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Febre Amarela

Situação Epidemiológica / Dados

Publicado: Quinta, 20 de Março de 2014, 16h10

Situação Epidemiológica no Brasil

Nas duas últimas décadas, foram registradas transmissões de FA além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica). Casos humanos e/ou epizootias em PNH ocorridos na Bahia, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul representaram a maioria dos registros de FA no período, caracterizando uma expansão recorrente da área de circulação viral nos sentidos leste e sul do País, que afetou áreas consideradas “indenes” até então, onde o vírus não era registrado há décadas.

Processos de reemergência do vírus da FA produziram importante impacto na saúde pública, representado pelos mais extensos surtos em humanos e epizootias em PNH pela doença das últimas décadas, sendo que os mais recentes ocorreram entre 1998 e 2003 [do Norte (PA;1998/1999) ao Sudeste (MG; 2002/2003) e Sul (RS; 2002/2003)], e entre 2007 e 2009 [do Norte/Centro-Oeste (2007/2008) ao Sudeste (SP; 2008/2009) e Sul (PR, RS; 2008/2009)].

 A observação de um padrão sazonal de ocorrência de casos humanos a partir da análise da série histórica deu suporte à adoção da estratégia de vigilância baseada na sazonalidade. Assim, o período anual de monitoramento da FA inicia em julho e encerra em junho do ano seguinte, de modo que os processos de transmissão que irrompem durante os períodos sazonais (dezembro a maio) possam ser analisados à luz das especificidades de cada evento (Figura 1).

Figura 1. Série histórica do número de casos humanos confirmados para FA e a letalidade,
segundo o ano de início dos sintomas, Brasil, de 1980 a junho de 2017.

Mais recentemente, no período de monitoramento 2014/2015, a reemergência do vírus da FA foi registrada além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica), manifestando-se por epizootias em PNH confirmadas por critério laboratorial (TO; julho/2014). Novos registros de epizootias e casos humanos isolados na região Centro-Oeste (GO, MG, SP) demonstraram o avanço da área de circulação do vírus, novamente percorrendo os caminhos de dispersão nos sentidos sul e leste do país, aproximando-se de grandes regiões metropolitanas densamente povoadas, com populações não vacinadas e infestadas por Aedes aegypti. É importante ressaltar contudo, que toda esta expansão da circulação do vírus está associada à ocorrência do ciclo silvestre da doença, não havendo nenhum indício da sua urbanização.

No período 2016/2017, foi registrado um dos eventos mais expressivos da história da FA no Brasil. A dispersão do vírus alcançou a costa leste brasileira, na região do bioma Mata Atlântica, que abriga uma ampla diversidade de primatas não humanos e de potenciais vetores silvestres e onde o vírus não era registrado há décadas. De acordo com o Boletim Epidemiológico n°28/2017, no período de monitoramento julho/2016 a junho/2017, foram confirmados 777 casos humanos e 261 óbitos, além de 1412 epizootias confirmadas em PNH (Figura 2).

 

 

Figura 2. Municípios com registro de casos humanos (a.) e epizootias de primatas não humanos (b), de acordo com a classificação, e; áreas afetadas e de vacinação, Brasil, 2016/2017.

Em 2017, após a redução da incidência da doença no inverno, a retomada da transmissão do vírus tem sido observada em áreas/regiões afetadas durante o final do último surto (2016/2017), indicando o potencial para dispersar para outras áreas sem histórico de circulação do vírus e com populações de mosquitos silvestres e PNH. Nesse sentido, a Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS/MS iniciou em novembro/2017 o monitoramento sazonal da Febre Amarela, no qual vem publicando boletins semanais com a atualização dos casos humanos e epizootias em PNH notificados no País.

Informes de Febre Amarela:

Informe nº 09 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Informe nº 08 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Informe nº 07 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Informe nº 06 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Informe nº 05 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Informe nº 04 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Informe nº 03 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Informe nº 02 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Informe nº 01 - Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2017/2018

Veja aqui todos os informes de Monitoramento dos casos e óbitos de febre amarela no Brasil

Alerta às Secretarias Estaduais da Saúde sobre o monitoramento sazonal da Febre Amarela referente ao período 2017/2018

 

Cenário internacional

América do Sul

Em dezembro/2015, foram registradas epizootias em PNH confirmadas para FA na Bolívia [fronteira com Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul], no município de Monteagudo (Departamento de Chuquisaca). Não foram detectados casos humanos.

No Peru [fronteira com Acre e Amazonas], até junho/2016, foram confirmados 37 casos humanos de FA e outros 42 casos foram classificados como prováveis. Os casos confirmados e prováveis concentram-se no Departamento de Junin [58], com registros também em Ayacucho [6], San Martin [5], Cusco [3], Huanuco [3], Amazonas [2] e Ucayali [2].

Na Colômbia, em maio/2016, um caso fatal de FA silvestre foi registrado.

Fontes:

Pan American Health Organization / World Health Organization. Epidemiological Alert: Yellow Fever. 22 April, Washington, D.C.: PAHO/WHO; 2016. Disponível em: http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_docman&task=doc_download&Itemid=270&gid=34247&lang=pt

Pan American Health Organization / World Health Organization. Epidemiological Alert: Yellow Fever. 25 May, Washington, D.C.: PAHO/WHO; 2016. Disponível em:http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_docman&task=doc_download&Itemid=270&gid=34758&lang=pt

Ministerio de Salud de Peru. Centro Nacional de Epidemiologia, Prevención y Control de Enfermedades. Fiebre amarilla selvática: Perú 2016 (hasta la SE-24). Disponível em:http://www.dge.gob.pe/portal/docs/vigilancia/sala/2016/SE24/f_amarilla.pdf

África

Em Angola, uma epidemia de FA urbana (transmitida por Aedes aegypti) acomete o país desde dezembro/2015. Até 24/06/2016, 3464 casos suspeitos foram notificados, com 353 óbitos, e 868 foram confirmados laboratorialmente. Os casos ocorreram em 16 das 18 províncias do país, e casos importados de Angola foram registrados em outros 3 países da África e Ásia (República Democrática do Congo [59], Quênia [2] e República Popular da China [11]).

Além do registro de casos importados de Angola na República Democrática do Congo (RDC), outros 9 casos autóctones foram registrados, com expectativa de dispersão da transmissão para outras províncias do país. Em Uganda, 7 casos foram confirmados, sem relação com a epidemia em Angola. Gana, Chade e Guiné também reportam casos suspeitos.

Fonte:

World Health Organization. Situation Report: Yellow Fever. 30 June, Geneva: WHO; 2016. Disponível em: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/246156/1/yellowfeversitrep30Jun16-eng.pdf?ua=1

Mais informações podem ser obtidas nos sites oficiais do Ministério da Saúde, ou por meio dos endereços eletrônicos gt-arbo@saude.gov.br ou notifica@saude.gov.br e/ou pelo telefone (61) 3315-3166/ 3315-3081.

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