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Doença de Chagas é pauta motivadora em roda de conversa no Congresso

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Segunda, 04 de Junho de 2018, 12h26 | Última atualização em Segunda, 04 de Junho de 2018, 15h00

Ação na Rede Unida abordou questões como transmissão, diagnóstico, sintomas, tratamento e armazenamento adequado de medicamentos

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Foto: Tania Mello

Com o intuito de levantar informações e dialogar sobre a doença de Chagas, foi realizada nessa quinta-feira (31), roda de conversa com o tema ‘Doença de Chagas: como o SUS pode ajudar neste desafio?’, na Universidade Federal do Amazonas, durante o 13º Congresso Internacional da Rede Unida, em Manaus/AM.

A ação, conduzida pelos técnicos do Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (DAGEP/SGEP/MS), abordou questões como transmissão, diagnóstico, tratamento e armazenamento adequado de medicamentos.

Com seis mil mortes ao ano, a doença de Chagas tende a afetar áreas e populações específicas, como as populações do campo, da floresta e das águas e as comunidades quilombolas. Na atividade, o recorte de mulheres, com mais de 60 anos no nordeste, em local urbano e/ou rural, foi salientado.

A transmissão é provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, adquirida por meio do contato com as fezes do inseto barbeiro. A picada do mosquito provoca coceira o que facilita a entrada do tripanosomo no organismo, que também pode ocorrer pela mucosa dos olhos, do nariz e da boca ou por feridas e cortes recentes na pele. Outro mecanismo de transmissão é por meio de contágio alimentício, muito comum na região Norte, como por exemplo, açaí, caldo de cana, buriti e bacaba, dentre outros meios.

Sobre os sintomas, muitos casos são assintomáticos, quando é sintomático apresenta indícios prevalentes (febre alta, dor de cabeça e náuseas) em outras doenças presentes na região, como virose e a malária.

Em referência ao tratamento, discutiu-se que quando tratada no início da descoberta, os pacientes têm maior porcentagem de cura. O grande gargalo, ainda, é a barreira do diagnóstico que normalmente acontece na fase aguda e não na crônica por falta de diagnóstico.

A profissional de saúde de Vigilância em Saúde do Núcleo de Educação de Manaus, Elci Almeida, relatou o caso de uma criança de 10 anos afetada no município de Nova Linda do Norte/AM, que devido ao diagnóstico imediato na capital manauara teve o atendimento correto e evitou-se o agravamento da doença. “É necessário que nós, profissionais de saúde da região Norte, tenhamos uma educação continuada para que casos como esses não passem despercebidos, para podermos fortalecer o diagnóstico”, destacou.

Também foi levantada a questão logística e de transporte de medicamentos para combater à doença, que necessita de temperatura adequada em seu armazenamento. Dentre outros temas foram fomentados, como o investimento na melhoria da manipulação, acabamentos e limpeza de alimentos.

AÇÃO

Pensando nas demandas levantadas de equidade e atenção básica, evidenciadas na roda de conversa, o Ministério da Saúde, por meio da SGEP, da Secretaria de Atenção à Saúde e da Secretaria de Vigilância em Saúde, em parceria com os Médicos sem Fronteiras, fomenta a realização de uma Oficina de Capacitação para os Profissionais de Saúde sobre Doença de Chagas.

“Precisamos trabalhar de forma integrada, unir esforços e conhecimento, para investir em capacitações; treinamentos primeiramente para os profissionais da atenção básica poderem diagnosticar de forma precisa e tratar esses pacientes da maneira mais rápida e eficaz, visando assim a qualidade de vida dessas pessoas”, acrescentou a técnica do DAGEP, condutora também da roda, Isabella Blumm.

Acesse mais fotos: https://goo.gl/t9oPSg 

Por Caroline Oliveira, do Nucom SGEP
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580 / 3174 / 2918

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