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Fígado

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Segunda, 15 de Maio de 2017, 14h03 | Última atualização em Terça, 25 de Setembro de 2018, 16h02

O fígado é a maior glândula do corpo e está localizado atrás das costelas, na porção superior direita da cavidade abdominal. Possui formato de prisma, sua coloração é vermelho-escuro, tendendo ao marrom. Pesa cerca de 1.500g e é dividido em quatro lobos.

Funções do fígado:

As principais funções do fígado são:

  • Metabolismo da glicose;
  • Metabolismo protéico;
  • Armazenamento de vitamina e ferro;
  • Metabolismo medicamentoso;
  • Formação da bile;
  • Coagulação sanguínea.

Dúvidas Frequentes

Transplante de fígado (ou transplante hepático) é um procedimento cirúrgico no qual um fígado é transplantado para outra pessoa. O transplante consiste na realização de uma cirurgia que substitui o órgão doente por um fígado saudável, doado pela família de um paciente diagnosticado com morte encefálica. Outra modalidade possível de transplante de fígado é a do doador vivo, em que um voluntário aceita doar apenas uma parte de seu fígado para o paciente, cientes de que este órgão tem a capacidade intrínseca de se regenerar com o tempo.

O transplante de fígado só é indicado para pessoas com doenças hepáticas agudas ou crônicas, irreversíveis e progressivas. A hepatite crônica por vírus da hepatite C (VHC) e a cirrose alcoólica representam cerca de 50% das etiologias que levam pacientes adultos ao transplante. Na população pediátrica, as principais indicações de transplante hepático são a atresia (obstrução progressiva, sem causa definida) de vias biliares (57%), seguida das doenças metabólicas (19%).

Para receber um órgão, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera, respeitando-se a ordem de inscrição, a compatibilidade e a gravidade de cada caso. A lista é única, organizada por estado ou por região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais. Isso impossibilita que uma pessoa conste em mais de uma lista ou que a ordem legal não seja obedecida. Se existe um doador elegível (com morte encefálica confirmada), após autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, a Central de Transplantes emite a lista dos potenciais receptores e informa as respectivas equipes de transplante que os atende. 

O tempo de espera por um transplante depende de diversos fatores, como das características genéticas do potencial receptor e do seu estado de saúde, entre outros. O tempo médio de espera, para os transplantes de fígado ocorridos em 2014, por exemplo, foi de quatro meses, para pacientes não priorizados.

A situação do potencial receptor de fígado pode ser consultada no Cadastro Técnico Único do Ministério da Saúde ou clicando aqui (para inscritos no estado de São Paulo, acesse aqui). Após preencher os dados, clique na lupa para acesso ao prontuário.

O sucesso do transplante depende de inúmeros fatores, como da causa da doença, das condições de saúde do paciente, entre outras. Com os recursos atuais de novos medicamentos e de técnicas aprimoradas, a sobrevida dos transplantados de fígado tem sido cada vez maior. O valor médio aproximado de sobrevida, depois de cinco anos, é de 60% para o enxerto e de 65% para o paciente.

O mais próximo possível do normal, visto que o transplante não é cura, mas sim um tratamento que pode prolongar a vida com uma melhor qualidade. Muito embora a compatibilidade entre doador e receptor seja testada antes de um transplante, após o transplante as consultas periódicas de acompanhamento são obrigatórias. A prescrição de medicamentos imunossupressores é obrigatória e de forma permanente. Em casos de rejeição, poderá ser oferecido um novo transplante ao paciente.

O clínico geral ou o hepatologista (médico clínico especialista em fígado) pode diagnosticar, prevenir e tratar as doenças hepáticas.

Saiba mais sobre o fígado

Como sei que o meu fígado não está funcionando bem?

Os primeiros sinais e sintomas de problemas no fígado são a dor abdominal do lado direito e a barriga inchada. Além desses sintomas, também pode ocorrer cor amarelada na pele e nos olhos e urina amarela forte ou escura.

Principais doenças do fígado

  • Cirrose hepática: doença crônica caracterizada pela substituição do tecido hepático normal pela fibrose difusa, a qual rompe a estrutura e a função do fígado;
  • Hepatite viral: infecção viral sistêmica, em que a necrose e a inflamação das células hepáticas produzem um grupo peculiar de alterações clínicas, bioquímicas e celulares. Até o momento, cinco tipos definidos de hepatite viral foram identificados: hepatites A, B, C, D e E;
  • Icterícia: concentração aumentada de bilirrubina no sangue;
  • Hipertensão porta e ascite: alterações circulatórias dentro do fígado comprometido, produzindo hemorragias gastrointestinais graves e acentuadas retenção de sódio e líquido;
  • Deficiências nutricionais, como resultado da incapacidade das células hepáticas lesionadas de metabolizar determinadas vitaminas responsáveis pelo comprometimento funcional dos sistemas nervosos central e periférico e pelas tendências anormais para o sangramento;
  • Encefalopatia hepática: acúmulo de amônia no soro devido ao metabolismo protéico comprometido pelo fígado lesionado.

Como cuidar bem do fígado?

Para manter o fígado saudável, evitando danos irreversíveis para a sua função, é imprescindível:

  • Evitar o consumo do álcool;
  • Evitar a utilização demasiada de medicamentos e anabolizantes;
  • Ingerir dieta saudável;
  • Manter o peso ideal, visto que o sobrepeso e a obesidade podem colocar uma pressão enorme sobre o fígado;
  • Praticar exercício físico.

Exames que identificam problemas no fígado

Há um grande número de exames laboratoriais disponíveis comercialmente que têm utilidade na avaliação do paciente com suspeita de doença hepática ou na investigação da sua causa. Os exames podem ser classificados, de modo didático, em:

  • Exames de pigmento (bilirrubinas);
  • Exames de proteínas (proteína e albumina);
  • Tempo de protrombina;
  • Fosfatase alcalina sérica;
  • Exames de aminotransferase ou transaminase sérica (AST, ALT, GGT e LDH);
  • Amônia Sérica;
  • Colesterol (HDL e LDL).
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