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Febre Tifoide

Febre Tifoide

Escrito por Leonardo | Publicado: Terça, 02 de Maio de 2017, 13h07 | Última atualização em Quinta, 10 de Maio de 2018, 12h19

A Febre Tifoide é uma doença bacteriana aguda, causada pela Salmonella enterica sorotipo Typhi de distribuição mundial, associada a baixos níveis socioeconômicos, principalmente em áreas com precárias condições de saneamento, higiene pessoal e ambiental. Com tais características, praticamente encontra-se eliminada em países onde esses problemas foram superados. No Brasil, a Febre Tifoide ocorre sob a forma endêmica, com superposição de epidemias, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, refletindo as condições de vida de suas populações.

Sintomas

Os sintomas da Febre Tifoide são febre alta, dores de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, retardamento do ritmo cardíaco, aumento do volume do baço, manchas rosadas no tronco, prisão de ventre ou diarreia e tosse seca.

Transmissão

A transmissão pode ocorrer pela forma direta ─ por contato com as mãos do doente ou portador ─ ou indireta, pela ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes humanas ou com urina contendo a Salmonella enterica sorotipo Typhi. A contaminação de alimentos geralmente acontece pela manipulação por portadores ou pacientes oligossintomáticos (com manifestações clínicas discretas), que não são afastados das atividades de preparo dos alimentos. O indivíduo infectado elimina a bactéria nas fezes e na urina, independentemente de apresentar os sintomas da doença. O tempo de eliminação da bactéria varia de uma a três semanas, podendo chegar a três meses. Entre 2 a 5% dos pacientes transformam-se em portadores crônicos e podem transmitir a doença por até um ano.

Tratamento

É importante procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequados. O paciente deve ser tratado em nível ambulatorial, basicamente com antibióticos e reidratação. Em casos excepcionais, é preciso internação para hidratação e administração venosa de antibióticos.

Prevenção

O saneamento básico, o preparo adequado dos alimentos e a higiene pessoal são as principais medidas de prevenção. A vacina atualmente disponível não possui um alto poder imunogênico e a imunidade é de curta duração, sendo indicada apenas em casos específicos como para pessoas que ingressem em zonas de alta endemicidade, como por ocasião de viagem. Veja Calendário Nacional de Vacinação

Em se tratando de alimentos, observar os seguintes aspectos:

  • Consuma água tratada;
  • Selecione alimentos frescos com boa aparência e, antes do consumo, os mesmos devem ser lavados e desinfetados;
  • Para desinfecção, os alimentos crus como frutas, legumes e verduras devem ser mergulhados durante 30 minutos em uma solução preparada com 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água tratada;
  • Consuma leite e derivados pasteurizados;
  • Não utilize alimentos depois da data de vencimento;
  • Lave as mãos regularmente antes, durante e após a preparação dos alimentos, ao manusear objetos sujos, depois de tocar em animais, depois de ir ao banheiro, após a troca de fraldas e antes da amamentação;
  • Lave e desinfete todas as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos;
  • Proteja os alimentos e as áreas da cozinha contra insetos, animais de estimação e outros animais (guarde os alimentos em recipientes fechados);
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