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Febre Amarela

Situação Epidemiológica / Dados

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Quinta, 20 de Março de 2014, 16h10 | Última atualização em Segunda, 28 de Maio de 2018, 13h19

Situação Epidemiológica no Brasil

Nas duas últimas décadas, foram registradas transmissões de FA além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica). Casos humanos e/ou epizootias em PNH ocorridos na Bahia, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul representaram a maioria dos registros de FA no período, caracterizando uma expansão recorrente da área de circulação viral nos sentidos leste e sul do País, que afetou áreas consideradas “indenes” até então, onde o vírus não era registrado há décadas.

Processos de reemergência do vírus da FA produziram importante impacto na saúde pública, representado pelos mais extensos surtos em humanos e epizootias em PNH pela doença das últimas décadas, sendo que os mais recentes ocorreram entre 1998 e 2003 [do Norte (PA;1998/1999) ao Sudeste (MG; 2002/2003) e Sul (RS; 2002/2003)], e entre 2007 e 2009 [do Norte/Centro-Oeste (2007/2008) ao Sudeste (SP; 2008/2009) e Sul (PR, RS; 2008/2009)].

A observação de um padrão sazonal de ocorrência de casos humanos a partir da análise da série histórica deu suporte à adoção da estratégia de vigilância baseada na sazonalidade. Assim, o período anual de monitoramento da FA inicia em julho e encerra em junho do ano seguinte, de modo que os processos de transmissão que irrompem durante os períodos sazonais (dezembro a maio) possam ser analisados à luz das especificidades de cada evento (Figura 1).

Figura 1. Série histórica do número de casos humanos confirmados para FA e a letalidade,
segundo o ano de início dos sintomas, Brasil, de 1980 a junho de 2017.

Mais recentemente, no período de monitoramento 2014/2015, a reemergência do vírus da FA foi registrada além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica), manifestando-se por epizootias em PNH confirmadas por critério laboratorial (TO; julho/2014). Novos registros de epizootias e casos humanos isolados na região Centro-Oeste (GO, MG, SP) demonstraram o avanço da área de circulação do vírus, novamente percorrendo os caminhos de dispersão nos sentidos sul e leste do país, aproximando-se de grandes regiões metropolitanas densamente povoadas, com populações não vacinadas e infestadas por Aedes aegypti. É importante ressaltar contudo, que toda esta expansão da circulação do vírus está associada à ocorrência do ciclo silvestre da doença, não havendo nenhum indício da sua urbanização.

No período 2016/2017, foi registrado um dos eventos mais expressivos da história da FA no Brasil. A dispersão do vírus alcançou a costa leste brasileira, na região do bioma Mata Atlântica, que abriga uma ampla diversidade de primatas não humanos e de potenciais vetores silvestres e onde o vírus não era registrado há décadas. De acordo com o Boletim Epidemiológico n°28/2017, no período de monitoramento julho/2016 a junho/2017, foram confirmados 777 casos humanos e 261 óbitos, além de 1412 epizootias confirmadas em PNH (Figura 2).

 

 

Figura 2. Municípios com registro de casos humanos (a.) e epizootias de primatas não humanos (b), de acordo com a classificação, e; áreas afetadas e de vacinação, Brasil, 2016/2017.

Em 2017, após a redução da incidência da doença no inverno, a retomada da transmissão do vírus tem sido observada em áreas/regiões afetadas durante o final do último surto (2016/2017), indicando o potencial para dispersar para outras áreas sem histórico de circulação do vírus e com populações de mosquitos silvestres e PNH. Nesse sentido, a Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS/MS iniciou em novembro/2017 o monitoramento sazonal da Febre Amarela, no qual vem publicando boletins semanais com a atualização dos casos humanos e epizootias em PNH notificados no País.

Informes de Febre Amarela:

Cenário internacional

América do Sul

Em dezembro/2015, foram registradas epizootias em PNH confirmadas para FA na Bolívia [fronteira com Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul], no município de Monteagudo (Departamento de Chuquisaca). Não foram detectados casos humanos.

No Peru [fronteira com Acre e Amazonas], até junho/2016, foram confirmados 37 casos humanos de FA e outros 42 casos foram classificados como prováveis. Os casos confirmados e prováveis concentram-se no Departamento de Junin [58], com registros também em Ayacucho [6], San Martin [5], Cusco [3], Huanuco [3], Amazonas [2] e Ucayali [2].

Na Colômbia, em maio/2016, um caso fatal de FA silvestre foi registrado.

Fontes:

Pan American Health Organization / World Health Organization. Epidemiological Alert: Yellow Fever. 22 April, Washington, D.C.: PAHO/WHO; 2016. Disponível em: http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_docman&task=doc_download&Itemid=270&gid=34247&lang=pt

Pan American Health Organization / World Health Organization. Epidemiological Alert: Yellow Fever. 25 May, Washington, D.C.: PAHO/WHO; 2016. Disponível em:http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_docman&task=doc_download&Itemid=270&gid=34758&lang=pt

Ministerio de Salud de Peru. Centro Nacional de Epidemiologia, Prevención y Control de Enfermedades. Fiebre amarilla selvática: Perú 2016 (hasta la SE-24). Disponível em:http://www.dge.gob.pe/portal/docs/vigilancia/sala/2016/SE24/f_amarilla.pdf

África

Em Angola, uma epidemia de FA urbana (transmitida por Aedes aegypti) acomete o país desde dezembro/2015. Até 24/06/2016, 3464 casos suspeitos foram notificados, com 353 óbitos, e 868 foram confirmados laboratorialmente. Os casos ocorreram em 16 das 18 províncias do país, e casos importados de Angola foram registrados em outros 3 países da África e Ásia (República Democrática do Congo [59], Quênia [2] e República Popular da China [11]).

Além do registro de casos importados de Angola na República Democrática do Congo (RDC), outros 9 casos autóctones foram registrados, com expectativa de dispersão da transmissão para outras províncias do país. Em Uganda, 7 casos foram confirmados, sem relação com a epidemia em Angola. Gana, Chade e Guiné também reportam casos suspeitos.

Fonte:

World Health Organization. Situation Report: Yellow Fever. 30 June, Geneva: WHO; 2016. Disponível em: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/246156/1/yellowfeversitrep30Jun16-eng.pdf?ua=1

Mais informações podem ser obtidas nos sites oficiais do Ministério da Saúde, ou por meio dos endereços eletrônicos gt-arbo@saude.gov.br ou notifica@saude.gov.br e/ou pelo telefone (61) 3315-3166/ 3315-3081.

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