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ASMA

ASMA

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Segunda, 29 de Maio de 2017, 15h35 | Última atualização em Terça, 16 de Outubro de 2018, 18h06

A asma é uma das doenças respiratórias crônicas (DRC) mais comuns, juntamente com a rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). As principais características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas que pioram à noite e nas primeiras horas da manhã, ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas.

Vários fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a asma. Entre os aspectos ambientais estão a exposição à poeira e barata, aos ácaros e fungos, às variações climáticas e infecções virais (especialmente o vírus sincicial respiratório e rinovírus, principais agentes causadores de pneumonia e resfriado, respectivamente). Para os fatores genéticos - característicos da própria pessoa -, destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite e, além da obesidade.

A doença pode ser controlada e o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta o tratamento. Para isso, a orientação é que o paciente procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Lá, o profissional de saúde terá todas as orientações relacionadas ao tratamento e à prevenção de crises, o que inclui entender os sintomas e sinais de agravamento da doença.

Sintomas

  • Tosse;
  • Chiado no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Respiração rápida e curta;
  • Desconforto torácico.

Alguns sintomas podem até confundir, mas não são de asma. Para um diagnóstico adequado, procure um profissional de saúde.

Profissionais de Saúde

Para impactar sobre os múltiplos fatores que interferem no processo saúde-doença, é importante que a atenção às pessoas com doenças respiratórias crônicas esteja pautada na integralidade do cuidado, com base em uma equipe multiprofissional e interdisciplinar.

Por isso, o gestor precisa:

  • Colaborar para o planejamento e avaliação das ações de saúde locais;
  • Estabelecer fluxos de referência e contrarreferência dentro da rede de atenção à saúde local;
  • Garantir a realização oportuna dos exames complementares necessários ao diagnóstico/acompanhamento;
  • Estabelecer protocolos locais para o manejo de doenças respiratórias crônicas (DRC), bem como critérios para dispensação dos medicamentos e exames complementares;
  • Determinar quais medicamentos específicos para as DRC serão disponibilizados e garantir o seu fornecimento.

Também é importante o gestor priorizar ações de educação permanente para as equipes de saúde, estimular a equipe a manter os prontuários clínicos atualizados e incentivar o correto preenchimento e envio de dados para os sistemas de informação em saúde.

Diagnóstico

O diagnóstico da asma é principalmente clínico, obtido pela anamnese (entrevista do médico com o paciente). Sempre que possível, é recomendado realizar a prova de função pulmonar para confirmar o diagnóstico e classificar a gravidade. Em crianças de até os cinco anos, o diagnóstico é eminentemente clínico, pela dificuldade de realização de provas funcionais.

Na consulta, o médico deverá perguntar se o paciente tem ou teve episódios recorrentes de falta de ar e chiado no peito; se já usou broncodilatador oral ou inalatório para aliviar os sintomas, se há episódios de tosse persistente, principalmente à noite e no início da manhã; se acorda com frequência à noite por causa de falta de ar ou acessos de tosse; se nota algum dos sintomas após exposição a mofo, poeira, animais, fumaça de cigarro, perfumes ou após resfriados, riso e choro; e se alguém da família tem ou teve asma, alergias ou outros problemas respiratórios.

Profissionais de Saúde

O diagnóstico de asma é feito por critérios clínicos e funcionais, obtidos pela anamnese, pelo exame físico e pelos exames de função pulmonar (espirometria). Em crianças até os cinco anos, o diagnóstico é eminentemente clínico, pela dificuldade de realização de provas funcionais. Outros diagnósticos devem ser adequadamente excluídos.

A doença se caracteriza pelos seguintes achados clínicos:

Anamnese

Sintomas recorrentes de obstrução das vias aéreas, como chiado no peito (sibilos), tosse, dificuldade para respirar, aperto no peito. Estes sintomas podem:

  • Ocorrer/piorar à noite ou pela manhã ao despertar; ou
  • Ocorrer/piorar com exercício, infecção respiratória, exposição a alérgenos/irritantes inalatórios (verificar o perfil ocupacional), mudanças climáticas, riso ou choro intensos, estresse, ciclo menstrual.

Exame físico

Sinais de obstrução das vias aéreas, como sibilos expiratórios, hiperexpansão pulmonar e tiragem intercostal. Estes sinais podem ser:

  • Rinite alérgica; ou
  • Dermatite atópica/eczema.

O exame físico pode ser normal no período intercrises, o que não exclui o diagnóstico de asma.

Avaliação funcional/laboratorial
Os exames de função pulmonar informam sobre a intensidade da limitação ao fluxo aéreo, sua reversibilidade e variabilidade. A espirometria é útil para diagnóstico, avaliação da gravidade, monitorização e avaliação da resposta ao tratamento. A espirometria deve ser utilizada a partir dos 5 anos de idade.

Classificação da Gravidade da asma

MANIFESTAÇÕES CLÍNICA

GRAVIDADE (*)

Intermitente

Persistente leve

Persistente moderada

Persistente grave

Sintomas

2x/semana ou menos

Mais de 2x/semana, mas não diariamente.

Diários

Diários ou contínuos

Despertares noturnos

2x/semana ou menos

3-4x/mês

Mais de 1x/semana

Quase diários

Necessidade de agonista beta-2 adrenérgico para alívio

2x/semana ou menos

Menos de 2x/semana.

Diários

Diária

Limitação de atividades

Nenhuma

Presente nas exacerbações

Presente nas exacerbações

Contínua

Exacerbações

Igual 1/ano ou nenhuma/ano

Igual ou mais de 2/ano

Igual ou mais de 2/ano

Igual ou mais de 2/ano

VEF1 ou PFE

Igual ou maior que 80% previsto

Igual ou maior que 80% previsto

60%-80% previsto

Igual ou menor que 60% previsto

Variação VEF1 ou PFE

Menor que 20%

Menor que 20%-30%

Maior que 30%

Maior que 30%

Tratamento

O objetivo do tratamento da asma é a melhora da qualidade de vida, obtida pelo controle dos sintomas e pela melhora da função pulmonar. O tratamento medicamentoso é realizado junto com medidas educativas e de controle dos fatores que disparam a crise de asma.

A definição do tratamento é feita a partir dos sintomas atuais, do histórico clínico e da avaliação funcional. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise. A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.

Em todos os casos, é preciso reduzir a exposição aos fatores desencadeantes/agravantes. A cada consulta, o paciente deve receber orientações para o autocuidado -  identificação precoce dos sintomas, como proceder em caso de crise, controle e monitoramento da asma -, e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.

Profissionais de Saúde

O objetivo do tratamento da asma é a melhora da qualidade de vida, obtida pelo controle dos sintomas e melhora ou estabilização da função pulmonar. O tratamento deve incluir, obrigatoriamente, medidas não-farmacológicas (educativas, controle de fatores desencadeantes/agravantes), indicadas em todos os casos, e farmacoterapia (uso de medicamento).

Tratamento não medicamentoso - A educação do paciente é parte fundamental da terapêutica da asma e deve integrar todas as fases do atendimento ambulatorial e hospitalar. Deve-se levar em conta aspectos culturais e abranger aspectos de conhecimento da doença, incluindo medidas para redução da exposição aos fatores desencadeantes, e adoção de plano de autocuidado baseado na identificação precoce dos sintomas. Em todos os casos, recomenda-se a redução da exposição a fatores desencadeantes. A cada consulta, o paciente deve receber orientações de autocuidado, plano escrito para exacerbações e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.

Tratamento medicamentoso – A base do tratamento da asma persistente é o uso de anti-inflamatório, sendo corticosteroides inalatórios os principais deles, associados a medicamentos de alívio com efeito broncodilatador. O ajuste da terapêutica visa o uso das menores doses necessárias para a obtenção do controle da doença, com isso reduzindo o potencial de efeitos adversos e os custos. Os medicamentos e doses recomendadas para tratamentos inicial e de manutenção estão no Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica Asma, com alterações sobre o tratamento publicado na Portaria nº603 em 2014.

Saúde não tem preço

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta três medicamentos para asma, por meio do programa Saúde Não Tem Preço (link). Basta levar a receita médica a uma unidade própria do Farmácia Popular (link) ou farmácia conveniada para pegar medicamento de graça. Veja onde encontrar uma unidade do Farmácia Popular (Link). 

Publicações

Protocolo clínico e diretriz terapêutica

Com alterações no Tratamento publicado na Portaria nº603/2014

Caderno da atenção básica – Doenças Respiratórias Crônicas

Cursos

Doenças Crônicas na Rede de Atenção à Saúde

Protocolo

http://u.saude.gov.br/images/pdf/2014/fevereiro/07/pcdt-asma-2013.pdf

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/julho/22/DOU-PT-1317-alterado-pela-603.pdf

Diretriz terapêutica

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-asma-livro-2013.pdf

Com alterações na parte de tratamento publicada na Portaria nº603 em 2014

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