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Em Rondônia, 105 mil crianças devem receber vacina contra a pólio e sarampo

Escrito por nivaldo.coelho | Publicado: Terça, 31 de Julho de 2018, 16h10 | Última atualização em Terça, 31 de Julho de 2018, 16h44

Campanha começa em seis de agosto e vai até o final do mês. Objetivo é aumentar coberturas vacinais do país e evitar reintrodução dessas doenças, já eliminadas no Brasil

A Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite e sarampo, que já está em andamento em Rondônia, vai até o dia 31 de agosto. No estado, o público-alvo da campanha é de aproximadamente 105 mil pessoas. Em todo o país, 11,2 milhões de crianças devem ser vacinadas. Todas as crianças de um ano a menores de cinco do país devem se vacinar contra a pólio e sarampo, independente da situação vacinal. O dia D de mobilização nacional será sábado, 18 de agosto, quando os mais de 36 mil postos de vacinação no país estarão abertos ofertando as vacinas. A meta é vacinar, pelo menos, 95% das crianças para diminuir a possibilidade de retorno da pólio e reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no país. A madrinha da campanha deste ano é a Xuxa, eterna rainha dos baixinhos. A prioridade da campanha são as crianças de um até menores de cinco anos, público mais suscetíveis às doenças e suas complicações. Para atender a esse público, foram adquiridas 28,3 milhões doses das vacinas, um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados do país já estão abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Para o estado de Rondônia foram distribuídas 265,4 mil doses das três vacinas. Nos estados que registraram casos de sarampo, a vacinação foi antecipada como medida de bloqueio para interromper a circulação do vírus. Em Roraima, a campanha iniciou em março e envolveu pessoas de 6 meses a 49 anos. Já em Manaus (AM), aconteceu em abril e o público vacinado foi de 6 meses a 29 anos de idade. E, em Rondônia, a vacinação está em andamento para crianças de 6 meses a menores de cinco anos. Durante a mobilização nacional, esses estados devem convocar novamente as crianças de um a menores de cinco anos para receber a imunização. A campanha de vacinação deste ano é indiscriminada, ou seja, pretende vacinar todas as crianças dessa faixa etária no país e para manter coberturas homogêneas de vacinação. Para a poliomielite, as que não tomaram nenhuma dose durante a vida receberão a VIP. Já os menores de cinco anos que já tiverem tomado uma ou mais doses da vacina, receberão a VOP, a gotinha. Em relação ao sarampo, todas as crianças receberão uma dose da vacina Tríplice viral, independente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias. O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA 

Para mobilizar a população, o Ministério da Saúde aposta neste ano na Xuxa, a eterna rainha dos baixinhos. Não é a primeira vez que ela é madrinha de uma campanha de vacinação do Ministério da Saúde. Nos anos 1980, Xuxa também estrelou uma campanha de vacinação que bateu recordes e foi reconhecida até pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As peças para TV, rádio, impressos e redes sociais, serão exibidas de 1º a 31 de agosto. O filme, gravado em 3D, faz uma viagem ao passado, nas décadas de 80/90, quando nasceu o Zé Gotinha e também quando o Brasil assumiu o compromisso de eliminar o sarampo e a poliomielite. Xuxa e o Zé Gotinha contarão com o apoio da Galinha Pintadinha e dançarinos do game Just Dance. 

QUEDA NA VACINA

Desde que observou redução nas coberturas vacinais do país, o Ministério da Saúde tem alertado sobre o risco da volta de doenças que já não circulavam no Brasil, como é o caso do sarampo. Entre as principais causas, pode-se apontar o próprio sucesso do Programa Nacional de Vacinação, que causou no país, a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar. Outros fatores são: desconhecimento individual de doenças já eliminadas; horários de funcionamento das unidades de saúde incompatíveis com as novas rotinas da população; circulação de notícias falsas na internet e Whats App causando dúvidas sobre a segurança e eficácia das vacinas; bem como a inadequada alimentação dos sistemas de informação.
Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis. Outra orientação é reforçar as parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver professores e a família. A Pasta ainda alerta para a importância de manter os sistemas de informação devidamente atualizados.

SARAMPO

O Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização. No mundo, há registros de casos de sarampo em alguns países da Europa e das Américas. Em 2017, foram 173.330 casos registrados. Em 2018 (até maio), 81.635 casos confirmados, a maioria em países do Sudeste Asiático e Europa. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: em Roraima e no Amazonas. Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1). O reaparecimento da doença está relacionado às baixas coberturas e a presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela. Até o dia 17 de julho, foram confirmados 822 casos de sarampo no Amazonas e em Roraima.

POLIOMIELITE

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.

 

Dados da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite por UF

 
 

 

Público-alvo

Quantitativo de doses das vacinas

 

UF

TOTAL

VIP

VOP

TRÍPLICE VIRAL

TOTAL

 

RO

104.978

8.130

131.300

126.000

265.430

 

AC

63.573

5.130

79.500

76.300

160.930

 

AM

304.907

23.720

381.200

365.900

770.820

 

RR

40.663

3.250

50.900

48.800

102.950

 

PA

594.518

41.830

743.200

713.500

1.498.530

 

AP

58.705

4.720

73.400

70.500

148.620

 

TO

99.049

7.240

123.900

118.900

250.040

 

 NORTE

1.266.393

94.020

1.583.400

1.519.900

3.197.320

 

MA

499.042

34.500

623.900

598.900

1.257.300

 

PI

197.366

13.930

246.800

236.900

497.630

 

CE

509.183

37.470

636.500

611.100

1.285.070

 

RN

188.861

14.040

236.100

226.700

476.840

 

PB

232.889

17.060

291.200

279.500

587.760

 

PE

544.178

42.440

680.300

653.100

1.375.840

 

AL

213.391

15.750

266.800

256.100

538.650

 

SE

133.395

10.270

166.800

160.100

337.170

 

BA

849.361

61.010

1.062.000

1.019.300

2.142.310

 

 NORDESTE

3.367.666

246.470

4.210.400

4.041.700

8.498.570

 

MG

1.027.305

77.600

1.284.500

1.232.800

2.594.900

 

ES

201.833

16.220

252.300

242.200

510.720

 

RJ

811.853

67.210

1.015.000

974.300

2.056.510

 

SP

2.202.964

183.270

2.754.000

2.643.600

5.580.870

 

 SUDESTE

4.243.955

344.300

5.305.800

5.092.900

10.743.000

 

PR

581.309

46.730

726.700

697.600

1.471.030

 

SC

339.800

26.970

424.800

407.800

859.570

 

RS

528.938

42.410

661.200

634.800

1.338.410

 

 SUL

1.450.047

116.110

1.812.700

1.740.200

3.669.010

 

MS

158.083

12.690

197.700

189.700

400.090

 

MT

202.216

15.920

252.800

242.700

511.420

 

GO

364.626

28.450

455.800

437.600

921.850

 

DF

160.292

13.360

200.400

192.400

406.160

 

 CENTRO-OESTE

885.217

70.420

1.106.700

1.062.400

2.239.520

 

 BRASIL

11.213.278

871.320

14.019.000

13.457.100

28.347.420

 

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580 /2745 /2351

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