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Microcefalia

Microcefalia e/ou Alterações do Sistema Nervoso Central (SNC)

Escrito por Leonardo | Publicado: Terça, 02 de Maio de 2017, 13h48 | Última atualização em Sexta, 27 de Outubro de 2017, 14h48

A microcefalia é uma malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Essa malformação pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e infecciosas, além de bactérias, vírus e radiação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) padroniza as definições segundo os seguintes pontos de corte:

  • Microcefalia: recém-nascidos com um perímetro cefálico inferior a 2 desvios-padrão, ou seja, mais de 2 desvios-padrão abaixo da média para idade gestacional e sexo;
  • Microcefalia grave: recém-nascidos com um perímetro cefálico inferior a 3 desvios-padrão, ou seja, mais de 3 desvios-padrão abaixo da média para idade gestacional e sexo.

A microcefalia pode ser acompanhada de epilepsia, paralisia cerebral, retardo no desenvolvimento cognitivo, motor e fala, além de problemas de visão e audição. 

Diagnóstico

Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas a partir do nascimento. A OMS recomenda que o perímetro cefálico seja medido entre 24 horas após o nascimento e o 6º dia de vida. Este período é o mais recomendado para se realizar busca ativa de possíveis anomalias congênitas. Entretanto, somente o médico que está acompanhando a gestante pode indicar o método de imagem mais adequado para o diagnóstico.  Ao nascer, os bebês com suspeita de microcefalia serão submetidos a exame físico e medição do perímetro cefálico. Eles devem ser submetidos a exames neurológicos e de imagem, sendo a Ultrassonografia Transfontanela a primeira opção indicada, e a tomografia indicada quando a moleira estiver fechada. Entre os prematuros, são considerados microcefálicos os nascidos com perímetro cefálico menor que dois desvios padrões.

A medida isolada do perímetro cefálico (PC) possui valor relativo, portanto é mais importante acompanhar o crescimento do crânio por meio da curva de crescimento, de acordo com o sexo e idade.

Causa

A microcefalia pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e infecciosas, além de bactérias, vírus e radiação. Ela não tem uma única causa. Alguns exemplos são o vírus da rubéola, citomegalovírus, herpes, a toxoplasmose, e alguns estágios da sífilis.

Tratamento

Não há tratamento específico para a microcefalia. No entanto, existem ações de suporte que podem auxiliar no desenvolvimento do bebê e da criança, e este acompanhamento é preconizado pelo Sistema Único da Saúde (SUS).

Todas as crianças com esta malformação congênita confirmada devem ser inseridas no Programa de Estimulação Precoce, desde o nascimento até os três anos de idade - período em que o cérebro se desenvolve mais rapidamente.

A estimulação precoce tem como objetivo maximizar o potencial de cada criança, englobando o crescimento físico e a maturação neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva, que podem ser prejudicados pela microcefalia.

Os nascidos com microcefalia recebem a estimulação precoce em serviços de reabilitação distribuídos em todo o país, nos Centros Especializado de Reabilitação (CER), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Ambulatórios de Seguimento de Recém-Nascidos.

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