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Filariose Linfática

Filariose Linfática (Elefantíase): causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

Escrito por Leonardo | Publicado: Terça, 02 de Maio de 2017, 13h07 | Última atualização em Quinta, 06 de Dezembro de 2018, 14h20

O que é Filariose Linfática (Elefantíase)?

A Filariose Linfática (Elefantíase) é uma doença parasitária crônica, considerada uma das maiores causas mundiais de incapacidades permanentes ou de longo prazo. É causada pelo verme nematoide Wuchereria Bancrofti e transmitida basicamente pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) infectado com larvas do parasita.

Entre as manifestações clínicas mais importantes da Filariose Linfática estão edemas (acúmulo anormal de líquido) de membros, seios e bolsa escrotal, que podem levar a pessoa à incapacidade. Em casos mais graves, algumas complicações podem surgir. 

IMPORTANTE: Atualmente, a transmissão da Filariose Linfática no Brasil está restrita a áreas endêmicas (regionais) pertencentes a alguns municípios de Recife, Olinda, Jaboatão do Guararapes e Paulista, todos na Região Metropolitana do Recife / Pernambuco.

Quais são os sintomas da Filariose Linfática (Elefantíase)?

Os possíveis sintomas da Filariose Linfática (Elefantíase) estão relacionados ao processo de desenvolvimento das larvas causadoras da doença e também do local onde se alojaram os vermes adultos, podendo variar desde ausência de sintomas, até quadros graves e incapacitantes, muitas vezes permanentes.

No entanto, como os quadros clínicos e os sintomas são semelhantes ao de outras doenças, é preciso que sua caracterização seja feita criteriosamente por meio de diagnóstico específico.

Os sintomas mais comuns da Filariose Linfática são:

  • acúmulo anormal de líquido (edema) nos membros, seios e bolsa escrotal;

  • aumento do testículo (hidrocele);

  • crescimento ou inchaço exagerado dos membros, seios e bolsa escrotal.

Como é feito o diagnóstico da Filariose Linfática (Elefantíase)?

O diagnóstico da Filariose Linfática (Elefantíase) deve ser bem específico e detalhado, para descartar a hipótese de outras doenças. Os testes labortoriais que comprovam a presença do verme parasita causador da doença são:

  • exame direto em lâmina;

  • hemoscopia positiva;

  • testes imunológicos, especialmente apoiados em cartões ICT;

  • ultrassonografia, que pode demonstrar a presença de filarias nos canais linfáticos.

IMPORTANTE: Uma característica deste parasito é a periodicidade noturna das microfilárias no sangue periférico do hospedeiro. O pico da parasitemia periférica coincide, na maioria das regiões, com o horário preferencial de repasto do mosquito (entre 23h e 01h da manhã). Durante o dia, essas formas se localizam nos capilares profundos, principalmente nos pulmões e, durante a noite, aparecerem no sangue periférico, com maior concentração em torno da meia-noite, decrescendo novamente até o final da madrugada.

Como ocorre a transmissão da Filariose Linfática (Elefantíase)?

A transmissão da Filariose Linfática se dá basicamente pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) infectado com larvas do parasita. Após a penetração na pele, por meio da picada do mosquito, as larvas infectantes migram para região dos linfonodos (gânglios), onde se desenvolvem até a fase adulta.

Havendo o desenvolvimento de parasitos de ambos os sexos, haverá também a reprodução deles, com eliminação de grande número de microfilárias para a corrente sangüínea, o que propiciará a infecção de novos mosquitos, iniciando-se um novo ciclo de transmissão.

Como é feito o tratamento da Filariose Linfática (Elefantíase)?

Para os casos em que a presença do parasito causador da Filariose Linfática (Elefantíase) é detectada, o tratamento antifilarial específico deve ser adotado, para conter a infecção.

Para tanto, geralmente a droga de escolha é a Dietilcarbamazina (DEC) na forma de comprimidos de 50mg da droga ativa. Sua administração é por via oral e apresenta rápida absorção e baixa toxicidade. Esta droga tem efeito micro e macro filaricida, com redução rápida e profunda da densidade das microfilárias no sangue.

O tratamento dura e varia conforme cada caso. Cabe ao profissional de saúde escolher o melhor medicamento e a melhor forma de tratamento, de acordo com cada pessoa.

Orientações sobre a Filariose Linfática (Elefantíase)

Existem países que ainda são endêmicos para Filariose Linfática e que possuem migração constante para o Brasil. Casos importados e com diagnóstico comprovado deverão ser notificados no FormSUS, através da “ficha simplificada de notificação de casos importados de Filariose Linfática”.

Esse formulário está disponível aqui.

Viajantes e a Filariose Linfática (Elefantíase)

A transmissão da Filariose Linfática (Elefantíase) atualmente no Brasil está restrita a áreas endêmicas pertencentes aos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão do Guararapes e Paulista, todos na Região Metropolitana do Recife. Entretanto, para que ocorra a transmissão é necessário que exista um conjunto de fatores que propiciem a infecção, entre eles a presença do mosquito transmissor e sua infecção com larvas no estágio infectante.

Em geral para que ocorra a transmissão é necessário um tempo longo de permanência nas áreas endêmicas.

Publicações sobre a Filariose Linfática (Elefantíase)

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