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Sarampo

Informações Técnicas

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Quinta, 20 de Março de 2014, 11h54 | Última atualização em Quarta, 25 de Abril de 2018, 10h10

Diagnóstico diferencial

Realizado mediante detecção de anticorpos IgM no sangue, na fase aguda da doença, desde os primeiros dias até 4 semanas após o aparecimento do exantema. Os anticorpos específicos da classe IgG podem, eventualmente, aparecer na fase aguda da doença e costumam ser detectados muitos anos após a infecção.

Para detecção de anticorpos, são utilizadas as seguintes técnicas:

  • Ensaio imunoenzimático (ELSIA), PARA DOSAGEM DE IgM e IgG – utilizado pela rede laboratorial de saúde pública no Brasil;
  • Inibição de hemoaglutinação (HI), para dosagem de anticorpos totais;
  • Imunofluorescência, para dosagem de IgM e IgG; e

Todos os testes têm sensibilidade e especificidade entre 85 e 98%.

É imprescindível assegurar a coleta de amostras de sangue de casos suspeitos, sempre que possível no primeiro atendimento.

Amostras coletadas entre o 1º e o 2º dia do aparecimento do exantema são consideradas amostras oportunas (S1). As coletadas após o 28º dia são consideradas tardias, mas mesmo assim, devem ser enviadas ao laboratório.

Os testes de IgM com resultado reagente ou inconclusivo, independentemente da suspeita, deve ser notificado imediatamente para a continuidade da investigação e coleta da segunda amostra de sangue (S2), que é obrigatória para a classificação final dos casos. Ela deverá ser realizada entre 20 e 25 dias após a data da primeira coleta.

Os casos suspeitos estão sujeitos a dúvidas diagnósticas, devido a:

  • Dificuldade em reconhecer o sarampo entre outras doenças exantemáticas com quadro clínico semelhante, com possibilidade de se apresentarem reações cruzadas relacionadas ao diagnóstico laboratorial;
  • Aparecimento de resultados laboratoriais falso – positivos; e 
  • Casos com história vacinal fora do período previsto para evento adverso.

Também é necessária a coleta de espécimes clínicos para a identificação viral, a fim de se conhecer o genótipo do vírus, diferenciar um caso autóctone de um caso importado e diferencial o vírus selvagem do vacinal. O vírus do sarampo pode ser identificado na urina, nas secreções nasofaringes, no sangue, no líquor ou em tecidos do corpo pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR).

As amostras dos espécimes clínicos devem ser coletadas até o 5º dia partir do início do exantema – preferencialmente, nos 3 primeiros dias. Em casos esporádicos, o período de coleta pode se estender, aproveitando a oportunidade de coleta das amostras para identificação viral.

A conduta para classificar um caso suspeito de sarampo, a partir da interpretação do resultado dos exames sorológicos, tem relação direta com o período quando a amostra foi coletada (oportuna ou tardia).

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial do Sarampo deve ser realizado para as doenças exantemáticas febris agudas. Dentre essas, destacam-se as seguintes: Rubéola, Exantema Súbito (Roséola Infantum), dengue, Enteroviroses, Eritema Infeccioso (Parvovírus B19) e Ricketioses.

  • Rubéola:doença de natureza viral, que em geral inicia seus pródromos em criança, o exantema é róseo, discreto e, excepcionalmente, confluente, com máxima intensidade no segundo dia, desaparecendo até o sexto dia, sem descamação. Há presença de linfoadenopatia, principalmente retroauricular e occipital.
  • Exantema súbito (Roséola Infantum):o exantema súbito é uma doença de natureza viral (herpes vírus tipo 6), ocorre principalmente em crianças menores de dois anos, apresenta três a quatro dias de febre alta e irritabilidade, podendo provocar convulsões. O exantema é semelhante ao da rubéola e pode durar apenas horas. Inicia-se, caracteristicamente, no tronco, após o desaparecimento da febre e não há descamação.
  • Eritema infeccioso (Parvovírus B19): caracterizado por exantema, febre, adenopatia, artralgia e dores musculares, ocorrendo principalmente em crianças de quatro a quatorze anos de idade, sendo moderadamente contagiosa. O exantema surge, em geral, sete dias após os primeiros sinais e sintomas, caracterizando-se por três estágios. Estágio1: face eritematosa, conhecida como “aparência de bochecha esbofeteada”. Estágio 2:  Um a quatro dias depois, caracterizado como exantema maculopapular, distribuído simetricamente no tronco e nas extremidades, podendo ser acompanhado de prurido. Estágio 3: Mudança de intensidade no rash, com duração de uma ou mais semanas, exacerbado por exposição ao sol ou por fatores emocionais.
  • Dengue:caracteriza-se por início súbito, com febre, cefaléia intensa, mialgia, artralgias, dor retro orbital, dor abdominal difusa e erupção máculopapular generalizada, que aparece frequentemente com o declínio da febre. É também uma doença de natureza viral.
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