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Brasil terá primeiro centro de treinamento em radioterapia

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Segunda, 20 de Novembro de 2017, 17h05 | Última atualização em Terça, 21 de Novembro de 2017, 10h45

Unidade faz parte de contrapartida da empresa no acordo com o Ministério da Saúde para o fornecimento de aceleradores lineares no país. Equipamento é o mais moderno no tratamento de câncer

Foto: Erasmo Salomão

“Com a construção dessa fábrica, em Jundiaí, parte dos 100 aceleradores lineares será fabricada no Brasil”, disse o ministro Ricardo Barros

O primeiro centro de treinamento de radioterapia do Brasil entra em funcionamento nesta segunda-feira (20/11). A inauguração contou com a presença do Ministro da Saúde, Ricardo Barros. A unidade de capacitação faz parte do Acordo de Compensação Tecnológica (ACT) assinado entre a empresa e o Ministério da Saúde. A partir dessa parceria, será possível produzir no Brasil aceleradores lineares, equipamentos considerados mais modernos no tratamento do câncer e ampliar a oferta de tratamento da doença.

“Fizemos a maior compra pública de aceleradores lineares do mundo: são 100 equipamentos, eram 80 e adicionamos mais 20. Com a construção dessa Fábrica, em Jundiaí, alguns desses equipamentos serão fabricados aqui, mas, principalmente, teremos manutenção, horas/ técnicos e peças para reposição com valores em reais. Esse centro de treinamento é fundamental nesse início, para que as pessoas se qualifiquem para operar os equipamentos que já começaram a ser entregues este ano no país”, enfatizou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Instalado em Jundiaí (SP) na fábrica da Varian Medical, a unidade tem capacidade de capacitar 1.500 pessoas por ano para manuseio de aceleradores lineares. O centro de capacitação vai auxiliar a expansão da radioterapia no país e internalizar a tecnologia, diminuindo os gastos públicos além da dependência do mercado externo. A empresa tem expectativa de oferecer regularmente 13 cursos, formando uma rede de treinamento em parceria com Universidades.

O acordo com o Ministério da Saúde prevê investimentos de R$ 500 milhões para a aquisição de 80 aceleradores lineares e realização de projetos e obras. A produção nacional desses equipamentos vai viabilizar uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que era realizado por meio de convênios. Desde o início deste acordo, a empresa já conseguiu concluir 42% do cumprimento das obrigações assumidas.

Para ter um centro regional estratégico no mundo e o primeiro da América Latina, a Varian já investiu US$ 20 milhões. O complexo da empresa, que tem 4.700m2, compreenderá a sede na América Latina da Varian, o centro de treinamento e educação, além da produção de aceleradores lineares (equipamentos de radioterapia) e site de pesquisa e desenvolvimento de software.

PLANO DE EXPANSÃO – A compra de aceleradores lineares faz parte do Plano de Expansão da Radioterapia, que tem como objetivo ampliar o acesso da população a procedimentos oncológicos SUS. O Ministério da Saúde já entregou cinco aceleradores lineares no país, beneficiando a população de Maceió (AL), Campina Grande (PB), Feira de Santana (BA) e Curitiba (PR). Em julho, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) recebeu o quinto aparelho e deve colocar em funcionamento até o final deste mês.

Cabe ressaltar que os aceleradores lineares são equipamentos de altíssima complexidade tecnológica e não podem ser instalados sem os devidos cuidados com a proteção radiológica. As instalações exigem espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde, uma vez que envolve, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.

ASSISTÊNCIA – A oferta da radioterapia no país é crescente. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia. Em 2016 foram 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares, por meio de convênios.

A Pasta já ampliou, em seis anos, 46% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,27  bilhões, em 2010, para R$ 3,33 bilhões, em 2016. Em 2017, até o momento, foram investidos R$ 672,8 milhões. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados às ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde 
Atendimento à imprensa – Ascom/MS 
(61) 3315-3174/3580/2351

 

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