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Influenza/Gripe

Normatizações e Técnicas

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Quinta, 10 de Julho de 2014, 14h32 | Última atualização em Quarta, 03 de Outubro de 2018, 15h25

Normatizações e Técnicas

Atualmente a vigilância nacional da influenza está organizada da seguinte maneira:

A.  Vigilância Sentinela da Influenza para Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Unidade de Terapia Intensiva

B.   Vigilância de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de casos hospitalizados e óbitos por SRAG;

C.  Monitoramento de hospitalização (SIH) e mortalidade (SIM) pelo CID 10: J09 ao J18;

D.  Investigação de surtos, óbitos e eventos incomuns suspeitos para influenza.

No intuito de fortalecer as ações de prevenção e controle da influenza no Brasil, o Ministério da Saúde (MS) realiza repasse financeiro para as unidades federadas, municípios e Distrito Federal, onde está descrito normas para adesão e organização do serviço da vigilância da influenza (serviços sentinelas). A normativa referente a vigilância de Influenza está vigente por meio da Portaria de Consolidação de 28 setembro de 2017 (PRC n° 5 e 6) que mantém as orientações técnicas e os repasses financeiros para o serviço sentinela da influenza, revogando todas as portarias anteriores.          

Os sistemas de vigilância sentinela envolvem um número limitado de serviços selecionados para registro das informações. Esses sistemas podem ser úteis para doenças comuns, nas quais a contagem de todos os casos não é importante e para quais as medidas de controle não são adotadas baseadas nas informações de casos individuais. Como nem sempre o processo decisão-ação necessita da totalidade dos casos (notificação universal) para o desencadeamento das atividades de intervenção, para determinados problemas de saúde pública pode-se fazer uso dos sistemas sentinelas de informação capazes de monitorar indicadores chaves na população geral ou em grupos específicos. Desse modo, a vigilância sentinela tem sido adotada pela maioria dos países do mundo para a vigilância de influenza.

O principal objetivo da Vigilância Sentinela da influenza é a identificação (conhecimento e análises laboratoriais) dos vírus influenza circulantes e de outros vírus respiratórios. Existe uma extensiva rede internacional de laboratórios em todas as regiões do mundo sob a coordenação e administração da Organização Mundial da Saúde (OMS), formando a Rede Mundial de Vigilância da Influenza da OMS. O principal objetivo dessa rede é fornecer anualmente informações necessárias para a escolha das amostras que serão recomendadas para a composição anual das vacinas contra influenza no hemisfério norte e sul. As atividades da Rede Mundial de Vigilância também compreendem uma vigilância oportuna que possibilite uma rápida identificação de amostras de vírus influenza emergente com potencial de causar epidemias ou pandemias. No Brasil, foram definidos em cada Unidade Federada sítios sentinelas de atuação da vigilância epidemiológica da influenza, para identificação e notificação de SG e SRAG. A vigilância em influenza no país é baseada nas informações geradas pela Rede de Vigilância em Influenza do Ministério da Saúde. Fazem parte desse sistema, a rede de laboratórios para vigilância de influenza constituída por 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) e 3 Laboratórios de Referência Regional (LRR), sendo que um LRR também acumula as atividades de Laboratório de Referência Nacional (LRN). Os LRR e LRN são responsáveis pelas análises complementares às realizadas pelos Lacen que fazem parte da sua rede de abrangência, sendo eles, o LRR do Instituto Adolf Lutz (IAL) em São Paulo, o LRR do Instituto Evandro Chagas (IEC) no Pará e LRN da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro.

Para definição de caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Síndrome Gripal (SG) sempre deverá ser adotado o Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde em vigência.  As fichas de registro para casos de SG e SRAG nas unidades sentinelas devem ser digitadas no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), conforme fluxos e organização no local do serviço.

Unidades Sentinelas de Influenza são aquelas Unidades ou Serviços de Saúde já implantados e cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), que atuam na identificação, notificação, investigação e diagnóstico de casos suspeitos e confirmados.

São metas estabelecidas para as Unidades Sentinelas de influenza:

SÍNDROME GRIPAL (SG) - Realizar no mínimo 80% de notificação (Sivep_gripe) e coleta de material por Semana Epidemiológica (SE); Alimentação do Sistema Sivep_gripe semanalmente; Informar proporção de atendimentos por SG, em relação ao total de atendimentos no serviço semanalmente.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG) - Notificar no mínimo 80% dos casos de SRAG internados na Unidade Sentinela (UTI), com devida coleta de amostra, envio ao laboratório (LACEN) e digitação no sistema (Sivep_gripe), semanalmente. Do total dos casos notificados, 80% devem ter amostra coletada. Realizar em 90% das semanas epidemiológicas notificação do número de internações que ocorrem na instituição pelo CID 10: J09 a J18.

As metas estabelecidas para as Unidades Sentinelas de influenza são monitoradas e avaliadas conforme estabelecido em portaria, o não cumprimento implica na suspensão do repasse financeiro.

É importante lembrar que além da vigilância sentinela da influenza existe a vigilância universal casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que foram hospitalizados, ou óbitos por SRAG, e que é necessário a devida investigação destes casos e óbitos.

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