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Pâncreas

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Segunda, 15 de Maio de 2017, 14h03 | Última atualização em Terça, 25 de Setembro de 2018, 16h10

O pâncreas é um órgão relativamente pequeno, que pesa cerca de 100 gramas e mede cerca de 15cm em um adulto. Situa-se, em condições normais, na porção superior do abdômen, abaixo do estômago e é interligado por um canal ao duodeno. É dividido em partes denominadas cabeça, corpo e cauda. Este órgão é classificado como uma glândula anfícrina, por possuir uma porção exócrina e outra endócrina, que fazem parte do sistema digestório humano.

Funções do pâncreas:

A porção do pâncreas que exerce função exócrina é responsável pela síntese do suco pancreático, que contém enzimas que atuam na digestão de carboidratos (amilase pancreático), lipídios (lípase pancreática) e proteínas (proteases: quimiotripsina e carboxipeptidase). A porção do pâncreas que desempenha uma função hormonal ou endócrina é formada pelas Ilhotas de Langerhans, constituídas por dois tipos de células: as betas, responsáveis pela produção de insulina, e as células alfa, que produzem o glucagon. Ambos os hormônios são responsáveis pela manutenção de níveis ideais de glicose no sangue, ambos com efeitos contrários, diminuindo e aumentando respectivamente os valores da glicose.

Dúvidas Frequentes

O transplante é um procedimento cirúrgico, que consiste na transferência de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de um indivíduo para outro, a fim de compensar ou substituir uma função perdida. Sendo assim, no transplante de pâncreas se implanta um pâncreas sadio em um indivíduo portador de Diabetes Mellitus Tipo I, insulino-dependente. Neste caso, o transplante é utilizado principalmente para melhorar a qualidade de vida do indivíduo, tendo por objetivo prevenir o aparecimento ou retardar a progressão das complicações do diabetes. 

O pâncreas poderá ser implantado isoladamente ou em cirurgia simultânea para transplante de rim: transplante de pâncreas isolado (TPI), transplante de pâncreas após rim (TPAR) e transplante simultâneo de pâncreas e rim (TSPR).
O transplante de pâncreas isolado (TPI) só é indicado para indivíduo portador de Diabetes Mellitus Tipo I, insulino-dependente, que apresente boa função renal. No caso de Diabetes Mellitus Tipo I pode ser realizado o transplante de pâncreas em pacientes que já tenham sido submetidos a transplante renal (TPAR), com função do enxerto renal estável, mas com progressão do diabetes.
O transplante simultâneo de pâncreas e rim (TSPR) é indicado para pacientes com diabetes mellitus tipo I e doença renal terminal em diálise ou em fase pré-dialítica.

Para receber um órgão, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera, respeitando-se a ordem de inscrição, a compatibilidade e a gravidade de cada caso. A lista é única, organizada por estado ou por região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais. Isso impossibilita que uma pessoa conste em mais de uma lista ou que a ordem legal não seja obedecida. Se existe um doador elegível (com morte encefálica confirmada), após autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, a Central de Transplantes emite a lista dos potenciais receptores e informa as respectivas equipes de transplante que os atende. 

O tempo de espera por um transplante depende de diversos fatores, como das características genéticas do potencial receptor e do seu estado de saúde, entre outros. O tempo médio de espera, para os transplantes de pâncreas realizados em 2014 foi de quatro meses. No caso do transplante de rim-pâncreas, este tempo foi de 13 meses.

A situação do potencial receptor de pâncreas pode ser consultada no Cadastro Técnico Único do Ministério da Saúde  ou clicando aqui (para inscritos no estado de São Paulo, acesse aqui). No caso do potencial receptor de rim-pâncreas, o acesso pode ser feito pelo link ou clicando aqui (para inscritos no estado de São Paulo, acesse aqui).

O sucesso do transplante depende de inúmeros fatores, como a causa da doença, as condições de saúde do paciente, entre outras. Com os recursos atuais de novos medicamentos e de técnicas aprimoradas, a sobrevida dos transplantados tem sido cada vez maior. A sobrevida do paciente e do enxerto variam conforme a modalidade de transplante e conforme o tempo decorrido pós transplante. Considerando um período pós-transplante de 5 anos, o valor médio aproximado de sobrevida para o paciente varia de 65% a 90% e para o enxerto de 55% a 70%. 

Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida com uma melhor qualidade. Muito embora a compatibilidade entre doador e receptor seja testada antes de um transplante, depois do transplante as consultas periódicas de acompanhamento são obrigatórias. A prescrição de medicamentos imunossupressores é obrigatória e de forma permanente. Em casos de rejeição, poderá ser oferecido um novo transplante ao paciente.

O clínico geral ou o gastroenterologista (médico-clínico especialista no aparelho digestivo) pode diagnosticar, prevenir e tratar as doenças do pâncreas.

Saiba mais sobre o Pâncreas

Como sei que meu órgão não está funcionando bem Os seguintes sintomas podem ser um sinal de problemas no pâncreas:

  • Dor abdominal, que é um dos sintomas mais comuns, podendo iniciar de forma súbita e tornar-se progressivamente mais forte e contínua. Normalmente, acontece no centro do abdômen, onde o pâncreas está localizado, espalhando-se para a parte superior e inferior;
  • Aumento da dor quando o indivíduo se deita de costas;
  • Diarreia com eliminação de gordura nas fezes;
  • Náuseas e vômitos após alimentação, geralmente associados à dor.

Principais doenças do Pâncreas

  • Diabetes Mellitus Tipo I;
  • Pancreatite, aguda ou crônica. A pancreatite crônica pode causar a Diabetes Mellitus tipo II;
  • Câncer de Pâncreas.

Como cuidar bem do Pâncreas

  • Faça o controle de glicemia no sangue e na urina;
  • Pare de consumir bebida alcóolica e de fumar; esses hábitos alteram a glicemia. O fumo também é responsável pelo câncer de pâncreas;
  • Fracione sua alimentação a cada duas ou três horas;
  • Jamais fique em jejum – a hipoglicemia pode ser muito prejudicial;
  • Mantenha seu peso ideal – a obesidade pode complicar o tratamento do diabetes e a gordura estimula a resistência à insulina;
  • Mantenha-se ativo – já é comprovado que os exercícios físicos regulares regulam a glicose no sangue;
  • Evite açúcar;
  • Se não é insulino-dependente, a alimentação é o primeiro passo para o controle da glicemia;
  • Coma mais peixes, legumes, nozes e alimentos ricos em cromo, pois ele é necessário para o bom funcionamento do sistema de produção de insulina;
  • Use alimentos ricos em fibras, pois eles evitam os picos de produção de insulina, prolongando o tempo de digestão;
  • Controle a hipertensão arterial.
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