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Doação de Sangue

No Rio de Janeiro, 42,7% do público alvo ainda não tomou a vacina da gripe

Escrito por cristiane.carvalho | Publicado: Quarta, 13 de Junho de 2018, 18h22 | Última atualização em Quarta, 13 de Junho de 2018, 18h12

Ministério da Saúde faz alerta e prorroga campanha contra gripe até dia 22 de junho. Engajamento de estados e municípios para atingir meta é fundamental

O estado do Rio de Janeiro vacinou, até o dia 12 de junho, 57,3% do público-alvo prioritário para a campanha da gripe. No total, 4,5 milhões de pessoas devem ser vacinadas no estado. Para isso, o Ministério da Saúde enviou 5 milhões de doses da vacina. O público com a menor cobertura vacinal até o momento é o das crianças, com 34,7%. No país, as baixas coberturas vacinais registradas na Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe acenderam um alerta e o Ministério da Saúde vai prorrogar a vacinação até o dia 22 de junho. A preocupação da Pasta é com a proximidade do inverno, período de maior circulação dos vírus da gripe. Também é preocupante o número de casos e mortes registrados no Brasil, que já dobraram na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o último levantamento, 11,8 milhões de pessoas ainda precisam se vacinar contra a gripe. Desde o início da campanha, em 23 de abril, 77,6% da população prioritária buscaram os postos de saúde. A meta é vacinar contra a gripe 54,4 milhões de pessoas.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, convoca toda a população para a responsabilidade de se vacinar contra a gripe. “A doença não tem cara, ela não manda recado e a melhor forma de evitar a doença é com a prevenção, portanto com se vacinar. Por isso, é importante que todos saibam que a saúde é responsabilidade de todos. Não basta que o governo federal disponibilize 60 milhões de doses da vacina é necessário que a população também se interesse em vacinar e que perceba o risco de morte por complicações da gripe”, concluiu o ministro.

A partir do dia 25 de junho, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação poderá ser ampliada para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. O Ministério da Saúde reforça a importância dos estados e municípios continuarem a vacinar os grupos prioritários, em especial, crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.

Até esta terça-feira (12), 42,6 milhões de pessoas em todo país foram vacinadas. O público prioritário é o seguinte: idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto) e pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas. 

As crianças de seis meses a cinco anos de idade e as gestantes, um dos grupos prioritários mais vulneráveis à gripe, registram o menor índice de vacinação contra a gripe, com cobertura de apenas 61,5% e 66%, respectivamente. Já o público com maior cobertura da vacina contra a gripe, é de puérperas, com 91%, seguido pelos professores (90,9%), idosos (85,8%) e indígenas (86,1%). Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura de vacinação está em 83,4%. 

A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

VACINAÇÃO DA GRIPE POR REGIÃO

A região sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 70,9%. Em seguida estão as regiões norte (72%), sul (81,3%), nordeste (84%) e centro-oeste com a melhor cobertura, de 91,4%. Entre os estados, apenas Goias e Tocantins possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%, com 103,6% e 98,7%, respectivamente. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 53,6% e Rio de Janeiro, com 57,3%. 

CASOS DE GRIPE NO BRASIL

O último boletim de influenza do Ministério da Saúde aponta que, até 9 de junho, foram registrados 2.715 casos em todo o país, com 446 óbitos. No Rio de Janeiro, foram 81 casos e 9 mortes.

Entre as mortes em decorrência dos vírus da influenza, a mediana da idade foi de 52 anos. A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,18% para cada 100.000 habitantes. Dos 374 indivíduos que foram a óbito por influenza, 267 (71,4%) apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, com destaque para adultos maiores de 60 anos: cardiopatas, diabetes mellitus e pneumopatas. Esse público é considerado de risco para a doença, por isso a vacina contra a gripe é garantida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

UF

Doses distribuídas

Público-alvo

Doses aplicadas

Cobertura vacinal

RO

             428.600

      389.605

                276.269

            70,91

AC

             239.200

      217.406

                149.858

            68,93

AM

          1.130.200

   1.027.397

                707.568

            68,87

RR

             219.400

      181.240

                  97.127

            53,59

PA

          2.063.000

   1.875.150

              1.328.919

            70,87

AP

             195.400

      177.555

                175.229

            98,69

TO

             406.600

      369.567

                321.782

            87,07

MA

          1.858.500

   1.689.524

              1.412.273

            83,59

PI

             888.900

      808.005

                667.978

            82,67

CE

          2.515.300

   2.286.580

              2.128.577

            93,09

RN

             967.400

      879.430

                731.510

            83,18

PB

          1.176.700

   1.069.715

                932.471

            87,17

PE

          2.639.300

   2.399.361

              1.997.228

            83,24

AL

             866.700

      787.908

                695.486

            88,27

SE

             562.700

      511.525

                399.041

            78,01

BA

          4.013.600

   3.648.652

              2.872.219

            78,72

MG

          6.153.100

   5.593.649

              4.749.008

            84,90

ES

          1.060.400

      963.932

                844.115

            87,57

RJ

          5.007.600

   4.552.323

              2.608.026

            57,29

SP

        13.808.000

 12.552.136

              8.608.255

            68,58

PR

          3.467.900

   3.152.607

              2.632.742

            83,51

SC

          2.058.400

   1.871.189

              1.573.670

            84,10

RS

          4.015.800

   3.650.691

              2.840.968

            77,82

MS

             811.200

      737.395

                602.230

            81,67

MT

             850.500

      773.158

                644.582

            83,37

GO

          1.812.600

   1.593.242

              1.651.555

          103,66

DF

             788.500

      706.988

                590.618

            83,54

BRASIL

        60.005.500

 54.465.930

            42.265.562

            77,60

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde 

Atendimento à imprensa 

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