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Profissionais definem fluxos de trabalho sobre Vigilância do Óbito entre mulheres e crianças indígenas

Escrito por Leonardo | Criado: Sexta, 01 de Novembro de 2013, 10h35 | Publicado: Quinta, 23 de Janeiro de 2014, 10h35 | Última atualização em Terça, 28 de Janeiro de 2014, 16h40

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), reuniu cerca de 135 profissionais e apoiadores, nessa semana, com o objetivo de institucionalizar a vigilância de óbitos maternos, infantis, fetais e com causa mal definida, buscando, também, alcançar as metas de redução da taxas de mortalidade entre as mulheres e crianças indígenas.

“A nossa missão, enquanto trabalhadores da Saúde, é não deixar chegar ao óbito. Mas, uma vez ele ocorrendo, devemos saber a causa”, destacou o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Sousa, durante a solenidade de abertura da 3ª edição deste encontro nacional, que aconteceu entre os dias e 29 e 31 de outubro, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Brasília-DF.

A diretora de Atenção à Saúde Indígena (DASI), Mariana Maleronka Ferron, esclareceu que “não dá para promover a Atenção à Saúde sem que haja um diagnóstico correto do panorama atual das causas de mortalidade nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI)”.

A coordenadora-geral de Atenção Primária à Saúde Indígena (CGAPSI), Mariana Amorim Alencar, explicou que as maiores causas de óbitos de crianças no Brasil, por doenças infeccionais e respiratórias, como a pneumonia, diarreia, já foram reduzidas, através da intensificação do trabalho de imunização. Mas ela advertiu que na Saúde Indígena os índices ainda precisam melhorar. A coordenadora apontou como caminhos a intensificação da rotina de investigação e a criação de um sistema seguro para registrar esses dados.

Encontro
Os objetivos do encontro foram: integrar a atuação dos setores de saúde indígena, de vigilância epidemiológica e de informação; avaliar as dificuldades e avanços; discutir o processo de implantação em sistemas informatizados; adequar ferramentas de investigação; definir e pactuar estratégias.

Márcia Sousa, que há três anos atua como referência técnica de Saúde da Mulher e Vigilância do Óbito no DSEI Mato Grosso do Sul, conta que o registro dos óbitos entre mulheres e crianças é realizado desde 2012. “Isso que está sendo articulado aqui, nós já fazemos. Então, com a nossa experiência com o sistema, contribuiremos expondo para os outros DSEI as maiores dificuldades de inserção de dados, as fragilidades da ferramenta para a Saúde Indígena, e o que pode ser modificado para melhor”.

Ela explicou, ainda, que o Polo Base notifica o DSEI sobre o óbito, que o comunica para o município e este faz o lançamento do registro no sistema. Agora o próprio DSEI poderá também lançar as informações no sistema, caso o município ainda não o tenha realizado. A investigação inclui visitas às aldeias, entrevistas com os familiares, levantamento junto à equipe da saúde que atende aquela região.

Por Giovana Simoni
Foto: Luís Oliveira/Sesai-MS

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