Ir direto para menu de acessibilidade.

Vacine-se

    Você está aqui:
  1. Página inicial
  2. >
  3. Saúde de A a Z
  4. >
  5. Caxumba
Início do conteúdo da página
Caxumba

Caxumba

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Sexta, 28 de Abril de 2017, 18h18 | Última atualização em Sexta, 27 de Outubro de 2017, 17h36

A caxumba é uma infecção viral aguda, contagiosa. Os principais sintomas são febre, dor e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares. Pode atingir qualquer tecido glandular e nervoso. É uma virosa que ocorre primariamente no escolar e no adolescente, de evolução benigna, mas podendo ser grave, eventualmente, chegando à hospitalização do doente e, ocasionalmente, resultar em óbito (1,0 a 3,4 mortes por 10.000 casos).

Em um terço dos casos, a infecção não apresenta sintomas (assintomática) e adquire maior gravidade após adolescência, sendo a meningite e a epidídimoorquite duas importantes manifestações da doença. A caxumba, também conhecida como Papeira, é uma doença de distribuição universal, de alta morbidade e baixa letalidade, aparecendo sob a forma endêmica ou surtos.

Transmissão

A caxumba é causada por vírus da família Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus. A transmissão ocorre por via aérea, através da disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas. Já a transmissão indireta é menos frequente, mas pode ocorrer pelo contato com objeto e utensílios contaminados com secreção do nariz e/ou boca.

O período de incubação (até o aparecimento dos sintomas) é de 12 a 25 dias, sendo, em média, 16 a 18 dias. Já o período de transmissibilidade varia entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.

A imunidade é de caráter permanente, sendo adquirida após infecções inaparentes, aparentes, ou após vacinação.

Sintomas

A principal e mais comum manifestação da caxumba é o aumento das glândulas salivares, principalmente a parótida, acometendo também as glândulas sublinguais e submaxilares, acompanhada de febre. Aproximadamente 30% das infecções podem não apresentar aumento (hipertrofia) aparente dessas glândulas. Cerca de 20 a 30% dos casos em homens adultos apresentam orquite (inflamação nos testículos) e mulheres acima de 15 anos podem apresentar mastite (infecção do tecido mamário) - aproximadamente 15% dos casos.

Em menores de 5 anos de idade, são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. O vírus também tem tropismo pelo Sistema Nervoso Central, observando-se com certa frequência meningite asséptica, de curso benigno que, na grande maioria das vezes, não deixa sequelas. Outras complicações são encefalite e pancreatite.

Não há relato de óbitos relacionados à parotidite. Sua ocorrência, durante o primeiro trimestre da gestação, pode ocasionar aborto espontâneo.

Tratamento

O tratamento é baseado nos sintomas clínicos, com adequação da hidratação e alimentação do doente, já que esses pacientes aceitam mal alimentos ácidos, que podem ocasionar dor, náuseas e vômitos.

Não existe tratamento específico. A indicação é apenas de repouso, analgesia e observação cuidadosa para a possibilidade de aparecimento de complicações. Nos casos que cursam com meningite asséptica, o tratamento também é sintomático. Nas encefalites, a orientação é tratar o edema cerebral e manter as funções vitais.

Prevenção

A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. O Sistema Único de Saúde oferta gratuitamente as vacinas Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e Treta Viral, que adiciona a proteção contra varicela (catapora).

registrado em:
Fim do conteúdo da página