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Campinas sedia o 21º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem

Escrito por Gustavo Frasão | Publicado: Terça, 04 de Dezembro de 2018, 10h56 | Última atualização em Terça, 04 de Dezembro de 2018, 10h56

Maior evento científico anual de Saúde na América Latina coloca em evidência mais de 2 milhões de profissionais que atuam por todo Brasil

O 21º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem, realizado em Campinas interior de São Paulo, de 26 a 30 de novembro, foi marcado pelo tema Enfermagem em Evidência: Foco na valorização profissional. Com mais de seis mil profissionais inscritos - entre brasileiros e estrangeiros – o evento recebeu enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e estudantes que debateram temas como a formação de qualidade, capaz de articular teoria e prática, e uma voz ativa da enfermagem na construção de políticas públicas.

No primeiro dia de congresso, a Oficina OPAS, uma parceria da Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e o Ministério da Saúde na implementação da Enfermagem de Práticas Avançadas teve como objetivo discutir as ampliações do campo de práticas de enfermagem como estratégia de fortalecimento da Atenção Primária em Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a enfermeira e consultora técnica do Ministério da Saúde, Lanusa Ferreira, visitar as regiões e conhecer a realidade é a base para evoluir em conjunto. “Nivelar o conceito de atenção primária para poder construir protocolos e ainda ter um escopo de prática exclusivo da atenção primária é fundamental para fortalecer o profissional”, afirmou. Na oficina também foram apresentadas experiências nacionais e internacionais da ampliação dos escopos de prática na Atenção Primária em Saúde, que deverão ser considerados para planejamento e aplicação em todo país.

No segundo dia, representantes do Brasil, Argentina, Holanda, Paraguai e Estados Unidos participaram do Encontro sobre Valorização da Enfermagem: Um debate necessário. No auditório Campinas, os participantes apresentaram experiências e modelos de valorização do profissional de enfermagem em seus países. O enfermeiro e representante da Universidade GGZ/Holanda, Felizberto da Veiga, apresentou o modelo holandês, que tem como foco a valorização, começando na formação, com cursos totalmente financiados pelo governo, e após sua graduação, incentivando o profissional a seguir em busca da ampliação de seus conhecimentos. “Depois de formado e já trabalhando, o empregado pode seguir ampliando seus conhecimentos e buscar especializações custeadas pelo empregador, isso é modelo de valorização profissional”, declarou Felizberto.

Veja aqui a Galeria de Fotos do evento

A representante da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Lanusa Ferreira, apresentou políticas brasileiras para valorização do profissional. A primeira estratégia usada pelo Ministério da Saúde foi a criação do Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área da Enfermagem (PROFAE), no ano de 2000. Fatores que levaram a implementação do PROFAE:

  • Falta de qualificação dos trabalhadores que atuavam na área da enfermagem.
  • Risco de desemprego devido ao exercício ilegal da profissão.
  • Baixa qualidade dos serviços prestados por estes trabalhadores colocando em risco a população.
  • Como resultado do PROFAE pode-se afirmar que por meio da profissionalização dos trabalhadores em enfermagem estes foram qualificados para atuar em serviços de saúde públicos, privados e filantrópicos, melhorando a qualidade de atendimento à população, como também conscientizando sobre o exercício legal da profissão, levando à valorização desses profissionais.

Hoje o Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS) trabalha nas pautas da Câmara de Regulação do Trabalho em Saúde (CRTS) e Dimensionamento da Força de Trabalho no SUS para ampliar e contribuir na valorização do profissional de enfermagem. “Neste ano, a Câmara de Regulação intermediou uma discussão entre o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Federal de Enfermagem em razão de uma ação judicial sobre o escopo de práticas, tendo esse papel dentro do Ministério da Saúde”, concluiu Lanusa.

Outro tema debatido no evento foi o trabalho e a formação nos países do Mercosul. A matriz comparativa das especialidades de enfermagem entre Brasil, Argentina, Paraguai são países que debateram o tema e no 21ºCBCENF. “ A palestra serviu para ampliar os contatos entre o DEGERTS e os convidados que se fizeram presentes aqui dos países do Mercosul, nos trazendo informações sobre a matriz comparativa da enfermagem e seus avanços”, afirmou a representante do DEGERTS, Denise Brandão.

Após uma intensa maratona de agenda científica, debates, oficinas e atos públicos, o Congresso chegou ao fim. Em reunião futura será definida a cidade que irá sediar o 22º CBCENF.

Por Ricardo Sanchez, do NUCOM/SGTES
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580

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