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MS libera R$ 4 milhões para vigilância e assistência à região de Brumadinho

Escrito por neyfla.garcia | Publicado: Segunda, 18 de Fevereiro de 2019, 12h12 | Última atualização em Quarta, 20 de Fevereiro de 2019, 10h09

O objetivo é dar assistência psicológica à população atingida pelo desastre e aos profissionais de vigilância envolvidos no resgate e a prevenção de doenças de 18 cidades

Vigilância em saúde - Brumadinho

Foto: Renato Strauss / Ascom MS

O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, anunciou nesta segunda-feira (18), um pacote de medidas para auxílio à saúde da população da região afetada pelo rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), além do acompanhamento da saúde dos profissionais envolvidos no resgate às vítimas da tragédia. Ao todo, serão liberados R$ 4 milhões, sendo que R$ 1,65 milhão será incorporado ao valor transferido anualmente para a região. As medidas auxiliarão 18 cidades afetadas, que juntas abrigam cerca de 1 milhão de pessoas.

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“Estamos destinando esse recurso para reforçar a assistência e o atendimento as pessoas envolvidas nessa tragédia, como foco na saúde mental, devido ao estresse pós-traumático em relação à perda de familiares, mas também atuando na parte de vigilância, água e solo, por conta da qualidade dessa água e lençol freático, que nós iremos monitorar nos próximos anos”, esclareceu o ministro da Saúde, Henrique Mandetta.

Em Brumadinho (MG), foram habilitados dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e três Equipes Multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental. Trata-se de uma preocupação com os reflexos da tragédia na vida da população atingida. O objetivo é oferecer assistência psicológica, como aqueles que vivenciaram o desastre ou tiveram amigos e familiares desaparecidos. Em situações semelhantes ao desastre, foram identificados, por exemplo, aumento dos casos de ansiedade e depressão.

O auxílio na cidade será reforçado com o credenciamento de dois Núcleos Ampliados da Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB). As estruturas reforçam o atendimento da atenção básica, responsável por ações de prevenção de doenças e promoção da saúde. Todos os anúncios para a cidades são de incorporação de recursos anuais para a cidade, no total de R$ 1,65 milhão anual. O incremento pode ser usado, ainda, na atenção comunitária, com ênfase na reabilitação e reinserção social.

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Vigilância em saúde

Outros R$ 2,3 milhões serão liberados em repasse único para as 18 cidades atingidas pelo desastre. Os valores estão destinados para as ações de vigilância, como prevenção e controle de epidemias, para as cidades de Betim, Brumadinho, Curvelo, Esmeraldas, Felixlândia, Florestal, Fortuna de Minas, Igarapé, Juatuba, Maravilhas, Mário Campos, Papagaios, Pará de Minas, Paraopeba, Pequi, Pompéu, São Joaquim de Bicas e São José da Varginha.

O objetivo é acompanhar e prevenir de doenças em consequência do desastre, como aumento de casos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. As ações complementam as atividades do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública que envolvem mais de 50 técnicos do Ministério da Saúde.

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Acompanhamento

Ministério da Saúde, ainda, vai acompanhar pelos próximos 20 anos cerca de mil profissionais envolvidos no resgate e buscas (Bombeiros, Força Nacional de Segurança, Defesa Civil, Ibama e outros) às vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG). O estudo de coorte (conjunto de pessoas que tem em comum um evento que se deu no mesmo período) vai avaliar doenças que estejam relacionadas diretamente ao desastre, como a contaminação por metais pesados e leptospirose.

O primeiro passo do monitoramento será a coleta de amostras de sangue e urina, que seguirão para análise no Instituto Evandro Chagas (IEC), primeiro laboratório de referência para essa ação. Caso seja necessário, outras instituições referenciadas também poderão ser envolvidas.

A ação terá a colaboração de pesquisadores de instituições como a Fiocruz, as Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ) e Médicos Sem Fronteiras.

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Histórico de insumos e materiais enviados desde o rompimento da barragem

  • Doação de 02 caminhonetes para a região para transporte de material e de profissionais de saúde. Outras 5 foram doadas para o estado de Minas Gerais.
  • Enviados soros contra picadas de animais peçonhentos (cobras e escorpiões): 300 ampolas de antiaracnídeo, 300 anticrotálico, 40 antileapídico e 60 antilonômico.
  • Enviados 100 mil frascos de hipoclorito de sódio para purificação da água.
  • Enviados 200 kits de IGM para testagem de dengue para a Fundação Ezequiel Dias (Funed) realizar os testes do estado. Cada kit faz 90 reações.
  • Disponibilizado 144 kits para diagnóstico de Leptospirose - suficientes para 13.824 testagens.
  • Entrega de antídotos para intoxicação por metais para o Hospital João XXIII (apoio do GRAU/SP): 5 kits de Hidroxicobalamina, 30 ampolas de nitrato de sódio e hipossulfito de sódio.
  • Envio de modelos instrutivos (folders e cartazes) aos profissionais de saúde sobre informações para Intoxicação aguda por metais, DDA, Leptospirose e Hepatite A para serem impressos localmente.
  • Por recomendação do Ministério da Saúde foram intensificadas ações de vacinação pelas equipes do município: Difteria, Tétano, Hepatite B, Sarampo, Caxumba, Rubéola, Febre Amarela e Hepatite A (população e militares).
  • Colocado à disposição do Governo de Minas Gerais 10 kits de emergências – cada kit tem 30 tipos de medicamentos e 18 insumos para atender até 500 pessoas. Nenhum foi solicitado até o momento.

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Da Agência Saúde
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