com a renovação do termo de cooperação o Ministério da Saúde reafirma o seu compromisso em garantir o acesso da população a assistência médica nas regiões prioritárias. No entanto, é importante ressaltar que a prioridade da minha gestão é ampliar a participação de médicos brasileiros e, assim, garantir a autossuficiência do país nesta ação”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

    “O Mais Médicos tem revolucionado o acesso aos cuidados de saúde no Brasil e a OPAS teve a sorte de fazer parte dessa experiência, garantindo que possamos trazer melhor saúde e cuidados em saúde, com um alto nível de satisfação e aceitação entre a população. O Mais Médicos também serve como um dos exemplos de melhores práticas que podem ensinar a outros países”, destacou a Carissa Etienne, diretora da OPAS/OMS.

    A participação dos brasileiros formados no Brasil no programa Mais Médicos aumentou 38% em um ano, passando de 3.850, em 2016, para 5.247, em 2017. Do total de médicos participantes, 8.557 (47%) são profissionais cubanos da cooperação com a OPAS, 8.459 (46%) são brasileiros formados no Brasil ou no exterior, e 483 (3%) são intercambistas estrangeiros.

    RESULTADOS

    Com os médicos do programa foi possível ampliar a assistência médica na Atenção Básica, com atendimento regular nas Unidades Básicas de Saúde, na composição de novas equipes de Saúde da Família ou em equipes que não contavam com profissionais no momento da adesão. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde, divulgado em 2016, apontou que o Mais Médicos, em municípios com até 10 mil habitantes, é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica. E, no caso de 1.100 municípios, o Mais Médicos representa 100% da cobertura de Atenção Básica.

    A avaliação da população sobre o Programa também é positiva. Pesquisa da UFMG/IPESPE identificou que 95% dos usuários disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a atuação do médico do Mais Médicos. Entre as razões dessa avaliação extremamente positiva, 85% afirmaram que a qualidade do atendimento melhorou; 87% que o médico é mais atencioso, e 82% que a consulta agora resolve melhor seus problemas de saúde.

    Também, o relatório da Rede Observatório do Programa Mais Médicos conseguiu identificar redução nas internações hospitalares por causas sensíveis à Atenção Básica (AB), analisadas a partir do Sistema de Informação Hospitalar, tanto no Brasil quanto nas regiões e em agregados de municípios. Considerando que a taxa de internação por condições sensíveis à Atenção Básica vem diminuindo no Brasil de forma sustentada, a pesquisa mostrou que, nos municípios que participam do Programa Mais Médicos (PMM), esta redução foi 4% mais pronunciada do que nos demais municípios, comparando-se as internações de dezembro de 2013 e dezembro de 2014.

    Além disso, a publicação “Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development”, desenvolvida pela ONU, apontou que o programa Mais Médicos foi uma das boas práticas relevantes para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, destacando que o programa “é replicável e seria potencialmente benéfico em qualquer país que decidisse adotá-lo”.

    Por Alexandre Penido, da Agência Saúde
    Atendimento à Imprensa
    (61) 3315-2898/3580

     

  • OMS e revista Interface abrem prazo para artigos sobre formação no Mais Médicos

    Os textos podem ser propostos pela população em geral, pesquisadores, gestores, acadêmicos, trabalhadores e professores envolvidos no desenvolvimento de políticas públicas de saúde

    A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e a revista Interface: Comunicação, Saúde, Educação convidam usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, gestores, acadêmicos, trabalhadores e professores envolvidos no desenvolvimento de políticas públicas de saúde para participarem de dois suplementos temáticos da publicação, um sobre educação e trabalho interprofissional em saúde no Brasil e outro sobre formação médica no programa Mais Médicos. Educação e Trabalho Interprofissional em Saúde no Brasil - A submissão de artigos pode ser realizada até 5 de novembro deste ano, por este link. No ato da inscrição, é preciso informar na carta aos editores que o trabalho é direcionado ao suplemento “Educação e Trabalho Interprofissional em Saúde no Brasil”. O objetivo da iniciativa é promover a produção técnico-científica e a análise dos processos relacionados à educação e trabalho interprofissional em saúde. Serão aceitos textos relacionados a nove eixos:
    • Aspectos teórico-conceituais da educação e do trabalho interprofissional em saúde;
    • Políticas de reorientação da formação e do trabalho em saúde potentes para a adoção da interprofissionalidade; 
    • Iniciativas de educação interprofissional em saúde;
    • Métodos de ensino-aprendizagem na educação interprofissional em saúde;
    • Iniciativas de trabalho interprofissional e práticas colaborativas nos diversos cenários de produção dos serviços de saúde;
    • Implicações da interprofissionalidade nos processos de mudanças da formação e do trabalho em saúde;
    • Avaliação das iniciativas de educação e trabalho interprofissional em saúde;
    • Trabalho interprofissional e práticas colaborativas em saúde no processo de fortalecimento e consolidação do SUS; e
    • Centralidade dos usuários e de suas necessidades como fundamento para a educação e o trabalho interprofissional em saúde.

    Desenvolvimento e Expansão do Ensino em Saúde no Brasil - O prazo para envio de artigos sobre formação médica no programa Mais Médicos – a serem publicados em um suplemento especial da revista Interface sobre desenvolvimento e expansão do ensino e saúde no Brasil – foi prorrogado até 30 de novembro. Os interessados em participar podem submeter seus trabalhos pelo site da revista. É importante informar na carta aos editores que o conteúdo é direcionado ao suplemento “Desenvolvimento e Expansão do Ensino em Saúde no Brasil”.

    Serão aceitos textos relacionados a oito eixos:
    • Democratização do acesso ao ensino médico;
    • Gênese da Política Nacional de Expansão das escolas médicas;
    • Impacto do programa Mais Médicos e das diretrizes curriculares de 2014 no projeto pedagógico das escolas médicas;
    • Provimento, fixação e desenvolvimento docente nas escolas médicas no Brasil;
    • Relações institucionais entre as novas escolas médicas e aquelas já existentes;
    • Experiências de implantação e desenvolvimento de escolas médicas criadas a partir do programa Mais Médicos;
    • Implementação das ações do eixo formação do programa Mais Médicos (graduação, residência, módulos de acolhimento e avaliação, supervisão/tutoria acadêmica e métodos educacionais); e
    • Residências médicas – o redirecionamento da formação médica e a (re)emergência da medicina de família e comunidade.

    As seções a serem cobertas pelos suplemento temáticos são:
    • Artigos: textos ensaísticos, analíticos ou de revisão resultantes de pesquisas originais teóricas ou de campo (de natureza qualitativa), referentes à temática do fascículo (até seis mil palavras);
    • Espaço aberto (relato de experiência): textos que descrevam e analisem criticamente experiência relevante para o escopo do suplemento, à luz da literatura nacional e internacional, sempre que couber (até cinco mil palavras).

    Fonte: OPAS/OMS

  • OPAS apresenta experiências exitosas do Mais Médicos na Irlanda

    Fotos: Erasmo Salomão/MS

    A experiência inovadora do programa Mais Médicos pode apontar soluções para países que vêm enfrentando desafios na área de recursos humanos e de formação em saúde. Por isso, essa bem-sucedida iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (14) pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Dublin, na Irlanda, durante o Quarto Fórum Global em Recursos Humanos para a Saúde.

    Segundo o representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Joaquín Molina, além de permitir o provimento e a formação de profissionais desde 2013, o Mais Médicos contribuiu para o fortalecimento da Cooperação Sul-Sul. “O trabalho desenvolvido por Brasil, Cuba e OPAS para o Mais Médicos envolve a intensificação e a expansão de vínculos solidários entre países em desenvolvimento. Os acúmulos nesses quatro anos em termos de arranjos, soluções, de gestão técnica e política se constituem em legados e carregam a mensagem de que é possível sim implementar mudanças e estratégias ousadas, que visam o desenvolvimento de um país em cooperação com outros”.

    Molina destacou ainda que a cooperação desenvolvida no programa permitiu o provimento e a formação de recursos humanos para atuar sobre os determinantes sociais em saúde, sobretudo em populações em situações de vulnerabilidade. “Isso tem garantido o acesso a ações e serviços de saúde baseados na cidadania”, disse.

    A OPAS tem acordos com os governos do Brasil e de Cuba para o Mais Médicos, articulando essa cooperação internacional entre os dois países – o que permite a mobilização de médicos cubanos para atuar no setor de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. O trabalho conjunto permitiu preencher milhares de vagas em mais de quatro mil municípios brasileiros e todos os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

    Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto estrangeiros (intercambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS).

    O terceiro eixo é direcionado à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação para melhorar a qualidade da atenção à saúde. “Dessa forma, esperamos garantir sustentabilidade em termos de superar o déficit de médicos e de acabar com a desigualdade na distribuição geográfica desses profissionais”, ressaltou Molina.

    No mesmo painel, o secretário executivo do Ministério da Saúde do Brasil, Antônio Nardi, ressaltou os fundamentos do SUS, como universalidade, equidade e integralidade, assim como o funcionamento da estrutura compartilhada entre os governos federal, estaduais e municipais no país. “Nossa política nacional pactuada com os conselhos nacionais, que representam estados e municípios, é construída de modo a alcançar o vasto território brasileiro e a permitir o acesso de todos os cidadãos ao Sistema Único de Saúde”, disse.

    Durante o evento, o professor Luiz Augusto Facchini, da Universidade Federal de Pelotas, também fez uma análise da cobertura populacional alcançada pela Estratégia Saúde da Família, incluindo o período após o Terceiro Fórum Global em Recursos Humanos para a Saúde, realizado em 2013, em Recife (PE), no Brasil. Ele pontuou que houve uma “melhoria notável” em relação à equidade da cobertura populacional pela Estratégia Saúde na Família, com contribuição “significativa do programa Mais Médicos”.

    Resultados

    No primeiro ano do Mais Médicos a cobertura de atenção básica de saúde aumentou de 10,8% para 24,6%. Em relação à toda a Estratégia de Saúde da Família (incluindo Mais Médicos), a cobertura populacional cresceu de 62,7% para 70,4% no mesmo período.

    Em dois anos (janeiro de 2013 – janeiro de 2015), o número de consultas médicas na Estratégia de Saúde da Família aumentou 33% nos municípios que participaram do Programa Mais Médicos. Já naqueles que não estavam no programa, o aumento foi de menos da metade: 15%.

    Além disso, uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), mostrou que 94% dos 14 mil entrevistados disseram estar satisfeitos com os médicos do programa.

    A publicação “Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development”, desenvolvida pelo Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apresentou o Mais Médicos como uma das boas práticas relevantes para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), destacando que o programa “é replicável e seria potencialmente benéfico em qualquer país que decidisse adotá-lo”.

    Ações da OPAS no âmbito do Mais Médicos:

    -Apoia o Brasil no fortalecimento da atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de ampliar a cobertura da rede de serviços e o acesso da população às ações previstas;
    -Coopera com a mobilização de médicos cubanos para promover a ampliação do acesso às ações de saúde da atenção básica no Brasil;
    -Apoia as estratégias de planejamento e desenvolvimento de ações para o atendimento das necessidades de saúde de populações específicas;
    -Promove o intercâmbio nacional e internacional de conhecimentos e experiências inovadoras para a atenção básica em saúde;
    -Realiza ações de monitoramento e avaliação dos resultados e impactos do programa, bem como na gestão e divulgação dos conhecimentos gerados pela iniciativa.
    -Promove ações voltadas à inovação, gestão do conhecimento e qualificação dos novos cursos de medicina adequados às necessidades da saúde da população brasileira, criados a partir do programa Mais Médicos, no âmbito das Universidades Federais;
    -Colabora para o aperfeiçoamento do Sistema de Informação da Atenção Básica e fortalecimento da gestão do conhecimento;
    -Promove a qualificação profissional de médicos por meio de ações de formação em serviços de atenção básica do SUS;
    Identifica e estabelece parcerias com instituições de pesquisa para avaliação do impacto do projeto sobre os indicadores de saúde da população;
    -Apoia a identificação e sistematização da produção científica nacional e internacional sobre o Mais Médicos;
    -Sistematiza, produz conhecimentos e dá visibilidade a experiências e boas práticas relativas ao programa;
    -Fomenta e fortalece o intercâmbio e a cooperação técnica nacional e internacional, especialmente no âmbito da cooperação sul-sul.

     

Fim do conteúdo da página