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  • 1º Congrepics aborda diálogo entre Biomedicina e saberes tradicionais indígenas

    O tema esteve presente em três mesas no segundo dia de programação do Congresso

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    Fotos: Alejandro Zambrana/Sesai-MS

    Saúde indígena é um temas do 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Complementares e Saúde Pública

    A saúde indígena foi tema de três mesas de discussão do 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Complementares e Saúde Pública, na tarde dessa terça-feira (13), no Rio de Janeiro (RJ). Na mesa paralela sobre Gestão e Financiamento das Práticas Integrativas e Complementares (PICs), a coordenadora-geral de Planejamento e Orçamento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai/MS), Regina Célia Rezende, apresentou os eixos que fundamentam o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasisus), com destaque para as ações voltadas à educação permanente dos trabalhadores que compõem as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSIs), que buscam o desenvolvimento de competências para a atuação intercultural.

    Entre as iniciativas recentes da Sesai/MS, destaca-se o curso que está sendo ofertado a trabalhadores de formação superior, na modalidade à distância, e também o curso de formação para Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN). O primeiro é fruto de uma parceria entre a Sesai/MS e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o segundo começa a ser oferecido nos próximos meses, para trabalhadores em atuação nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) do Estado do Amazonas (AM). Está em fase de desenvolvimento, ainda, o curso “Interculturalidade em Rede”, que está sendo elaborado por técnicos da Sesai/MS e que será disponibilizado permanentemente pela internet.

    Veja mais fotos do 3º dia de encontro

    Rezende tratou ainda das ações que buscam a articulação dos saberes não só na atenção básica, mas também na média e na alta complexidade. Exemplo destas práticas é a instituição do Incentivo de Atenção Especializada aos Povos Indígenas (IAEPI), que prevê o repasse de recursos suplementares a unidades hospitalares que adequarem seu atendimento para a assistência aos povos indígenas, com disponibilização de tradutores para melhor comunicação com os pacientes ou mesmo criação de ambulatórios especializados na atenção a estes povos. Para a inclusão de fitoterápicos na relação de medicamentos utilizados na saúde indígena, a Sesai/MS também tem fomentado iniciativas locais para a implementação de processos de produção e uso destes medicamentos, como está acontecendo no DSEI Leste de Roraima, onde já foram desenvolvidas 20 fórmulas a partir dos saberes tradicionais das etnias locais.

    Já na roda de conversa sobre experiências de sistemas indígenas de saúde e de serviços de atenção, foram apresentados trabalhos como o que vem sendo desenvolvido com o povo Zo’é, no Pará (PA), e com os Enawenê Nawê, em Mato Grosso (MT), em que o trabalho em saúde tem limites claros de respeito às tradições de saúde dos povos. As técnicas de enfermagem Sueli Brito e Sandra Pena explicaram que, além do respeito à cultura, outro princípio norteador do trabalho da equipe paraense é a resolutividade na aldeia, evitando ao máximo a saída de indígenas para tratamento em pontos de atenção do Sistema Único de Saúde. Por meio de ações de alguns profissionais voluntários, são realizados até alguns procedimentos cirúrgicos na Terra Indígena Cuminapanema, onde vivem os Zo’é.

    Na mesma mesa, Iolanda Macuxi, que coordena o projeto de desenvolvimento de fitoterápicos no DSEI Leste de Roraima, e também o enfermeiro Ricardo Solleti, acompanhado de Ameiro e Kolarenê Anawenê Nawê, narraram a experiência de contato, nos anos 70 do século passado, e como funciona a assistência em saúde na aldeia. Já o psicólogo Edinaldo Xukuru detalhou o trabalho desenvolvido pelo DSEI Pernambuco, de diálogo permanente com pajés e parteiras das etnias presentes no Estado. O casal Cristine Takua e Carlos Papá, da etnia Guarani, contaram a experiência pessoal que viveram quando a mãe de Carlos, Txai Doralice, precisou ser internada em uma unidade hospitalar, onde não podiam consumir os alimentos tradicionais de sua etnia ou contar com qualquer adequação intercultural para o seu acolhimento.

    No final da tarde, a mesa paralela de Medicina tradicional indígena: diferentes perspectivas integradas de Cuidado e Ser contou com a participação das lideranças indígenas Aílton Krenak, Davi Kopenawa Yanomami, Francisco Apurinã, Edna Shanenawa, William Xakriabá e Nina Katoquin. Nas diversas falas, várias posições eram consenso: a existência de uma desconsideração dos saberes indígenas pelo meio científico e, quando considerados estes saberes, a possibilidade de serem usurpados por pesquisadores; a relação intrínseca entre a saúde e a natureza e a ameaça que a degradação ambiental representa para os povos indígenas; a necessidade de preservar os saberes indígenas e resgatar os que se perderam pela falta de transmissão oral; e a associação entre saúde e proteção territorial. “Saúde para a gente envolve tudo, o que a gente come, o que a gente fala, o que a gente vive”, resumiu Xakriabá.

    Por Beth Almeida, do Nucom Sesai
    Atendimento à imprensa 
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

  • 1º Congrepics aborda práticas ancestrais dos povos indígenas

    No primeiro dia de programação, além de participação em painel sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a saúde indígena esteve em discussão na Tenda de Saberes

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    Fotos: Luís Oliveira/Sesai-MSPrimeira reunião do Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPCondisi) de 2018

    A contribuição das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no Sistema Único de Saúde (SUS) para a implementação da Agenda 2030, que reúne os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), foi o tema do Painel de abertura do 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Complementares e Saúde Pública (Congrepics), iniciado na manhã desta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro (RJ), e que contou com a participação do secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Toccolini, e da coordenadora de Programas e Projetos para a Saúde Indígena, Roberta Cerri Reis.

    Os dois apresentaram os princípios da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), destacando pontos como a integralidade do cuidado e a atenção diferenciada e demonstrando como o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena prevê o diálogo intercultural entre a biomedicina e os saberes tradicionais de pajés, rezadores e raizeiros, entre outros componentes da medicina tradicional indígena. “Inclusive, acho que vocês vão gostar de conhecer um pouco mais do que tem sido feito na saúde indígena, que vamos mostrar na Tenda de Saberes”, convidou Toccolini.

    Veja fotos da abertura do evento

    As atividades da Tenda de Saberes, com programação organizada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, foram iniciadas na tarde do primeiro dia de programação, com um espaço para que representantes indígenas falassem livremente sobre as práticas curativas e espirituais de seus povos. O pajé Kolarenê Enawenê Nawê falou como funciona a convivência entre as duas medicinas em sua aldeia, no norte de Mato Grosso (MT). “Quem cuida do paciente primeiro é o pajé, mas se o espírito briga com o paciente, ele precisa da outra medicina”, contou.

    Em quase todas as falas, observam-se demonstrações dos estreitos laços entre as práticas curativas e a cosmologia de cada um dos povos indígenas. “Cada doença e cada doente precisa de um remédio, porque a doença pode ser até a mesma, mas o doente é diferente”, explicou o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) Altamira, William Xakriabá, que pediu mais respeito aos saberes indígenas. “Por exemplo, a PIC mais antiga do Brasil é a pajelança, que existia antes mesmo da chegada dos brancos e, no entanto, ela não é uma das 29 práticas integrativas e complementares reconhecidas pelo SUS”, disse.

    Outros contaram como se tornaram lideranças espirituais e curativas de seus povos, como a parteira Iolanda Macuxi, que coordena um projeto para desenvolvimento de fitoterápicos no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste de Roraima. “Meu pai era pajé e aos 11 anos os deuses me escolheram, os espíritos disseram que eu era uma mão santa e por isso devia fazer os medicamentos para o meu povo. A partir daí, comecei a ajudar e aprender muita coisa com o meu pai”, contou a indígena que já ajudou a quase 300 bebês a vir ao mundo. À frente da Coordenação de Medicina Tradicional do DSEI Leste de Roraima, ela conseguiu resgatar algumas tradições medicinais de povos da região e, hoje, já foram desenvolvidas cerca de 20 fórmulas de medicamentos, como tinturas, xaropes, garrafadas, pomadas e lambedores.

    A programação do 1º Congrepics segue até esta quinta-feira (15), discutindo outros temas da saúde indígena, como questões relacionadas ao acesso, à interculturalidade e a integração entre o subsistema de saúde indígena e outros pontos de atenção do Sistema Único de Saúde.

    Por Beth Almeida, do Nucom Sesai
    Atendimento à imprensa 
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351     

  • Ações de saúde bucal beneficiam indígenas da Região Norte

    DSEIs de Rondônia e do Amazonas realizaram atividades com objetivo de ampliar o atendimento odontológico das comunidades da região

    Fotos: DSEI Vilhena/Divulgação

    O Distrito Sanitário Especial Indígena Vilhena (RO) promoveu, na semana de 11 a 15⁄12,, a ação "Amigos do Sorriso” na aldeia Curva, município de Brasnorte (MT). O projeto é uma iniciativa da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), por meio do DSEI Vilhena, visando atender mais de 300 indígenas que vivem na região. De acordo com a dentista Sara Nágela, o mutirão de saúde bucal atende pela primeira vez, in loco, todos os indígenas da etnia rikbaktsa."Utilizamos nossa unidade móvel odontológica, que é equipada  para realizar as consultas e procedimentos, com a intenção de sanar as necessidades odontológicas dos indígenas".

    Além das atividades com foco no tratamento, a ação visa a promoção da saúde bucal por meio de atividades de educação em saúde, com ações de escovação e conscientização da comunidade, que são realizadas pelos dentistas, técnicos de saúde bucal e Agentes Indígenas de Saúde (AIS).

    As ações fazem parte da política do Ministério da Saúde, por meio do programa Brasil Sorridente Indígena, que visa ampliar a oferta de atendimento odontológico a esses povos. No mês passado, o MS entregou 2,6 milhões de kits de higiene bucal para mais de 750 mil indígenas de todo país. Para a aquisição desse material, foram investidos R$ 4 milhões.

    Amazonas -O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Negro (AM) realizou no final do mês passado uma ação que resultou em mais de mil escovações supervisionadas no Polo Base de Taracuá, no extremo oeste do Amazonas. A atividade acompanhada pela equipe de saúde bucal da localidade teve como foco ampliar as ações de prevenção, que vem obtendo bons resultados e minimizando os tratamentos odontológicos de maior complexidade. Só neste ano, as ações neste DSEI atenderam mais de 7 mil indígenas.

    Por Tiago Pegon, do Nucom SESAI
    Atendimento à imprensa
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  • Ações de saúde bucal e assistência social complementaram Expedição de Saúde

    Atividades complementares das equipes do DSEI Alto Rio Juruá junto aos Expedicionários destacam a importância do intercâmbio de experiências

    Foto: Luís Oliveira/Sesai-MS

    Durante ação, 345 indígenas foram atendidos, resultando na realização de 980 procedimentos  - Confira galeria de fotos no Flickr

    O mutirão de cirurgias foi o grande desafio dentro da Expedição de Saúde, que se realizou na comunidade indígena Morada Nova, no oeste do estado do Acre (AC), entre os dias 25/10 a 3/11/17. Porém, dois trabalhos importantes se somaram às várias atividades desempenhadas durante a ação. O primeiro englobou a força tarefa de saúde bucal e, o outro, o acolhimento de pacientes que receberiam os atendimentos médicos. Uma equipe composta por oito dentistas do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Juruá e outros quatro voluntários dos Expedicionários da Saúde, com o apoio de quatro agentes de saúde bucal, atenderam em 10 dias 345 indígenas, realizando 980 procedimentos odontológicos.

    Além disso, os profissionais do DSEI ARJ aproveitaram para ampliar as ações de prevenção com palestras, ações de escovação supervisionadas e entrega de kits de higiene bucal (compostas por escova, creme e fio dental).

    Para a dentista Daiane Abreu, a ação possibilitou a conclusão de vários tratamentos odontológicos que ainda seriam realizados ou em que estavam em andamento. “Pudemos contar com equipamentos e insumos para oferecer um tratamento completo, como restaurações, resinas e outros procedimentos. Dessa forma, restauramos não só os dentes dos pacientes, mas seu sorriso e sua autoestima. Além disso, a Expedição ajudou a diminuir a demanda reprimida dos atendimentos que iriam ser encaminhados para os centros urbanos”, destacou.

    Dona Fátima Francisca Kaxinawá aproveitou para levar os seus três filhos (Banê-16 anos, Isaías-10 e João-4), que precisavam de atendimento odontológico. “Se não fosse esse mutirão e a vontade desses dentistas meus filhos poderiam ter dificuldades no cuidado dos dentes. Foi uma atividade muito importante. Com a ajuda deles, consegui ajudar a preservar o sorriso dos meus meninos, isso não tem preço”, agradeceu.

    AÇÃO COMPLEMENTAR -Uma dupla que combina dentro e fora do DSEI ARJ foi responsável por uma das tarefas mais complicadas da Expedição: o controle de entrada e dispersão de pacientes. A assistente social Iglê Monte e a enfermeira Evelyn Magalhães eram responsáveis, junto a outros profissionais do Distrito, por um trabalho que une conhecimento, confiança da comunidade e até um traquejo logístico.

    A responsabilidade dessa equipe era garantir o encaminhamento correto para consultas e procedimentos médicos diversos, internações, além de coordenar a acomodação do pré e pós operatório aos pacientes indígenas.
    Participando pela primeira vez de uma ação tão grande em plena área indígena, a enfermeira Evelyn afirmou que foi uma experiência inesquecível. “A gente gosta do que faz, e fazemos com carinho para um povo que precisa de toda ajuda capacitada possível. Acho que o trabalho de toda equipe do DSEI, unida com a expertise dos Expedicionários, leva um atendimento digno aos nossos pacientes. Isso é gratificante pra gente e ainda mais para a comunidade indígena”, ressaltou.

    Por Tiago Pegon, do Nucom Sesai
    Atendimento à Imprensa
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  • Ações preventivas de saúde da mulher são realizadas na região do Alto Rio Negro (AM)

    Sesai/MS promove atividade com ações coletivas para avaliação ginecológica e prevenção de câncer de colo do útero

    Com o objetivo de garantir a continuidade do acompanhamento ginecológico de mulheres indígenas do Alto Rio Negro, no extremo oeste do Amazonas, a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS) realiza, nesta semana, mais um mutirão de ações para o cuidado da saúde da mulher.

    Nesse ano, em articulação com o Projeto Xingu, a Sesai/MS promove uma nova ação coletiva para avaliação ginecológica e prevenção ao colo do útero, que também é realizada no município de São Gabriel da Cachoeira (AM).  No ano passado, equipes de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Negro e médicos e enfermeiros dos Expedicionários da Saúde (EDS), com apoio do Exército Brasileiro, realizaram pela primeira vez a atividade.

    O objetivo da ação é ofertar avaliação ginecológica e exames de colposcopia, serviço não disponível na rede local de atenção, com o intuito de garantir assistência qualificada, promover resolutividade e cuidado integral, reduzindo a necessidade de períodos de longa permanência das mulheres indígenas fora de seus domicílios, bem como o deslocamento de seus familiares e filhos pequenos até a capital.

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    Foto: Sesai-MS/Divulgação

    Legenda: Ministério da Saúde realiza mais um mutirão de ações para o cuidado da saúde de mulheres indígenas Alto Rio Negro (AM)

    Estão previstos mais de 30 atendimentos para mulheres indígenas de 25 etnias, com idades entre 20 e 68 anos, que moram em diversas comunidades.  O acompanhamento está sendo realizado por uma médica especialista, auxiliada por uma servidora da Sesai/MS e profissionais do DSEI ARN. Após os exames, havendo necessidade de acompanhamento ou prosseguimento de tratamento de maior complexidade, as indígenas terão seu encaminhamento médico garantido para a rede estadual de saúde.

    O DSEI Alto Rio Negro, no extremo oeste do Amazonas, atende a uma população com quase 42 mil indígenas, sendo 20.483 mulheres.

    Ação anterior

    A ação realizada em 2017 foi inédita na região e possibilitou que 65 mulheres, residentes em comunidades afastadas do município, recebessem avaliação ginecológica, com encaminhamento imediato para Cirurgias de Alta Frequência (CAF) em 16 delas.  O procedimento é uma intervenção cirúrgica que demora em média 30 minutos, e que ajuda a diminuir em até 100% as chances de desenvolvimento do câncer de colo do útero.

    Ações de saúde da mulher na região

    O trabalho das equipes do DSEI ARN com foco na saúde das mulheres indígenas envolve inúmeras outras ações. Enfermeiros, médicos e agentes de saúde indígena realizam ações educativas, como rodas de conversa nas comunidades, para esclarecimentos sobre métodos preventivos de doenças sexualmente transmissíveis e outros cuidados para a saúde feminina, como exames preventivos de papanicolau e autoexame de mama, além da orientação para o planejamento familiar e gestação de risco, principalmente para mulheres jovens.

    Sesai e a saúde da mulher  

    Em 2017, a fim de ampliar as discussões acerca da atenção à saúde ofertada às mulheres indígenas, a SESAI apoiou a realização da 1ª Conferência Livre de Saúde das Mulheres Indígenas, que resultou em um conjunto de 69 propostas, reunidas na Carta das Mulheres. Além disso, a conferência livre fortaleceu a participação das mulheres indígenas no processo da 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, realizada em agosto do ano passado.

    As propostas que compõem a Carta das Mulheres foram organizadas em 9 tópicos: Pré-natal, parto e puerpério; planejamento familiar; Prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e do câncer de colo de útero; Saúde mental e prevenção da violência contra as mulheres indígenas; Contratação, formação e capacitação dos profissionais de saúde que atendem às populações indígenas; Atendimento nas unidades de referência do SUS nos estados e municípios; Gestão e controle social da saúde indígena; Alimentação, acesso à água e sustentabilidade; e Impactos de empreendimentos à saúde.

    A área de saúde das mulheres da Sesai/MS, em consonância com a Constituição Federal e determinações das Leis Orgânicas, atribui grande valor às instâncias populares na fiscalização e controle das ações do Estado, considerando as especificidades de cada grupo étnico para a organização da atenção à saúde. Dessa forma, a Secretaria, além de desenvolver as ações previstas em anos anteriores, vem se reorganizando de forma a atender aos anseios apresentados pelas mulheres indígenas nas propostas contidas na carta e seguidas de demandas de todas localidades do país.

    Por Tiago Pegon, do Nucom Sesai 
    Atendimento à imprensa  
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  • Brasil apresenta ações desenvolvidas para prevenção do HPV, na Guatemala

     

    Representantes de 24 países da América Latina, participam do evento ‘Vacunacion VPH en lá region de las americas: leciones aprendidas en lá introduccion y estratégias de comunicacion’, na cidade de Antigua, na Guatemala, que prossegue até esta quinta-feira (26). Durante três dias, os participantes do evento– um técnico em imunização e um comunicador de cada país – têm a oportunidade de compartilhar suas experiências em imunização e em estratégias de comunicação para a prevenção do HPV.

    A metodologia de cálculo das coberturas vacinais utilizada no Brasil, bem como a sua importância para que a vacina contra o HPV alcance o máximo potencial de proteção, ganhou destaque na fala da técnica do Programa Nacional de Imunização (PNI/SVS/MS), Ana Goretti Kalume Maranhão, que também apresentou as peças das campanhas de comunicação realizadas pelo Ministério da Saúde, desde a introdução do imunobiológico no país em 2014.

    O evento é organizado em três eixos: conteúdo científico e impacto da vacinação, comunicação para HPV e trabalhos em grupo para troca de experiência em comunicação.

    Ao fim do encontro será disponibilizado um resumo das experiências para compartilhar com os demais países que não tiveram a oportunidade de participar da discussão.

    Vacina HPV -Para a OPAS/OMS, a vacinação contra HPV é a medida de saúde pública mais custo-efetiva contra o câncer do colo do útero – quarto tipo mais frequente em mulheres, representando 7,5% de todas as mortes por câncer do sexo feminino.

    Confira a última campanha contra o HPV realizada pelo Ministério da Saúde:

    http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/campanhas-publicitarias/27824-campanha-vacinacao-meningite-c-e-hpv-2017

    Por Nucom/SVS
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  • Campanha do Dia da Mulher na SESAI deixa de lado as flores e fala sobre assédio e ascensão profissional

    Ação envolve realização de pesquisa entre trabalhadores e trabalhadoras e depoimentos anônimos, cujos resultados vão subsidiar discussões da rede de apoio de mulheres que trabalham na saúde indígena

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    No dia em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a Secretaria Especial de Saúde Indígena lançou, na manhã desta quinta-feira (08), a campanha Sesai por Elas, que pretende sensibilizar os trabalhadores e trabalhadoras da Secretaria sobre as questões de gênero nas relações de trabalho na instituição. Um café da manhã marcou o lançamento da campanha, que visa à construção de um ambiente de trabalho mais igualitário, justo e seguro.

    O ato contou com a presença de lideranças indígenas femininas, como a secretária-executiva do Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPCondisi), Lucia Tremembé e a presidente do Condisi Alagoas⁄Sergipe, cacique Nina Katókinn, que contaram da luta que empreenderam ao longo da vida para serem reconhecidas como lideranças de seus povos.

    Foi criado ainda um blog, contendo explicações sobre a campanha, textos de sensibilização sobre o tema e com espaço para que trabalhadores (homens e mulheres) contem suas experiências, anonimamente, reunidas em um mural. A pesquisa pretende ouvir mulheres e homens que trabalham na Sesai sobre situações pelas quais já passaram ou presenciaram e que podem ser caracterizadas como abuso ou preconceito com relação à força de trabalho feminina, abordando temas como sororidade, maternidade, liderança feminina, entre outros. Os resultados da pesquisa e dos depoimentos ficarão disponíveis no blog e servirão de subsídios para a discussão sobre os temas na rede de mulheres da Sesai, a ser criada no final de março.

    A campanha envolve não só os (as) que atuam na sede da Sesai em Brasília, mas também trabalhadores e trabalhadoras dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), aí incluídos (as) os (as) contratados (as) por meio de conveniadas para ofertar saúde aos povos indígenas nas aldeias.

    *Essa campanha foi inspirada no projeto iniciado na Anvisa, em 2016, pela Ascom e pela servidora da Agência, Camila Medeiros.

    Por Beth Almeida, do Nucom Sesai
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  • Capacitações no DSEI Alto Rio Negro qualificam serviços de saúde indígena na região

     

    Oficina estaca melhoria no manejo de vacinas e identificação de doenças oftalmológicas

    trein triquiase 1Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM), receberam nas últimas duas semanas a primeira capacitação sobre formação das salas de vacina para o atendimento de imunização em comunidades indígenas e um treinamento para o combate à triquíase tracomatosa.

    Entre os dias 23 e 24/10, mais de 30 profissionais da região receberam o treinamento com o objetivo de erradicar uma doença oftalmológica que afeta e leva à cegueira indígenas da região norte do país.

    A intenção das técnicas do Ministério da Saúde responsáveis pelo curso é capacitar os trabalhadores da saúde indígena na realização da busca de novos casos de triquíase tracomatosa em todas as comunidades atendidas pelo DSEI ARN.

    Dados do Ministério da Saúde apontam um aumento da área de incidência do tracoma, que estaria se expandindo para áreas do extremo norte do país, nos territórios atendidos pelos DSEIs Yanomami e Leste de Roraima. A ocorrência de casos é ainda maior em localidades com pouca infraestrutura, especialmente saneamento e oferta de água tratada.

    De acordo com a representante da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Fátima Lopes, o diagnóstico precoce do tracoma pode prevenir a ocorrência da triquíase, uma deformação na pálpebra que pode levar à cegueira. “Nosso objetivo principal é formar profissionais que possam ampliar a busca ativa de casos”, destacou a técnica.

    O curso teve em sua programação um dia todo com aulas teóricas e um segundo dia com visita e distribuição de material técnico para busca ativa de casos em comunidades indígenas da região, com avaliação e revisão dos casos suspeitos.

    Triquíase tracomatosa -É uma sequela do tracoma, que ocorre quando a pálpebra tem margem anormalmente posicionada e alguns cílios tocam o bulbo ocular. O tracoma é uma doença infectocontagiosa ocular crônica. Em decorrência de infecções repetidas, produz cicatrizes na conjuntiva palpebral.

    Capacitação em imunização -Entre os dias 16 a 21/10, enfermeiros e técnicos do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM), receberam a primeira capacitação sobre sala de vacina para o atendimento de imunização em comunidades indígenas.

    O curso foi realizado por profissionais do DSEI Vale do Javari (AM) e Interior Sul, que ministraram o curso para 27 profissionais da região. As enfermeiras Luziane Lopez e Raniane Scarano lembram que o intercâmbio de experiências para o manejo correto de todas as etapas da vacinação qualificam e ampliam as ações que irão “salvar vidas”.

    “O engajamento e interesse dos profissionais é que vão ampliar o conhecimento. Todos são profissionais, porém, a atualização de conteúdo específico para o uso e abordagem correta nas ações de imunização é que qualificam as ações de atenção básica junto aos povos indígenas”, destacaram.

    O curso contou com dinâmicas em grupo, simulações teatrais de como atender o paciente em área indígena, tira-dúvidas e troca de experiências entre os profissionais que atuam por toda a região do Alto Rio Negro, inclusive os que atuam nas cidades de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos (AM).

    Segundo a técnica de enfermagem Mônica Menezes, que atua no polo base Tunuí, a oficina vai ajudar muito o trabalho em área indígena, que é onde atuam os profissionais. “Aprendemos aqui desde o armazenamento correto das vacinas, o transporte e as formas de aplicação, além das peculiaridades dos tipos de medicações a serem ministradas a cada paciente e em cada etapa de suas vidas. A união da prática e a teoria focada na saúde indígena é o grande destaque desta capacitação. Nos sentimos profissionais melhores e mais valorizados”, destacou.

    O encontro faz parte das ações do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), que visam ampliar as atividades de imunização, principalmente na primeira infância. Até o final do ano, o DSEI ARN pretende capacitar 100 profissionais para melhor desenvolver ações de imunização.

    Por Tiago Pegon, do Nucom/Sesai
    Atendimento à imprensa 
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  • CASAI-DF recebe Secretário da Sesai e apresenta suas atividades

    Durante a visita, que contou com um café da manhã, foram apresentados os avanços relacionados à gestão da unidade de saúde indígena

    O Secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Antonio Toccolini, esteve presente nesta quinta-feira (21), na Casa de Saúde Indígena do Distrito Federal (CASAI-DF), onde participou de um café da manhã especial com indígenas e trabalhadores.

    Foto: Alejandro Zambrana

    A CASAI-DF recebe indígenas de várias etnias e de diversas localidades do país, para serem atendidos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) de atenção à saúde ambulatorial e hospitalar de Brasília. Durante a visita, o Secretário conheceu os avanços relacionados à gestão da unidade de saúde indígena. “Estamos aqui dando uma pausa na nossa agenda para prestigiar o trabalho de todos que realizam o atendimento diferenciado aos indígenas que por aqui passam. As melhorias na infraestrutura e o reforço de mais profissionais ajudam a qualificar as ações”, ressaltou Toccolini. Em 2017, a CASAI-DF atendeu mais de 1.400 indígenas oriundos de todo o país. Entre as atividades desenvolvidas pelos profissionais destacaram-se as rodas de conversa com temas relacionados a bem estar e prevenção de doenças, bem como ações de saúde bucal e psicopedagógicas de integração intercultural, com filmes temáticos, que ajudaram a diminuir a saudade de casa. Além do Secretário da Sesai, estiveram presentes a coordenadora-executiva do Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPCondisi), Lucinha Tremembé, assessores indígenas e técnicos da Sesai. CASAI - Localizada em municípios de referência dos Distritos, a CASAI é um local de apoio aos pacientes encaminhados à rede do SUS para consultas de especialidade e realização de procedimentos de média e alta complexidade. Fornece alojamento e alimentação para pacientes e acompanhantes. Presta assistência de enfermagem e é responsável por marcar e acompanhar os indígenas em consultas, exames complementares ou internação hospitalar.

     

    Por Tiago Pegon, do NUCOM Sesai

  • Chamada Pública Nacional nº 11/2018

    Edital chamada pública nacional nº 11/2018

  • Chamamento Público da Sesai/MS altera datas de seleção de entidades

    Os prazos serão retomados após consulta aos povos indígenas

    A Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS) esclarece que as datas para seleção dos cinco editais de Chamamento Público foram suspensas para realização de consulta aos povos indígenas . O aviso de alteração foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) – 2/3/2018. Entretanto, os prazos só serão redefinidos após a finalização da reunião do Fórum Nacional de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde.

    A Sesai/MS divulgará na página de Chamamento Público as novas datas para o prosseguimento da seleção de instituições privadas sem fins lucrativos interessadas em atuar na execução de ações complementares de saúde em áreas indígenas dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Litoral Sul, Alagoas/Sergipe, Altamira e Alto Rio Juruá, além da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do DF sob a gestão do nível central.

    Os editais continuam disponíveis no Portal Saúde, no campo Chamamento Público.

    Por Tiago Pegon, do Nucom Sesai 
    Atendimento à imprensa  
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

  • Chamamento Público nº 6 e 7/2018

     

    Editais de Chamadas Públicas SESAI nº 6/2018 (DSEI Litoral Sul) e nº 7/2018  (Distrito Federal)

     

    Edital DSEI Litoral Sul - Chamamento Público SESAI nº 6/2017

    Edital Distrito Federal - Chamamento Público SESAI nº 7/2017

  • Chamamento Público para seleção de entidade beneficente para a execução de ações na atenção à saúde dos povos indígenas

    ABERTURA: 17/10/2017 | ENCERRAMENTO: 01/11/2017


    O  objeto  desta  Chamada  Público constitui-se  na  seleção  de  entidade  beneficente  de assistência  social  na  área  de  saúde  com  capacidade  técnico-administrativa  comprovada  na prestação  de  serviços  na  área  de  atenção  à  saúde,  para  atingimento  dos  seguintes  objetivos específicos, no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena – SasiSUS.

    DOCUMENTOS EM CONSULTA:

  • Com apoio do Ministério da Saúde, médicos realizam 400 cirurgias na Amazônia

    Ação acontecerá no território do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Juruá, onde vivem mais de 16 mil indígenas

    Foto: Luís Oliveira/MS

    Indígenas de 17 etnias do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Juruá terão acesso à cirurgias e exames organizados pelo grupo de voluntários “Expedicionários da Saúde”. A 39ª edição dos Expedicionários da Saúde é uma ação conjunta dos Ministérios da Saúde e da Defesa e acontece entre os dias 25 de outubro e 03 de novembro. Cerca de R$ 1,5 milhão foi investido pelo Ministério da Saúde para montagem de uma unidade hospitalar e realização dos procedimentos. A expectativa é que sejam realizadas cerca de 460 cirurgias oftalmológicas e de clínica geral, 3 mil atendimentos e exames e 1.200 atendimentos odontológicos.

    O DSEI Alto Rio Juruá é responsável pela assistência em Atenção Básica de 16 mil indígenas, de 17 etnias, distribuídos em oito municípios do Acre. São 164 aldeias, que compõem a região Amazônica, a maioria delas em locais de difícil acesso. Justamente pelas dificuldades de transporte na região, esta é a primeira vez que é realizada uma Expedição da Saúde nesta região.

    “São anos de parceria entre Expedicionários, Ministério da Defesa e Saúde levando assistência em locais de difícil acesso, possibilitando a alguns povos indígenas acesso a cirurgias, exames, consultas. Todos têm direito ao acesso à saúde, nossa missão é garantir que chegue em todos os lugares do país”, destacou o ministro da saúde, Ricardo Barros.

    Cerca de 200 pessoas, entre de profissionais de saúde, voluntários e indígenas, estão envolvidos nesta ação. Além das cirurgias de catarata e de hérnia (que são o foco da Expedição), outros procedimentos acontecerão simultaneamente, como consultas oftalmológicas, odontológicas, ginecológicas e pediátricas.

    Além do voluntariado de equipes de logística e de saúde, a iniciativa conta com investimentos público e privado, incluindo a doação de medicamentos por empresas farmacêuticas. Indígenas das comunidades existentes na região também contribuem na realização da ação por meio dos caciques e outros trabalhadores do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Juruá. A ação conta ainda com o apoio das prefeituras de Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Feijó.

    AÇÃO HUMANITÁRIA - Desde 2004, as equipes dos Expedicionários da Saúde já realizaram mais de seis mil cirurgias e 35 mil atendimentos especializados. A área coberta pelas ações dos voluntários é equivalente ao território da França, sendo a grande maioria em terras indígenas demarcadas.

    Por Nivaldo Coelho
    Atendimento à imprensa – Ascom/MS 
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  • CONSULTA PÚBLICA- Projeto técnico do Inquérito Nacional da Saúde Bucal dos Povos Indígenas (INSBPI)

     
    ABERTURA
    ENCERRAMENTO

    CONSULTA PÚBLICA- Projeto técnico do Inquérito Nacional da Saúde Bucal dos Povos Indígenas (INSBPI)

       
  • Controle Social realiza oficina para formação de conselheiros indígenas

    O encontro reúne os 34 presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi) e visa capacitar lideranças para melhor entendimento de trâmites administrativos do Ministério da Saúde

    Fotos: Alejandro Zambrana

    Encontro conta com apresença dos presidentes dos 34 Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi). Veja galeria no Flickr

    Segue até sexta-feira (30), em Brasília (DF), a última etapa da Oficina de Formação de Conselheiros de Saúde Indígena. O evento tem o objetivo de ampliar o acesso às informações sobre contratos, convênios com prestadores de serviços, acompanhamento financeiro e de obras, além da implantação de políticas públicas de saúde desenvolvidas pela Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS), junto aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

    O encontro, que tem a presença dos presidentes dos 34 Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi), conta com atividades,  acompanhadas por uma antropóloga, que vão ajudar a melhorar o diálogo e compreensão dos trâmites administrativos que fazem parte das ações de saúde indígena.

    Para o secretário da Sesai, Marco Antonio Toccolini, esse é o momento de ampliar a compreensão sobre como funciona a Sesai e a aplicação de seus recursos. “Essas reuniões nos ajudam na troca de experiências e capacitam para um melhor entendimento das regras que regem as ações de saúde indígena junto aos DSEIs. É dessa forma transparente que os Conselheiros e lideranças indígenas nos ajudam a fiscalizar a aplicação do orçamento, a atuação das conveniadas e a execução das políticas de saúde”, destacou.

    Segundo a coordenadora executiva do Fórum de Presidentes de Condisi (FPCondisi), Lucinha Tremembé, a continuação do evento atende às solicitações das lideranças indígenas. “Estamos contentes por termos esse momento. Reunir nossos ‘parentes’ em um momento de aprendizado em conjunto. Dessa forma, consolidamos a atuação dos conselhos e cobramos as melhorias nas ações de saúde para nós, povos indígenas brasileiros”, afirmou.

    Capacitação - A programação do evento conta com quatro temas importantes: introdução à aplicação do orçamento e contratos de prestação de serviço; formas de contratação (licitação, pregão e outras atividades administrativas); atuação dos convênios e formas de chamamentos públicos; e informações sobre as prestações de conta.

    Para melhor entendimento, a antropóloga do DSEI Leste Roraima, Lêda Martins, trabalha como mediadora, de maneira a facilitar as discussões sobre os temas. “Estamos aqui para ajudar na participação de todos os conselheiros nos trabalhos desenvolvidos. Queremos aqui uma compreensão clara e participativa de todos para compreender e ajudar a fiscalizar as ações desenvolvidas pelos DSEIs em prol das comunidades indígenas”, ressaltou.

    Ronaldo Barros, presidente do Condisi Manaus, espera “que o curso amplie o conhecimento e facilite o trabalho de acompanhamento de toda a burocracia pública e as formas corretas de aplicação dos recursos por parte dos DSEIs”.

    PorTiago Pegon, do Nucom Sesai
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3174/3580

  • Diálogo para ampliação das ações de saúde indígena marca o primeiro encontro do FPCondisi no ano

    Encontro acatou demandas e sugestões de conselheiros indígenas. Na ocasião, o novo coordenador adjunto foi escolhido

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    Foto: Alejandro Zambrana/Sesai Coordenadora de Programas e Projetos para a Saúde Indígena, Roberta Cerri Reis, na abertura do 1º Congrepics

    A primeira reunião do Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPCondisi) de 2018 finalizou com muito diálogo e entendimento por parte dos profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e conselheiros. Houve também momento para reestruturar a coordenação do FPCondisi, com a eleição do novo coordenador adjunto, Sandro Takwyri, da etnia kayapó.

    O foco principal desse entendimento foi a transparência da Sesai na apresentação de suas ações em consonância com a Política Nacional de Atenção aos Povos Indígenas (PNASPI). Foi realizada a apresentação aos conselheiros do curso “Saúde e interculturalidade em rede”, capacitação que deverá estar disponível aos profissionais de saúde até o próximo mês; e do ‘Programa Articulando Saberes’, que tem como foco as práticas tradicionais indígenas em consonância com as práticas integrativas e complementares. Outro tema tratado na reunião diz respeito à construção da agenda para a 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena.

    Veja as fotos do FPCondisi 2018

    Contudo, o assunto que concentrou os debates foi o diálogo consultivo para a realização do Chamamento Público, que selecionará entidades sem fins lucrativos para atuarem em ações complementares de atenção à saúde junto aos povos indígenas. Para o secretário da Sesai, Marco Antonio Toccolini, as discussões dos diversos assuntos durante essa semana, principalmente, no entendimento ao formato de edital para o Chamamento Público, demonstra a força do controle social e o respeito que a Secretaria demonstra junto a seu público.

     “Até o último instante estivemos aqui, quando solicitado, para chegar a um formato de edital que contemple a continuidade das ações de saúde em localidades indígenas e a valorização do trabalhador que já atua em área. Além disso, os cursos, seminários e conferências previstos foram colocados para o conhecimento dos conselheiros, que devem contribuir ainda mais na qualificação das ações de saúde indígena”, frisou.

    O presidente do Condisi Litoral Sul, Chiquinho Silva, destacou que o diálogo foi importante para a construção das ações discutidas durante o Fórum. “Foram muito válidos os esclarecimentos obtidos durante esse encontro. Mas lembramos que ainda não chegamos no modelo ideal de atuação qualitativa para a saúde indígena. Nós povos indígenas estaremos aqui sempre para dialogar e, também, lutar quando preciso for para o fortalecimento dos nossos direitos”, afirmou.

    Representantes de associações e organizações indígenas também contribuíram para a elaboração das atividades realizadas durante o FPCondisi. A presidente do Sindicato dos Profissionais e Trabalhadores de Saúde Indígena (SindCoPSI), Carmem Pankararu, destacou que “o entendimento através do diálogo franco se fez como pauta durante a reunião do Fórum”. “Voltamos às nossas bases com informações fidedignas de ações que já estão em andamento e que acontecerão com total foco e benefício dos povos indígenas”. 

    Eleição FPCondisi

    A coordenação do FPCondisi é composta por três presidentes conselheiros, que atuam na coordenação executiva do Fórum por mandato de dois anos. Com o vencimento do mandato da ex-coordenadora executiva, Lucinha Tremembé, o posto foi assumido por Erivelto Nascimento (Presidente do Condisi Médio Rio Purus), com seu 1º adjunto sendo William Xakriabá (Presidente do Condisi Altamira) e eleito para assumir como 2º coordenador adjunto o Presidente do Condisi Kayapó Pará, Sandro Takwyri.

    Por Tiago Pegon, do Nucom Sesai
    Atendimento à imprensa 
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351     

  • DSEI Alto Rio Juruá capacita trabalhadores sobre prevenção de doenças transmitidas por vetores

    Curso abordou rotinas da vigilância em saúde formas de prevenção de malária, dengue, zika e chikungunya

    Foto: Luís Oliveira

    Coordenadora do DSEI ARJ, Milena Lopes, no Curso de Atualização em Medidas de Combate à Malária, Dengue, Zika e Chikungunya

    Como parte da preparação para o período epidêmico, o Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Juruá (DSEI ARJ) promove o Curso de Atualização em Medidas de Combate à Malária, Dengue, Zika e Chikungunya, com participação de 29 trabalhadores, entre agentes de endemias, agentes indígenas de saúde, técnicos de laboratório e servidores. Iniciado na manhã desta segunda-feira (06), o curso segue até esta quinta-feira (09), em Cruzeiro do Sul (AC). “Informação nunca é demais e nosso compromisso é capacitar sempre nossos trabalhadores”, disse a coordenadora do DSEI ARJ, Milena Lopes da Silva, na abertura do evento.

    A região de Cruzeiro do Sul registrou, no último ano, casos de malária e de dengue, mas ainda não foram registrados casos de zika e chikungunya. “É necessário preparação, porque podem existir casos e nossos profissionais vão precisar identificar a doença e dar o alerta”, explica Sebastião Melo de Carvalho, referência técnica em endemias do DSEI ARJ. Entre os temas abordados no curso, esclarecimentos sobre os problemas relacionados à malária em gestantes. “A malária gestacional pode ocasionar aborto, parto prematuro e até malformação no feto, entre outras complicações”, enumerou Rodrigo Medeiros, professor dos cursos de Ciências Biológicas e de Enfermagem da Universidade Federal do Acre (UFAC), que tratou também das especificidades do tratamento da malária em gestantes. Com sede em Cruzeiro do Sul (AC), o DSEI ARJ abrange uma área de mais de 216 mil km², composto por oito municípios, onde vivem 17,2 mil indígenas de 16 etnias, reunidos em 123 aldeias, inclusive a população de recente contato do Xinane. Por Beth Almeida, do Nucom SESAI
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  • DSEI Alto Rio Solimões implanta SAMU da Saúde Indígena

    Além das ambulanchas, Distrito passa a contar com mais 52 embarcações para prestação de assistência à saúde nas 229 aldeias da região.

    Fotos: Beth Almeida

    Os quase 70 mil indígenas que vivem na área de abrangência do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Solimões (DSEI ARS) contam agora com o SAMUSI-Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da Saúde Indígena, o primeiro no país. São duas ambulanchas, com motores de 200 hp e equipadas com duas macas fixas e suporte de oxigênio, que ficarão atracadas na sede do DSEI, em Tabatinga (AM), e no polo base de São Paulo de Olivença, prontas para prestar socorro e resgate de indígenas da região. E essa é apenas uma das melhorias no DSEI ARS nos últimos dias. Nesta quinta-feira (14/12), foram entregues também outras 52 embarcações completas, com motores de 13, 15, 60 e 90hp de potência. A estas embarcações somam-se outras 50, entregues em abril de 2017, a um investimento total de R$ 1,3 milhão. “Neste ano, o investimento em equipamentos para o DSEI Alto Rio Solimões foi de cerca de R$ 4 milhões, não só em embarcações, mas também em refrigeradores, veículos e outros materiais necessários para a prestação da assistência aos indígenas da região”, disse o secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Antonio Toccolini, durante a cerimônia de entrega das embarcações, realizada no Auditório do Exército Brasileiro, em Tabatinga. Toccolini reconheceu o empenho dos profissionais do DSEI ARS na gestão da assistência à saúde indígena na região. “O dinheiro que chega aqui é efetivo em suas realizações e isso se deve também à participação do controle social nas ações implementadas”, elogiou o secretário, acrescentando que a equipe do DSEI ARS “é um modelo a ser seguido pelo Brasil”, afirmou. Ao agradecer o empenho da equipe para levar a cabo as melhorias no Distrito, o coordenador do DSEI ARS, Weydson Gossel Pereira, destacou que “os elogios à gestão do DSEI é a todos vocês (trabalhadores)”. “Mais que comemorar a aquisição de equipamentos, temos que comemorar o que não enxergamos a olho nu, a melhoria de indicadores de saúde como os de mortalidade infantil, de atenção ao pré-natal e muitos outros”, enumerou Weydson. Ele lembrou ainda que a parceria com o controle social tornou possível a construção de um Plano Distrital de Saúde Indígena factível. “Em dois anos, já alcançamos a maioria das metas pactuadas: este Plano  Distrital da Saúde Indígena – PDSI - com certeza vai entrar para a história da saúde indígena”, apostou. DSEI ARS –Com sede em Tabatinga, o DSEI Alto Rio Solimões abrange 7 municípios do oeste do Estado do Amazonas, com uma população de 69.075 indígenas, de 7 etnias, distribuídos em 229 aldeias, localizadas em 32 terras indígenas. A estrutura conta com 12 polos base e uma Casa de Saúde Indígena, onde atuam 839 trabalhadores, além de 19 profissionais do Programa Mais Médicos. Entre os indicadores de saúde da população, destaca-se a cobertura vacinal de crianças menores de cinco anos, 88,6% em 2017, e a cobertura de pré-natal, de 87%, segundo dados do SIASI (Sistema de Informações da Saúde Indígena).

     

    Por Beth Almeida, do NUCOM SESAI
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2918

  • DSEI Cuiabá realiza Semana de Planejamento e Gestão

    Encontro contou com a participação de cerca de 700 pessoas, entre trabalhadores de saúde, lideranças indígenas e representantes do controle social

    O Distrito Sanitário Especial Indígena Cuiabá (DSEI Cuiabá) realizou, em 3 momentos distintos e sequenciados, de 11 a 16/12/2017, a Semana de Planejamento e Gestão Indígena, no intuito de apresentar a proposta de trabalho da nova gestão para 2018 e debater temas relacionados à saúde indígena das populações residentes nas aldeias dispersas no território do Estado de Mato Grosso. Durante a realização do evento houve apresentação cultural típica e mostra e comercialização de artesanatos das etnias que integram o DSEI Cuiabá. A medicina tradicional foi fortalecida com mostra de ervas tradicionais.

     

    Foto: Nucom Sesai

     

    Novidade muito aplaudida pelas 700 pessoas que participaram dos 6 dias de evento foi a alimentação tradicional de cada etnia, de forma que cada refeição contava com pelo menos um prato representativo da culinária indígena da região. Assim, foram servidos peixe assado, patasca de caça com milho (espécie de sopa ou ensopado de carnes), peixe com banana verde, pirão de frango, beiju de mandioca, mingau de arroz e as saborosas xixás de abóbora, abacaxi, milho, arroz e mandioca.

    Estudantes indígenas de diversas áreas, profissionais indígenas de saúde e lideranças realizaram o preparo da alimentação servida e apreciada pelos participantes. “Tivemos uma excelente adesão dos indígenas no preparo da alimentação tradicional, a ideia foi abraçada por todos. Acredito que as comunidades indígenas do DSEI Cuiabá, na verdade, ansiavam por uma oportunidade de destaque aos alimentos produzidos nas aldeias”, avaliou a nutricionista Deuzilene Zoezokaero, indígena da etnia Pareci, que auxiliou no preparo dos alimentos.

    Dentre as pautas do encontro, foram tratadas adequações no processo de trabalho, visando efetivar a transversalidade da gestão e do cuidado, sendo instrumento capaz de garantir melhoria na qualidade de vida das populações indígenas.

    A aproximação e o diálogo sadio entre lideranças indígenas, trabalhadores de saúde e representantes do controle social foi tema do primeiro momento, solidificando a 1ª Reunião Anual com Caciques e Gestores Indígenas em Planejamento Estratégico, realizada em 11/12, com a presença de todos os 119 caciques e lideranças indígenas do DSEI Cuiabá, contando com a presença de Marcio Godoi Spindola, diretor do Departamento de Gestão da Saúde Indígena (DGESI/SESAI/MS).

    Na segunda etapa, de 12 a 14/12, ocorreu a 19ª Reunião Ordinária do Conselho Distrital de Saúde Indígena Cuiabá, tendo entre as pautas a busca de estratégias focadas na prevenção e promoção da saúde para combate do uso abuso de álcool; uso racional de medicamentos e plano de segurança alimentar e nutricional com resgate do cultivo tradicional.

    Conclusivamente, a terceira e última etapa, ocorrida de 15 a 16/12 concretizou a 1ª Oficina de Integração dos Serviços de Saneamento e Saúde Indígena, direcionada especificamente aos Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN), versando sobre as atribuições de cada profissional dentro da Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI), objetivando integrar e motivar as ações dentro das áreas indígenas e, desta forma, fortalecer a atenção básica nas aldeias.

    Por Beth Almeida, do  Nucom  Sesai
    Atendimento à Imprensa
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