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Ebola

Ebola

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Sexta, 28 de Abril de 2017, 18h34 | Última atualização em Sexta, 02 de Fevereiro de 2018, 09h09

A doença do vírus Ebola, conhecida anteriormente como febre hemorrágica Ebola, é uma doença grave, muitas vezes fatal, com taxa de letalidade que pode chegar até os 90%. A doença afeta os seres humanos e primatas não-humanos, como macacos, gorilas e chimpanzés. O Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos: um em uma aldeia perto do rio Ebola, na República Democrática do Congo, e outro em uma área remota do Sudão. A origem do vírus é desconhecida, mas os morcegos frugívoros (Pteropodidae) são considerados os hospedeiros prováveis do vírus Ebola.

Não há registro de casos de ebola no Brasil.

Transmissão

O Ebola é introduzido na população humana por meio de contato direto com o sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de animais infectados. Na África, os surtos provavelmente originam-se quando pessoas têm contato ou manuseiam a carne crua de chimpanzés, gorilas infectados, morcegos, macacos, antílopes florestais e porcos-espinhos encontrados doentes ou mortos, ou na floresta.

Depois que uma pessoa entra em contato com um animal que tem Ebola, ela pode espalhar o vírus na sua comunidade, transmitindo-o para outras pessoas. O vírus Ebola não é transmitido pelo ar. A infecção ocorre por contato direto com o sangue ou outros fluidos corporais ou secreções como, por exemplo, fezes, urina, saliva e sêmen de pessoas infectadas.

O período em que a pessoa infectada pode transmitir o vírus só inicia após o surgimento dos sintomas.

Durante um surto, as pessoas com maior risco de infecção são: 

  • Profissionais de saúde que atendem pacientes sem que as medidas de proteção estejam adotadas;

  • Membros da família ou outras pessoas que têm contato próximo com as pessoas infectadas;

  • Pessoas que têm contato direto com os corpos dos mortos como parte de cerimônias fúnebres;

  • Caçadores que entram em contato com animais mortos encontrados na floresta.

Sinais e sintomas

O Ebola produz uma doença grave. O início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta são os sinais e sintomas típicos. Isto é seguido por vômitos, diarreia, disfunção hepática, erupção cutânea, insuficiência renal e, em alguns casos, hemorragia tanto interna como externa. O período de incubação, ou o intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas, pode variar de um até 21 dias. Os pacientes tornam-se contagiosos apenas quando começam a apresentar os sintomas, portanto são contagiosos durante o período de incubação. A confirmação dos casos de Ebola é feita por exames laboratoriais específicos.

Prevenção

Atualmente, não há vacina para a doença do vírus Ebola. Diversas vacinas estão sendo testadas, mas nenhuma delas está disponível para uso clínico, no momento. Nos países onde há transmissão do Ebola, a melhor maneira de se prevenir é evitar contato com o sangue ou secreções de animais ou pessoas doentes, ou com o corpo de pessoas falecidas em decorrência dessa doença, durante rituais de velório.

Tratamento

Não há tratamento específico que cure o Ebola. Alguns tratamentos experimentais têm sido testados, mas ainda não estão disponíveis para uso geral. Os pacientes de Ebola requerem tratamento de suporte intensivo, realizado em hospitais de referência para tratamento de doenças infecciosas graves. Eles geralmente ficam desidratados e precisam de fluidos intravenosos ou de reidratação oral com soluções que contenham eletrólitos. Alguns pacientes podem se recuperar, caso recebam tratamento médico adequado. Para ajudar a controlar a propagação do vírus, as pessoas suspeitas ou confirmadas de ter a doença devem ser isoladas de outros pacientes e tratadas por profissionais de saúde usando equipamentos de proteção.

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