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Combate ao Aedes Aegypti: prevenção e controle da Dengue, Chikungunya e Zika

Escrito por Gustavo Frasão | Publicado: Terça, 09 de Outubro de 2018, 17h13 | Última atualização em Sexta, 16 de Novembro de 2018, 10h35

Combate ao Aedes Aegypti - #CombateAedes

Combate ao Aedes Aegypti: dengue, zika, febre amarela e chikungunya

O Ministério da saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o Aedes Aegypti.

O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano.

Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Essa é a única forma de prevenção. Faça a sua parte. #CombateAedes

DENUNCIE FOCOS DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI:  Quando o foco do mosquito Aedes Aegypti é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores ou pela população, como em terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada para remover os possíveis focos/criadouros. Faça sua parte!

Dicas para combater o Aedes Aegypti

Repelentes e inseticidas Fechar

Os repelentes e inseticidas podem ser adotados na prevenção a doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, desde que sejam registrados na Anvisa e os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos obedecidas. Aplicados diretamente na pele, os repelentes de uso tópico pode ser usados em gestantes e crianças maiores de dois anos.

Além do DEET, principio ativo mais recorrente em repelentes no Brasil, são utilizadas em cosméticos as substâncias Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR 3535), além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes ingredientes são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação de ingredientes cosméticos.

Os inseticidas, usados para matar mosquitos adultos (spray ou aerossol), e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas utilizadas, por exemplo, em aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito aedes aegypti, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos.

Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, todos os produtos anunciados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela ANVISA e não possuem eficácia comprovada.

CUIDADOS NO USO DE REPELENTES E INSETICIDAS NO COMBATE AO AEDES AEGYPTI

  • Repelentes de uso tópico devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa.
  • A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante.
  • Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.
  • Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

Organizando mutirão para combater o Aedes Aegypti Fechar

A mobilização da sociedade é fundamental para vencer a luta contra o mosquito Aedes Aegypti. Convoque sua família e seus vizinhos para essa batalha! Depende de você.

Como realizar mutirão de combate ao Aedes aegypti

A participação social é fundamental para vencer a luta contra o mosquito da dengue (Aedes Aegypti).
A realização de mutirões comunitários é uma forma de envolver, mobilizar e engajar a população na luta contra o Aedes aegypti. 

Para ajudar, o Ministério da Saúde elaborou uma lista com orientações para grupos interessados em realizar mutirões.

Preparação

  • Convide poder público, setor privado e organizações sociais para ampliar adesão.
  • Aproveite redes sociais, carro de som e outros meio de comunicação para mobilização da vizinhança.
  • Agentes de endemias, agentes comunitários e outros profissionais que trabalham na eliminação dos focos podem participar apoiando as ações, principalmente se houver necessidade de ação química.
  • Utilize equipamento de proteção individual nas atividades de limpeza.

Principais tipos de criadouro do mosquito da dengue (Aedes Aegypti)

  • Certificar que caixa d’água e outros reservatórios de água estejam devidamente  tampados.
  • Retirar folhas ou outro tipo de sujeira que pode gerar acúmulo de água nas calhas.
  • Guardar pneus em locais cobertos.
  • Guardar garrafas com a boca virada para baixo.
  • Realizar limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos  escoamentos de água.
  • Limpar e retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras.
  • Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal.
  • Retirar água e fazer limpeza periódica em plantas e árvores que podem acumular água, como bambu e bromélias.
  • Guardar baldes com a boca virada para baixo.
  • Esticar lonas usadas para cobrir objetos, como pneus e entulhos.
  • Manter limpas as piscinas.
  • Guardar ou jogar no lixo os objetos que pode acumular água: tampas de garrafa, folhas secas, brinquedos.

Como eliminar os focos do mosquito da dengue (aedes aegypti)?

  • Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha.
  • Jogar as larvas na terra ou no chão seco.
  • Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida.
  • Em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.

Como efetuar a limpeza de objetos usados para armazenamento de água?

Tampar e lavar reservatórios de água são ações importantes para o combate ao Aedes aegypti. A limpeza deve ser periódica com água, bucha e sabão.

Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Quais são as recomendações para utlizar água sanitária no combate ao aedes aegypti?

Água sanitária também poder ser utilizada no combate às larvas, mas é importante lembrar que ela NÃO PODE ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais.

Recomenda-se a utilização de água sanitária pela população nos seguintes criadouros:

Local Tratamento
Vasos sanitários que não são de uso diário Adicionar 1 colher de chá (5ml) de água sanitária
Caixa de descarga sanitária que não é de uso diário Adicionar 2 colheres de sopa (30ml) de água sanitária
Ralos externos (captam água de chuva e de limpeza) e internos Adicionar 1 colher de sopa (15ml) de água sanitária
Tambores de armazenamento (200 litros) de água não utilizada para consumo humano Adicionar 2 copos americanos (400ml) de água sanitária
Bromélias, bambus e plantas que possam acumular água 1 colher de café (2ml) para cada litro de água e preencher nos locais onde acumulam água
O tratamento deve ser repetido semanalmente, preferencialmente em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva no combate às larvas.

Essa é uma ação adicional e não exclui as atividades de remoção e proteção dos potenciais criadouros, que são fundamentais para o controle da dengue, febre amarela, chikungunya e Zika.

Como cuidar de casas e apartamentos no combate ao aedes aegypti? Fechar

Aedes aegypti é um mosquito doméstico. Ele vive dentro de casa e perto dos seres humanos. Com hábitos diurnos, o mosquito (apenas a fêmea) se alimenta basicamente de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer, para se reproduzir. A reprodução acontece em água parada (limpa ou suja), a partir da postura de ovos pelas fêmeas. Os ovos são colocados em água e distribuídos por diversos criadouros.

Por isso, união, estados, municípios e principalmente a sociedade devem trabalhar juntos para a eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti. A orientação é para que toda família determine o sábado como dia de combate aos focos do Aedes. Em menos de 15 minutos é possível fazer uma varredura em casa, fazendo toda a higiene e limpeza necessárias, e acabar com os recipientes com água parada – ambiente propício para procriação do Aedes aegypti. #CombateAedes

São medidas bem simples, mas que ajudam a prevenir várias doenças.

  • Tampe os tonéis e caixa d’água.
  • Mantenha as calhas sempre limpas.
  • Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo.
  • Mantenha lixeiras bem tampadas.
  • Deixe ralos limpos e com aplicação de tela.
  • Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia.
  • Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais.
  • Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

Saiba como deixar sua casa livre do mosquito da dengue (aedes aegypti)Combate ao Aedes Aegypti: eliminando focos e criadouros do mosquitoComo eliminar os focos do mosquito aedes aegypti?

  • Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha.
  • Jogar as larvas na terra ou no chão seco.
  • Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida.
  • Em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.

Como efetuar a limpeza de objetos usados para armazenamento de água no combate ao aedes aegypti?

Tampar e lavar reservatórios de água são ações importantes para o combate ao Aedes aegypti. A limpeza deve ser periódica com água, bucha e sabão.

Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Recomendações de utilização da água sanitária no combate ao aedes aegypti

A agua sanitária também poder ser utilizada no combate às larvas do mosquito da dengue (aedes aegypti), mas é importante lembrar que ela NÃO PODE ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais. 

Recomenda-se a utilização de água sanitária pela população nos seguintes criadouros do mosquito da dengue (aedes aegypti):

Local Tratamento
Vasos sanitários que não são de uso diário Adicionar 1 colher de chá (5ml) de água sanitária
Caixa de descarga sanitária que não é de uso diário Adicionar 2 colheres de sopa (30ml) de água sanitária
Ralos externos (captam água de chuva e de limpeza) e internos Adicionar 1 colher de sopa (15ml) de água sanitária
Tambores de armazenamento (200 litros) de água não utilizada para consumo humano Adicionar 2 copos americanos (400ml) de água sanitária
Bromélias, bambus e plantas que possam acumular água 1 colher de café (2ml) para cada litro de água e preencher nos locais onde acumulam água
O tratamento deve ser repetido semanalmente, preferencialmente em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva no combate às larvas.

Essa é uma ação adicional e não exclui as atividades de remoção e proteção dos potenciais criadouros, que são fundamentais para o controle da dengue, chikungunya e Zika

Aprenda a limpar os reservatórios de água Fechar

É importante mantê-los tampados. A limpeza deve ser periódica.

Tampar e lavar reservatórios de água são ações importantes para o combate ao Aedes aegypti. A limpeza deve ser periódica com água, bucha e sabão.

Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.


AGORA É LEI: Os agentes de combate a endemias que trabalham no combate ao Aedes Aegypti podem realizar entrada forçada em imóveis públicos e particulares abandonados ou com ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local ou no caso de recusa de acesso.

Sala Nacional de Coordenação e Controle Fechar

O Governo Federal, para execução das ações de Mobilização e combate ao Mosquito Aedes aegypti criou a Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC), como uma estratégia essencial do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia (PNEM) devido a situação de emergência de saúde pública em razão do crescimento dos casos de microcefalia associado ao Zika vírus.

A Sala Nacional, também chamada de Sala de Situação, funciona no Edifício sede do Ministério da Saúde, em Brasília. Sob coordenação do Ministério da Saúde conta com a participação ativa do Ministério da Saúde, que a coordena, do Ministério da Integração Nacional (Defesa Civil), do Ministério da Educação, do Ministério do Desenvolvimento Social, do Ministério da Defesa, da Casa Civil, da Secretaria de Governo. A participação do Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades e Ministério da Ciência, Inovação, Tecnologia e Comunicação como membros permanentes está sendo cogitada.

Tendo em vista as orientações discriminadas em suas diretrizes, a SNCC tem articulado e monitora atividades executadas pelas 27 Salas Estaduais e do Distrito Federal (SECC) com as mais de 2000 Salas/Comitês Municipais (SMCC) criadas com o intuito de executar as ações de Mobilização e Combate ao Mosquito. 

Durante o período da emergência em saúde pública nacional houve um fortalecimento da capacidade de resposta nacional e local, por meio da colaboração entre as três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Com base em toda mobilização e interlocução entre diferentes atores participantes do processo de implementação e funcionamento das salas, do grande volume de ações que contribuíram nas atividades de rotina dos programas estaduais e municipais de dengue e considerando a necessidade da continuidade destas ações haja vista a circulação viral simultânea e endêmica das três arboviroses (DENV, ZIKV, CHIKV), as medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti são mantidas e constantemente atualizadas pela SNCC em articulação com as SECC e as SMCC, para prosseguimento das ações de combate e controle da infestação do vetor.


Responsabilidades da Sala de situação

  • Definir diretrizes para intensificar a mobilização e o combate ao mosquito Aedes aegypti em todo território nacional, além de consolidar e divulgar informações sobre as ações e os resultados obtidos;
  • Coordenar as ações dos órgãos federais de disponibilização de recursos humanos, insumos, equipamentos e apoio técnico e logístico, em articulação com órgãos estaduais, distritais, municipais e entes privados envolvidos;
  • Monitorar os procedimentos adotados para intensificar as ações de mobilização e combate ao mosquito Aedes aegypti;
  • Apoiar e acompanhar a instalação das Salas Estaduais, Distrital e Municipais de Coordenação e Controle; e
  • Propor aos órgãos competentes estudos e medidas para alcançar o objetivo do grupo.


Diretrizes

Foram publicadas diretrizes para guiar os trabalhos de enfrentamento à microcefalia e às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A diretriz geral da Sala de Situação visa à definição da estrutura, das atribuições e do funcionamento das Salas de Coordenação e Controle das três esferas de governo.

A diretriz número 1 orienta estados e municípios para a intensificação de ações de combate ao mosquito Aedes aegypti no período de vigência da Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), declarada pelo Ministério da Saúde em 11 de novembro de 2015.

Já a diretriz 2 estabelece procedimentos para as Salas Estaduais e Municipais de Coordenação e Controle solicitarem apoio das Forças Armadas nas ações de intensificação do combate ao mosquito.

Essencial para o combate ao Aedes aegypti, saneamento básico é o tema da diretriz 3 da SNCC. A finalidade do documento é promover ações permanentes e emergenciais de saneamento básico que contribuam para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, garantindo o fornecimento ininterrupto e o armazenamento doméstico adequado de água e a coleta e destinação regular de resíduos sólidos, em particular pneus, entulhos da construção civil e de ferros-velhos, recipientes, garrafas e latas. 

A Diretriz 4 orienta a atuação do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC), sob a coordenação do Ministério da Integração Nacional, para a intensificação de ações de combate ao mosquito Aedes aegypti no período de vigência da Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN).

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Sala Nacional de Coordenação e Controle para o combate ao Aedes aegypti - Um país mobilizado no combate ao mosquito


Veja diretrizes 


Sistema de Coordenação e Controle para intensificar as ações de mobilização e combate ao mosquito
- Diretriz SNCC nº 1.1 – Ações de Combate ao Aedes aegypti
Diretriz SNCC nº 1.2 – Atualização da Diretriz SNCC nº 1 
Diretriz SNCC nº 2 – Apoio das Forças Armadas
Diretriz SNCC nº 3 – Saneamento Básico 
Diretriz SNCC nº 4/2016 – Proteção e Defesa Civil


Informe SNCC

A Sala Nacional de Coordenação e Controle atualiza, semanalmente, as informações sobre visitas domiciliares realizadas para o combate ao Aedes aegypti.

• INFORME SNCC Nº 01
• INFORME SNCC Nº 02
• INFORME SNCC Nº 03
• INFORME SNCC Nº 04
• INFORME SNCC Nº 05
• INFORME SNCC Nº 06
• INFORME SNCC Nº 07 – Avaliação do 1º ciclo
• INFORME SNCC Nº 08 – 2º ciclo
• INFORME SNCC Nº 09 – Avaliação do 2º ciclo
• INFORME SNCC Nº 10 –  3º ciclo
• INFORME SNCC Nº 11 –  3º ciclo
• INFORME SNCC Nº 12 –  3º ciclo
• INFORME SNCC Nº 13 - Avaliação do 3º ciclo 
• INFORME SNCC Nº 14 – 4º ciclo
• INFORME SNCC Nº 15 – 4º ciclo
• INFORME SNCC Nº 16 – Avaliação do 4º ciclo
• INFORME SNCC Nº 17 – Avaliação do 5º ciclo
• INFORME SNCC Nº 18 – Avaliação do 6º ciclo
• INFORME SNCC Nº 19 – Avaliação do 7º ciclo
• INFORME SNCC Nº 20 – Avaliação do 1º semestre 2017

Contatos 

- Sala Nacional

A Sala Nacional de Coordenação e Controle funciona no Edifício sede do Ministério da Saúde, em Brasília e está composta pelos seguintes órgãos: MS, MI, MD, MDS, MEC, CC/PR e SG/SAF e outros órgãos convidados.

Telefone: (61) 3315 2951
Correio eletrônico: sncc@saude.gov.br
Endereço: Ministério da Saúde, Esplanada dos Ministérios – Bloco G. Sala 125. Brasília –DF / CEP: 70058-900
Horário: 9hs às 18hs.

Demandas de imprensa
(61) 3315-3580/2351/2745

- Salas Estaduais

Acre
Rua Benjamin Constante, N° 830, SESACRE, 4° andar, Rio Branco - Acre CEP:  69. 908-520 
Tel: (68) 3215 2670
E-mail: gabinete.saude@ac.gov.br

Alagoas:             
Rua Dr. Ciridião Durval, N° 85, Farol, Maceió - Alagoas CEP: 57051-230
Tel: (82) 3315 2882
E-mail: defesacivil@bombeiros.al.gov.br

Amazonas:        
Avenida Torquato Tapajós, N°6132, Bairro Colônia Santo Antônio, Pará - Amazonas CEP: 69093-018
Tel: (92) 3182 8540
E-mail: dipre@fvs.am.gov.br

Amapá:
Rua Almirante Barroso Nº 619, Macapá - Amapá CEP: 68900-041
Tel: (96) 3261 1752
E-mail: secc@saude.ap.gov.br

Bahia:
Centro de Operações Emergenciais em Saúde da Bahia (COES-BA)
Avenida ACM, Centro de Atenção a Saúde Prof. José Maria de Magalhães Neto, s/Iguatemi, Salvador - Bahia - CEP 41745-900 
Tel: (71) 3116 0057
E-mail: seccbahia@gmail.com

Ceará:
Rua Tomás Ildefonso, 155, Bloco C, Bairro Cambeba, Fortaleza - Ceará CEP: 60822-366 
Tel: (85) 3101 1081
E-mail: caio.cavalcanti@esp.ce.gov.br

Distrito Federal:
Estádio Nacional Mané Garrincha 
Setor Recreativo Parque Norte (SRPN), Salas 17 e 18 - Asa Norte, Brasília – DF CEP: 70070-701 
Tel. (61)3901 1390
E-mail:amispe.svs@saude.df.gov.br

Espírito Santo:   
Rua Engenheiro Guilherme José Monjardim Varejão, N° 225, Edifício Enseada Plaza, Enseada do Suá, Vitória - Espirito Santo CEP: 29050-260
Tel: (27) 3636 8213
E-mail: gilsarodrigues@saude.es.gov.br

Goiás:  
Centro de Informações e Decisões e Estratégicas em Saúde 
Rua SC1 299 Parque Santa Cruz, Goiânia -Goiás CEP: 74860-270 
Tel: (62) 3201 -3734
E-mail: marcello.rosa@saude.go.gov.br

Maranhão: 
Avenida dos Holandeses. Nº 03, Quadra 07, Edifício Almete  Office, Bairro Calhau, São Luiz - Maranhão CEP: 6071-380 
Tel: (98) 3268 4050
E-mail: neide.matos@saude.ma.gov.br

Minas Gerais:   
Cidade Administrativa de Minas Gerais, Rodovia Papa Joao Paulo II, 4143, Bairro Serra Verde, Belo Horizonte - Minas Gerais CEP: 31630-900 
Tel: (31) 313916 0796
Email: dengue@saude.mg.gov.br

Mato Grosso do Sul:     
Rua Delegado Osmar de Camargo, S/N° 108, Campo Grande Mato Grosso do Sul CEP: 7903-7108         
Tel: (67) 3318 1836 
E-mail: salasituacaoms@saude.ms.gov.br

Mato Grosso:    
Rua Agrícola Paz de Barros, s/n Arena Pantanal, 3° andar Setor Sul - Cuiabá - Mato Grosso CEP: 78030- 210
Tel: (65) 36138400
E-mail: covam@ses.mt.gov.br

Pará:     
Avenida Padre Eutiquio, N° 1.300, Bairro Batista Campos, Belém - Pará CEP:66015-200 
Tel: (91)4006 4826
E-mail: denguesespa@gmail.com

Paraíba 
Rua Abdias Gomes de almeida, N° 800, Tambauzinho, João Pessoa -Paraíba - CEP: 58042-900
Tel: (83) 3218 7329
E-mail: sesgevs.pb@gmail.com

Pernambuco:     
Rua Dona Maria Augusta Nogueira, N°519, Bongi, Recife - PE Cep:50751-530
Tel: (81) 3184 0148  
E-mail: dengue@saude.pe.gov.br

Piauí:    
Centro Administrativo, Av. Maranhão, Prédio da Secretaria de Saúde do Estado, 2° andar, Teresina -  Piauí 
CEP: 64000 -010           
Tel: (86) 3218 4581
E-mail: epidemiologia@saude.pi.gov.br

Paraná: 
Rua Piquiri N°170 - Rebouças, Curitiba - Paraná CEP: 80230-140 
Tel: (41) 3330 4467
E-mail: ivanabelmonte@sesa.pr.gov.br

Rio de Janeiro:
Rua México, N°128 - Sala 403 - Centro - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20031-142
Tel: 21 2333 3890
E-mail: mario.ribeiro@saude.rj.gov.br

Rio Grande do Norte:    
Avenida Marechal Deodoro Fonseca, n°730, 7° andar - Centro, Natal - Rio Grande do Norte CEP:59025-600
Tel: (84 )3232 2598
E-mail: saladesituacaorn@gmail.com

Rondônia:          
Avenida Farquar, N° 2986, Bairro Pedrinhas, Palácio Rio Madeira, complexo Rio Jamari, 2° andar, Porto Velho - Rondônia CEP:76801- 470
Tel: (69) 3216 5397
E-mail: dengue@agevisa.ro.gov.br

Roraima:            
Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes nº 521Bairro: Mecejana - Boa Vista – Roraima CEP: 69310-005
Tel: (95) 3623 – 2786
E-mail: dengue.rr@gmail.com

Rio Grande do Sul:         
Avenida Borges de Medeiros, 1501, bairro centro, 6° Andar, Gabinete do Secretário de Saúde, Porto Alegre - Rio Grande do Sul CEP: 90020-020
Tel: (51) 3901 1159
E-mail: rscontraaedes@saude.rs.gov.br

Santa Catarina:
Rua Esteves Júnior, 390 - 1º andar, Centro, Florianópolis - Santa Catarina CEP: 88015-130 
Tel:(48) 3664 - 7490
E-mail: salaestadualaedes@saude.sc.gov.br

São Paulo:         
Avenida Doutor Arnaldo, 351, 1º andar, São Paulo – SP CEP: 01246-900 
Tel: (11) 3066-8605
E-mail: sse-aedes@saude.sp.gov.br

Sergipe:
Trav. Baltazar Goes, s/n Edifício Estado de Sergipe - andar n° 19 - Centro - Aracaju- Sergipe CEP: 49010-460
Tel: (79) 3226 8363
E-mail: tereza.maynard@saude.se.gov.br

Tocantins:          
Quadra 104 Norte, avenida LO 02, lote 30, Edifício Lauro Knop, 2º andar, Palmas - Tocantins. CEP:77006-022.
Tel: 63 3218 3210
E-mail: salaestadual.to@gmail.com  

Ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti

As principais ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti e eliminação das arboviroses, como zika, dengue e chikumgunya, acontecem por diversas formas. A principal dela é atuação consciente e permanente da população.

No âmbito do Ministério da Saúde, existem:

  • Programas permanentes de prevenção e combate ao mosquito;
  • desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas;
  • fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença;
  • melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor (mosquito Aedes Aegypti);
  • integração das ações de controle da dengue na atenção básica, com a mobilização dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programas de Saúde da Família (PSF);
  • utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais, casas abandonadas ou fechadas, terrenos baldios;
  • atuação em vários setores, por meio do fomento à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recursos seguros para armazenagem de água;
  • desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, estados e municípios.
ATENÇÃOI: Como toda infecção, as doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti (zika, dengue, febre amarela e chikungunya) podem levar ao desenvolvimento síndrome de Guilliain-Barre encefalite e outras complicações neurológicas. Especialmente as regiões com epidemias por Zika Vírus, têm aumento substancial de internações de pacientes com a Guillain-Barré.

O que a população deve fazer para combater o mosquito Aedes Aegypti?

A principal ação que a população tem é se informar, conscientizar e evitar água parada em qualquer local em que ela possa se acumular, em qualquer época do ano.

As principais medidas de prevenção e combate ao Aedes Aegypti são:

  • Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
  • Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;
  • Manter caixas d’agua bem fechadas;
  • Remover galhos e folhas de calhas;
  • Não deixar água acumulada sobre a laje;
  • Encher pratinhos de vasos com areia ate a borda ou lavá-los uma vez por semana;
  • Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
  • Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
  • Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
  • Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
  • Acondicionar pneus em locais cobertos;
  • Fazer sempre manutenção de piscinas;
  • Tampar ralos;
  • Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;
  • Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;
  • Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente;
  • Limpar sempre a bandeja do ar condicionado;
  • Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;
  • Catar sacos plásticos e lixo do quintal.

Cuidados na gestação devem ser diáros - contra o mosquito Aedes Aegypti

Cuidados com a saúde devem ser diários. No período da gravidez, essa atenção com a saúde deve ser redobrada, principalmente em relação ao mosquito da dengue (aegypti) e as doenças que ele pode transmitir (dengue, febre amarela, zika e chikungunya).

  • a gestante deve ser acompanhada em consultas de pré-natal;
  • realizar todos os exames recomendados pelo médico;
  • não consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de droga;
  • não usar medicamentos sem orientação médica.

Ultimamente, a preocupação com o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e também o vírus Zika, aumentou. O Ministério da Saúde está investigando o nascimento de bebês com microcefalia relacionada ao vírus Zika. Por isso, alguns cuidados, que já devem fazer parte da rotina da população, precisam ser aumentados:

  • Adoção de medidas que eliminem a presença de mosquitos transmissores de doenças e seus criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);
  • Proteção contra mosquitos, com portas e janelas fechadas ou teladas;
  • Uso de calça e camisa de manga comprida e com cores claras;
  • Denúncia de locais com focos do mosquito à prefeitura;
  • Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos);
  • Uso de repelentes indicados para gestantes.

Repelentes

Os repelentes de uso tópico, aplicado na pele, podem fazer parte dos cuidados contra dengue, chikungunya e Zika. A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) é clara: não há qualquer impedimento para a utilização desses produtos por mulheres grávidas, desde que os repelentes estejam devidamente registrados na Agência. As recomendações de uso descritas no rótulo de cada produto devem ser seguidas à risca. Os produtos à base de DEET não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Entre 2 anos e 12 anos, a concentração máxima do produto deve ser de 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Alguns cuidados devem ser observados no uso:

  • Repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa;
  • A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante;
  • Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.
  • Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

Além do DEET, os princípios ativos mais recorrentes em repelentes no Brasil são utilizados em cosméticos: o Icaridin e o IR 3535, além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes princípios são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação do setor.

Repelentes ambientais e inseticidas

Repelentes Ambientais

Inseticidas, usados para matar mosquitos adultos, e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas de aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito Aedes aegypti, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, todos os produtos anunciados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Agência e não possuem eficácia comprovada.

Zika X Microcefalia

O aumento de casos de microcefalia em bebês, relacionada ao vírus Zika, está preocupando as gestantes. O risco foi identificado nos primeiros três meses de gravidez. As investigações sobre o tema continuam para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante.

Os casos de microcefalia reforçam ainda mais a importância dos cuidados para eliminação do mosquito da dengue (aedes aegypiti).

Aleitamento materno

Aleitamento MaternoComo não há evidência científica que demonstre a transmissão do vírus Zika pelo leite materno, o Ministério da Saúde recomenda que seja mantido o aleitamento materno contínuo até os dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses de vida. O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança e da mulher que amamenta. Da mesma forma, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos da América, também recomenda a manutenção da amamentação nesta situação.

Qual o ciclo do mosquito Aedes Aegypti?

O ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. Os ovos são depositados em condições adequadas, ou seja, em lugares quentes e úmidos, preferencialmente depositados em lugares próximos a linha d’água, em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas dentro ou nas proximidades das casas, apartamentos, hotéis, ou em qualquer local com água limpa parada. Apesar disso, alguns estudos apontam focos do mosquito em água suja também.

O macho alimenta-se de seivas de plantas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue humano para o amadurecimento dos ovos, que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência.

Combate ao Aedes Aegypti: ciclo do mosquito

O que é o mosquito Aedes Aegypti?

O Aedes aegypti é o nome científico de um mosquito ou pernilongo que transmite a dengue, febre amarela urbana, além da zika e da chikungunya, doenças chamadas de arboviroses. Possui uma característica que o diferencia dos demais mosquitos, que é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas.

O Aedes aegypti não é um mosquito nativo. Originário da África, já foi eliminado do Brasil na história do controle da dengue em 1955, retornando em 1976 por falhas de cobertura de ações do controle. Provavelmente teve sua reintrodução por meio de fronteiras e portos e alcança altas infestações em domicílios localizados em regiões com altas temperaturas e umidades, principalmente na época chuvosa e quente (verão), típica de países tropicais como o Brasil. 

IMPORTANTÍSSIMO: A dificuldade do controle do mosquito no Brasil é a não uniformidade do cumprimento das diretrizes do programa de controle da dengue, zika e chikungunya em todos os municípios, além da incapacidade da vigilância epidemiológica e entomológica em eliminar todos os focos (criadouros) possíveis existentes em todas as regiões de todas as cidades brasileiras. Por isso, a participação social é fundamental. É necessário que cada um faça sua parte, eliminando todos os possíveis focos de proliferação do mosquito.

Quais períodos do ano mais favoráveis para surtos de Aedes Aegypti?

Os maiores casos e epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti ocorrem no período das chuvas, de outubro a março, em razão das condições ambientais estarem mais propícias ao desenvolvimento dos ovos. No entanto, é importante manter higiene e ter cuidado com todos os locais que podem acumular água parada em qualquer época do ano, pois os ovos são resistentes a dessecação e podem sobreviver no meio ambiente 450 dias, bastando pouca quantidade de agua como uma pequena poça para que haja a eclosão das larvas.

Essa é a forma de prevenção mais efetiva e depende, principalmente, da população.

O Aedes Aegypti pode sobreviver e transmitir doenças em qualquer época do ano?

Sim, o mosquito sobrevive e pode transmitir arboviroses em qualquer época do ano. Porém, o aumento do número de casos ocorre nos meses mais quentes e chuvosos pela maior eclosão de larvas, maior disponibilidade de pequenas ou médias acumulações de água nos criadouros diversos e aumento do número de mosquitos adultos.

Quais são as pessoas mais suscetíveis às doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti?

A susceptibilidade aos arbovirus é universal. No entanto, fatores de risco individuais, tais como idade, etnia, presença de outra doenças na pessoa e infecção secundária podem determinar a gravidade da doença. Crianças mais novas, particularmente, podem ser menos capazes que adultos de combater os vírus e, consequentemente, têm maior risco e choque por dengue, principalmente. Grupos de pessoas que possuem piores condições socioeconômicas e que vivem em lugares com pior qualidade ambiental também podem ser mais susceptíveis devido a quantidade maior de criadouros para o desenvolvimento das larvas do mosquito, que acontece basicamente em locais onde se acumula água parada.

Quais as regiões mais suscetíveis ao desenvolvimento do mosquito Aedes Aegypti?

A distribuição do mosquito Aedes Aegypti é em toda faixa tropical do globo terrestre. Cidades bastante urbanizadas. Locais onde haja o crescimento urbano desordenado com maior número de imóveis ocupados por borracharias, depósitos de materiais de reciclagem, oficinas mecânicas, que possuem menor renda per-capita, que vivem em bairros com maior proporção de ruas sem pavimentação. Locais com maior quantidade de criadouros como piscinas, caixas d’agua parcialmente tampadas, lixos, garrafas, pneus e sucata a céu aberto.

Quais são as doenças que o mosquito Aedes Aegypti pode transmitir?

O mosquito Aedes aegypti é transmissor de algumas doenças, conhecidas como arbivorses. É importante ressaltar que somente os mosquitos infectados transmitem a doença.

As principais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são:

  • Febre Amarela: febre alta, mal estar, dores musculares, dor de cabeça e calafrios.
    Acesse a página temática de Febre Amarela

  • Dengue: febre alta súbita, dor de cabeça e dor no corpo e articulações, náuseas e vômitos, também podem haver manchas vermelhas no corpo e coceira.
    Acesse a página temática de Dengue

  • Zika: recente no Brasil e que tem provocado muita preocupação, principalmente nas gestantes, pelo fato de estar sendo associada às ocorrências de microcefalia em recém-nascidos.Sintomas: febre não muito alta, dor de cabeça, dor nas articulações, manchas vermelhas no corpo com coceira, vermelhidão nos olhos e cansaço, em algumas pessoas pode não ter nenhum sintoma.
    Acesse a página temática de Zika

  • Chikungunya: doença que ocorre junto com a dengue e cujos sintomas se confundem: febre alta súbita, dor de cabeça constante, manchas vermelhas no corpo com coceira intensa e dor forte nas articulações com inchaço.
    Acesse a página temática especializada de Chikungunya

Telessaúde - Combate ao Aedes Aegypti

Os agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e os militares têm um novo canal de informações para o combate ao Aedes aegypti: o telefone 0800 645 3308. O serviço oferece suporte para esclarecimento de dúvidas sobre identificação de focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika, além da mobilização da população para o enfrentamento ao vetor. Para médicos e enfermeiros da Atenção Básica, incluindo os participantes do Programa Mais Médicos, o atendimento é feito pelo 0800 644 6543, por meio do registro de identificação profissional e da Unidade Básica de Saúde que o profissional está vinculado. Neste número, são reforçadas as orientações sobre a utilização de serviços de saúde para o atendimento aos casos suspeitos e demais orientações para população sobre diagnóstico e tratamento das doenças causadas pelo mosquito e a microcefalia, além de outras dúvidas clínicas. O esclarecimento pelo 0800 ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, pela central Telessaúde, que integra o Programa Telessaúde Brasil Redes do Ministério da Saúde.

MITOS E VERDADES SOBRE O MOSQUITO AEDES AEGYPTI E ARBOVIROSES

Citronela, andiroba e óleo de cravo: estes produtos funcionam para afastar o mosquito Aedes aegypti?

Essas alternativas não são totalmente ineficazes, mas elas não garantem o resultado que as pessoas esperam com relação ao Aedes aegypti. O indicado é observar o que o Ministério da Saúde recomenda: tirar 10 minutos do tempo de cada um, e o próprio cidadão inspecionar a sua casa, verificar se não há nenhum depósito com a água parada, depósitos expostos à chuva ou qualquer objeto que possa acumular água.

O mosquito Aedes Aegypti só pica de dia?

O Aedes aegypti tem hábitos diurnos, no interior da residência ele pode ser encontrado, preferencialmente, em locais sombreados e escuros, como por exemplo, atrás da geladeira, atrás das cortinas, atrás do guarda-roupa. O Aedes pode se alimentar de sangue humano durante o dia inteiro. O cidadão deve arejar a casa, abrir as janelas, ventilar o ambiente, pois o inseto tem fotofobia - aversão à luz -. Assim, recomenda-se manter a casa diariamente arejada e clareada. Mas, atenção: se existir algum espécime do vetor dentro de casa, em que o morador passe o dia inteiro fora e inexistir fonte de alimentação, pode ocorrer do Aedes aegypti picar no período da noite. Ele é um mosquito inteiramente adaptado e adaptável ao meio urbano. Comumente, ele pica durante o dia, mas dependendo da necessidade e do ambiente, ele pode picar a noite também.

O mosquito Aedes Aegypti já nasce infectado pelas doenças que transmite?

O mosquito pode apresentar partículas virais, no entanto, a carga não é suficiente para infectar outras pessoas. Ele se infecta ao picar um ser humano em seu período de viremia, em que o paciente apresenta os primeiros sintomas, e geralmente dura uma semana.

O mosquito Aedes Aegypti  se reproduz apenas em água limpa?

Isso é um mito! Nos últimos 20 anos vem ocorrendo um processo de adaptação biológica no vetor. Hoje, com os altos índices de infestação, a probabilidade da adaptação é alta. Atualmente já encontramos Aedes em fossas, cisternas, boca de lobo, ou seja, depósitos que antes não eram explorados pelo mosquito vêm sendo utilizado para postura dos ovos. É possível encontrar o Aedes aegypti na água suja sim.

O mosquito Aedes Aegypti pode transmitir o vírus HIV?

Não. Até o presente momento o Aedes aegypti transmite, comprovadamente, dengue, febre amarela urbana, Zika e chikungunya.

O mosquito Aedes Aegypti pica em áreas da zona rural?

Não há registro de grandes infestações ou infestação considerável de Aedes aegypti em área rural neste local há outro Aedes, o Aedes albopictus.

Recomendações gerais para viajantes no combate ao aedes aegypti

Independente do destino ou motivo da viagem é importante que o viajante adote medidas para reforçar a proteção contra o mosquito Aedes aegypti, como utilizar repelentes, manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida etc.

No caso de viagens, as recomendações para prevenir as doenças causadas pelo mosquito da dengue (aedes aegypti) são essas:

  • Ao chegar ao seu local de hospedagem (hotel, pousada, albergue e outros), verifique cuidadosamente se há algum criadouro do mosquito e elimine-o;
  • O risco de infecção por dengue, Chikungunya e vírus Zika podem ser reduzidos, se forem evitadas as picadas.
  • Hospede-se em locais que disponham de telas de proteção nas portas e janelas, especialmente se estiver longe das capitais, ou leve o mosquiteiro/cortinado como alternativa;
  • Em passeios eco turísticos, utilize roupas que protejam o corpo contra picadas de insetos e carrapatos, como camisas de mangas compridas, calças, meias e sapatos fechados;
  • Aplique repelente nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante;
  • Pessoas infectadas com os vírus Zika, chikungunya ou dengue são o reservatório de infecção para outras pessoas, tanto em casa como na comunidade. Portanto, a pessoa doente, deve seguir as medidas de proteção, evitando a propagação da doença.

No caso das gestantes, o Ministério da Saúde recomenda que elas façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. É importante reforçar que, em qualquer situação, as gestantes precisam consultar seu médico antes de viajar e que é necessário um cuidado especial em viagens. Medidas de prevenção pessoal para gestantes e mulheres em idade fértil com possibilidade de engravidar:

  • Evite ambientes com presença de mosquitos, sem as medidas de proteção recomendadas;
  • Sempre que possível utilize roupas que protejam a maior parte possível da superfície da pele;
  • Os repelentes à base de DEET, icaridin, ou picaridin e IR 3535ou EBAAP, são considerados seguros para uso durante a gestação;
  • Se houver qualquer alteração no seu estado de saúde, comunique o fato aos profissionais de saúde para acompanhamento da gestação;
  • Antes de fechar a casa para viajar, verifique cuidadosamente se há algum criadouro do mosquito e elimine-o.
  • Pessoas infectadas com os vírus Zika, Chikungunya ou Dengue são o reservatório de infecção para outras pessoas, tanto em casa como na comunidade. Portanto, a pessoa doente, deve seguir as medidas de proteção acima citadas. Evitando a propagação da doença.

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