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Febre do Mayaro

Febre do Mayaro

Escrito por Leonardo | Publicado: Terça, 02 de Maio de 2017, 13h07 | Última atualização em Segunda, 20 de Novembro de 2017, 15h19

A febre do Mayaro é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode causar uma doença de curso benigno semelhante à dengue. Normalmente, após uma ou duas semanas, o paciente se recupera completamente. Entretanto, parte dos pacientes pode apresentar queixa de artralgia intensa (dor nas articulações), acompanhada ou não de edema (inchaço) nas articulações. A lesão pode ser limitante ou incapacitante e durar por meses, quando a recuperação é mais prolongada.

O vírus Mayaro (MAYV) é um arbovírus da família Togaviridae, gênero Alphavirus, assim como o vírus Chikungunya (CHIKV), ao qual é relacionado genética e antigenicamente.

Sintomas

As manifestações clínicas da febre do Mayaro são semelhantes às de infecções por arbovírus: iniciam-se com quadro febril agudo inespecífico, semelhante à dengue, e pode apresentar cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) e exantema. A artralgia (dor nas articulações), que pode ser acompanhada de edema, é o principal sintoma das formas severas e, ocasionalmente, pode ser incapacitante ou limitante, persistindo por meses. Casos graves podem apresentar encefalite. No entanto, na maioria dos casos a doença é autolimitada, com o desaparecimento dos sintomas em uma semana.

Depois de identificar alguns desses sintomas, é preciso procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre residência, trabalho, passeio ou qualquer viagem para áreas rurais, de mata ou silvestre, nos últimos 15 dias antes do início dos sintomas. Também é importante informar se, no local visitado recentemente, foi observada a presença de macacos, sadios ou doentes. Além disso, é aconselhado relatar as atividades realizadas e o uso de repelentes e roupas protetoras a picadas de insetos. 

Transmissão

O vírus Mayaro é transmitido por meio da picada de mosquitos silvestres, principalmente Haemagogus janthinomys, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios, onde há presença de macacos. Quando o mosquito pica um macaco doente, ele adquire o vírus e, depois de um ciclo em seu organismo, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem, susceptíveis.

Após a picada do mosquito infectado, os sintomas iniciam geralmente de 1 a 3 dias após a infecção. Esse tempo pode variar de pessoa a pessoa, dependendo da imunidade individual, quantidade de partículas virais inoculadas e cepa viral, entre de outros fatores.

A febre do Mayaro não é contagiosa, portanto, não há transmissão de pessoa a pessoa ou de animais a pessoas. Ela é transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus Mayaro.

Tratamento

Não há tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico. Os pacientes devem permanecer em repouso e em tratamento sintomático, com analgésicos e/ou drogas anti-inflamatórias - que podem proporcionar alívio da dor e febre.

Importante: Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

Prevenção

Considerando que atualmente não existem vacinas disponíveis no mercado, a única forma de minimizar o risco da febre de Mayaro é evitar exposição com corpo desprotegido em locais de mata e beira de rios, principalmente nos horários de maior atividade do vetor (entre 9 e 16 horas). Também é indicado utilizar roupas compridas, que minimizem a exposição aos vetores silvestres, preferencialmente acompanhado do uso de repelentes. Cuidado adicional deve ser tomado nas áreas com ocorrência recente de transmissão do vírus Mayaro, como registrado recentemente em municípios de Goiás, Tocantins e no Pará, em 2014 e 2015.

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