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Sarampo mata. A vacina é a única maneira de prevenir a doença

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Microcefalia

Laboratório

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Segunda, 21 de Março de 2016, 12h07 | Última atualização em Sexta, 27 de Outubro de 2017, 14h59

Diagnóstico Inespecífico

Os exames inespecíficos devem ser solicitados a fim de complementar a investigação estadiamento dos casos. Durante o curso da doença, poderão ser identificadas alterações em diversos exames laboratoriais, tais como: discretas a moderadas leucopenia e trombocitopenia; e ligeira elevação da desidrogenase láctica sérica, gama glutamiltransferase e de marcadores de atividade inflamatória (proteína C reativa, fibrinogênio e ferritina). Por esse motivo, são recomendados os seguintes exames complementares:

  • Hemograma
  • Dosagem sérica de AST/TGO e ALT/TGP
  • Dosagem sérica de bilirrubinas direta/indireta
  • Dosagem de ureia e creatinina
  • Dosagem sérica de lactato desidrogenase e outros marcadores de atividade inflamatória (proteína C reativa, ferritina)
  • Ecocardiograma
  • Avaliação oftalmológica com exame de fundo de olho
  • Exame de emissão otoacústica
  • Ultrassonografia de abdômen
  • Tomografia de crânio computadorizada sem contraste

Diagnóstico específico

O diagnóstico laboratorial específico de vírus Zika baseia-se principalmente na detecção de RNA viral a partir de espécimes clínicos. O período virêmico ainda não está completamente estabelecido, mas acredita-se que seja de curta duração. Desta forma, seria possível a detecção direta do vírus em um período de 4 a 7 dias após do início dos sintomas. Entretanto, recomenda-se que o exame do material seja realizado, idealmente, até o 5º dia do aparecimento dos sintomas (Figura 4).

Figura 4 – Oportunidade de detecção do Zika vírus segundo técnica laboratorial (isolamento, reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa – RT-PCR – e sorologia – IgM/IgG)

 

Fonte: Adaptado de Sullivan Nicolaides Pathology (2014).

No Brasil, o exame preconizado para confirmação de vírus Zika é a reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR), realizada em laboratórios de referência da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, não existem ensaios sorológicos comerciais disponíveis para a detecção de anticorpos específicos para o vírus Zika. Há, entretanto, um esforço coletivo dos laboratórios de referência para o desenvolvimento de plataformas para realização de provas sorológicas específicas.

Instruções para coleta e encaminhamento de amostras para Diagnóstico Laboratorial

Diante do contexto do aumento dos casos de microcefalia e da circulação do vírus Zika e da possível associação entre eles, a Coordenação Geral de Laboratórios (CGLAB) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), elaborou seu plano de ação para o fortalecimento do sistema de laboratórios (SISLAB) com o fornecimento de insumos e equipamentos para realização dos exames, apoiando os laboratórios de referência na capacitação de pessoal técnico e incorporação de novas tecnologias no diagnóstico de Zika Vírus, ampliando a capacidade de resposta em todo o Brasil. 

Para diagnóstico sorológico

Tipo de Material

Procedimento de coleta

Armazenamento e conservação

Acondicionamento e transporte1

Sangue (Soro)

Coletar cerca de 10 ml de sangue, sem anticoagulante, da mãe sendo a 1ª coleta 3 a 5 dias após o início dos sintomas e a 2ª coleta após 2 a 4 semanas. Separar no mínimo 2 a 3 ml do soro, para sorologia.

No caso do RN, coletar 2 a 5 ml de sangue (preferencialmente  do cordão umbilical), sem anticoagulante, e separar 0,5 a 1,0 ml de soro para sorologia.

Utilizar tubo plástico estéril com tampa de rosca e anel de vedação. Rotular o tubo com o nome do paciente, data da coleta e tipo de amostra.

Conservar em freezer a         -20ºC.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo reciclável.

Sangue (soro) de cordão umbilical

Coletar 2 a 5 ml de sangue, sem anticoagulante, do RN no momento do nascimento.

Utilizar tubo plástico estéril com tampa de rosca e anel de vedação. Rotular o tubo com o nome do paciente, data da coleta e tipo de amostra.

Conservar em freezer a         -20ºC.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo reciclável.

Líquor2

Coletar 1 ml do RN após a suspeita de microcefalia na segunda medida do PC.

Utilizar tubo plástico estéril com tampa de rosca e anel de vedação. Rotular o tubo com o nome do paciente, data da coleta e tipo de amostra.

Conservar em freezer a         -20ºC.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo reciclável.

1 Incluir na remessa a(s) ficha(s) com dados clínicos e epidemiológicos do(s) paciente(s).

2 O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) é um dos indicados para subsidiar o diagnóstico etiológico de diversas afecções neurológicas. Por se tratar de um procedimento invasivo, recomenda-se que, em caso de alteração do PC suspeito de microcefalia, a coleta do LCR seja realizada após a segunda medida do PC (entre 24h e 48h do nascimento).  Tal recomendação prende-se ao fato de que parte dos recém-nascidos de parto normal podem apresentar suturas cavalgadas (superpostas), podendo ocorrer que o PC esteja transitoriamente abaixo do parâmetro de corte.

 

Para diagnóstico por RT-PCR (Reação da transcriptase reversa, seguida de reação em cadeia da polimerase)

Tipo de Material

Procedimento de coleta

Armazenamento e conservação

Acondicionamento e transporte1

Sangue/soro

 

Coletar cerca de 10ml de sangue, sem anticoagulante, da mãe até 3 a 5 dias após o início dos sintomas. Separar no mínimo 2 a 3 ml do soro, para a RT-PCR.

No caso do RN, coletar 2 a 5 ml de sangue (preferencialmente  do cordão umbilical), sem anticoagulante, e separar 0,5 a 1,0 ml de soro para a RT-PCR.

Utilizar tubo plástico estéril, resistente à temperatura com tampa de rosca e anel de vedação. Rotular o tubo com o nome do paciente, data da coleta e tipo de amostra. 

Conservar em freezer a -20 ou -70ºC (preferencialmente) até o envio para o laboratório.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo seco.

Sangue (soro) de cordão umbilical

Coletar 2 a 5 ml de sangue, sem anticoagulante, do RN no momento do nascimento.

Utilizar tubo plástico estéril, com tampa de rosca e anel de vedação. Rotular o tubo com o nome do paciente, data da coleta e tipo de amostra.

Conservar em freezer a -20 ou -70ºC (preferencialmente)  até o envio para o laboratório.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo seco.

Líquor

Coletar 1 ml do RN após a suspeita de microcefalia na segunda medida do PC.

Utilizar tubo plástico estéril, resistente a temperatura, com tampa de rosca e anel de vedação. Rotular o tubo com o nome do paciente, data da coleta e tipo de amostra. Conservar em freezer a -20 ou -70ºC (preferencialmente) até o envio para o laboratório.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo seco.

Urina

Coletar 10 ml até 8 dias após o início dos sintomas.

Utilizar tubo plástico estéril, resistente à temperatura, com tampa de rosca e anel de vedação. Rotular o tubo com o nome do paciente, data da coleta e tipo de amostra.

Conservar em freezer a -20 ou -70ºC (preferencialmente)  até o envio para o laboratório.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo seco

Placenta

Coletar 3x3 cm da placenta no momento do nascimento.

 

Obter 3 fragmentos de placenta (dimensões de 1cm3 cada), de tecido não fixado e transferir para frasco estéril, resistente a temperatura, com tampa de rosca. Identificar o material (placenta) e rotular o frasco com o nome do paciente e data da coleta. Conservar em freezer a -20 ou -70ºC (preferencialmente) até o envio para o laboratório.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo seco.

1 Incluir na remessa a(s) ficha(s) com dados clínicos e epidemiológicos do(s) paciente(s).

Instruções para coleta e encaminhamento de amostras para Diagnóstico Laboratorial (por RT-PCR e isolamento viral) de Natimorto suspeito de Microcefalia

Tipo de Material

Procedimento de coleta

Armazenamento e conservação

Acondicionamento e transporte1

Vísceras

Coletar 1cm3 de cérebro, fígado, coração, pulmão, rim e baço do natimorto

Utilizar tubo plástico estéril sem NENHUM tipo de conservante (seco), resistente à temperatura ultra baixa com tampa de rosca e boa vedação. Colocar o fragmento de cada víscera em tubos separados. Rotular os tubos com o nome do paciente, data de coleta e tipo de víscera.

Conservar em freezer a -20 ou -70ºC (preferencialmente)  até o envio para o laboratório.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo seco.

1 Incluir na remessa a(s) ficha(s) com dados clínicos e epidemiológicos do(s) paciente(s).

Instruções para coleta e encaminhamento de amostras para Diagnóstico Laboratorial (Histopatológico e Imuno-histoquímica) de Natimorto suspeito de Microcefalia

Tipo de Material

Procedimento de coleta

Armazenamento e conservação

Acondicionamento e transporte1

Vísceras

Coletar 1cm3 de cérebro, fígado, coração, pulmão, rim e baço do natimorto

Utilizar frasco estéril, com tampa de rosca, contendo formalina tamponada a 10%. Rotular o frasco com o nome do paciente, data da coleta e tipo de amostra.

Conservar em temperatura ambiente.

Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) SEM GELO.

Conservar em temperatura ambiente.

1 Incluir na remessa a(s) ficha(s) com dados clínicos e epidemiológicos do(s) paciente(s).

Sorologia e RT-PCR

Instruções para Teste Sorológico* e/ou Biologia Molecular (RT-PCR) de casos com suspeita de infecção pelo vírus Zika

 

RECÉM-NASCIDO COM
MICROCEFALIA

PROCEDIMENTO

1 Coleta

AMOSTRA

Sangue (soro), Cordão Umbilical, Líquor

VOLUME

3ml Sangue (soro), Cordão Umbilical e 1 ml Líquor

TEMPO

Momento do nascimento. No caso do LCR após a suspeita de microcefalia na segunda medida do PC.

* Amostras positivas no ELISA IgM serão submetidas ao PRNT

COLETA DE TECIDO DE OBITO FETAL/NATIMORTO

Coletar 1cm3 de cérebro, fígado, coração, pulmão, rim e baço para realização de RT-PCR e Imuno-histoquímico.

Algoritmo laboratorial para amostras suspeitas de Microcefalia 

Tabela para auxiliar na interpretação dos exames STORCH

A tabela abaixo representa uma consolidação dos protocolos específicos com as orientações para interpretação dos resultados de exames.

Durante a gestação

  • Toxoplasmose: PCR toxoplasma positivo (líquido amniótico)
  • Citomegalovírus: Isolamento/cultura viral positivo (líquido amniótico) OU PCR CMV positivo (líquido amniótico)

Após o parto

SÍFILIS

Situação 1

  1. Criança cuja mãe apresente, durante o pré-natal ou no momento do parto, testes para sífilis não treponêmico reagente com qualquer titulação ou teste treponêmico reagente, e que não tenha sido tratada ou tenha recebido tratamento inadequado;
  2. Criança cuja mãe não foi diagnosticada com sífilis durante a gestação e, na impossibilidade de a maternidade realizar o teste treponêmico, apresente teste não treponêmico reagente com qualquer titulação no momento do parto;
  3. Criança cuja mãe não foi diagnosticada com sífilis durante a gestação e, na impossibilidade de a maternidade realizar o teste não treponêmico, apresente teste treponêmico reagente no momento do parto;
  4. Criança cuja mãe apresente teste treponêmico reagente e teste não treponêmico não reagente no momento do parto, sem registro de tratamento prévio E/OU

Situação 2

Todo indivíduo com menos de 13 anos de idade com pelo menos uma das seguintes evidências sorológicas:

  • Titulações ascendentes (testes não treponêmicos);
  • Testes não treponêmicos reagentes após 6 meses de idade (exceto em situação de seguimento terapêutico);
  • Testes treponêmicos reagentes após 18 meses de idade;
  • Títulos em teste não treponêmico maiores do que os da mãe, em lactentes;
  • Teste não treponêmico reagente com pelo menos uma das alterações: clínica, liquórica ou radiológica de sífilis congênita. E/OU

Situação 3

Aborto ou natimorto cuja mãe apresente testes para sífilis não treponêmico reagente com qualquer titulação ou teste treponêmico reagente, realizados durante o pré-natal, no momento do parto ou curetagem, que não tenha sido tratada ou tenha recebido tratamento inadequado. E/OU

Situação 4

Toda situação de evidência de infecção pelo T. pallidum em placenta ou cordão umbilical e/ou amostra da lesão, biópsia ou necropsia de criança, aborto ou natimorto. Em caso de evidência sorológica apenas, deve ser afastada a possibilidade de sífilis adquirida.


TOXOPLASMOSE

Situação 1

RN c/ IgM reagente (soro, LCR), E/OU

Situação 2

RN c/ IgA reagente (soro, LCR), E/OU

Situação 3

RN c/ PCR positivo (sangue, LCR)

RUBÉOLA

Situação 1

RN c/ IgM reagente (soro), E/OU

Situação 2

RN c/ aumento ou manutenção de títulos de IgG  (soro, amostras pareadas), E/OU

Situação 3

RN c/ Isolamento/cultura viral positivo (urina, saliva, nasofaringe, sangue, LCR), E/OU

Situação 4

RN c/ PCR  positivo (urina, saliva, nasofaringe, sangue, LCR)

CITOMEGALOVÍRUS

Situação 1

RN c/ Isolamento/cultura viral positivo (urina, saliva, sangue), E/OU

Situação 2

RN c/ PCR  positivo (urina, saliva, sangue)

HERPES SIMPLEX

Situação 1

RN c/ Isolamento/cultura viral positivo (lesões cutâneas, urina, sangue, LCR), E/OU

Situação 2

RN c/ PCR positivo (LCR, sangue)

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