Ir direto para menu de acessibilidade.
    Você está aqui:
  1. Página inicial
  2. >
  3. Saúde de A a Z
  4. >
  5. Doenças Diarreicas Agudas
Início do conteúdo da página
Doenças Diarreicas Agudas

Doenças Diarreicas Agudas

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Terça, 04 de Julho de 2017, 12h28 | Última atualização em Terça, 18 de Setembro de 2018, 15h46

As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) são consideradas uma síndrome caracterizada pela diminuição da consistência das fezes, aumento do número de evacuações, no mínimo três episódios em 24h, podendo ser acompanhada de náusea, vômito, febre e dor abdominal; em alguns casos, há presença de muco e sangue, conhecida como disenteria. Quando infecciosa, é causada por diferentes agentes etiológicos, como bactérias, vírus e parasitos. Geralmente é autolimitada, com duração de até 14 dias. Podem ser classificadas em três tipos: diarreia sem desidratação; diarreia com desidratação; e diarreia com desidratação grave. Se tratadas incorretamente ou não tratadas, levam à desidratação grave e ao distúrbio hidroeletrolítico, podendo ocorrer óbito, principalmente quando associadas à desnutrição ou à imunodepressão.

Transmissão

A transmissão da DDA pode ocorrer pelas vias oral ou fecal-oral; sendo específico para cada agente etiológico:

  • Transmissão indireta - Pelo consumo de água e alimentos contaminados e contato com objetos contaminados, como por exemplo, utensílios de cozinha, acessórios de banheiros, equipamentos hospitalares;
  • Transmissão direta - Pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos contaminadas, e contato de animais com as pessoas.

Os manipuladores de alimentos, os insetos, podem contaminar, principalmente, os alimentos, utensílios e fômites. Locais de uso coletivo, como escolas, creches, hospitais e penitenciárias apresentam maior risco de transmissão.
O período de incubação e a transmissibilidade da DDA são específicos para cada agente etiológico. Para maiores informações acesse aqui.

Prevenção

As intervenções para prevenir a diarreia incluem ações institucionais de saneamento, de saúde, mas também individuais da própria pessoa, família e população que devem:

  • Lavar sempre as mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular ou preparar os alimentos, amamentar, tocar em animais;
  • Lavar e desinfetar as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos; proteger os alimentos e as áreas da cozinha contra insetos, animais de estimação e outros animais (guardar os alimentos em recipientes fechados);
  • Tratar a água para consumo (após filtrar, ferver ou colocar duas gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, aguardar por 30 minutos antes de usar);
  • Guardar a água tratada em vasilhas limpas e com tampa, sendo a “boca” estreita para evitar a recontaminação;
  • Não utilizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados para banhar ou consumir;
  • Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada; quando não houver coleta de lixo, este deve ser enterrado em local apropriado;
  • Usar sempre a privada, mas se isso não for possível, enterrar as fezes sempre longe dos cursos de água;
  • Manter o aleitamento materno aumenta a resistência das crianças contra as diarreias; evitar o desmame precoce.

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página