Ir direto para menu de acessibilidade.

Vacinação

    Você está aqui:
  1. Página inicial
  2. >
  3. Saúde de A a Z
  4. >
  5. Esquistossomose
Início do conteúdo da página
Esquistossomose

Esquistossomose

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Sexta, 28 de Abril de 2017, 18h40 | Última atualização em Quinta, 23 de Novembro de 2017, 12h49

A esquistossomose mansoni é uma doença parasitária, causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni. No Brasil, a Esquistossomose é conhecida popularmente como “xistose”, “barriga d’água” e “doença dos caramujos”. E somente três espécies são consideradas hospedeiros intermediários naturais da esquistossomose: B. glabrata, B. straminea e B. tenagophila. Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sanguíneos do intestino e fígado do hospedeiro definitivo. O agente etiológico da esquistossomose é o Schistosoma mansoni. Saiba mais sobre os aspectos técnicos do parasita.

Hospedeiros

No ciclo da doença estão envolvidos dois hospedeiros, um definitivo e outro intermediário.

Hospedeiro definitivo: o homem é o principal hospedeiro definitivo e, nele, o parasita apresenta a forma adulta, reproduz-se sexuadamente. Os ovos são eliminados por meio das fezes no ambiente, ocasionando a contaminação das coleções hídricas naturais (córregos, riachos, lagoas) ou artificiais (valetas de irrigação, açudes e outros). Os primatas, marsupiais (gambá), ruminantes, roedores e lagomorfos (lebres e coelhos), são considerados hospedeiros permissivos ou reservatórios, porém, não está clara a participação desses animais na transmissão e epidemiologia da doença.

Hospedeiro intermediário: o ciclo biológico do S. mansoni depende da presença do hospedeiro intermediário no ambiente. Os caramujos gastrópodes aquáticos, pertencentes à família Planorbidae e gênero Biomphalaria, são os organismos que possibilitam a reprodução assexuada do helminto. No Brasil, as espécies Biomphalariaglabrata, Biomphalariastraminea e Biomphalariatenagophila estão envolvidas na disseminação da esquistossomose. Há registros da distribuição geográfica das principais espécies em 24 estados, localizados, principalmente, nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Transmissão

O Indivíduo infectado elimina os ovos do verme por meio das fezes humanas. Em contato com a água, os ovos eclodem e liberam larvas que infectam os caramujos, hospedeiros intermediários que vivem nas águas doces. Após quatro semanas, as larvas abandonam o caramujo na forma de cercarias e ficam livres nas águas naturais. O ser humano adquire a doença pelo contato com essas águas. 

Sintomas

Na fase aguda, o paciente pode apresentar febre, dor na cabeça, calafrios, suores, fraqueza, falta de apetite, dor muscular, tosse e diarreia. Em alguns casos, o fígado e o baço podem inflamar e aumentar de tamanho. Na forma crônica, a diarreia se torna mais constante, alternando-se com prisão de ventre, e pode aparecer sangue nas fezes. Além disso, o paciente pode sentir tonturas, dor na cabeça, sensação de plenitude gástrica, prurido anal, palpitações, impotência, emagrecimento e endurecimento do fígado, com aumento do seu volume. Nos casos mais graves, da fase crônica, o estado geral do paciente piora bastante, com emagrecimento, fraqueza acentuada e aumento do volume do abdômen, conhecido popularmente como "barriga d’água".

Prevenção

A prevenção consiste em evitar o contato com águas onde existam os caramujos hospedeiros intermediários infectados.

Ainda não há vacina contra a esquistossomose.

Tratamento

O tratamento para os casos simples é domiciliar. Os casos graves geralmente requerem internação hospitalar e tratamento cirúrgico.

 


banner aisa quem quem 3
banner aisa relacoes bilaterais 3
banner aisa cooperacao 3

 

banner aisa quem quem 3
banner aisa relacoes bilaterais 3
banner aisa cooperacao 3
registrado em:
Fim do conteúdo da página