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Infecções Sexualmente Transmissíveis (DST)

Infecções sexualmente transmissíveis: o que são e como prevenir

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Terça, 02 de Maio de 2017, 16h04 | Última atualização em Sexta, 30 de Novembro de 2018, 16h42

O que são infecções sexualmente transmissíveis?

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são as infecções causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual, seja ele oral, vaginal ou anal, sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

Se não tratadas adequadamente, podem provocar diversas complicações e levar a pessoa, inclusive, à morte. 

IMPORTANTE: A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passa a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.

Quais são as principais infecções sexualmente transmissíveis?

Existem diversos tipos de infecções sexualmente transmissíveis, mas os exemplos mais conhecidos são:

Quais são os sintomas das infecções sexualmente transmissíveis?

Os sintomas das infecções sexualmente transmissíveis podem se manifestar de diversas formas, de acordo com cada caso, como, por exemplo:

  • feridas;

  • corrimentos;

  • verrugas anogenitais.

Os sinais das infecções sexualmente transmissíveis aparecem, principalmente, no órgão genital da pessoa, mas podem surgir também em outra parte do corpo, como na palma das mãos, olhos e língua.

Algumas Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) podem não apresentar sinais e sintomas, e se não forem diagnosticadas e tratadas, podem levar a graves complicações, como infertilidade, câncer ou até morte.

IMPORTANTE: O corpo deve ser observado durante a higiene pessoal, porque isso pode ajudar a identificar uma infecção sexualmente transmissível ainda no estágio inicial. Sempre que se perceber algum sinal ou algum sintoma, deve-se procurar o serviço de saúde. E, quando indicado, avisar a parceria sexual.

Quais são as características das infecções sexualmente transmissíveis?

Cada IST apresenta sinais, sintomas e características distintos. As principais características, de acordo com os tipos de infecções sexualmente transmissíveis, são:

Características de IST por corrimentos

  • Aparecem no pênis, vagina ou ânus.

  • Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados, dependendo da IST.

  • Podem ter cheiro forte e/ou causar coceira.

  • Provocam dor ao urinar ou durante a relação sexual.

  • Nas mulheres, quando é pouco, o corrimento só é visto em exames ginecológicos.

  • Podem se manifestar na gonorreia, clamídia e tricomoníase.

IMPORTANTE: A vaginose bacteriana e a candidíase vulvovaginal também causam corrimento, mas não são consideradas Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Características de IST por feridas

  • Aparecem nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo, com ou sem dor.

  • Podem ser manifestações da sífilis, herpes genital, cancroide, donovanose e linfogranuloma venéreo.

Características de IST por verrugas anogenitais

  • São causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV) e podem aparecer em forma de couve-flor, quando a infecção está em estágio avançado.

  • Em geral, não doem, mas pode ocorrer irritação ou coceira.

Como é feito o diagnóstico de infecções sexualmente transmissíveis?

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) caracterizam-se por infecções causadas por mais de 30 agentes etiológicos diferentes (bactérias, vírus, fungos e protozoários), sendo transmitidas de maneira prioritária por contato sexual. Eventualmente, também podem ser transmitidas por contato sanguíneo, e da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.

As IST ocorrem com alta frequência na população e têm múltiplas apresentações clínicas. No que diz respeito ao diagnóstico das IST, a anamnese, a identificação das diferentes vulnerabilidades e o exame físico constituem-se como elementos essenciais. Durante o exame físico, deve-se proceder, quando indicado, à coleta de material biológico para a realização de testes laboratoriais ou rápidos. 

A abordagem sindrômica, que se baseia nos aspectos clínicos para classificar os principais agentes etiológicos e definir o tratamento sem o apoio de testes laboratoriais ou rápidos, não possui cobertura completa nos diferentes aspectos das IST. Dessa forma, sempre que possível, os testes laboratoriais ou rápidos devem ser utilizados para auxiliar na definição do diagnóstico. Além disso, sempre que disponíveis no serviço, devem ser realizados exames para triagem de gonorreia, clamídia, sífilis, HIV e hepatites B e C.

É importante ressaltar que, mesmo que não haja sinais e sintomas, as IST podem estar presentes e ser, inclusive, transmissíveis. Ultimamente, o manejo das infecções assintomáticas está se beneficiando de novas tecnologias diagnósticas — algumas já em uso, como os testes rápidos para sífilis e para o HIV, além de outras menos acessíveis até o momento, mas que contam com a possibilidade de implantação, como os testes para gonorreia e clamídia.

Atualmente, o Ministério da Saúde vem incentivando a realização do teste rápido como importante estratégia de saúde pública na ampliação do diagnóstico.

De maneira particular, os testes rápidos são testes nos quais a execução, leitura e interpretação do resultado ocorrem em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Podem ser realizados com amostras de sangue total obtidas por punção digital ou punção venosa, e também com amostras de soro, plasma e fluido oral.

Hoje, o Ministério da Saúde distribui aos serviços de saúde do SUS os testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C. Esses testes podem ser realizados por qualquer profissional, desde que devidamente capacitado, presencialmente ou a distância. O TELELAB consiste em uma plataforma de capacitação a distância do Ministério da Saúde, on-line, de livre acesso e gratuita, composta por cursos de diagnóstico das IST, incluindo aulas sobre os testes rápidos. Para mais informações, acesse: http://telelab.aids.gov.br.

Além disso, o Ministério da Saúde também oferece aos profissionais a Avaliação Externa de Qualidade para Testes Rápidos (AEQ-TR), que consiste em uma importante ferramenta de gestão para garantir a qualidade dos resultados gerados na testagem rápida. A avaliação é individual, espontânea e pode ser realizada por qualquer profissional que executa teste rápido. No site http://qualitr.paginas.ufsc.br/poderão ser localizados o vídeo e o manual com informações detalhadas sobre a AEQ-TR.

Por fim, o atendimento imediato das pessoas com IST e de suas parcerias, além ter uma finalidade curativa, também visa a interrupção da cadeia de transmissão e a prevenção de outras IST e complicações decorrentes dessas infecções. A sinergia entre o diagnóstico precoce e o tratamento adequado e oportuno do HIV, da sífilis e das hepatites virais durante a gravidez leva à prevenção da transmissão vertical, devendo ser valorizada em todos os níveis de atenção.

Nesse sentido, o DIAHV estabelece e apoia estratégias para redução das IST, em conjunto com estados, municípios, organizações não governamentais, entidades de classe e demais instituições envolvidas com o tema.

O que é Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é outra forma de manifestação clínica de uma infecção sexualmente transmissível (IST). 

Decorre, basicamente, de gonorreia e clamídia não tratadas adequadamente, atingindo, causando inflamações e comprometendo os órgãos genitais internos da mulher,como útero, trompas e ovários.

Como prevenir as infecções sexualmente transmissíveis?

O uso da camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão das IST, do HIV/aids e das hepatites virais B e C. Serve também para evitar a gravidez.

A camisinha masculina ou feminina pode ser retirada gratuitamente nas unidades de saúde.

Quem tem relação sexual desprotegida pode contrair uma IST. Não importa idade, estado civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião. A pessoa pode estar aparentemente saudável, mas pode estar infectada por uma IST.

A prevenção combinada abrange o uso da camisinha masculina ou feminina, ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das IST, testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e C, profilaxia pós-exposição ao HIV, imunização para HPV e hepatite B, prevenção da transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B, tratamento antirretroviral para todas as PVHA, redução de danos, entre outros.

Por que alertar a parceria sexual de uma infecção sexualmente transmissível?

O controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) não ocorre somente com o tratamento de quem busca ajuda nos serviços de saúde. Para interromper a transmissão dessas infecções e evitar a reinfecção, é fundamental que as parcerias também sejam testadas e tratadas, com orientação de um profissional de saúde. As parcerias sexuais devem ser alertadas sempre que uma IST for diagnosticada. É importante a informação sobre as formas de contágio, o risco de infecção, a necessidade de atendimento em uma unidade de saúde, as medidas de prevenção e tratamento (ex.: relação sexual com uso de camisinha masculina ou feminina até que a parceria seja tratada e orientada).

Vigilância epidemiológica de infecções sexualmente transmissíveis

A Vigilância Epidemiológica (VE) do DIAHV tem por objetivo a observação e análise permanente da situação epidemiológica das IST, do HIV/aids, das hepatites virais e coinfecções, articulando-se em um conjunto de ações destinadas à promoção, prevenção e recuperação da saúde. Também visa subsidiar com informações relevantes os processos de formulação, gestão e avaliação das políticas e ações públicas de importância estratégica. Em suma, informações para ação.

De modo cronológico, a notificação compulsória da aids e da sífilis congênita, no território nacional, teve início com a publicação da Portaria nº 542, de 22 de dezembro de 1986. A Infecção pelo HIV em Gestantes, Parturientes ou Puérperas e Crianças expostas ao risco de transmissão vertical do HIV passou a ser de notificação compulsória por meio da Portaria nº 993, de 4 de setembro de 2000, e a Sífilis em Gestantes, pela Portaria nº 33, de 14 de julho de 2005. Em 2010, a Portaria nº 2.472, de 31 de agosto, incluiu a Sífilis Adquirida na Lista de Notificação Compulsória (LNC); por sua vez, no ano de 2014, a Portaria nº 1.271, de 6 de junho, e a Portaria nº 1.984, de 12 de setembro, incluíram a infecção pelo HIV na LNC e a Síndrome do Corrimento Uretral Masculino na lista nacional de doenças e agravos a serem monitorados por meio da estratégia de vigilância em unidades-sentinela, respectivamente.

As estratégias e recomendações relacionadas às ações de Vigilância Epidemiológica das IST, do HIV/aids e das hepatites virais encontram-se sistematizadas no Guia de Vigilância em Saúde (GVS). O GVS é mais do que um instrumento de informação; ele visa disseminar os procedimentos relativos aos fluxos, prazos, instrumentos, definições de casos suspeitos e confirmados, funcionamento dos sistemas de informação em saúde, condutas, medidas de controle e demais diretrizes técnicas para operacionalização do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde.

A VE das IST, do HIV/aids e das hepatites virais baseia-se, sobretudo, em informações fornecidas pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e em dados quantitativos e qualitativos sobre óbitos ocorridos no Brasil e declarados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). As tendências de HIV/aids são monitoradas, inclusive, com informações oriundas do Sistema de Controle de Exames Laboratoriais CD4 e CV (Siscel) e do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom). Em várias situações, os dados obtidos regularmente por meio das fontes comuns não são suficientes para gerar as informações necessárias à compreensão do processo endêmico-epidêmico e subsidiar a gestão; nesses casos, o DIAHV lança mão de estudos epidemiológicos[ARC-C1] adicionais, especialmente elaborados para fornecer informações complementares.

No Portal do Sinan encontram-se disponíveis as Fichas de notificação/investigação, os Instrucionais de preenchimento das fichas de notificação/investigação e os Dicionários de Dados, distribuídos por agravos/doenças.

Painel de indicadores epidemiológicos de infecções sexualmente transmissíveis

O DIAHV disponibiliza aos gestores e profissionais de saúde, assim como aos interessados na produção e análise epidemiológica, painéis de indicadores e dados básicos sobre o HIV/aids, sífilis e hepatites para o conjunto dos municípios brasileiros.

Os painéis apresentam a distribuição municipal dos principais indicadores epidemiológicos e operacionais, visando a maior qualidade e tempestividade das tomadas de decisão realizadas por diferentes instâncias de gestão. Encontram-se disponíveis 19 indicadores de HIV/aids e 18 indicadores de sífilis, tabulados individualmente para cada um dos municípios.

Os painéis compreendem um conjunto de indicadores construídos tendo como fontes de dados as notificações compulsórias de HIV/aids no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), os registros dos casos no Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (Siscel) e no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom), os dados obtidos no Sistema de Informações sobre Mortalidade(SIM) e os dados populacionais dos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disponíveis no site do DataSUS.

Ressalta-se que a qualidade de cada indicador apresentado depende, principalmente, das propriedades dos componentes utilizados em sua formulação, como a frequência dos casos e o tamanho da população do município. Assim sendo, é necessário levar em conta o tamanho do município, principalmente quando se observa a evolução no tempo, pois, em municípios de pequeno porte, pode haver oscilações acentuadas, decorrentes do pequeno número de casos/óbitos existentes.

Acesse o painel de indicadores de aids aqui.

Acesse o painel de indicadores de sífilis aqui.

Acesse o painel de indicadores de hepatites aqui.

Acesse o painel de indicadores clínicos do HIV aqui.

Acesse o painel de indicadores COAP aqui.

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