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Ministério da Saúde reforça cooperação com a OPAS para continuidade do Mais Médicos

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Quarta, 14 de Março de 2018, 13h28 | Última atualização em Quinta, 15 de Março de 2018, 09h36

Acordo voltado ao fortalecimento da Atenção Básica foi prorrogado para mais cinco anos na terça-feira (13). Ministro Ricardo Barros já havia firmado compromisso para manutenção do Programa

O Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) assinaram, nesta terça-feira (13), em Brasília (DF), o documento Termo de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento de Ações que tem como objetivo fortalecer o projeto “Ampliação do Acesso da População Brasileira à atenção básica”. O documento formaliza a prorrogação por mais cinco anos das ações voltadas a esta área de atendimento, inclusive a atuação de profissionais de Cuba no Programa Mais Médicos.

Participaram da cerimônia o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a diretora da OPAS, Carissa Etienne, e o representante da OPAS no Brasil, Joaquim Molina. Está previsto ainda no termo a qualificação profissional de médicos; a troca de experiências na área de atuação da atenção básica entre os profissionais brasileiros e intercambistas, além da ampliação do acesso a saúde a população. Atualmente, o programa Mais Médicos beneficia 63 milhões de. São 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 DSEIs em todo o país.

“Com a renovação do termo de cooperação o Ministério da Saúde reafirma o seu compromisso em garantir o acesso da população a assistência médica nas regiões prioritárias. No entanto, é importante ressaltar que a prioridade da minha gestão é ampliar a participação de médicos brasileiros e, assim, garantir a autossuficiência do país nesta ação”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

“O Mais Médicos tem revolucionado o acesso aos cuidados de saúde no Brasil e a OPAS teve a sorte de fazer parte dessa experiência, garantindo que possamos trazer melhor saúde e cuidados em saúde, com um alto nível de satisfação e aceitação entre a população. O Mais Médicos também serve como um dos exemplos de melhores práticas que podem ensinar a outros países”, destacou a Carissa Etienne, diretora da OPAS/OMS.

A participação dos brasileiros formados no Brasil no programa Mais Médicos aumentou 38% em um ano, passando de 3.850, em 2016, para 5.247, em 2017. Do total de médicos participantes, 8.557 (47%) são profissionais cubanos da cooperação com a OPAS, 8.459 (46%) são brasileiros formados no Brasil ou no exterior, e 483 (3%) são intercambistas estrangeiros.

RESULTADOS

Com os médicos do programa foi possível ampliar a assistência médica na Atenção Básica, com atendimento regular nas Unidades Básicas de Saúde, na composição de novas equipes de Saúde da Família ou em equipes que não contavam com profissionais no momento da adesão. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde, divulgado em 2016, apontou que o Mais Médicos, em municípios com até 10 mil habitantes, é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica. E, no caso de 1.100 municípios, o Mais Médicos representa 100% da cobertura de Atenção Básica.

A avaliação da população sobre o Programa também é positiva. Pesquisa da UFMG/IPESPE identificou que 95% dos usuários disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a atuação do médico do Mais Médicos. Entre as razões dessa avaliação extremamente positiva, 85% afirmaram que a qualidade do atendimento melhorou; 87% que o médico é mais atencioso, e 82% que a consulta agora resolve melhor seus problemas de saúde.

Também, o relatório da Rede Observatório do Programa Mais Médicos conseguiu identificar redução nas internações hospitalares por causas sensíveis à Atenção Básica (AB), analisadas a partir do Sistema de Informação Hospitalar, tanto no Brasil quanto nas regiões e em agregados de municípios. Considerando que a taxa de internação por condições sensíveis à Atenção Básica vem diminuindo no Brasil de forma sustentada, a pesquisa mostrou que, nos municípios que participam do Programa Mais Médicos (PMM), esta redução foi 4% mais pronunciada do que nos demais municípios, comparando-se as internações de dezembro de 2013 e dezembro de 2014.

Além disso, a publicação “Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development”, desenvolvida pela ONU, apontou que o programa Mais Médicos foi uma das boas práticas relevantes para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, destacando que o programa “é replicável e seria potencialmente benéfico em qualquer país que decidisse adotá-lo”.

Por Alexandre Penido, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-2898/3580

 

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