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  • POLIOMIELITE: Ministro da Saúde é homenageado por apoio à erradicação da doença no mundo

    REPÓRTER:Nesta terça-feira (24), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi homenageado pelo apoio e liderança no compromisso internacional para alcançar a erradicação da poliomielite no mundo. Homenagem foi realizada pela instituição Rotary International (RI), depois que o ministro levou o tema às discussões do G20, em maio deste ano. Na ocasião, a temática foi apoiada por ministros da saúde e chefes de estado de todo o mundo. De acordo com Ricardo Barros, um dos pontos importantes desse esforço é conscientizar a população sobre a importância da vacinação.

    SONORA:o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

    “É um esforço muito grande que, estranhamente agora, sofre uma campanha sobre não vacinar, sobre os riscos de vacinar. E nós sabemos muito bem que proteger é vacinar. Então precisamos nos esforçar também, nos empenhar a divulgar esta importância das vacinas para que nós possamos oferecer mais saúde, mais qualidade de vida e mais expectativa de vida aos brasileiros”.

    REPÓRTER:O Brasil está livre da poliomielite desde 1990, após bem-sucedidas campanhas de vacinação. Apesar disso, o Ministério da Saúde mantém a realização de campanhas controlar e erradicar as doenças que podem ser evitadas com a vacinação. Neste sentido, a parceria com instituições governamentais e não governamentais é fundamental para que se mantenha a eliminação da poliomielite no Brasil e a meta de erradicação no mundo. Se erradicada, a poliomielite será a segunda doença no mundo a ser erradicada, depois da varíola.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • 6 de Novembro é comemorado o Dia da Malária nas Américas

    Ministério da Saúde implementa série de ações estratégicas para o enfrentamento da doença no país

    Nesta segunda-feira (6) é comemorado o Dia da Malária nas Américas, e o Brasil, nos últimos anos, por meio do Ministério da Saúde, tem adotado uma série de ações estratégicas para o enfrentamento da doença no país. Dentre elas, o Plano de Eliminação de Malária no Brasil, que tem o enfoque na malária por Plasmodium falciparum e faz parte da estratégia de atingir as metas dos Objetivos do Milênio. O documento fornece a orientação técnica necessária para os municípios, definir estratégias diferenciadas para o diagnóstico, tratamento, controle vetorial, educação em saúde e mobilização social.

    A data simbólica de seis de novembro foi estabelecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)  e visa estimular a divulgação das ações de vigilância controle e eliminação da malária, despertando nas comunidades, nos profissionais e nos gestores da Região das Américas a conscientização sobre a relevância da doença, que atingiu, em 2015, 212 milhões de pessoas no mundo, de acordo com o relatório Mundial da Organização mundial da Saúde (OMS).

    “Acabar com a malária para sempre” é o tema central da data este ano, o mesmo usado no Dia Mundial da Malária, comemorado em 25 de abril. O objetivo da campanha é mostrar que a doença pode ser causa e consequência importantes da pobreza e desigualdade social.

    No Brasil, estão previstos eventos em municípios e estados da Região Amazônica para comemorar o Dia da Malária nas Américas, que terão eventos de educação em saúde e mobilização social, treinamento das equipes de saúde nas ações de vigilância, diagnóstico, tratamento, entomologia e controle vetorial. Estes eventos são desenvolvidos pela equipe de apoiadores municipais para o controle da malária, que trabalham em conjunto com a gestão municipal pelo Projeto Apoiadores Municipais. Confira aqui a programação.

    Além das comemorações locais, o Brasil está sendo representado por dois projetos na premiação do ano de 2017 dos Campeões da Malária das Américas, promovido pela OPAS. O primeiro é o Projeto do Parque Nacional do Jaú, de responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (IOC) que teve o principal resultado a interrupção da transmissão da malária por Plasmodium falciparum na região do parque. O segundo é o Projeto do Município de Eirunepé, do estado do Amazonas, que como resultado principal foi a queda acentuada de casos de malária no município, saindo de 8 mil casos em 2013 para somente 126 casos até setembro de 2017.

    AÇÕES - Para intensificação de ações de combate e controle da doença, o Ministério da Saúde repassou R$ 11,9 milhões para nove estados localizados na região Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), área que concentra mais de 99% dos casos de malária registrados no Brasil.

    Outra ação que tem recebido recursos contínuos federais é a ampliação da capacidade de diagnóstico local, com a introdução de testes rápidos para malária que proporciona resultado disponível em 15 minutos. O foco são as áreas de difícil acesso e em situações onde a microscopia para malária não está disponível. Em 2015, houve o aperfeiçoamento dos testes para diagnóstico de malária.

    O Ministério também monitora a eficácia dos antimaláricos e inseticidas utilizados pelo Programa de Malária. Desde 2011 já foram distribuídos 1,1 milhão de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração.

    MALÁRIA NO BRASIL - Nos últimos dez anos (2007 a 2016) foram notificados em média 251.475 casos e 60 óbitos por malária em todo país. Em 2016, o Brasil registrou o menor número de casos dos últimos 37 anos (129.246), e ao comparar com os dados de 2015 (143.160 casos), houve uma redução de quase 10%. Em dez anos, os anos com mais casos da doença foram 2007 (458.666 casos), 2008 (315.807 casos) e 2010 (334.671 casos). Em 2017, até agosto, foram registrados 109.767 casos, dados ainda preliminares. A respeito dos óbitos foram registrados 37 em 2016 e até maio de 2017, 11 óbitos por malária no país, dados ainda preliminares.

    CAMPANHA – O Programa Nacional de Prevenção e Controle de Malária do Brasil (PNCM) lançou este ano uma campanha em comemoração ao Dia Mundial da Malária. A campanha de prevenção e incentivo ao tratamento da doença traz como slogan “Faça o Tratamento até o fim. Sem a doença, você vive muito melhor”. O foco é incentivar as pessoas a procurarem o diagnóstico de malária em uma unidade de saúde para fazer o exame e, caso positivo, realizar o tratamento completo. As peças da campanha pode ser acessadas aqui.

    Por Nucom/SVS
    Atendimento à Imprensa
    (61) 3315-3580/2351/2745

     

  • Acre tem 157,3 mil doses para atualizar vacinação de crianças e adolescentes

    Neste sábado, 16, postos de saúde do estado abrirão com oferta de 13 vacinas para crianças até nove anos e oito para adolescentes de 10 a 15 anos

    Acre recebeu 157,3 mil doses de vacinas para colocar em dia a situação vacinal de crianças e adolescentes do estado. Desse total, 87 mil são doses extras destinadas para a campanha de Multivacinação 2017, que acontece até o próximo dia 22 (sexta-feira). Neste sábado, postos de saúde de todo país estarão de portas abertas, disponibilizando 21 vacinas contra doenças que ainda não estão eliminadas e, portanto, representam riscos para quem não estiver imunizado.

    “Todos os dias são dias de vacina, mas este sábado é uma excelente oportunidade para incluir, no programa da família, a ida aos postos de saúde e verificar a situação das carteiras de vacinação de crianças e adolescentes. Só com a conscientização da importância das vacinas é que a população brasileira estará protegida de uma série de doenças que são facilmente preveníeis apenas com a vacinação,” enfatiza o ministro da Saúde Ricardo Barros.

    Neste ano, a campanha convoca mais de 47 milhões de crianças menores de cinco anos, crianças de nove anos e também adolescentes de 10 a 15 anos incompletos, para atualizarem o calendário vacinal. Mais da metade (53%) desse público já deveriam ter sido estar com o seu calendário de vacinação completo e o Ministério alerta sobre os riscos da baixa cobertura vacinal.

    A ação envolverá 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde. Além do envio de 143,9 milhões de doses de vacina de rotina, o Ministério da Saúde ainda distribuiu aos postos de saúde 14,8 milhões de doses extras de 15 vacinas para a campanha. A campanha publicitária deste ano traz o slogan “Todo mundo unido, fica mais protegido”, chamando pais e responsáveis para a mobilização. Terão peças de TV, rádio, com veiculação nacional, internet, além de banners e cartazes que serão distribuídos nos postos de vacinação.

    Confira aquia campanha publicitária da Multivacinação 2017

    VACINAS -O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 4,3 bilhões, em 2017.

    INFLUENZA – A multivacinação também é uma oportunidade para municípios que ainda tenham vacina contra influenza continuem a vacinar o público-alvo da campanha (menores de 15 anos).

    Calendário de Vacinação da Criança

    Calendário de Vacinação do Adolescente

    BCG – ID

     Hepatite B

    Hepatite B (mantida dose ao nascer)

    dT  (Dupla tipo adulto)

    Penta (DTP/Hib/Hep B)

    Febre amarela

    VIP (Vacina Inativada Poliomielite)

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    VOP (vacina oral contra pólio)

    dTpa

    VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano)

    HPV

    Vacina Pneumocócica 10 valente

    Vacina meningocócica conjugada tipo C

    Vacina febre amarela

     

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    DTP (tríplice bacteriana)

    Vacina meningocócica conjugada  tipo C

    Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba, varicela)

    Hepatite A

     

    Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde 
    Atendimento à imprensa – Ascom/MS
    (61) 3315-2005/2577/3435

  • Alagoas registra 46 municípios em situação de alerta ou risco para dengue, zika e chikungunya

     

    No Estado, 69 municípios realizaram o LIRAa. Com a resolução que o tornou obrigatório, aumentou em 73% o número de municípios brasileiros que fizeram o LIRAa neste ano em relação a 2016

    O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 aponta que 46 cidades encontram-se em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado de Alagoas. Desse total, 11 estão em risco de surto das doenças. Outros 35 aparecem em alerta e 23 estão em situação satisfatória. Maceió, a capital do estado, está em estado de alerta. Os dados do LIRAa, foram apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (28). Na ocasião também foi lançada a campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti, que chama a atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor e convoca a todos ao seu enfrentamento. Foi divulgado ainda, boletim com novos dados de dengue, zika e chikungunya.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes. “O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, informou o ministro da Saúde.

    No total, 3.946 cidades de todo o país fizeram o levantamento, sendo que destes, 2.450 municípios estão com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada; 1.139 municípios em alerta, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 357 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

    Realizado de outubro até a 1ª quinzena de novembro, o LIRAa teve adesão recorde de municípios para este período do ano, com 3.946 cidades participantes, um aumento de 73% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 2.282 municípios fizeram o levantamento. Essa ampliação foi possível porque neste ano o Ministério da Saúde publicou a resolução nº 12 que tornou obrigatória a realização de levantamentos entomológicos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. A realização deste monitoramento ficou condicionada ao recebimento da 2ª parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra, que deve ser utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios. Em Alagoas, de 102 municípios 69 realizaram o LIRAa entre outubro e novembro de 2017.

    Entre as 17 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, estão com índices satisfatórios os municípios de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Palmas (TO). As capitais com índices em estado de alerta, são:  Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde. 

    Para o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o levantamento é fundamental para prever ações locais. “É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou Adeilson Cavalcante.

    O Mapa da Dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas no LIRAa, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

    CRIADOUROS – A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros, por região. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

    O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo de criadouro nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Nas regiões Norte e Sul o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominou os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água e pratos.

    CAMPANHA PUBLICTÁRIA – A nova campanha do Ministério da Saúde de conscientização para o combate ao mosquito Aedes aegypti chama atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor (dengue, zika e chikungunya) e convoca a todos ao seu enfrentamento. O objetivo é mostrar que o combate à proliferação do mosquito começa dentro da própria casa, sendo responsabilidade de cada um, podendo gerar mudança positiva na vizinhança. O material alerta: “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Faça sua parte e converse com seu vizinho”.

    A campanha começa a ser exibida nesta terça-feira (28) e será veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Também está previsto o dia D de mobilização contra o mosquito, que ocorrerá no dia 15 de dezembro. A “Sexta Sem Mosquito”, como será chamada a ação, se estenderá até janeiro mobilizando os governos Federal, Estadual e Municipal para promoverem ações de limpeza nas cidades em casas, estabelecimentos privados e órgãos públicos.

    AÇÕES – As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Desde a identificação do vírus Zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo mobilizou todos os órgãos federais (entre ministérios e entidades) para atuar conjuntamente, além de contar com a participação dos governos estaduais e municipais na mobilização de combate ao vetor.

    Para isso, o Ministério da Saúde tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram 83% nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões em 2010 para R$ 1,7 bilhão, em 2016. Para 2017, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,96 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015 foram repassados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias, além de destinar mais R$ 395,3 milhões para o eixo de assistência à saúde.

    DENGUE – Até 11 de novembro de 2017, foram notificados 239.076 casos prováveis de dengue em todo o país, sendo observado uma redução de 83,7% em relação ao mesmo período de 2016 (1.463.007). Com relação ao número de óbitos, também houve queda significativa (82,4%), reduzindo de 694 óbitos em 2016 para 122 em 2017. Da mesma forma, os registros de dengue grave caíram 73%, de um ano para outro, passando de 901, em 2016, para 243 em 2017. Já dengue com sinais de alarme passou de 8.875 em 2016 para 2.209 em 2017, apresentando uma redução 75% em relação ao mesmo período do ano anterior. O estado de Alagoas registrou 2718 casos prováveis de dengue neste ano. Em 2016 foram 17.757.

    Em todo país, a região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis (84.051 casos; 35,2%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste (74.691 casos; 31,2%), Sudeste (55.381 casos; 23,2%), Norte (21.057 casos; 8,8%) e Sul (3.896 casos; 1,6%).

    A análise da taxa de incidência de casos prováveis de dengue (número de casos/100 mil hab.), em 2017, até o dia 11 de novembro, segundo regiões geográficas, evidencia que as regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentam as maiores taxas de incidência: 476,9 casos/100 mil hab. e 147,7 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as Unidades da Federação (UFs), destacam-se Goiás (906,3 casos/100 mil hab.), Ceará (457,7 casos/100 mil hab.) e Tocantins (322,5 casos/100 mil hab.).

    CHIKUNGUNYA– Até 11 de novembro, foram registrados 184.458 casos prováveis de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 271.637 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 131,8 casos/100 mil/hab. O estado de Alagoas registrou 482 casos prováveis de chikungunya neste ano. Em 2016 foram 18.325.

    A região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis de febre de chikungunya (141.363 casos; 76,6%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Sudeste (23.169 casos; 12,6%), Norte (16.125 casos; 8,7%), Centro-Oeste (3.467 casos; 1,9%) e Sul (334 casos; 0,2%).

    Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 149 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 211 mortes confirmadas, uma redução de 29,4%.

    ZIKA Até 11 de novembro, foram registrados 16.870 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92,1% em relação a 2016 (214.126). A taxa de incidência passou de 103,9 em 2016 para 8,2 neste ano. O estado de Alagoas registrou 200 casos prováveis de zika neste ano. Em 2016 foram 6.798.

    As regiões Centro-Oeste e Norte apresentam as maiores taxas de incidência: 38,3 casos/100 mil hab. e 12,2 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as UFs, destacam-se Mato Grosso (64,5 casos/100 mil hab.), Goiás (55,9 casos/100 mil hab.), Tocantins (45,5 casos/100 mil hab.) e Roraima (43,4 casos/100 mil hab.). Em relação às gestantes, foram registrados 2.197 casos prováveis, sendo 901 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

    Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

     

  • Alagoas tem 342,6 mil doses para atualizar vacinação de crianças e adolescentes

    Neste sábado, 16, postos de saúde do estado abrirão com oferta de 13 vacinas para crianças até nove anos e oito para adolescentes de 10 a 15 anos

    Alagoas recebeu 342,6 mil doses de vacinas para colocar em dia a situação vacinal de crianças e adolescentes do estado. Desse total, 244 mil são doses extras destinadas para a campanha de Multivacinação 2017, que acontece até o próximo dia 22 (sexta-feira). Neste sábado, postos de saúde de todo país estarão de portas abertas, disponibilizando 21 vacinas contra doenças que ainda não estão eliminadas e, portanto, representam riscos para quem não estiver imunizado.

    “Todos os dias são dias de vacina, mas este sábado é uma excelente oportunidade para incluir, no programa da família, a ida aos postos de saúde e verificar a situação das carteiras de vacinação de crianças e adolescentes. Só com a conscientização da importância das vacinas é que a população brasileira estará protegida de uma série de doenças que são facilmente preveníeis apenas com a vacinação,” enfatiza o ministro da Saúde Ricardo Barros.

    Neste ano, a campanha convoca mais de 47 milhões de crianças menores de cinco anos, crianças de nove anos e também adolescentes de 10 a 15 anos incompletos, para atualizarem o calendário vacinal. Mais da metade (53%) desse público já deveriam ter sido estar com o seu calendário de vacinação completo e o Ministério alerta sobre os riscos da baixa cobertura vacinal.

    A ação envolverá 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde. Além do envio de 143,9 milhões de doses de vacina de rotina, o Ministério da Saúde ainda distribuiu aos postos de saúde 14,8 milhões de doses extras de 15 vacinas para a campanha. A campanha publicitária deste ano traz o slogan “Todo mundo unido, fica mais protegido”, chamando pais e responsáveis para a mobilização. Terão peças de TV, rádio, com veiculação nacional, internet, além de banners e cartazes que serão distribuídos nos postos de vacinação.

    Confira aquia campanha publicitária da Multivacinação 2017

    VACINAS -O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 4,3 bilhões, em 2017.

    INFLUENZA – A multivacinação também é uma oportunidade para municípios que ainda tenham vacina contra influenza continuem a vacinar o público-alvo da campanha (menores de 15 anos).

    Calendário de Vacinação da Criança

    Calendário de Vacinação do Adolescente

    BCG – ID

     Hepatite B

    Hepatite B (mantida dose ao nascer)

    dT  (Dupla tipo adulto)

    Penta (DTP/Hib/Hep B)

    Febre amarela

    VIP (Vacina Inativada Poliomielite)

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    VOP (vacina oral contra pólio)

    dTpa

    VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano)

    HPV

    Vacina Pneumocócica 10 valente

    Vacina meningocócica conjugada tipo C

    Vacina febre amarela

     

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    DTP (tríplice bacteriana)

    Vacina meningocócica conjugada  tipo C

    Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba, varicela)

    Hepatite A

     

    Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde 
    Atendimento à imprensa – Ascom/MS
    (61) 3315-2005/2577/3435

  • Amapá registra dois municípios em situação de alerta ou risco para dengue, zika e chikungunya

    No Estado, 13 municípios realizaram o LIRAa. Com a resolução que o tornou obrigatório, aumentou em 73% o número de municípios brasileiros que fizeram o LIRAa neste ano em relação a 2016

    O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 aponta que uma cidade encontra-se em situação de alerta e uma em risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado do Amapá. Outros 11 estão em situação satisfatória. A capital, Macapá, está em situação satisfatória. Os dados do LIRAa, foram apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (28). Na ocasião também foi lançada a campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti, que chama a atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor e convoca a todos ao seu enfrentamento. Foi divulgado ainda, boletim com novos dados de dengue, zika e chikungunya.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes. “O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, informou o ministro da Saúde.

    No total, 3.946 cidades de todo o país fizeram o levantamento, sendo que destes, 2.450 municípios estão com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada; 1.139 municípios em alerta, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 357 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

    Realizado de outubro até a 1ª quinzena de novembro, o LIRAa teve adesão recorde de municípios para este período do ano, com 3.946 cidades participantes, um aumento de 73% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 2.282 municípios fizeram o levantamento. Essa ampliação foi possível porque neste ano o Ministério da Saúde publicou a resolução nº 12 que tornou obrigatória a realização de levantamentos entomológicos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. A realização deste monitoramento ficou condicionada ao recebimento da 2ª parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra, que deve ser utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios. No Amapá, de 16 municípios 13 realizaram o LIRAa entre outubro e novembro de 2017.

    Entre as 17 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, estão com índices satisfatórios os municípios de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Palmas (TO). As capitais com índices em estado de alerta, são:  Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde. 

    Para o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o levantamento é fundamental para prever ações locais. “É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou Adeilson Cavalcante.

    O Mapa da Dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas no LIRAa, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

    CRIADOUROS – A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros, por região. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

    O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo de criadouro nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Nas regiões Norte e Sul o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominou os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água e pratos.

    CAMPANHA PUBLICTÁRIA – A nova campanha do Ministério da Saúde de conscientização para o combate ao mosquito Aedes aegypti chama atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor (dengue, zika e chikungunya) e convoca a todos ao seu enfrentamento. O objetivo é mostrar que o combate à proliferação do mosquito começa dentro da própria casa, sendo responsabilidade de cada um, podendo gerar mudança positiva na vizinhança. O material alerta: “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Faça sua parte e converse com seu vizinho”.

    A campanha começa a ser exibida nesta terça-feira (28) e será veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Também está previsto o dia D de mobilização contra o mosquito, que ocorrerá no dia 15 de dezembro. A “Sexta Sem Mosquito”, como será chamada a ação, se estenderá até janeiro mobilizando os governos Federal, Estadual e Municipal para promoverem ações de limpeza nas cidades em casas, estabelecimentos privados e órgãos públicos.

    AÇÕES – As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Desde a identificação do vírus Zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo mobilizou todos os órgãos federais (entre ministérios e entidades) para atuar conjuntamente, além de contar com a participação dos governos estaduais e municipais na mobilização de combate ao vetor.

    Para isso, o Ministério da Saúde tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram 83% nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões em 2010 para R$ 1,7 bilhão, em 2016. Para 2017, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,96 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015 foram repassados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias, além de destinar mais R$ 395,3 milhões para o eixo de assistência à saúde.

    DENGUE – Até 11 de novembro de 2017, foram notificados 239.076 casos prováveis de dengue em todo o país, sendo observado uma redução de 83,7% em relação ao mesmo período de 2016 (1.463.007). Com relação ao número de óbitos, também houve queda significativa (82,4%), reduzindo de 694 óbitos em 2016 para 122 em 2017. Da mesma forma, os registros de dengue grave caíram 73%, de um ano para outro, passando de 901, em 2016, para 243 em 2017. Já dengue com sinais de alarme passou de 8.875 em 2016 para 2.209 em 2017, apresentando uma redução 75% em relação ao mesmo período do ano anterior. O estado do Amapá registrou 851 casos prováveis de dengue neste ano. Em 2016 foram 1.750.

    Em todo país, a região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis (84.051 casos; 35,2%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste (74.691 casos; 31,2%), Sudeste (55.381 casos; 23,2%), Norte (21.057 casos; 8,8%) e Sul (3.896 casos; 1,6%).

    A análise da taxa de incidência de casos prováveis de dengue (número de casos/100 mil hab.), em 2017, até o dia 11 de novembro, segundo regiões geográficas, evidencia que as regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentam as maiores taxas de incidência: 476,9 casos/100 mil hab. e 147,7 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as Unidades da Federação (UFs), destacam-se Goiás (906,3 casos/100 mil hab.), Ceará (457,7 casos/100 mil hab.) e Tocantins (322,5 casos/100 mil hab.).

    CHIKUNGUNYA– Até 11 de novembro, foram registrados 184.458 casos prováveis de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 271.637 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 131,8 casos/100 mil/hab. O estado do Amapá registrou 197 casos prováveis de chikungunya neste ano. Em 2016 foram 921.

    A região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis de febre de chikungunya (141.363 casos; 76,6%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Sudeste (23.169 casos; 12,6%), Norte (16.125 casos; 8,7%), Centro-Oeste (3.467 casos; 1,9%) e Sul (334 casos; 0,2%).

    Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 149 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 211 mortes confirmadas, uma redução de 29,4%.

    ZIKA Até 11 de novembro, foram registrados 16.870 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92,1% em relação a 2016 (214.126). A taxa de incidência passou de 103,9 em 2016 para 8,2 neste ano. O estado do Amapá registrou 12 casos prováveis de zika neste ano. Em 2016 foram 397.

    As regiões Centro-Oeste e Norte apresentam as maiores taxas de incidência: 38,3 casos/100 mil hab. e 12,2 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as UFs, destacam-se Mato Grosso (64,5 casos/100 mil hab.), Goiás (55,9 casos/100 mil hab.), Tocantins (45,5 casos/100 mil hab.) e Roraima (43,4 casos/100 mil hab.). Em relação às gestantes, foram registrados 2.197 casos prováveis, sendo 901 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

    Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

     

  • Amapá tem 108 mil doses para atualizar vacinação de crianças e adolescentes

    Neste sábado, 16, postos de saúde do estado abrirão com oferta de 13 vacinas para crianças até nove anos e oito para adolescentes de 10 a 15 anos

    Amapá recebeu 108 mil doses de vacinas para colocar em dia a situação vacinal de crianças e adolescentes do estado. Desse total, 63,6 mil são doses extras destinadas para a campanha de Multivacinação 2017, que acontece até o próximo dia 22 (sexta-feira). Neste sábado, postos de saúde de todo país estarão de portas abertas, disponibilizando 21 vacinas contra doenças que ainda não estão eliminadas e, portanto, representam riscos para quem não estiver imunizado.

    “Todos os dias são dias de vacina, mas este sábado é uma excelente oportunidade para incluir, no programa da família, a ida aos postos de saúde e verificar a situação das carteiras de vacinação de crianças e adolescentes. Só com a conscientização da importância das vacinas é que a população brasileira estará protegida de uma série de doenças que são facilmente preveníeis apenas com a vacinação,” enfatiza o ministro da Saúde Ricardo Barros.

    Neste ano, a campanha convoca mais de 47 milhões de crianças menores de cinco anos, crianças de nove anos e também adolescentes de 10 a 15 anos incompletos, para atualizarem o calendário vacinal. Mais da metade (53%) desse público já deveriam ter sido estar com o seu calendário de vacinação completo e o Ministério alerta sobre os riscos da baixa cobertura vacinal.

    A ação envolverá 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde. Além do envio de 143,9 milhões de doses de vacina de rotina, o Ministério da Saúde ainda distribuiu aos postos de saúde 14,8 milhões de doses extras de 15 vacinas para a campanha. A campanha publicitária deste ano traz o slogan “Todo mundo unido, fica mais protegido”, chamando pais e responsáveis para a mobilização. Terão peças de TV, rádio, com veiculação nacional, internet, além de banners e cartazes que serão distribuídos nos postos de vacinação.

    Confira aquia campanha publicitária da Multivacinação 2017

    VACINAS -O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 4,3 bilhões, em 2017.

    INFLUENZA – A multivacinação também é uma oportunidade para municípios que ainda tenham vacina contra influenza continuem a vacinar o público-alvo da campanha (menores de 15 anos).

    Calendário de Vacinação da Criança

    Calendário de Vacinação do Adolescente

    BCG – ID

     Hepatite B

    Hepatite B (mantida dose ao nascer)

    dT  (Dupla tipo adulto)

    Penta (DTP/Hib/Hep B)

    Febre amarela

    VIP (Vacina Inativada Poliomielite)

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    VOP (vacina oral contra pólio)

    dTpa

    VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano)

    HPV

    Vacina Pneumocócica 10 valente

    Vacina meningocócica conjugada tipo C

    Vacina febre amarela

     

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    DTP (tríplice bacteriana)

    Vacina meningocócica conjugada  tipo C

    Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba, varicela)

    Hepatite A

     

    Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde 
    Atendimento à imprensa – Ascom/MS
    (61) 3315-2005/2577/3435

  • Amazonas registra quatro municípios em situação de alerta para dengue, zika e chikungunya

    No Estado, 62 municípios realizaram o LIRAa. Com a resolução que o tornou obrigatório, aumentou em 73% o número de municípios brasileiros que fizeram o LIRAa neste ano em relação a 2016

    O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 aponta que quatro cidades encontram-se em situação de alerta para surto de dengue, zika e chikungunya no estado do Amazonas. Outros 9 estão em situação satisfatória. Manaus, a capital do estado, está em situação de alerta.  Os dados do LIRAa, foram apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (28). Na ocasião também foi lançada a campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti, que chama a atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor e convoca a todos ao seu enfrentamento. Foi divulgado ainda, boletim com novos dados de dengue, zika e chikungunya.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes. “O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, informou o ministro da Saúde.

    No total, 3.946 cidades de todo o país fizeram o levantamento, sendo que destes, 2.450 municípios estão com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada; 1.139 municípios em alerta, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 357 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

    Realizado de outubro até a 1ª quinzena de novembro, o LIRAa teve adesão recorde de municípios para este período do ano, com 3.946 cidades participantes, um aumento de 73% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 2.282 municípios fizeram o levantamento. Essa ampliação foi possível porque neste ano o Ministério da Saúde publicou a resolução nº 12 que tornou obrigatória a realização de levantamentos entomológicos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. A realização deste monitoramento ficou condicionada ao recebimento da 2ª parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra, que deve ser utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios. No Amazonas, de 62 municípios 13 realizaram o LIRAa entre outubro e novembro de 2017.

    Entre as 17 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, estão com índices satisfatórios os municípios de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Palmas (TO). As capitais com índices em estado de alerta, são:  Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde. 

    Para o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o levantamento é fundamental para prever ações locais. “É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou Adeilson Cavalcante.

    O Mapa da Dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas no LIRAa, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

    CRIADOUROS – A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros, por região. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

    O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo de criadouro nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Nas regiões Norte e Sul o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominou os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água e pratos.

    CAMPANHA PUBLICTÁRIA – A nova campanha do Ministério da Saúde de conscientização para o combate ao mosquito Aedes aegypti chama atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor (dengue, zika e chikungunya) e convoca a todos ao seu enfrentamento. O objetivo é mostrar que o combate à proliferação do mosquito começa dentro da própria casa, sendo responsabilidade de cada um, podendo gerar mudança positiva na vizinhança. O material alerta: “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Faça sua parte e converse com seu vizinho”.

    A campanha começa a ser exibida nesta terça-feira (28) e será veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Também está previsto o dia D de mobilização contra o mosquito, que ocorrerá no dia 15 de dezembro. A “Sexta Sem Mosquito”, como será chamada a ação, se estenderá até janeiro mobilizando os governos Federal, Estadual e Municipal para promoverem ações de limpeza nas cidades em casas, estabelecimentos privados e órgãos públicos.

    AÇÕES – As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Desde a identificação do vírus Zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo mobilizou todos os órgãos federais (entre ministérios e entidades) para atuar conjuntamente, além de contar com a participação dos governos estaduais e municipais na mobilização de combate ao vetor.

    Para isso, o Ministério da Saúde tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram 83% nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões em 2010 para R$ 1,7 bilhão, em 2016. Para 2017, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,96 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015 foram repassados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias, além de destinar mais R$ 395,3 milhões para o eixo de assistência à saúde.

    DENGUE – Até 11 de novembro de 2017, foram notificados 239.076 casos prováveis de dengue em todo o país, sendo observado uma redução de 83,7% em relação ao mesmo período de 2016 (1.463.007). Com relação ao número de óbitos, também houve queda significativa (82,4%), reduzindo de 694 óbitos em 2016 para 122 em 2017. Da mesma forma, os registros de dengue grave caíram 73%, de um ano para outro, passando de 901, em 2016, para 243 em 2017. Já dengue com sinais de alarme passou de 8.875 em 2016 para 2.209 em 2017, apresentando uma redução 75% em relação ao mesmo período do ano anterior. O estado do Amazonas registrou 3.899 casos prováveis de dengue neste ano. Em 2016 foram 7.168.

    Em todo país, a região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis (84.051 casos; 35,2%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste (74.691 casos; 31,2%), Sudeste (55.381 casos; 23,2%), Norte (21.057 casos; 8,8%) e Sul (3.896 casos; 1,6%).

    A análise da taxa de incidência de casos prováveis de dengue (número de casos/100 mil hab.), em 2017, até o dia 11 de novembro, segundo regiões geográficas, evidencia que as regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentam as maiores taxas de incidência: 476,9 casos/100 mil hab. e 147,7 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as Unidades da Federação (UFs), destacam-se Goiás (906,3 casos/100 mil hab.), Ceará (457,7 casos/100 mil hab.) e Tocantins (322,5 casos/100 mil hab.).

    CHIKUNGUNYA– Até 11 de novembro, foram registrados 184.458 casos prováveis de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 271.637 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 131,8 casos/100 mil/hab. O estado do Amazonas registrou 259 casos prováveis de chikungunya neste ano. Em 2016 foram 779.

    A região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis de febre de chikungunya (141.363 casos; 76,6%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Sudeste (23.169 casos; 12,6%), Norte (16.125 casos; 8,7%), Centro-Oeste (3.467 casos; 1,9%) e Sul (334 casos; 0,2%).

    Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 149 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 211 mortes confirmadas, uma redução de 29,4%.

    ZIKA Até 11 de novembro, foram registrados 16.870 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92,1% em relação a 2016 (214.126). A taxa de incidência passou de 103,9 em 2016 para 8,2 neste ano. O estado do Amazonas registrou 418 casos prováveis de zika neste ano. Em 2016 foram 4.418.

    As regiões Centro-Oeste e Norte apresentam as maiores taxas de incidência: 38,3 casos/100 mil hab. e 12,2 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as UFs, destacam-se Mato Grosso (64,5 casos/100 mil hab.), Goiás (55,9 casos/100 mil hab.), Tocantins (45,5 casos/100 mil hab.) e Roraima (43,4 casos/100 mil hab.). Em relação às gestantes, foram registrados 2.197 casos prováveis, sendo 901 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

    Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

     

  • Amazonas tem 614,7 mil doses para atualizar vacinação de crianças e adolescentes

    Neste sábado, 16, postos de saúde do estado abrirão com oferta de 13 vacinas para crianças até nove anos e oito para adolescentes de 10 a 15 anos

    Amazonas recebeu 614,7 mil doses de vacinas para colocar em dia a situação vacinal de crianças e adolescentes do estado. Desse total, 342,6 mil são doses extras destinadas para a campanha de Multivacinação 2017, que acontece até o próximo dia 22 (sexta-feira). Neste sábado, postos de saúde de todo país estarão de portas abertas, disponibilizando 21 vacinas contra doenças que ainda não estão eliminadas e, portanto, representam riscos para quem não estiver imunizado.

    “Todos os dias são dias de vacina, mas este sábado é uma excelente oportunidade para incluir, no programa da família, a ida aos postos de saúde e verificar a situação das carteiras de vacinação de crianças e adolescentes. Só com a conscientização da importância das vacinas é que a população brasileira estará protegida de uma série de doenças que são facilmente preveníeis apenas com a vacinação,” enfatiza o ministro da Saúde Ricardo Barros.

    Neste ano, a campanha convoca mais de 47 milhões de crianças menores de cinco anos, crianças de nove anos e também adolescentes de 10 a 15 anos incompletos, para atualizarem o calendário vacinal. Mais da metade (53%) desse público já deveriam ter sido estar com o seu calendário de vacinação completo e o Ministério alerta sobre os riscos da baixa cobertura vacinal.

    A ação envolverá 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde. Além do envio de 143,9 milhões de doses de vacina de rotina, o Ministério da Saúde ainda distribuiu aos postos de saúde 14,8 milhões de doses extras de 15 vacinas para a campanha. A campanha publicitária deste ano traz o slogan “Todo mundo unido, fica mais protegido”, chamando pais e responsáveis para a mobilização. Terão peças de TV, rádio, com veiculação nacional, internet, além de banners e cartazes que serão distribuídos nos postos de vacinação.

    Confira aquia campanha publicitária da Multivacinação 2017

    VACINAS -O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 4,3 bilhões, em 2017.

    INFLUENZA – A multivacinação também é uma oportunidade para municípios que ainda tenham vacina contra influenza continuem a vacinar o público-alvo da campanha (menores de 15 anos).

    Calendário de Vacinação da Criança

    Calendário de Vacinação do Adolescente

    BCG – ID

     Hepatite B

    Hepatite B (mantida dose ao nascer)

    dT  (Dupla tipo adulto)

    Penta (DTP/Hib/Hep B)

    Febre amarela

    VIP (Vacina Inativada Poliomielite)

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    VOP (vacina oral contra pólio)

    dTpa

    VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano)

    HPV

    Vacina Pneumocócica 10 valente

    Vacina meningocócica conjugada tipo C

    Vacina febre amarela

     

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    DTP (tríplice bacteriana)

    Vacina meningocócica conjugada  tipo C

    Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba, varicela)

    Hepatite A

     

    Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde 
    Atendimento à imprensa – Ascom/MS
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  • Atualização - População de 76 municípios receberá dose fracionada de febre amarela

    O Ministério da Saúde esclarece que a capital São Paulo (SP) já estava incluída nos municípios que farão parte da campanha de vacinação com dose fracionada da febre amarela. A adoção do fracionamento das vacinas será implementada apenas em alguns bairros da capital paulista. Com esta atualização, sobe para 76 o número de municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia que realizarão vacinação com a dose fracionada, sendo 53 em São Paulo, 15 no Rio de Janeiro e 8 na Bahia. Cabe ressaltar que o total de pessoas destes municípios, que deverão ser vacinadas na campanha, continua sendo de 19,7 milhões. É que o quantitativo de 6,3 milhões de pessoas para o estado de São Paulo, já estava contabilizado a população dos bairros da capital paulista, que participarão da campanha de vacinação.

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    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

  • Avaliação das condições de mercado quanto a prestação de serviços de disponibilização de equipamentos, testes e insumos para a realização de exames de carga viral do HIV e Hepatites virais (2)

    ABERTURA: 17/08/2017


    Objeto: Realização de Audiência Pública para avaliação das condições de mercado quanto a prestação de serviços de disponibilização de equipamentos, testes e insumos para a realização de exames de carga viral do HIV e Hepatites virais.
    Data da realização: 17/08/2017;
    Horário: às 09 horas e 30 minutos;
    Local: Auditório PO700 localizado no endereço: SRTVN Quadra 701, lote D, Edifício PO700, 1º subsolo, Brasília/DF, CEP 70.719-040.

    DOCUMENTOS EM CONSULTA:

  • Bahia registra 184 municípios em situação de alerta ou risco para dengue, zika e chikungunya

     

    No Estado, 281 municípios realizaram o LIRAa. Com a resolução que o tornou obrigatório, aumentou em 73% o número de municípios brasileiros que fizeram o LIRAa neste ano em relação a 2016

    O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 aponta que 184 cidades encontram-se em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado da Bahia. Desse total, 76 estão em risco de surto das doenças. Outros 124 aparecem em alerta e 81 estão em situação satisfatória. Salvador, a capital do estado, está em situação de alerta.  Os dados do LIRAa, foram apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (28). Na ocasião também foi lançada a campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti, que chama a atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor e convoca a todos ao seu enfrentamento. Foi divulgado ainda, boletim com novos dados de dengue, zika e chikungunya.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes. “O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, informou o ministro da Saúde.

    No total, 3.946 cidades de todo o país fizeram o levantamento, sendo que destes, 2.450 municípios estão com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada; 1.139 municípios em alerta, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 357 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

    Realizado de outubro até a 1ª quinzena de novembro, o LIRAa teve adesão recorde de municípios para este período do ano, com 3.946 cidades participantes, um aumento de 73% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 2.282 municípios fizeram o levantamento. Essa ampliação foi possível porque neste ano o Ministério da Saúde publicou a resolução nº 12 que tornou obrigatória a realização de levantamentos entomológicos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. A realização deste monitoramento ficou condicionada ao recebimento da 2ª parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra, que deve ser utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios. Na Bahia, de 417 municípios 281 realizaram o LIRAa entre outubro e novembro de 2017.

    Entre as 17 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, estão com índices satisfatórios os municípios de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Palmas (TO). As capitais com índices em estado de alerta, são:  Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde. 

    Para o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o levantamento é fundamental para prever ações locais. “É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou Adeilson Cavalcante.

    O Mapa da Dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas no LIRAa, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

    CRIADOUROS – A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros, por região. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

    O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo de criadouro nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Nas regiões Norte e Sul o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominou os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água e pratos.

    CAMPANHA PUBLICTÁRIA – A nova campanha do Ministério da Saúde de conscientização para o combate ao mosquito Aedes aegypti chama atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor (dengue, zika e chikungunya) e convoca a todos ao seu enfrentamento. O objetivo é mostrar que o combate à proliferação do mosquito começa dentro da própria casa, sendo responsabilidade de cada um, podendo gerar mudança positiva na vizinhança. O material alerta: “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Faça sua parte e converse com seu vizinho”.

    A campanha começa a ser exibida nesta terça-feira (28) e será veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Também está previsto o dia D de mobilização contra o mosquito, que ocorrerá no dia 15 de dezembro. A “Sexta Sem Mosquito”, como será chamada a ação, se estenderá até janeiro mobilizando os governos Federal, Estadual e Municipal para promoverem ações de limpeza nas cidades em casas, estabelecimentos privados e órgãos públicos.

    AÇÕES – As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Desde a identificação do vírus Zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo mobilizou todos os órgãos federais (entre ministérios e entidades) para atuar conjuntamente, além de contar com a participação dos governos estaduais e municipais na mobilização de combate ao vetor.

    Para isso, o Ministério da Saúde tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram 83% nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões em 2010 para R$ 1,7 bilhão, em 2016. Para 2017, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,96 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015 foram repassados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias, além de destinar mais R$ 395,3 milhões para o eixo de assistência à saúde.

    DENGUE – Até 11 de novembro de 2017, foram notificados 239.076 casos prováveis de dengue em todo o país, sendo observado uma redução de 83,7% em relação ao mesmo período de 2016 (1.463.007). Com relação ao número de óbitos, também houve queda significativa (82,4%), reduzindo de 694 óbitos em 2016 para 122 em 2017. Da mesma forma, os registros de dengue grave caíram 73%, de um ano para outro, passando de 901, em 2016, para 243 em 2017. Já dengue com sinais de alarme passou de 8.875 em 2016 para 2.209 em 2017, apresentando uma redução 75% em relação ao mesmo período do ano anterior. O estado da Bahia registrou 9.378 casos prováveis de dengue neste ano. Em 2016 foram 64.557.

    Em todo país, a região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis (84.051 casos; 35,2%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste (74.691 casos; 31,2%), Sudeste (55.381 casos; 23,2%), Norte (21.057 casos; 8,8%) e Sul (3.896 casos; 1,6%).

    A análise da taxa de incidência de casos prováveis de dengue (número de casos/100 mil hab.), em 2017, até o dia 11 de novembro, segundo regiões geográficas, evidencia que as regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentam as maiores taxas de incidência: 476,9 casos/100 mil hab. e 147,7 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as Unidades da Federação (UFs), destacam-se Goiás (906,3 casos/100 mil hab.), Ceará (457,7 casos/100 mil hab.) e Tocantins (322,5 casos/100 mil hab.).

    CHIKUNGUNYA– Até 11 de novembro, foram registrados 184.458 casos prováveis de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 271.637 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 131,8 casos/100 mil/hab. O estado da Bahia registrou 8.608 casos prováveis de chikungunya neste ano. Em 2016 foram 50.953.

    A região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis de febre de chikungunya (141.363 casos; 76,6%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Sudeste (23.169 casos; 12,6%), Norte (16.125 casos; 8,7%), Centro-Oeste (3.467 casos; 1,9%) e Sul (334 casos; 0,2%).

    Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 149 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 211 mortes confirmadas, uma redução de 29,4%.

    ZIKA Até 11 de novembro, foram registrados 16.870 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92,1% em relação a 2016 (214.126). A taxa de incidência passou de 103,9 em 2016 para 8,2 neste ano. O estado da Bahia registrou 2.083 casos prováveis de zika neste ano. Em 2016 foram 50.629.

    As regiões Centro-Oeste e Norte apresentam as maiores taxas de incidência: 38,3 casos/100 mil hab. e 12,2 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as UFs, destacam-se Mato Grosso (64,5 casos/100 mil hab.), Goiás (55,9 casos/100 mil hab.), Tocantins (45,5 casos/100 mil hab.) e Roraima (43,4 casos/100 mil hab.). Em relação às gestantes, foram registrados 2.197 casos prováveis, sendo 901 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

    Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580 / 2745 / 2351

     

  • Bahia tem 2,2 milhões de doses para atualizar vacinação de crianças e adolescentes

    Neste sábado, 16, postos de saúde do estado abrirão com oferta de 13 vacinas para crianças até nove anos e oito para adolescentes de 10 a 15 anos

    Bahia recebeu 2,2 milhões de doses de vacinas para colocar em dia a situação vacinal de crianças e adolescentes do estado. Desse total, 1,1 milhão são doses extras destinadas para a campanha de Multivacinação 2017, que acontece até o próximo dia 22 (sexta-feira). Neste sábado, postos de saúde de todo país estarão de portas abertas, disponibilizando 21 vacinas contra doenças que ainda não estão eliminadas e, portanto, representam riscos para quem não estiver imunizado.

    “Todos os dias são dias de vacina, mas este sábado é uma excelente oportunidade para incluir, no programa da família, a ida aos postos de saúde e verificar a situação das carteiras de vacinação de crianças e adolescentes. Só com a conscientização da importância das vacinas é que a população brasileira estará protegida de uma série de doenças que são facilmente preveníeis apenas com a vacinação,” enfatiza o ministro da Saúde Ricardo Barros.

    Neste ano, a campanha convoca mais de 47 milhões de crianças menores de cinco anos, crianças de nove anos e também adolescentes de 10 a 15 anos incompletos, para atualizarem o calendário vacinal. Mais da metade (53%) desse público já deveriam ter sido estar com o seu calendário de vacinação completo e o Ministério alerta sobre os riscos da baixa cobertura vacinal.

    A ação envolverá 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde. Além do envio de 143,9 milhões de doses de vacina de rotina, o Ministério da Saúde ainda distribuiu aos postos de saúde 14,8 milhões de doses extras de 15 vacinas para a campanha. A campanha publicitária deste ano traz o slogan “Todo mundo unido, fica mais protegido”, chamando pais e responsáveis para a mobilização. Terão peças de TV, rádio, com veiculação nacional, internet, além de banners e cartazes que serão distribuídos nos postos de vacinação.

    Confira aquia campanha publicitária da Multivacinação 2017

    VACINAS -O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 4,3 bilhões, em 2017.

    INFLUENZA – A multivacinação também é uma oportunidade para municípios que ainda tenham vacina contra influenza continuem a vacinar o público-alvo da campanha (menores de 15 anos).

    Calendário de Vacinação da Criança

    Calendário de Vacinação do Adolescente

    BCG – ID

     Hepatite B

    Hepatite B (mantida dose ao nascer)

    dT  (Dupla tipo adulto)

    Penta (DTP/Hib/Hep B)

    Febre amarela

    VIP (Vacina Inativada Poliomielite)

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    VOP (vacina oral contra pólio)

    dTpa

    VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano)

    HPV

    Vacina Pneumocócica 10 valente

    Vacina meningocócica conjugada tipo C

    Vacina febre amarela

     

    Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba) 

    DTP (tríplice bacteriana)

    Vacina meningocócica conjugada  tipo C

    Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba, varicela)

    Hepatite A

     

    Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde 
    Atendimento à imprensa – Ascom/MS
    (61) 3315-2005/2577/3435

  • BAHIA: 105 municípios precisam intensificar vacinação contra febre amarela

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    Tempo de áudio: 2’03”

    REPÓRTER:Apesar do Ministério da Saúde ter decretado o fim do surto de febre amarela em todo o país, 105 municípios da Bahia ainda precisam intensificar a vacinação contra a doença. É que nessas cidades, o número de pessoas vacinadas não atingiu os índices recomendados pelo Ministério da Saúde. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, os governos municipais precisam manter as ações de combate para evitar que novas pessoas sejam infectadas.

    SONORA: Ricardo Barros, Ministro da Saúde.

    “A situação está sob controle, mas precisamos ampliar a cobertura vacinal. Precisamos que todas as áreas de recomendação de vacinação tenham 90% de cobertura. Essa é a meta e vamos insistir com os gestores locais para que alcancem esse objetivo. É preciso que as equipes façam busca ativa, especialmente nas pessoas que estão na zona rural que são as mais suscetíveis a pegar febre amarela”.

    REPÓRTER:O Brasil adota o esquema de apenas uma dose da vacina durante toda a vida, o que significa que quem já foi vacinado alguma vez, não precisa de dose de reforço. A vacina é segura e apresenta eficácia de até 99% contra a febre amarela. A estudante Rayani Campo conta como foi rápido e fácil ficar protegida contra a doença.

    SONORA:Rayani Ramos Campo, estudante.

    “Eu tomei a vacina no posto de saúde. Não tinha fila, eu fui super bem atendida e não tive reação alguma da vacina. Todos da minha família, inclusive a namorada do meu irmão, a família dela, todos tomaram e nenhum de nós teve reação. Teve fila, mas foi coisa pouca, o atendimento super rápido, bem atendido, sem problema algum”.

    REPÓRTER:Apenas lembrando que a vacina contra a febre amarela é contraindicada para crianças menores de seis meses, pessoas com baixa imunidade ou que tenham reação alérgica grave a ovo. Além disso, idosos acima dos 60 anos, gestantes, pessoas vivendo com HIV/aids ou com doenças no sangue devem ser avaliadas por um médico antes de se vacinar.

    Reportagem, Janary Damacena. 

  • Brasil anuncia plano nacional para eliminação da hepatite C até 2030

    Todos os pacientes diagnosticados passam a ter acesso ao tratamento, a partir de 2018, independente do grau de comprometimento do fígado

    RÁDIO

    O Brasil anunciou o Plano Nacional para Eliminação da Hepatite C até 2030 com a oferta de tratamento para todos. A expectativa é tratar 657 mil pessoas nos próximos anos. A meta foi apresentada nesta quarta-feira (1º) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a abertura da Cúpula Mundial de Hepatites 2017 – World Hepatitis Summit, em São Paulo (SP), que reúne ministros da Saúde, especialistas em saúde pública e ONGs para discutir a eliminação das hepatites virais em todo o mundo.

    “O projeto de eliminação da hepatite C no Brasil é viável e já esta em curso. Somos um dos primeiros países a colocarem em prática a proposta em discussão para o mundo. Atualmente, dos 155 mil pacientes notificados, metade já foram ou estão em tratamento. Além disso, iremos aumentar a testagem e diagnóstico da doença em toda a população. A expectativa e distribuirmos ano que vem o dobro de testes que distribuímos esse ano. Serão 12 milhões de testes para diagnóstico da doença”, ressaltou o ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros. Confira a apresentação completa (PDF em português)

    Confira a apresentação completa (PDF em inglês)

    cerimônia de abertura da Cúpula Mundial de Hepatites (Word Hepatitis Summit 2017) São Paulo, 01/11/2017

    A estimativa de tratar 657 mil pessoas é menor do que a anterior de 1,6 milhão de casos porque houve uma revisão dos números com o apoio do Observatório Polaris, da Fundação Center for Disease Analysis (CDA), nos EUA – e em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Com isso, a meta do Ministério da Saúde agora é tratar todos os pacientes diagnosticados, além de apresentar novas iniciativas para testar o máximo de pacientes.

     

    “Assim como ocorreu com relação à epidemia de HIV, o Brasil está determinado a ser líder mundial na luta contra a hepatite C. Nosso plano de eliminação significa que, até 2030, a hepatite C não será mais uma ameaça à saúde pública no Brasil", afirma Adele Benzaken, diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

    TRATAMENTO PARA TODOS –O protocolo atual considera elegíveis para tratamento no SUS os pacientes mais graves, nas fases 2, 3 e 4, os pacientes com coinfecção com HIV e pacientes com comorbidades, como doença renal crônica e manifestações extra-hepáticas. O Plano de Eliminação prevê que todos os pacientes diagnosticados com a doença serão atendidos, a partir de 2018, independente do grau de comprometimento do fígado.

    Os pacientes com maior gravidade terão prioridade. O comprometimento do fígado varia de F0 a F4, sendo que as pessoas com F0 e F1 passarão a fazer parte do protocolo. A expectativa é que a fila dos casos diagnosticados F3 e F4 acabará neste semestre. Até o primeiro semestre de 2018, os diagnosticados com F2 serão plenamente atendidos.

    “Agora, o Ministério da Saúde irá realizar a compra dos tratamentos e não de medicamentos. E os laboratórios terão o preço máximo de U$ 3 mil por tratamento, que é metade do que é pago atualmente. Portanto, iremos ampliar ao acesso aos medicamentos para mais pessoas com um custo muito menor”, destacou o ministro Ricardo Barros.

    A ampliação da oferta de tratamento para todos será possível devido à mudança na modalidade de compra do Ministério da Saúde, que condicionará o pagamento à indústria farmacêutica do tratamento à comprovação da cura do paciente. A expectativa é que, como aconteceu em outros países, o valor por tratamento caia de U$ 6,2 mil para U$ 3 mil. Essa economia possibilitará a inclusão de até três vezes mais pessoas do que as atendidas atualmente no SUS.

    O Ministério da Saúde também incorporou novas tecnologias. A combinação Ombitasvir, Paritaprevir, Ritonavir, Dasabuvir (3D), é mais uma opção terapêutica para pacientes com hepatite C. O tratamento deverá ser ofertado aos pacientes até o final deste ano. As novas inclusões oferecem maiores possibilidades para o tratamento. Esses fármacos também possibilitam a cura superior a 90%.

    Atualmente, as hepatites virais são responsáveis por mais de 1 milhão de mortes por ano – e mais de 300 milhões de pessoas estão cronicamente infectadas pelas hepatites B ou C. Em 2016, o Brasil registrou 42.830 casos de hepatites virais. Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico de Hepatites, que pode ser acessado no site indicadoreshepatites.aids.gov.br. Na plataforma, é possível acompanhar dados das hepatites de cada município de Brasil, com recortes de raça, cor, sexo, idade.

    CÚPULA MUNDIAL –Após a adoção da Estratégia Global do Setor de Saúde (GHSS) da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as hepatites virais em maio de 2016 – incluindo a meta de eliminação das hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030 –, os principais atores dessa luta se reunirão na Cúpula Mundial de Hepatites deste ano, que será realizada em São Paulo (SP) entre os dias 1º e 3 de novembro, para discutir os últimos avanços e as políticas de saúde pública necessárias para atingir essa meta.

    O evento é organizado pela OMS e a Aliança Mundial contra as Hepatites (World Hepatitis Alliance/WHA), em parceria com o governo brasileiro, graças ao protagonismo do Brasil no enfrentamento às hepatites virais. No encontro, a OMS, ministros da Saúde de seus estados-membros, a WHA e as 253 organizações, grupos da sociedade civil, gestores, cientistas e financiadores de saúde pública trabalharão juntos para abordar essa meta comum.

    Na abertura da Cúpula o ministro da Saúde, Ricardo Barros, mais outros cinco ministros da Saúde - Austrália, Bangladesh, Brasil, Egito, Geórgia e Ruanda – irão reiterar o seu compromisso como países visionários do NOhep. O Programa Visionários NOhep reúne governos “líderes mundiais” para acelerar ações rumo à eliminação das hepatites virais até 2030. O Brasil e esses outros cinco países foram escolhidos pela OMS para inspirar outros governos a alcançarem a meta de eliminação das hepatites virais.

    Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa – Ascom/MS 
    (61) 3315-2745/3580/2351

  • Brasil apresenta experiência no controle da tuberculose em encontro internacional

     

    O País foi convidado a abrir Conferência Ministerial Global, que acontece em Moscou até essa sexta-feira.Durante o evento, será lançada a Rede Internacional de Pesquisa em TB dos BRICS

    A experiência brasileira no combate à tuberculose foi tema da sessão de abertura da “Conferência Ministerial Global: uma resposta multissetorial para acabar com a tuberculose na era do desenvolvimento sustentável”, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (16), em Moscou, Rússia. A apresentação "Acabando com uma epidemia mortal: Perspectivas dos países de alta carga" foi proferida pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi.

    Reconhecendo a responsabilidade como país que concentra 1/3 dos casos novos de tuberculose nas américas, Antônio Nardi lembrou que, apesar do Brasil ser considerado um país de alta carga da doença, o país conta, no momento, com uma incidência relativamente moderada.  “A maior parte dos casos da doença está concentrada em certas populações vulneráveis: moradores das periferias dos centros urbanos, a população privada de liberdade, as pessoas vivendo com HIV, a população indígena e as pessoas em situação de rua” explicou o secretário. Para Nardi, o enfrentamento da tuberculose exige ações coordenadas e contínuas. “Trabalhamos para que o enfrentamento à tuberculose siga como prioridade de governo, visando seu fim até o ano de 2030”, ressaltou.

    Durante o evento, que acontece até essa sexta-feira (17), haverá o lançamento internacional da Rede de Pesquisa em TB dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que será realizada no país em setembro de 2017. A meta da rede é identificar as prioridades de pesquisa e formas de cooperação para avançar no enfrentamento à tuberculose e alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030.

    A Rede de Pesquisa é o primeiro produto do Plano de Cooperação em Tuberculose dos BRICS, proposto pelos Ministros da Saúde dos cinco países em 2014, e acordado também pelas autoridades em 2016. O plano centra esforços em medidas de atenção, proteção social e pesquisa para o combate da doença nos países do grupo e em países de baixa e média renda.

    Os BRICS concentram quase 50% de todos os casos novos de tuberculose no mundo. Apesar de ser o país com o menor número de casos no grupo, o Brasil é o único país prioritário para a tuberculose na região das Américas. A tuberculose é uma ameaça comum para a saúde pública dos cinco países e, ao unir esforços, os BRICS tomaram o primeiro passo para fazer frente à doença, liderando a agenda de pesquisa para o desenvolvimento de novas ferramentas ao seu enfrentamento.

    Considerada a doença infecciosa que mais mata no mundo, a tuberculose tem pouca visibilidade internacional, a conferência reúne os principais envolvidos na luta contra a doença para garantir uma resposta coordenada nos mais altos níveis de gestão, em nível global. A Primeira Conferência Ministerial Global e a Reunião de Alto Nível sobre TB na Assembleia Geral da ONU são frutos dessa mobilização.

    A Conferência é uma iniciativa do Governo da Federação Russa e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem como objetivo acelerar a implementação da Estratégia pelo Fim da TB, da OMS, visando o alcance das metas acordadas para os ODS, por meio de uma resposta multissetorial.

    O evento está centrado em oito pontos principais: cobertura universal do cuidado e prevenção da tuberculose; financiamento sustentável para a Cobertura Universal em Saúde, Proteção Social e Desenvolvimento; respeito à equidade, ética e diretos humanos; pesquisa científica e inovação; monitoramento e Avaliação do progresso; ações voltadas à Resistência Antimicrobiana, Segurança em Saúde e Tuberculose Multidrogarresistente; incremento na resposta à coinfecção TB/HIV e sinergias na resposta à TB e doenças não transmissíveis.

    Ao final do encontro, está prevista a Declaração de Ministros para subsidiar as discussões dos Chefes de Estado para a Reunião de Alto Nível, durante a Assembleia Geral da ONU, além de um compromisso formal dos países sobre os pontos centrais da reunião.

    Panorama - O Brasil notifica cerca de 70 mil casos novos de tuberculose por ano. Em um país com mais de 200 milhões de habitantes, corresponde a uma incidência de 34 casos a cada 100 mil habitantes. No entanto, o coeficiente de incidência varia entre 11 casos por 100 mil habitantes, em lugares como o Distrito Federal, a 64 e 68 casos por 100 mil habitantes nos estados do Rio de Janeiro e Amazonas, respectivamente.

    Para combater a doença, o país lançou este ano o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, organizado a fim de contemplar as diferenças locais em um país de dimensões continentais. O Plano brasileiro está alinhado às diretrizes da OMS e é dividido em três pilares: prevenção e cuidado integrado centrados na pessoa com tuberculose; políticas arrojadas e sistemas de apoio e intensificação da pesquisa e inovação.

    No primeiro pilar, o país irá expandir a Rede de Teste Rápido Molecular, totalizando 300 máquinas de gene-Xpert para o diagnóstico precoce da tuberculose e da tuberculose resistente. Um dos critérios para definição dos locais, onde as máquinas foram implantadas, foi a cobertura do diagnóstico para as populações mais vulneráveis.

    Também será realizada uma parceria com o Ministério da Justiça para uma campanha de combate à tuberculose em todas as penitenciárias do Brasil, o que possibilitará o diagnóstico precoce dos casos na população privada de liberdade.

    Outra ação é a implantação de um sistema de vigilância do óbito com o objetivo de identificar as condições individuais e de acesso aos serviços de saúde dos pacientes com tuberculose. A intensificação das estratégias de vigilância tem como objetivo qualificar as informações brasileiras referentes aos óbitos. Para identificar e prevenir o adoecimento precoce, o país instituiu o sistema de vigilância da Infecção Latente por Tuberculose e, para o enfrentamento da tuberculose droga resistente, o enfoque é na organização da rede de atenção e na vigilância da resistência, incluindo novas drogas nos esquemas terapêuticos.

    Sobre resistência aos antimicrobianos, tema de grande relevância no cenário atual e terma da conferência, o país definiu ações específicas voltadas para o enfrentamento da tuberculose resistente em nosso Plano Nacional de Resistência Antimicrobiana, a ser implementado a partir de 2018.  Também será realizada a atualização das diretrizes para o controle da infecção da tuberculose nas redes de atenção primária, secundária e terciária, a fim de garantir o cuidado integrado e centrado nas pessoas com a doença.

    Além disso, o Ministério da Saúde tem uma importante articulação com a Frente Parlamentar de luta contra a tuberculose e juntos, Poderes Executivo e Legislativo, trabalham estratégias voltadas para os determinantes sociais da doença. A parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social possibilitou a integração dos serviços de saúde e assistência social para benefício do paciente com tuberculose. Neste tema, academia e organismos internacionais têm cooperado para realização de estudos que comprovam a importância da proteção social para a pessoa com tuberculose.

    Sobre a intensificação da pesquisa, terceiro pilar no Plano Nacional, o Brasil foi um dos fortes impulsionadores para o lançamento da Rede de Pesquisa em TB dos BRICS, composta por representantes de governo e academia.

    Além disso, os programas de tuberculose municipais, estaduais e nacional têm sido capacitados para o desenvolvimento de pesquisas operacionais que respondam aos questionamentos levantados pelos próprios programas de TB, fortalecendo, assim, a definição de políticas públicas em tuberculose baseada em evidências.

    Da Agência Saúde
    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-2351 / 3580 / 2745

     

  • Brasil aumenta diagnóstico e tratamento para o HIV

    Novo levantamento indica que, desde 2012, o número de pessoas diagnosticadas com a doença aumentou 18% e o acesso ao tratamento 15%. Também se observou redução da circulação do vírus no sangue dos tratados, indicando sucesso dos medicamentos ofertados no SUS

    Aumento no diagnóstico entre as pessoas que vivem com HIV e no número de pessoas em tratamento são os destaques do Relatório de Monitoramento Clínico do HIV lançado nesta quinta-feira (23) pelo Ministério da Saúde. O documento demonstra o avanço do país no alcance das  metas 90-90-90, no período de 2012 a 2016. De acordo com o documento, estima-se que, em 2016, aproximadamente 830 mil pessoas vivem com HIV no país, dessas, 694 mil (84%) diagnosticadas; 655 mil (79%) vinculadas a algum serviço de saúde; e 563 mil (68%) retidas nos serviços.

    Confira a apresentação do Relatório de Monitoramento Clínico

    A proporção de pessoas vivendo com HIV diagnosticadas (1ª meta) aumentou em 18%, passando de 71%, em 2012, para 84%, em 2016. Ainda com relação aos resultados das metas no país, houve um aumento de 15% na proporção de PVHIV diagnosticadas que estavam em tratamento (de 62% em 2012 para 72% em 2016). Nos primeiros seis meses de 2017, o relatório aponta que quase 35 mil pessoas iniciaram terapia antirretroviral (TARV). Na terceira meta, das pessoas em tratamento antirretroviral, há pelo menos seis meses, em 2016, 91% atingiram supressão viral (carga viral abaixo de 1.000 cópias/mL indicando sucesso no tratamento). Essa proporção é 6% acima da observada em 2012 (85%) e aponta  que o país ultrapassou a meta estabelecida.

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, comentou os avanços apontados pelo relatório. Barros ressaltou a importância da manutenção das ações de prevenção e controle do HIV/aids no Brasil. “Os resultados observados no Relatório refletem os esforços de um conjunto de ações realizadas por diversos atores, em diferentes níveis de gestão, para a redução da transmissão do HIV e a melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e aids no país”, observou o ministro.

    Lançado pelo segundo ano seguido, o documento Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, reúne e analisa as informações dos principais indicadores de monitoramento clínico, atualizados até 30 de junho de 2017. O relatório avalia as metas 90-90-90: (90% das pessoas vivendo com HIV (PVHIV) diagnosticadas; 90% das PVHIV diagnosticadas em terapia antirretroviral (Tarv); e 90% das PVHIV diagnosticadas em TARV (terapia antirretroviral - com supressão viral, até o ano de 2020) para o Brasil, entre 2012 e 2016. As metas foram instituídas, em 2014, pelo Programa das Nações Unidas para Aids (UNAIDS).

    Outro dado do relatório aponta que, de todos os indivíduos infectados pelo HIV, observa-se cobertura antirretroviral de 60% e supressão viral de 54% (com carga viral abaixo de 1.000 cópias/mL). Isso é excelente porque quanto menor a carga viral, menor a possibilidade de transmissão do vírus e indica sucesso no tratamento da pessoa vivendo com HIV.

    No primeiro semestre de 2017, até 30 junho, o número de pessoas em TARV somava mais de 517 mil. De acordo com os resultados monitorados até o momento, estima-se que até o final do ano cerca de 550 mil PVHIV estarão em tratamento, indicando um incremento de mais de 10% nesse número até o final do ano, ultrapassando o crescimento observado entre 2015- 2016.

    Além deste aumento no número de pessoas em TARV, verifica-se também uma diminuição expressiva no tempo mediano (em dias) entre o diagnóstico e o início do tratamento, caindo de 161 dias para 42 dias, em menos de quatro anos, de 2014 a junho de 2017, respectivamente.

    O Brasil foi o primeiro país da América Latina a incorporar, a partir de janeiro de 2017, o medicamento Dolutegravir, que é considerado atualmente o melhor medicamento para tratamento do HIV. Dados mais atuais, até 31 de outubro 2017, revelam que 68 mil PVHIV já estão em uso de Dolutegravir no país.

    Ainda em relação às metas 90-90-90, observa-se que das pessoas em TARV, há pelo menos seis meses, em 2016, 91% atingiram supressão viral (carga viral abaixo de 1.000 cópias/mL indicando sucesso no tratamento), proporção de 6% acima da observada em 2012 (85%) e ultrapassando a meta estabelecida.

    Esses dados subsidiam a resposta ao HIV no Brasil e são reconhecidos por seu rigor, como fonte de informação no âmbito internacional. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu na Conferência Internacional de Aids (IAS 2017, em Paris), durante o lançamento do Consolidated Guidelines on Person-Centred HIV Patient Monitoring and Case Surveillance, que o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem conseguido utilizar as informações geradas por seus sistemas nacionais de informação em saúde para fazer diferença na resposta ao HIV. Nesta publicação, inclusive, o Brasil foi citado como exemplo a ser seguido.

    Desafios - A maior vulnerabilidade entre os jovens fica evidente nos resultados apresentados no Relatório. Na análise das metas 90-90-90 estimou-se que apenas 56% das PVHIV de 18 a 24 anos diagnosticadas estavam em TARV, e desses, menos da metade apresentavam supressão viral (Carga Viral menor que 200 cópias/mL).

    Outro desafio a ser enfrentado refere-se a adesão à TARV. Os dados indicam que 70% das pessoas vivendo com HIV – com pelo menos uma dispensa de medicamentos em 2016- apresentavam adesão suficiente. Porém a taxa de abandono ou interrupção do tratamento de 9% se mantém praticamente constante desde 2013.

    “Estamos aprimorando as ações programáticas, buscando a aceleração e a qualificação da resposta brasileira ao HIV, com vistas ao alcance das metas estabelecidas no planejamento estratégico do Departamento de IST, HIV e Aids e Hepatites Virais”, explica a Dra. Adele Benzaken, diretora do departamento. A diretora ressalta ainda  que a publicação do relatório reforça “o compromisso de transparência com a população brasileira, especialmente com as pessoas que vivem com HIV e com os grupos de populações-chave e prioritárias que são mais afetadas pela epidemia”.

    O financiamento de toda a terapia antirretroviral distribuída pelo SUS no Brasil, garantida sua sustentabilidade por lei, é feito com recursos exclusivamente nacionais. Em 2017 foi investido R$ 1.1 bilhão para aquisição de 37 apresentações dos medicamentos.

     

    Da Agência Saúde 
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  • Brasil é um dos países de alta carga de TB com melhores indicadores relacionados à incidência, diz OMS

    Relatório aponta notificação de quase 90% de todos os casos no país e indica que a situação epidemiológica da tuberculose drogarresistente (TB-DR) no Brasil é controlada

    O Brasil foi reconhecido como um dos poucos países de alta carga de tuberculose com bom desempenho no que diz respeito aos indicadores de incidência, com uma notificação de quase 90% de todos os casos no país. Além disso, também é um dos poucos países que depende inteiramente de recursos domésticos para o controle da tuberculose, o que indica a prioridade do governo para o enfrentamento da doença. Esses são alguns pontos abordados no Relatório Global de Tuberculose, lançado neste mês de outubro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).  Para a publicação deste ano, focou-se nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e da Estratégia pelo Fim da Tuberculose.

    Relatório Global de Tuberculose

    Sumário Executivo

    Perfis dos países

    O documento, que revela os dados epidemiológicos da tuberculose no mundo, considerando 201 países e territórios que representam mais de 99% da população mundial e dos casos notificados de tuberculose, indica que a situação epidemiológica da tuberculose drogarresistente (TB-DR) no Brasil é controlada. Segundo a publicação, isso se dá por diversas atividades de controle estabelecidas no país, entre elas a oferta do tratamento exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados mostram que desde a implantação do Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB), que detecta a resistência à rifampicina no momento do diagnóstico, o Brasil diagnosticou mais de 50% dos casos de TB multidrogarresistente estimados para o país pela OMS.

    O relatório indica ainda que a integração de uma agenda multissetorial de pesquisa no Brasil tem sido crucial para o enfrentamento da doença. Um exemplo reconhecido pela OMS é o engajamento entre o Ministério da Saúde, academia, organismos internacionais e agências de financiamento para otimizar a prestação de serviços de TB para as populações mais pobres e vulneráveis do Brasil, alavancando a plataforma nacional de proteção social existente. O documento destaca que ao priorizar medidas de proteção social, o país busca diminuir as barreiras para o acesso ao tratamento completo, diminuindo, portanto, o abandono ao tratamento.

    Situação do Brasil

    O Brasil figura como um dos países prioritários para o enfrentamento da tuberculose e da coinfecção TB-HIV, de acordo com a OMS. Isso significa que o país está entre os 48 países prioritários para a abordagem da tuberculose, tanto por ser considerado um dos países com maior número de casos da doença no mundo, como também por ser um dos países com maior número de casos de TB-HIV.

    Apesar desses países representarem 90% do número de casos de tuberculose no mundo, o Brasil, com seus 87 mil casos estimados, representa menos de 1% dos casos globais.

    Apenas três países em desenvolvimentos foram considerados como países com altas taxas de detecção: Brasil, China e a Federação Russa. Dos trinta países de alta carga, apenas cinco foram considerados com alta cobertura dos serviços de tratamento: Brasil, China, Federação Russa, Vietnam e Zimbabué.

    Apenas sete dos trinta países de alta carga da doença superaram 90% de cura dos casos de tuberculose. Alguns países ainda precisam avançar, como é o caso do Brasil, que apresentou 71% de cura entre os casos novos.

    O relatório revela ainda que, no Brasil, os percentuais de testagem para o HIV seguem elevados. Entretanto, menos de 50% dos casos de TB com HIV positivo iniciaram terapia antirretroviral (TARV) em 2016. Ações, em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, continuam sendo realizadas para melhorar esse resultado.

    Tuberculose drogarresistente

    A resistência antimicrobiana tem sido uma prioridade na agenda global de saúde. Estima-se que a tuberculose drogarresistente (TB-DR) seja responsável por um terço das mortes relacionadas à resistência aos antimicrobianos. A TB-DR é uma ameaça para a atenção e prevenção global da tuberculose e continua como um problema de saúde pública em muitos países.

    Em 2016, apenas 153.119 casos de TB-DR foram notificados no mundo e desses, apenas 129.689 iniciaram o tratamento. Isso significa que mais de 20 mil casos diagnosticados com algum tipo de resistência não receberam qualquer tipo de tratamento. Além disso, o número de casos que iniciaram o tratamento para a TB-DR em 2016 representa apenas 22% da incidência estimada desses casos.

    Pesquisa e inovação para o alcance das metas

    A OMS estabeleceu desde 2014, com a aprovação da Estratégia pelo Fim da TB, que sem o desenvolvimento de novas ferramentas e sua incorporação aos sistemas de saúde, não seria possível alcançar as metas para o fim da epidemia global. Isso significa que novos diagnósticos, tratamentos encurtados e uma vacina eficaz são necessários para redução significativa do número de casos de tuberculose no mundo.

    Cobertura Universal

    Entretanto, os dados lançados indicam que o progresso para acabar com a tuberculose está estagnado. De acordo com o relatório, 10,4 milhões de pessoas adoeceram com tuberculose no ano de 2016, dentre esses casos, cerca de 600 mil apresentaram alguma forma de resistência ao tratamento, e 1,7 milhão de pessoas morreram por conta da doença. Duas em cada cinco pessoas com tuberculose não foram diagnosticadas ou notificadas, o que ilustra o desafio mundial para o alcance das metas estabelecidas para o enfrentamento da doença.

    Alcançar as metas da tuberculose acordadas nos ODS e na Estratégia pelo Fim da TB requer ações voltadas para a cobertura de saúde universal e ações multissetoriais para abordar os determinantes sociais e econômicos da tuberculose.

    O Brasil serve como estudo de caso para a OMS para as ações em cobertura universal para o tratamento da TB, proteção social e estratégias que abordam os determinantes da doença. Isso porque o Sistema Único de Saúde garante o diagnóstico e tratamento da tuberculose e o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) tem priorizado as discussões sobre proteção social entre suas ações.

    Por Nucom SVS
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  • Brasil padroniza informações da CNH seguindo padrão mundial

    Novo formato segue recomendações do Ministério da Saúde e é usado em países como Espanha e França e facilitará o reconhecimento pelas autoridades do exterior

    Fotos: Denatran

    A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) seguirá o padrão internacional adotado em vários países do mundo. A mudança consta em uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada nesta sexta-feira, que representa o Brasil em um grupo técnico das Nações Unidas sobre trânsito que acompanha o cumprimento da Convenção de Viena Sobre Trânsito Viário de 1968. De acordo com o Contran, a mudança será feita até 1º de janeiro de 2019, quando os Departamentos de Trânsito de todo o país poderão se adequar no que se refere a layout e sistemas do novo processo. Com essa medida, o Brasil será o único país da América Latina e Caribe a adotar esse formato, que já vale em países como França e Espanha. “Como o nosso modelo estava em desacordo com o padrão de outros países, dificultava o trânsito e até a assistência a brasileiros. A padronização facilita o reconhecimento de pessoas que possuem, por exemplo, alguma deficiência ou restrição médica. É um grande avanço”, destacou o representante do Ministério da Saúde no Contran, Luiz Otávio Miranda. Em nota técnica, o Ministério da Saúde recomendou ao Contran que a nova CNH fosse formulada em material plástico, preferencialmente na cor rosa, contendo dados como nome, sobrenome, data e local de nascimento, data de emissão, validade, número de registro da licença nacional para dirigir, nome ou marca da autoridade expedidora, fotografia, assinatura, categoria de veículos e observações relacionadas às restrições médicas. Além disso, no documento devem estar presentes a expressão “’Carteira Nacional de Habilitação’’, em inglês e espanhol, visto a abrangência do MERCOSUL e do Acordo sore a Regulamentação básica Unificada de Trânsito, entre Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. Outra novidade na carteira será a presença de um padrão de letras e símbolos que representam a categoria de veículos (pictogramas) em que o condutor está habilitado. Com isso, subcategorias definidas na Convenção de Viena (A1, B1, C1, D1, C1E, e D1E), constarão no novo documento. A novidade facilitará o reconhecimento em países com os quais existe reciprocidade e reforça o compromisso internacional decorrente da ratificação do Acordo pelo Brasil, conforme dispõe o Manual de Tratados das Nações Unidas. CONTRAN – Órgão máximo normativo e consultivo, o Conselho Nacional de estabelece normas regulamentares para as leis de trânsito. Além do Ministério da Saúde, participam do Conselho os ministérios das Cidades; Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Educação; da Defesa; Meio Ambiente; dos Transportes, Portos e Aviação Civil; da Justiça e Segurança Pública; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e Agência Nacional de Transportes Terrestres. Por Victor Maciel, da Agência Saúde
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  • Brasil realiza projeto inovador para o enfrentamento da hanseníase

     

    A ação será desenvolvida em 20 municípios localizados em seis estados brasileiros, selecionados por apresentarem elevado número de casos novos em crianças

    O projeto Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da Hanseníaseinicia na semana de 23 a 28 de outubro, nos estados do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí e Tocantins.Serão beneficiados, com a ação, 20 municípios dentre os que registraram maior número de casos novos da doença, tanto na população em geral como em menores de 15 anos, com base no ano de 2015. O projeto, que busca reduzir a carga de hanseníase nessas cidades, é uma parceria do Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), com apoio da Fundação NIPPON do Japão, com duração de três anos (2017/2019).

    Além de apresentarem elevado número de casos novos em crianças, os municípios participantes do projeto foram selecionados pela disponibilidade de serviços, de profissionais de saúde e intervenção pedagógica. Os municípios que registram maior número de casos: São Luís/ MA, 1º no ranking de números de casos novos de hanseníase em crianças em relação ao restante do país; 2º Recife/PE; 3º Olinda/PE; 5º Marabá/PA; 8º Teresina/PI; 11º Cuiabá/MT; 12º Jaboatão dos Guararapes/PE; 17º Palmas/TO; 23º Belém/PA; 29º São José do Ribamar/MA; 31º Araguaína/TO; 54º Cabo de Santo Agostinho/PE; 61º Paço do Lumiar/MA; 66º Gurupi/TO; 85º Porto Nacional/TO; 105º Paulista/PE; 189º Floriano/PI; 300º Parnaíba/PI; 435º Alcântara/MA; 1.698º Raposa/MA.

    O objetivo do Projeto é diminuir a carga de hanseníase nas cidades selecionadas, com a ampliação do trabalho da detecção de casos novos; promoção da educação permanente para os profissionais da Atenção Primária à Saúde; fortalecimento dos centros de referência; redução da proporção de casos novos com Grau 2 de incapacidade física - GIF2 (como garras em mãos e/ou pés e atrofia muscular), por meio do diagnóstico precoce e ações de prevenção de incapacidades; e enfrentamento do estigma e discriminação contra as pessoas acometidas pela doença.

    O Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, vem intensificando ações para reduzir a carga de hanseníase no Brasil e o Projeto Abordagens Inovadoras é mais uma ferramenta da saúde pública para controlar a doença no país. “Uma ação que temos desenvolvido nos últimos quatro anos é a busca ativa de casos novos de hanseníase em alunos do ensino fundamental de escolas públicas, na faixa etária de 5 a 14 anos, para o diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Com esse novo Projeto, estamos ampliando a busca ativa da doença nos municípios selecionados para além dos muros escolares. Dessa forma poderemos eliminar fontes de infecção, impedindo que novas crianças contraiam a doença, reduzindo o risco de desenvolver deficiências físicas associadas à hanseníase”, reforçou o ministro Ricardo Barros.

    REDUÇÃO DE CASOS - Na última década, o Brasil apresentou uma redução de 37,1 % no número de casos novos, passando de 40,1 mil diagnosticados no ano de 2007, para 25,2 mil em 2016. Tal redução corresponde à queda de 42,3% da taxa de detecção geral do país (de 21,19/100 mil hab. em 2007 para 12,23/100 mil hab. em 2016). Do total de casos novos registrados, 1,6 mil (6,72%) foram diagnosticados em menores de 15 anos, sinalizando focos de infecção ativos e transmissão recente, e 7,2 mil iniciaram tratamento com alguma incapacidade, sendo 1,7 mil com GIF 2.

    AÇÕES DO PROJETO -O Projeto será conduzido por um núcleo de 27 equipes de especialistas nas áreas de Clínica Geral, Prevenção de Incapacidades e Mobilização Social, além de três coordenadores, sendo um coordenador para cada área: O Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) para clínica, tratamento e manejo de reações da doença; a Coordenação-Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE/DEVIT/SVS/MS) para a prevenção de incapacidades; a CGHDE e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN) para as ações sobre o envolvimento das pessoas acometidas pela doença na comunidade.  Haverá também um coordenador municipal para o acompanhamento das atividades em nível local.

    Os especialistas terão o compromisso de ir a campo para a atualização dos profissionais da saúde que atuam na Atenção Básica dos 20 municípios, quanto à teoria e prática do diagnóstico, tratamento, prevenção de incapacidades em hanseníase, além de ações que promovam a prevenção do estigma e da discriminação. Cada equipe de especialistas, composta por três profissionais, será responsável pelas atividades em oito Unidades de Saúde durante cinco dias. Atenderão no mínimo 30 pacientes e conduzirão, ao fim desse processo, uma campanha que ocorrerá no sábado, com realização de exame dermatoneurológico para diagnóstico, avaliação para prevenção de incapacidades, além de atividades que alertam a população sobre os sinais e sintomas da doença.

    Após a primeira semana de atualização, haverá uma reunião para avaliação e planejamento das próximas etapas previstas para o primeiro semestre de 2018. Ao final dos três anos, os resultados e impacto das ações realizadas nos 20 municípios serão analisados, visando à possibilidade de ampliação para outras cidades ou continuidade das atividades nos mesmos.

    SOBRE A DOENÇA -A Hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo território nacional. Possui como agente etiológico o Mycobacterium leprae, capaz de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), apesar da baixa patogenicidade (poucos adoecem). Tem predileção pela pele e nervos periféricos, podendo cursar com surtos reacionais intercorrentes, o que lhe confere alto poder de causar incapacidades e deformidades físicas, principais responsáveis pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela hanseníase.

    A transmissão se dá por meio das vias aéreas superiores de uma pessoa doente sem tratamento para outra, pelo contato prolongado. O diagnóstico e o tratamento da hanseníase são ofertados pelo SUS, disponível nas unidades públicas de saúde.

    A doença exibe distribuição heterogênea no país, com registro de casos novos em todas as Unidades Federadas, e sua alta endemicidade compromete a interrupção da cadeia de transmissão. O enfrentamento da hanseníase baseia-se na busca ativa de casos novos para o diagnóstico precoce, tratamento oportuno, cura, prevenção das incapacidades e exame dos contatos, como forma de eliminar fontes de infecção, interrompendo a cadeia de transmissão da doença.

     

    Por Ana Cláudia Amorim, da Agência Saúde
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