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Promoção da Saúde

Mitos e curiosidades

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Quinta, 25 de Maio de 2017, 17h37 | Última atualização em Terça, 22 de Agosto de 2017, 10h03

Você sabe o que são alimentos orgânicos?

Promover qualidade de vida com proteção ao meio ambiente. Este é o objetivo da produção orgânica vegetal e animal. A principal característica deste sistema de produção é a não utilização de agrotóxicos, adubos químicos ou substâncias sintéticas que agridam o meio ambiente. Para ser considerado orgânico, o processo produtivo deve contemplar o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando relações sociais e culturais.

O produtor orgânico se dedica muito para poder entregar produtos com grande valor nutricional e livres de contaminação por agrotóxicos, medicamentos veterinários, transgênicos e tudo mais que possa por em risco a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente.

Ao adquirir produtos orgânicos, o consumidor leva para casa alimentos saudáveis, cultivados em sistemas produtivos livres de agrotóxicos e materiais sintéticos e contribui para o fortalecimento de um novo modelo de produção agropecuária e agroindustrial, em que se leva em conta diversas questões fundamentais à sobrevivência do planeta, como, por exemplo, a manutenção da quantidade e qualidade da água e a manutenção da biodiversidade.

A sobrevivência e a qualidade de vida das gerações futuras dependem fundamentalmente de nossas práticas produtivas e de nossos hábitos de consumo. Produzir e consumir alimentos orgânicos são uma forma de contribuir para que nossos filhos e netos possam ter a possibilidade de usufruir também de nossas riquezas naturais e da preciosidade de nossa diversidade étnica e cultural expressa de modo marcante em nossas tradições alimentares.

Produtos diet e light são considerados alimentos ultraprocessados?

Edulcorantes são substâncias diferentes dos açúcares e com poder adoçante muito superior ao da sacarose (açúcar comum). Eles são classificados em naturais e artificiais ou sintéticos. Os naturais são obtidos sem reações químicas, a partir de plantas ou de alimentos de origem animal. Os artificiais ou sintéticos são obtidos de produtos naturais ou não, através de reações químicas. Adoçante artificial é uma mistura de um ou mais edulcorantes capaz de conferir sabor doce aos alimentos.

Alguns estudos associam o consumo de adoçantes artificiais com consequências à saúde, como o câncer. Assim, é necessário ficar atento ao consumo frequente e excessivo de alimentos que contém esses adoçantes (como os produtos diet e light).

Devido a sua composição, os produtos diet e light são considerados alimentos ultraprocessados. A reformulação dos produtos não traz benefícios claros. O Guia Alimentar para a População Brasileira destaca que o problema principal com alimentos ultraprocessados reformulados é o risco de serem vistos como produtos saudáveis, cujo consumo não precisaria ser limitado. A publicidade desses produtos explora suas alegadas vantagens diante dos produtos regulares (“menos calorias”, “adicionado de vitaminas e minerais”), aumentando as chances de que sejam vistos como saudáveis.

Em caso de diabetes ou de excesso de peso / obesidade pode ser indicado a substituição do açúcar pelo adoçante natural, como osteviosídeos (retirado da planta estévia) ou o mel. Os adoçantes ou edulcorantes artificiais, a base de ciclamato de sódio, sacarina, aspartame e sucralose são alimentos ultraprocessados, e como todos os outros, devem ser evitados.

Para as crianças menores de dois anos, momento caracterizado pela formação de hábitos alimentares, a recomendação do Guia Alimentar para Crianças Menores de Dois Anos é evitar o consumo de açúcar, refrigerantes, balas e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Assim, não se recomenda a utilização de adoçantes artificiais, porém em caso de crianças diabéticas, devem-se buscar as orientações específicas de um profissional de saúde.

Por que a redução no consumo de sal traz benefícios para a nossa saúde?

O sal e o sódio são frequentemente usados como sinônimos, mas não são exatamente a mesma coisa. O sódio é um mineral encontrado naturalmente em alimentos ou é adicionado durante a produção de alimentos industrializados. O sal é uma combinação de dois minerais: sódio (NA) e Cloreto (CL) e cerca de 90% do sódio que consumimos está sob a forma de sal.

O sódio tem a função de manter o equilíbrio osmótico das células e regula o volume de fluidos corporais como o sangue, além de atuar no funcionamento normal de músculos e nervos, entretanto a ingestão excessiva desse nutriente é considerada um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares. Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a redução do consumo de sódio para até 2.000 mg/dia, o que equivale a até 5 g de sal, para adultos.

Quando há uma recomendação de consumo de menos de 5g/dia de sal, isso inclui todos os alimentos que farão parte da sua alimentação no dia e não somente aquela quantidade que as pessoas pensam que estão colocando, no preparo ou quando o almoço já está pronto, para dar um toque a mais na refeição.

O consumo diário de sódio do brasileiro é mais do que o dobro que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, pois segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF -2008-2009), do IBGE, o consumo diário médio de sódio no Brasil chega a 12 gramas.A diminuição do consumo de sódio traz benefícios à saúde, como a redução no número de óbitos em 15 % por Acidente Vascular Cerebral e em 10 % por infarto e o aumento de quatro anos na expectativa de vida de pessoas com hipertensão.

O Ministério da Saúde tem adotado algumas estratégias para a redução do consumo excessivo de sódio, incluindo ações voltadas para a promoção da alimentação saudável e aumento da oferta de alimentos saudáveis, redução voluntária dos níveis de sódio em alimentos processados e alimentos vendidos em estabelecimentos de food service e restaurantes, Rotulagem Nutricional e Informação ao consumidor.

O que eu ganho consumindo menos açúcar em minha alimentação?

As mudanças nos padrões de alimentação da população brasileira, com aumento no consumo de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal, e diminuição no consumo de frutas, legumes e verduras, repercutem diretamente na situação de saúde, contribuindo para o aumento da obesidade e de doenças crônicas não-transmissíveis. O consumo de açúcar da população brasileira, assim como o de sódio, excede o recomendado. A recomendação é consumir menos que 10 % do total de calorias, sendo que os brasileiros consomem 16 %.

O Ministério da Saúde tem adotado algumas estratégias para a redução do consumo excessivo de açúcar, incluindo ações voltadas para a promoção da alimentação saudável e aumento da oferta de alimentos saudáveis, Redução voluntária do açúcar em alimentos processados e ultraprocessados e Regulação de Alimentos, envolvendo a Regulação de cantinas escolares e ambientes institucionais, a Regulação da publicidade de alimentos e a Taxação de alimentos processados.

O Guia alimentar para a população brasileira apresenta a seguinte regra de ouro “Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados”, na perspectiva de promoção da alimentação adequada e saudável e de reversão do cenário de crescimento do excesso de peso e da obesidade no país.

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