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Vacinação

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Influenza/Gripe

Influenza A (H3N2v)

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Segunda, 09 de Fevereiro de 2015, 16h04 | Última atualização em Terça, 24 de Outubro de 2017, 17h06

O Vírus Variante Influenza A H3N2 (também conhecido como “H3N2v”) com a matriz (M) gene do vírus H1N1 da pandemia de 2009 foi detectado pela primeira vez em humanos em julho de 2011, nos Estados Unidos (Indiana, Iowa, Maine, Pensilvânia e Virgínia Ocidental). Em 2012, foram detectados 309 casos de infecção H3N2v em 12 estados. Em 2013, foram detectados 19 casos de H3N2v em cinco estados. Informações atualizadas sobre casos, internações e óbitos notificados ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC) estão disponíveis em: http://www.cdc.gov/flu/swineflu/h3n2v-case-count.htm.

Os vírus da gripe que circulam nos suínos não costumam infectar humanos, no entanto, infecções esporádicas em humanos têm ocorrido. Quando isso acontece, esses vírus são chamados "vírus variantes", denotados por adição da letra "v" para designação do subtipo do vírus.

Habitualmente, infecções humanas com vírus variantes ocorrem em pessoas com exposição a porcos, principalmente quando um porco infectado tosse ou espirra, propagando gotículas com o vírus pelo ar. Se essas gotículas forem inaladas, podem ocorrer infecções. Há também algumas evidências de que a contaminação possa ocorrer por contato. Pesquisadores ainda não confirmaram qual destas formas de propagação é a mais comum. A doença não é transmitida através da ingestão de carne de porco ou outros derivados.

Os sintomas da infecção por H3N2v são semelhantes aos dos vírus da gripe sazonal e podem incluir febre e sintomas respiratórios, como tosse e coriza e, possivelmente, dores no corpo, náuseas, vômitos ou diarreia. No entanto, assim como a gripe sazonal a doença pode agravar-se e necessitar de hospitalização, e, em muitos casos levar a óbito. A maioria das pessoas que foram hospitalizadas ou evoluíram a óbito apresentavam um ou mais fatores de risco para complicações relacionadas à influenza. Porém as infecções de vírus da gripe (incluindo os vírus variantes como H3N2v) podem causar doença grave, mesmo em pessoas saudáveis.

Outro ponto importante observado é de que o vírus H3N2v parece espalhar-se com maior facilidade nos seres humanos a partir de suínos, do que outros vírus da gripe suína. Os vírus da gripe estão sempre passando por modificações. É possível que esse processo ocorra com o vírus H3N2v, podendo propagar-se facilmente de pessoa para pessoa.

Alguns estudos indicam que as crianças nascidas depois de 2001 (idade ≤9 anos em 2010) têm pouca ou nenhuma imunidade contra o vírus influenza H3N2v. Adultos parecem ter mais imunidade, talvez porque em algum momento de suas vidas tenham sido previamente expostos a vírus semelhantes.

A Vacina contra a gripe sazonal não protege contra o vírus H3N2v. Uma vacina ainda em fase de estudo foi produzida, demonstrando resposta imune significativa.

As drogas antivirais já utilizadas para tratamento da influenza podem ser utilizadas para tratar indivíduos infectados por H3N2v, tanto em crianças, como em adultos. As drogas recomendadas são oseltamivir e zanamivir, disponibilizadas atualmente pelo Ministério da Saúde (MS).  O tratamento precoce continua sendo determinante para uma melhor resposta, especialmente naqueles indivíduos considerados com fator ou condição de risco para doença.

Neste momento a circulação do vírus H3N2v está limitada aos Estados Unidos.  Em nosso país não há circulação desta variante, até esta data.

É necessário manter em alerta os serviços, juntamente com a realização das ações preventivas, que devem ser amplamente divulgadas, principalmente no período de sazonalidade da influenza no Brasil: higiene das mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz); evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; usar lenço de papel descartável; evitar aglomerações e ambientes fechados; praticar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.

Para melhores esclarecimentos, está disponível o endereço de correio eletrônico da área técnica nacional de influenza: gripe@saude.gov.br.

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