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Doação de Sangue
Doença Diarreica Aguda

Doença Diarreica Aguda

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Terça, 04 de Julho de 2017, 12h28 | Última atualização em Quarta, 09 de Maio de 2018, 15h22

A Doença Diarreica Aguda (DDA) é considerada uma síndrome caracterizada pela diminuição da consistência das fezes, aumento do número de evacuações, no mínimo três episódios em 24h, podendo ser acompanhada de náusea, vômito, febre e dor abdominal; em alguns casos, há presença de muco e sangue, conhecida como disenteria. Quando infecciosa, é causada por diferentes agentes etiológicos, como bactérias, vírus e parasitos. Geralmente é autolimitada, com duração de até 14 dias. Podem ser classificadas em três tipos: diarreia sem desidratação; diarreia com desidratação; e diarreia com desidratação grave. Se tratadas incorretamente ou não tratadas, levam à desidratação grave e ao distúrbio hidroeletrolítico, podendo ocorrer óbito, principalmente quando associadas à desnutrição ou à imunodepressão.

Transmissão

A transmissão da DDA pode ocorrer pelas vias oral ou fecal-oral; sendo específico para cada agente etiológico:

  • Transmissão indireta - Pelo consumo de água e alimentos contaminados e contato com objetos contaminados, como por exemplo, utensílios de cozinha, acessórios de banheiros, equipamentos hospitalares;
  • Transmissão direta - Pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos contaminadas, e contato de animais com as pessoas.

Os manipuladores de alimentos, os insetos, podem contaminar, principalmente, os alimentos, utensílios e fômites. Locais de uso coletivo, como escolas, creches, hospitais e penitenciárias apresentam maior risco de transmissão.
O período de incubação e a transmissibilidade da DDA são específicos para cada agente etiológico. Para maiores informações acesse aqui.

Prevenção

As intervenções para prevenir a diarreia incluem ações institucionais de saneamento, de saúde, mas também individuais da própria pessoa, família e população que devem:

  • Lavar sempre as mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular ou preparar os alimentos, amamentar, tocar em animais;
  • Lavar e desinfetar as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos; proteger os alimentos e as áreas da cozinha contra insetos, animais de estimação e outros animais (guardar os alimentos em recipientes fechados);
  • Tratar a água para consumo (após filtrar, ferver ou colocar duas gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, aguardar por 30 minutos antes de usar);
  • Guardar a água tratada em vasilhas limpas e com tampa, sendo a “boca” estreita para evitar a recontaminação;
  • Não utilizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados para banhar ou consumir;
  • Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada; quando não houver coleta de lixo, este deve ser enterrado em local apropriado;
  • Usar sempre a privada, mas se isso não for possível, enterrar as fezes sempre longe dos cursos de água;
  • Manter o aleitamento materno aumenta a resistência das crianças contra as diarreias; evitar o desmame precoce.

 

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