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  • Brasil apresenta experiência no controle da tuberculose em encontro internacional

     

    O País foi convidado a abrir Conferência Ministerial Global, que acontece em Moscou até essa sexta-feira.Durante o evento, será lançada a Rede Internacional de Pesquisa em TB dos BRICS

    A experiência brasileira no combate à tuberculose foi tema da sessão de abertura da “Conferência Ministerial Global: uma resposta multissetorial para acabar com a tuberculose na era do desenvolvimento sustentável”, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (16), em Moscou, Rússia. A apresentação "Acabando com uma epidemia mortal: Perspectivas dos países de alta carga" foi proferida pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi.

    Reconhecendo a responsabilidade como país que concentra 1/3 dos casos novos de tuberculose nas américas, Antônio Nardi lembrou que, apesar do Brasil ser considerado um país de alta carga da doença, o país conta, no momento, com uma incidência relativamente moderada.  “A maior parte dos casos da doença está concentrada em certas populações vulneráveis: moradores das periferias dos centros urbanos, a população privada de liberdade, as pessoas vivendo com HIV, a população indígena e as pessoas em situação de rua” explicou o secretário. Para Nardi, o enfrentamento da tuberculose exige ações coordenadas e contínuas. “Trabalhamos para que o enfrentamento à tuberculose siga como prioridade de governo, visando seu fim até o ano de 2030”, ressaltou.

    Durante o evento, que acontece até essa sexta-feira (17), haverá o lançamento internacional da Rede de Pesquisa em TB dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que será realizada no país em setembro de 2017. A meta da rede é identificar as prioridades de pesquisa e formas de cooperação para avançar no enfrentamento à tuberculose e alcançar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030.

    A Rede de Pesquisa é o primeiro produto do Plano de Cooperação em Tuberculose dos BRICS, proposto pelos Ministros da Saúde dos cinco países em 2014, e acordado também pelas autoridades em 2016. O plano centra esforços em medidas de atenção, proteção social e pesquisa para o combate da doença nos países do grupo e em países de baixa e média renda.

    Os BRICS concentram quase 50% de todos os casos novos de tuberculose no mundo. Apesar de ser o país com o menor número de casos no grupo, o Brasil é o único país prioritário para a tuberculose na região das Américas. A tuberculose é uma ameaça comum para a saúde pública dos cinco países e, ao unir esforços, os BRICS tomaram o primeiro passo para fazer frente à doença, liderando a agenda de pesquisa para o desenvolvimento de novas ferramentas ao seu enfrentamento.

    Considerada a doença infecciosa que mais mata no mundo, a tuberculose tem pouca visibilidade internacional, a conferência reúne os principais envolvidos na luta contra a doença para garantir uma resposta coordenada nos mais altos níveis de gestão, em nível global. A Primeira Conferência Ministerial Global e a Reunião de Alto Nível sobre TB na Assembleia Geral da ONU são frutos dessa mobilização.

    A Conferência é uma iniciativa do Governo da Federação Russa e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem como objetivo acelerar a implementação da Estratégia pelo Fim da TB, da OMS, visando o alcance das metas acordadas para os ODS, por meio de uma resposta multissetorial.

    O evento está centrado em oito pontos principais: cobertura universal do cuidado e prevenção da tuberculose; financiamento sustentável para a Cobertura Universal em Saúde, Proteção Social e Desenvolvimento; respeito à equidade, ética e diretos humanos; pesquisa científica e inovação; monitoramento e Avaliação do progresso; ações voltadas à Resistência Antimicrobiana, Segurança em Saúde e Tuberculose Multidrogarresistente; incremento na resposta à coinfecção TB/HIV e sinergias na resposta à TB e doenças não transmissíveis.

    Ao final do encontro, está prevista a Declaração de Ministros para subsidiar as discussões dos Chefes de Estado para a Reunião de Alto Nível, durante a Assembleia Geral da ONU, além de um compromisso formal dos países sobre os pontos centrais da reunião.

    Panorama - O Brasil notifica cerca de 70 mil casos novos de tuberculose por ano. Em um país com mais de 200 milhões de habitantes, corresponde a uma incidência de 34 casos a cada 100 mil habitantes. No entanto, o coeficiente de incidência varia entre 11 casos por 100 mil habitantes, em lugares como o Distrito Federal, a 64 e 68 casos por 100 mil habitantes nos estados do Rio de Janeiro e Amazonas, respectivamente.

    Para combater a doença, o país lançou este ano o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, organizado a fim de contemplar as diferenças locais em um país de dimensões continentais. O Plano brasileiro está alinhado às diretrizes da OMS e é dividido em três pilares: prevenção e cuidado integrado centrados na pessoa com tuberculose; políticas arrojadas e sistemas de apoio e intensificação da pesquisa e inovação.

    No primeiro pilar, o país irá expandir a Rede de Teste Rápido Molecular, totalizando 300 máquinas de gene-Xpert para o diagnóstico precoce da tuberculose e da tuberculose resistente. Um dos critérios para definição dos locais, onde as máquinas foram implantadas, foi a cobertura do diagnóstico para as populações mais vulneráveis.

    Também será realizada uma parceria com o Ministério da Justiça para uma campanha de combate à tuberculose em todas as penitenciárias do Brasil, o que possibilitará o diagnóstico precoce dos casos na população privada de liberdade.

    Outra ação é a implantação de um sistema de vigilância do óbito com o objetivo de identificar as condições individuais e de acesso aos serviços de saúde dos pacientes com tuberculose. A intensificação das estratégias de vigilância tem como objetivo qualificar as informações brasileiras referentes aos óbitos. Para identificar e prevenir o adoecimento precoce, o país instituiu o sistema de vigilância da Infecção Latente por Tuberculose e, para o enfrentamento da tuberculose droga resistente, o enfoque é na organização da rede de atenção e na vigilância da resistência, incluindo novas drogas nos esquemas terapêuticos.

    Sobre resistência aos antimicrobianos, tema de grande relevância no cenário atual e terma da conferência, o país definiu ações específicas voltadas para o enfrentamento da tuberculose resistente em nosso Plano Nacional de Resistência Antimicrobiana, a ser implementado a partir de 2018.  Também será realizada a atualização das diretrizes para o controle da infecção da tuberculose nas redes de atenção primária, secundária e terciária, a fim de garantir o cuidado integrado e centrado nas pessoas com a doença.

    Além disso, o Ministério da Saúde tem uma importante articulação com a Frente Parlamentar de luta contra a tuberculose e juntos, Poderes Executivo e Legislativo, trabalham estratégias voltadas para os determinantes sociais da doença. A parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social possibilitou a integração dos serviços de saúde e assistência social para benefício do paciente com tuberculose. Neste tema, academia e organismos internacionais têm cooperado para realização de estudos que comprovam a importância da proteção social para a pessoa com tuberculose.

    Sobre a intensificação da pesquisa, terceiro pilar no Plano Nacional, o Brasil foi um dos fortes impulsionadores para o lançamento da Rede de Pesquisa em TB dos BRICS, composta por representantes de governo e academia.

    Além disso, os programas de tuberculose municipais, estaduais e nacional têm sido capacitados para o desenvolvimento de pesquisas operacionais que respondam aos questionamentos levantados pelos próprios programas de TB, fortalecendo, assim, a definição de políticas públicas em tuberculose baseada em evidências.

    Da Agência Saúde
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  • Brasil é um dos países de alta carga de TB com melhores indicadores relacionados à incidência, diz OMS

    Relatório aponta notificação de quase 90% de todos os casos no país e indica que a situação epidemiológica da tuberculose drogarresistente (TB-DR) no Brasil é controlada

    O Brasil foi reconhecido como um dos poucos países de alta carga de tuberculose com bom desempenho no que diz respeito aos indicadores de incidência, com uma notificação de quase 90% de todos os casos no país. Além disso, também é um dos poucos países que depende inteiramente de recursos domésticos para o controle da tuberculose, o que indica a prioridade do governo para o enfrentamento da doença. Esses são alguns pontos abordados no Relatório Global de Tuberculose, lançado neste mês de outubro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).  Para a publicação deste ano, focou-se nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e da Estratégia pelo Fim da Tuberculose.

    Relatório Global de Tuberculose

    Sumário Executivo

    Perfis dos países

    O documento, que revela os dados epidemiológicos da tuberculose no mundo, considerando 201 países e territórios que representam mais de 99% da população mundial e dos casos notificados de tuberculose, indica que a situação epidemiológica da tuberculose drogarresistente (TB-DR) no Brasil é controlada. Segundo a publicação, isso se dá por diversas atividades de controle estabelecidas no país, entre elas a oferta do tratamento exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados mostram que desde a implantação do Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB), que detecta a resistência à rifampicina no momento do diagnóstico, o Brasil diagnosticou mais de 50% dos casos de TB multidrogarresistente estimados para o país pela OMS.

    O relatório indica ainda que a integração de uma agenda multissetorial de pesquisa no Brasil tem sido crucial para o enfrentamento da doença. Um exemplo reconhecido pela OMS é o engajamento entre o Ministério da Saúde, academia, organismos internacionais e agências de financiamento para otimizar a prestação de serviços de TB para as populações mais pobres e vulneráveis do Brasil, alavancando a plataforma nacional de proteção social existente. O documento destaca que ao priorizar medidas de proteção social, o país busca diminuir as barreiras para o acesso ao tratamento completo, diminuindo, portanto, o abandono ao tratamento.

    Situação do Brasil

    O Brasil figura como um dos países prioritários para o enfrentamento da tuberculose e da coinfecção TB-HIV, de acordo com a OMS. Isso significa que o país está entre os 48 países prioritários para a abordagem da tuberculose, tanto por ser considerado um dos países com maior número de casos da doença no mundo, como também por ser um dos países com maior número de casos de TB-HIV.

    Apesar desses países representarem 90% do número de casos de tuberculose no mundo, o Brasil, com seus 87 mil casos estimados, representa menos de 1% dos casos globais.

    Apenas três países em desenvolvimentos foram considerados como países com altas taxas de detecção: Brasil, China e a Federação Russa. Dos trinta países de alta carga, apenas cinco foram considerados com alta cobertura dos serviços de tratamento: Brasil, China, Federação Russa, Vietnam e Zimbabué.

    Apenas sete dos trinta países de alta carga da doença superaram 90% de cura dos casos de tuberculose. Alguns países ainda precisam avançar, como é o caso do Brasil, que apresentou 71% de cura entre os casos novos.

    O relatório revela ainda que, no Brasil, os percentuais de testagem para o HIV seguem elevados. Entretanto, menos de 50% dos casos de TB com HIV positivo iniciaram terapia antirretroviral (TARV) em 2016. Ações, em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, continuam sendo realizadas para melhorar esse resultado.

    Tuberculose drogarresistente

    A resistência antimicrobiana tem sido uma prioridade na agenda global de saúde. Estima-se que a tuberculose drogarresistente (TB-DR) seja responsável por um terço das mortes relacionadas à resistência aos antimicrobianos. A TB-DR é uma ameaça para a atenção e prevenção global da tuberculose e continua como um problema de saúde pública em muitos países.

    Em 2016, apenas 153.119 casos de TB-DR foram notificados no mundo e desses, apenas 129.689 iniciaram o tratamento. Isso significa que mais de 20 mil casos diagnosticados com algum tipo de resistência não receberam qualquer tipo de tratamento. Além disso, o número de casos que iniciaram o tratamento para a TB-DR em 2016 representa apenas 22% da incidência estimada desses casos.

    Pesquisa e inovação para o alcance das metas

    A OMS estabeleceu desde 2014, com a aprovação da Estratégia pelo Fim da TB, que sem o desenvolvimento de novas ferramentas e sua incorporação aos sistemas de saúde, não seria possível alcançar as metas para o fim da epidemia global. Isso significa que novos diagnósticos, tratamentos encurtados e uma vacina eficaz são necessários para redução significativa do número de casos de tuberculose no mundo.

    Cobertura Universal

    Entretanto, os dados lançados indicam que o progresso para acabar com a tuberculose está estagnado. De acordo com o relatório, 10,4 milhões de pessoas adoeceram com tuberculose no ano de 2016, dentre esses casos, cerca de 600 mil apresentaram alguma forma de resistência ao tratamento, e 1,7 milhão de pessoas morreram por conta da doença. Duas em cada cinco pessoas com tuberculose não foram diagnosticadas ou notificadas, o que ilustra o desafio mundial para o alcance das metas estabelecidas para o enfrentamento da doença.

    Alcançar as metas da tuberculose acordadas nos ODS e na Estratégia pelo Fim da TB requer ações voltadas para a cobertura de saúde universal e ações multissetoriais para abordar os determinantes sociais e econômicos da tuberculose.

    O Brasil serve como estudo de caso para a OMS para as ações em cobertura universal para o tratamento da TB, proteção social e estratégias que abordam os determinantes da doença. Isso porque o Sistema Único de Saúde garante o diagnóstico e tratamento da tuberculose e o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) tem priorizado as discussões sobre proteção social entre suas ações.

    Por Nucom SVS
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  • Brasil inaugura Laboratório de Tuberculose em São Tomé e Príncipe

    O projeto realizado no âmbito da cooperação Sul-Sul busca apoiar, de forma sustentável, o Programa de Luta contra a Tuberculose de São Tomé e Príncipe

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    Crédito: AISA/MS

    Laboratorio TB STP

    São Tomé e Príncipe passa a contar com laboratório de referência para o tratamento de Tuberculose

    O Brasil inaugurou, no dia 27 de janeiro, o Laboratório Nacional de Referência para a Tuberculose em São Tomé e Príncipe, visando desenvolver o conhecimento científico e melhorar o diagnóstico desta enfermidade no país. A cerimônia contou com a presença da ministra da Saúde de São Tomé e Príncipe, Maria de Jesus Trovoada, e do Embaixador do Brasil no país, Vilmar Rogério Coutinho Junior, além de delegação brasileira formada por representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Ministério da Saúde.

    O laboratório localiza-se no Hospital Ayres de Menezes, nos arredores da capital são-tomense, e foi inaugurado pela ministra de saúde, Maria de Jesus. Na ocasião, a ministra destacou que “a construção desse laboratório nacional busca a melhoria do diagnóstico da doença no país, além de desenvolver e valorizar o conhecimento científico. Dessa forma, contribui para uma resposta mais eficaz na luta contra a Tuberculose que ainda é um dos problemas de saúde pública de São Tomé e Príncipe”.

    A obra é um dos resultados do projeto de cooperação Sul-Sul, entre o governo são-tomense e brasileiro de “Apoio ao Programa de Luta Contra a Tuberculose”, que contempla todos os eixos da Estratégia DOTS (Direct Observed Tratament Short-course), promovendo a descentralização do atendimento para todos os distritos sanitários e a ampliação da capacidade de diagnóstico, com o fortalecimento da retaguarda laboratorial e a implantação do teste de cultura de escarro.

    Outro eixo importante do projeto é a capacitação de recursos humanos, tanto para o quadro do laboratório como para o Programa de Tuberculose santomense. Cabe ressaltar que após a inauguração do Laboratório, o projeto continuará com as atividades de capacitação e com o fornecimento de insumos pelo prazo de dois anos.

    COOPERAÇÃO TÉCNICA –Brasil e São Tomé e Príncipe possuem projetos de cooperação técnica desde 2003, quando assinaram o “Protocolo de Intenções sobre Cooperação Técnica na Área de Saúde”. Os dois países já cooperaram em projetos de combate e prevenção de malária e HIV/AIDS. Atualmente, o Ministério da Saúde possui mais de 90 projetos e atividades de cooperação em saúde em execução em todos os continentes, com destaque para as parcerias com países da África lusófona, da América Latina e do Caribe.  

    Por Anna Lima, do Nucom AISA
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  • Brasil sedia reunião da Comunidade de Países de Língua Portuguesa na área de saúde

    Evento reforça a agenda de cooperação brasileira com os países membros da CPLP em matéria de IST/aids, malária e tuberculose.

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    Anna Lima/AISA Reunião Conjunta das Redes em HIV/Aids, Malária e Tuberculose reforçam cooperação entre países da CPLP

    Nos dias 5 e 6, Brasília sediou a II Reunião Conjunta das Redes de Investigação e Desenvolvimento em Saúde (RIDES) IST/Aids, Malária e Tuberculose da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O evento foi organizado pelo Ministério da Saúde, tendo como foco o tema da presidência pro tempore brasileira da Comunidade: “A CPLP e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

    Durante o encontro, técnicos dos Ministérios da Saúde de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe debateram a promoção e o fortalecimento das RIDES, especificando suas atividades, o desenvolvimento de compromissos bienais, a atuação em rede e conjunta entre as RIDES e a interlocução com as demais redes da Comunidade. Também participaram da Reunião representantes das instituições assessoras do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da CPLP (PECS-CPLP), Fiocruz e Instituto de Medicina Tropical de Portugal (IHM-Portugal), e da Rede de Institutos de Saúde Pública da Comunidade (RINSP-CPLP).

    As RIDES são mecanismos de intercâmbio de informação e experiências e promoção de boas práticas na área da saúde. Elas congregam em rede os programas de IST/aids, malária e tuberculose dos países de língua portuguesa, com o objetivo de cooperar em temas prioritários para os Estados membros e promover a investigação em saúde com foco no desenvolvimento sustentável e no combate a essas três epidemias.

    Para encerrar a presidência pro temporebrasileira da CPLP no campo da saúde, o Brasil promoverá uma reunião de alto nível com os ministros da Saúde da Comunidade às margens da 71ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), em Genebra, em maio de 2018.

    COOPERAÇÃO

    A cooperação do MS com os países africanos de língua portuguesa tem avançado com o estabelecimento de projetos em áreas como o combate ao HIV/aids, a vigilância epidemiológica em malária e tuberculose, a formação de recursos humanos e a saúde materno-infantil. Além disso, o Ministério da Saúde implementou um Laboratório de Tuberculose em São Tomé e Príncipe, inaugurado em janeiro de 2018, e está conduzindo a finalização do processo de transferência de tecnologia da Fábrica de Medicamentos em Moçambique, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE). Ainda em 2018, serão inaugurados os primeiros Bancos de Leite Humano de Angola e Moçambique e a segunda unidade de Cabo Verde.

    Por Anna Lima, do Nucom AISA
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  • BRICS defendem ação conjunta de enfrentamento à tuberculose em reunião da OMS

    Em debate sobre a preparação para a Reunião de Alto Nível da ONU sobre Tuberculose, o Brasil proferiu, em iniciativa inédita, uma intervenção conjunta dos países do BRICS durante a 142ª Sessão do Conselho Executivo da OMS

    Crédito: AISA/MS

    Plenaria EB OMS

    142ª sessão do Conselho Executivo Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra, Suíça

    O Ministério da Saúde participa, no período de 22 a 27 de janeiro, em Genebra, da142ª sessão do Conselho Executivo Organização Mundial de Saúde (OMS). O órgão é composto por 34 membros, com mandato de três anos, e o Brasil foi eleito para integrar o Conselho em maio de 2017. Realizou-se ontem (25), no âmbito do Conselho Executivo, debate sobre a preparação para o Encontro de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre o Fim da Tuberculose, a realizar-se em setembro de 2018, em Nova York. Durante o debate, o Brasil proferiu intervenção conjunta dos países do BRICS – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – sobre o compromisso dos países com o enfrentamento à tuberculose (TB). Esta é a primeira vez que o BRICS, como grupo, proferiu intervenção conjunta em um órgão de governança da OMS.

    Os BRICS reconheceram a TB como tema prioritário na agenda global e o papel fundamental do grupo para eliminar a doença. Também reforçaram a relevância da atenção à saúde e das estratégias de prevenção para atingir as metas da TB estabelecidas nas agendas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Estratégia da OMS pelo Fim da Tuberculose.

    Os BRICS ressaltaram, ainda, os esforços conjuntos do grupo sobre o tema, como a adoção do Plano de Cooperação em TB do BRICS, com o objetivo de promover acesso universal para diagnóstico e tratamento da doença, e o recente estabelecimento da Rede de Pesquisa em TB do BRICS, apresentada durante a primeira Conferência Ministerial Global da OMS pelo fim da Tuberculose, realizada em Moscou, no ano passado. No âmbito da rede, representantes dos BRICS estão discutindo o desenvolvimento de tecnologias para triagem e diagnóstico para TB resistente, responsável por um terço de mortes por infecções resistentes a antimicrobianos.

    CONCERTAÇÃO NO BRICS – A intervenção conjunta do BRICS no Conselho Executivo da OMS representa esforço inédito de concertação política em saúde. Por iniciativa brasileira, a intervenção foi realizada em cumprimento à decisão tomada na VI Reunião de Ministros da Saúde do BRICS (julho de 2017). No Comunicado Conjunto de Tianjin, os cinco países reforçaram o interesse em discutir temas de interesse comum que pudessem ser expressados nos fóruns multilaterais, com vistas a fortalecer a participação do grupo na agenda da governança da saúde global.

    Por Anna Lima, do Nucom AISA
    Atendimento à imprensa
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  • Oficinas discutem prevenção e tratamento de ISTs, HIV/Aids, hepatites virais e tuberculose na saúde indígena

    A programação segue até esta sexta-feira (15/12), abordando especificidades das ações de controle na saúde indígena

    Fortalecer os serviços de saúde oferecidos à população indígena para o desenvolvimento de ações de prevenção, controle, diagnóstico e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis, HIV/Aids, hepatites virais e da tuberculose. Este é o principal objetivo das oficinas de Qualificação, Prevenção e Controle das ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais em Áreas Indígenas e de Qualificação e Implementação das Ações de Controle da Tuberculose em Áreas Indígenas, ambas iniciadas nesta segunda-feira (11/12), em Brasília.

    Ao dar boas-vindas aos participantes do evento, o secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Antonio Toccolini, destacou o trabalho que é desenvolvido pelas equipes de saúde nas aldeias, reconhecendo que “trabalhar com saúde indígena é um desafio todos os dias”. “Espero que o resultado destas oficinas reflita-se na ponta”, complementou o diretor do Departamento de Atenção à Saúde Indígena da Sesai, Flávio Gomes.

    As duas oficinas são realizadas em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS), por meio do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais (DIAHV/SVS) e do Programa Nacional de Controle da Tuberculose. Os participantes dos dois eventos, todos responsáveis técnicos das áreas de controle destes agravos, vão alternar, até a sexta-feira (15/12), momentos de programação em separado e comuns, como na apresentação de experiências exitosas, na quinta-feira (14/12).

    ISTs – A médica Fernanda Rick, do DIAHV/SVS, apresentou um panorama das ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais no Brasil entre 2007 e 2017, mostrando que o país registra 40 mil casos novos por ano, com um crescimento da epidemia entre jovens de 15 a 24 anos. A estimativa é de que existam cerca de 830 mil brasileiros vivendo com o HIV, dos quais 694 mil (84%) foram diagnosticados e 498 mil (60%) fazem tratamento com antirretrovirais.

    Ainda no primeiro dia de programação, Silvia Giugliani, também do DIAHV/SVS, falou das possibilidades da prevenção combinada destas doenças no contexto da saúde indígena. “O desafio é inserir no cotidiano de trabalho das EMSI (Equipe Multiprofissional de Saúde Indígena) ações vinculadas à prevenção, diagnóstico, assistência e tratamento de acordo com as características do território e de cada etnia”, defendeu Giugliani, acrescentando que “é preciso ajustar a diretriz ao território, e não o contrário”.

    Tuberculose – Os povos indígenas são considerados prioritários para a vigilância e controle da tuberculose, doença infecciosa que mais mata no mundo, superando as mortes por HIV e malária juntas. A programação do primeiro dia envolveu especialmente as ações visando ao diagnóstico laboratorial da doença, que tem como principal dificuldade o acesso às aldeias indígenas, levando-se em conta o prazo para a chegada da amostra ao laboratório, no máximo 7 dias, podendo ser ainda menor em locais com climas mais quentes.

    “Umas das possibilidades é levar para a área indígena o material para o exame”, afirmou Eunice Atsuko, do Laboratório de Saúde Pública (Lacen) de Mato Grosso do Sul, acrescentando que o treinamento dos profissionais de saúde para realizar os exames em área pode se dar em apenas 5 dias e que a experiência demonstrou que a realização dos exames em ambientes extra-laboratoriais não compromete as amostras.

    Confira a galeria de fotos do evento:

    Fotos: Alejandro Zambrana

    Abertura das Oficinas de Prevenção e Tratamento das ISTs e Tuberculose na Saúde Indígena - 11.12.2017, Brasília/DF

    Por Beth Almeida, do Nucom Sesai

    Atendimento à Imprensa
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  • SESAI promove ações em alusão ao dia Mundial de Combate à Tuberculose

    Em diversos DSEIs, o dia foi marcado por atividades de educação em saúde para estimular a consciência da população indígena para a importância da prevenção, diagnóstico,  e do tratamento da doença

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    Foto:Divulgação Sesai/MSRealização de atividades educativas, em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, em diversos DSEI

    Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado no último sábado (24/03), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/MS) promoveu atividades educativas em diversos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). A iniciativa teve como objetivo chamar a atenção de profissionais de saúde e da própria população indígena para a importância da prevenção e do tratamento da doença.

    No DSEI Manaus, as atividades tiveram início no dia 5 de março e foram concentradas nos Polos-Base de Kwata e Laranjal, no município de Nova Olinda do Norte (AM). A ação contou com as parcerias das Secretarias Municipais de Saúde de Nova Olinda e Borba (AM).

    Nas regiões Sul e Sudeste do país, o DSEI Litoral Sul, responsável pela cobertura assistencial de parte dos indígenas residentes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, intensificou a ação na Aldeia Campo do Dia, com visitas domiciliares e realização de ações de educação em saúde. Além disso, houve um momento de mobilização para definição do fluxo de exames de diagnostico com o Município de Nova Laranjeiras (PR).

    Em Mato Grosso do Sul (MS), região com a maior concentração de indígenas do país, o DSEI realizou ações de conscientização em todos os Polos-Base com a participação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) e da população indígena. Já os DSEIs Rio Tapajós, localizado no sudoeste do estado do Pará (PA), e Alto Rio Negro, situado na fronteira do Amazonas com a Colômbia, realizaram treinamento sobre o Manejo Clínico da Tuberculose, voltado aos profissionais de saúde.

    “O Ministério da Saúde considera a população indígena prioritária para o controle da Tuberculose e, por isso, tem fortalecido as ações de combate à doença por meio da SESAI e suas representações nos municípios, que são os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, em parceria com o controle social, gestões estaduais e municipais de saúde, laboratórios de saúde pública, dentre outros parceiros”, explica Estanislene Oliveira Brilhante, representante da Área Técnica de Controle da Tuberculose da SESAI.

    Tuberculose - A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose.

    O principal sintoma da tuberculose é a tosse na forma seca ou produtiva. A sua transmissão é aérea - ocorre a partir da inalação de aerossóis. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos.

    A principal maneira de prevenir as formas graves da tuberculose em crianças é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A doença tem cura e o tratamento, que dura no mínimo seis meses, é gratuito e disponibilizado pelo SUS.

    Por Felipe Nabuco, do Nucom SESAI, com informações do Portal Saúde
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  • Teste Rápido Molecular para tuberculose amplia rede de diagnóstico

    Ministério da Saúde enviou mais 70 equipamentos para municípios selecionados, ampliando a cobertura de 92 para 128 cidades.O TRM-TB possibilita o diagnóstico da tuberculose em apenas duas horas

    A Rede de Teste Rápido Molecular para diagnóstico de tuberculose (RTR-TB) do Sistema Único de Saúde (SUS) conta, agora, com 248 equipamentos de teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB). O Ministério da Saúde enviou mais 70 aparelhos para municípios selecionados previamente por critérios epidemiológicos e operacionais, ampliando a cobertura de 92 para 128 cidades, que respondem a aproximadamente 65% dos casos de Tuberculose.

    Saiba quais são os sintomas, formas de prevenção e tratamento da doença

    Ofertado no SUS desde 2014, esse exame, importante para o diagnóstico da tuberculose ativa, é realizado em apenas duas horas em ambiente laboratorial e, além do DNA do bacilo causador da tuberculose, detecta a resistência à rifampicina, principal droga do tratamento da doença. Para o diagnóstico da Tuberculose ativa, o SUS oferece ainda exames como a baciloscopia, cultura para micobactérias e teste de sensibilidade.

    Com relação à infecção latente da tuberculose, o Ministério da Saúde vai adquirir, ainda neste semestre, 70 mil frascos-ampolas do PPD, produto utilizado no teste tuberculínico para auxiliar no diagnóstico da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB). O quantitativo é suficiente para atender a demanda nacional e melhorar o rastreamento da infecção latente.

    Além do diagnóstico, o SUS oferece tratamento para a tuberculose sensível e resistente, além do tratamento da ILTB, com uma variedade de medicamentos essenciais.

    TRATAMENTO

    A partir desse ano, estará disponível na rede pública de saúde para o tratamento, tanto da tuberculose ativa quanto da infecção latente, a isoniazida na apresentação de comprimidos de 300mg que permitirá a realização do tratamento com menor quantidade de comprimidos, passando de três para um comprimido diário, o que favorece a adesão ao tratamento. Vale ressaltar que esta nova apresentação beneficiará também alguns pacientes em tratamentos especiais da tuberculose, que já utilizam uma grande quantidade de comprimidos diários.

    Com a Isoniazida 100mg, o paciente com infecção latente teria que ingerir três comprimidos diários durante todo o tratamento que dura de seis a nove meses. Para a implantação da Isoniazida 300mg na rede pública de saúde, o Ministério da Saúde vai financiar uma pesquisa, desenvolvida pela Universidade Federal do Espírito Santo e com apoio de pesquisadores externos nos estados do Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e no Distrito Federal. O objetivo é conhecer o processo de utilização do medicamento, bem como a sua oferta em tempo oportuno pelos serviços de saúde, além de garantir a segurança do paciente com relação ao uso da nova apresentação do medicamento.

    A previsão é que o estudo seja iniciado em maio e a distribuição do medicamento aos estados para utilização na rede pública de saúde se inicie no segundo semestre deste ano. Para isso, a pasta adquiriu 5 mil caixas da Isoniazida 300mg, que correspondem a 2,5 milhões de comprimidos.

    CAMPANHA

    Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e estimular a adesão ao tratamento da doença, reduzindo a taxa de abandono, o Ministério da Saúde lança a campanha “Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a tuberculose”. Para isso, o tratamento precisa ser feito até o final. O Brasil conseguiu atingir as Metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência e, em 2015, aderiu ao compromisso global de redução de 95% dos óbitos e 90% do coeficiente de incidência da doença até 2035.

    Acesse a campanha ‘Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a tuberculose’

    A campanha vai ao ar entre os dias 23 e 30 de março e visa conscientizar as pessoas a procurarem a unidade de saúde para o diagnóstico e os pacientes a realizarem o tratamento completo, para atingir a cura. Além disso, a campanha pretende alcançar, prioritariamente, os homens entre 30 e 40 anos de idade, das classes C, D e E por meio de um filme com um jingle e peças para internet, outdoors, tv aberta, rádio, jornal e revista.

    “Essa campanha enfatiza que a responsabilidade pelo sucesso do tratamento não é somente do paciente, e deve ser compartilhada com a equipe de saúde, família e amigos. Todos são partes importantes no processo de cura da doença”, explicou a coordenadora do Programa Nacional de combate à tuberculose, Denise Arakaki.

    TESTE RÁPIDO

    Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no país a Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), que utiliza a técnica de biologia molecular PCR em tempo real. Denominado “Teste Rápido Molecular (TRM), conhecido como Xpert MTB/Rif ®”, o teste detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, um dos principais medicamentos usados no tratamento.

    Foram distribuídos 248 equipamentos para laboratórios de 128 Municípios, em todas as unidades da federação. Os municípios escolhidos notificam, anualmente, cerca de 65% dos casos novos de tuberculose diagnosticados no país. O investimento inicial do Ministério da Saúde para estas ações foi de cerca de R$ 17 milhões. Para monitorar a implantação desta rede, mensurar a realização dos testes e auxiliar a vigilância epidemiológica da doença, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose publicou, em dezembro de 2015, um relatório em que estão descritas as principais atividades desenvolvidas pelos programas de controle da doença (nacional, estadual e municipal) e laboratórios municipais e centrais no primeiro ano de implantação da RTR-TB. 

    Além disso, o Ministério da Saúde vai adquirir 70 mil frascos-ampolas do PPD, produto utilizado no teste tuberculínico para auxiliar no diagnóstico da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB). O quantitativo é suficiente para atender a demanda nacional e melhorar o rastreamento da doença.

    CASOS

    Em 2017, foram registrados 69,5 mil casos novos e 13.347 casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil. Em 2017, o coeficiente de incidência da doença foi de 33,5/100 mil habitantes em 2017. Os estados com maior proporção de retratamentos foram Rio Grande do Sul (23,3%), Rondônia (19,9%) e Paraíba (19,5%).

    Nesse mesmo ano, o percentual de cura de casos novos foi 73%, maior do que se comparado ao ano de 2015 (71.9%). Os estados do Acre (84,2%), São Paulo (81,6%) e Amapá (81,7%) alcançaram os maiores percentuais de cura no mesmo ano. Em relação ao abandono, em 2016, o percentual foi 10,3%, duas vezes acima da meta preconizada pela Organização Mundial da Saúde (<5,0%).

    Em 2016, foram registrados 4.426 óbitos por tuberculose, resultando em um coeficiente de mortalidade igual a 2,1 óbitos/100 mil hab., que apresentou queda média anual de 2,0% de 2007 a 2016.

    No ano passado, o Ministério da Saúde lançou o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública, que ratifica o compromisso com a Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir a incidência da doença na população mundial, que hoje é de aproximadamente 100 casos para cada 100 mil habitantes. A meta é chegar, até o ano de 2035, a menos de 10 casos por 100 mil habitantes. Juntamente com a redução da incidência, o Brasil também assume o compromisso de reduzir o coeficiente de mortalidade para menos de 1 óbito por 100 mil habitantes.


    Por Ana Cláudia Amorim, da Agência Saúde

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