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SVS discute acidentes e doenças relacionadas ao trabalho

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Sexta, 27 de Abril de 2018, 18h07 | Última atualização em Sexta, 27 de Abril de 2018, 18h07

Entre 2007 e 2017, o Ministério da Saúde registrou mais de 698 mil acidentes graves de trabalho

A Secretaria de Vigilância em Saúde, por meio da Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (CGST/DSAST/SVS), realizou na última sexta-feira (27), em Brasília, o seminário A (In)visibilidade de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. O objetivo do encontro, realizado no âmbito do Dia internacional em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, foi trazer luz às reflexões sobre os acidentes e doenças de trabalho, que representam uma parcela importante dos agravos de saúde da população brasileira.

“Esse seminário assinala a data instituída pela Organização Internacional do Trabalho, em 2003, consagrando a memória dos 78 trabalhadores que morreram em uma mina no estado da Virgínia, Estados Unidos, em 1969”, lembrou Karla Baêta, Coordenadora do Departamento de Saúde do Trabalhador. No Brasil, a Lei 11.121/2005, de maio de 2005, instituiu a data como Dia nacional em memória das vítimas de acidentes e doenças do trabalho. A Previdência Social estima que no Brasil ocorra um acidente de trabalho a cada 48 segundos e um óbito a cada três horas. A grande maioria preveníveis.

Entre 2007 e 2017, o Ministério da Saúde registrou mais de 698 mil acidentes graves de trabalho, além de oito mil casos de transtornos mentais e cerca de 1.200 casos de canceres ocupacionais. Daniela Buosi, diretora do departamento de Vigilância de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, ponderou que é de extrema necessidade um olhar desconfiado nos números que pautam ações de saúde do trabalhador, uma vez que as doenças ocupacionais são subnotificadas. “Por isso o nome (In)visibilidade do nosso encontro, com esse parêntese”, comentou. Ela ainda pondera que os profissionais da área não podem se submeter a aceitação dessa invisibilidade. “É lamentável quando em fichas de preenchimento de doenças de notificação compulsória não encontramos a ocupação preenchida do indivíduo”. Buosi destacou a necessidade da discussão aprofundada, por exemplo, da possível relação de suicídios cometidos por indivíduos com transtornos mentais e trabalhadores de áreas onde há grande uso de agrotóxicos.

Participaram ainda da abertura do seminário Kandice Falcão, assessora técnica do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Conasems; Ronald Ferreira dos Santos, presidente do Conselho Nacional de Saúde; José Almeida, auditor-fiscal do Ministério do Trabalho; e Benedito Adalberto Brunca, subsecretário Geral da Previdência Social/Ministério da Fazenda. Ao final da solenidade, todos os presentes, em respeito às vítimas fatais de acidentes de trabalho, fizeram um minuto de silêncio.

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Por Nucom SVS

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