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Método Canguru

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Quinta, 29 de Junho de 2017, 11h14 | Última atualização em Terça, 29 de Agosto de 2017, 08h55

Em todo o mundo, nascem anualmente 20 milhões de bebês prematuros e de baixo peso (menores de 2,5kg). Destes, um terço morre antes de completar um ano de vida. 

No Brasil, aproximadamente 10% dos bebês nascem antes do tempo. Mas o avanço da medicina tem possibilitado que a grande maioria consiga se desenvolver e crescer com saúde. São considerados prematuros (ou pré-termos), os bebês que vem ao mundo antes de completar 37 semanas de gestação.

Caso o bebê nasça prematuro e/ou com baixo peso (menor que 2.500gr), e precise ficar internado, o SUS disponibiliza uma atenção humanizada não só ao recém-nascido, mas a toda sua família, para que possam participar dos cuidados com a criança e passar por esse período de forma mais tranquila e confiante.

O Método Canguru – Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso – é uma estratégia que busca reverter esta realidade.

Método Canguru

A iniciativa, que integra a Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso, buscar melhorar a qualidade da atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e sua família, promovendo, a partir de uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele (posição canguru) precoce entre a mãe/pai e o bebê, de forma gradual e progressiva, favorecendo vínculo afetivo, estabilidade térmica, estímulo à amamentação e o desenvolvimento do bebê.

Benefícios do Método Canguru

  • Menor tempo de internação do bebê
  • Oxigenação adequada
  • Aumento da temperatura do corpo e estabilidade
  • Menos episódios de apneia – paradas respiratórias durante o sono
  • Diminuição do choro
  • Aumento do aleitamento materno
  • Aumento do vínculo pai-mãe-bebê-família
  • Diminuição do tempo de separação pai-mãe-bebê-família
  • Melhor relacionamento família/equipe            
  • Estimulação sensorial positiva
  • Diminuição de infecção hospitalar
  • Controle e alívio da dor
  • Acolhimento ao bebê e sua família
  • Respeito às individualidades
  • Promoção do contato pele a pele precoce

Acompanhante para o bebê durante todo o período de internação

Caso o bebê precise ficar internado após o parto, é direito do pai e da mãe ter livre acesso ao recém-nascido durante todo o período de internação, 24 horas por dia, mesmo no caso de recém-nascidos críticos que estejam internados em Unidades de Terapia Neonatal Intensiva (UTI neonatal). O acompanhante para o bebê internado em período integral é um direito previsto no Artigo 12 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, e na Portaria nº 930, de 10 de maio de 2012, que define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Método Canguru buscar melhorar a qualidade da atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e sua família, promovendo, a partir de uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele (posição canguru) precoce entre a mãe/pai e o bebê, de forma gradual e progressiva, favorecendo vínculo afetivo, estabilidade térmica, estímulo à amamentação e o desenvolvimento do bebê.

A atuação dos profissionais de saúde capacitados começa numa fase prévia ao nascimento do bebê, com a identificação das gestantes em risco de darem à luz a uma criança prematura e de baixo peso. Nessa situação, a mãe e a família recebem as orientações e cuidados específicos que devem ter com o bebê, além de apoio e estímulo para que estabeleçam contato físico e se aproximem da criança.

O Método Canguru é, portanto, uma tecnologia de saúde que vem mudando o paradigma da assistência neonatal no Brasil, pois amplia os cuidados prestados ao bebê para além de suas necessidades biológicas na perspectiva da clínica ampliada. Essa abrangência deriva da compreensão de que o sucesso do tratamento de um recém-nascido internado em UTI Neonatal não é determinado apenas pela sua sobrevivência e alta hospitalar, mas que para cada bebê deve ser construído um projeto de cuidado singular envolvendo pais, irmãos, avós e redes de apoio familiar e social. 

Conheça os vídeos do Método Canguru

Método Canguru na Atenção Básica: Cuidado Compartilhado (2015).

Clipe Musical Método Canguru (2015).

A Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde (CGSCAM/MS) coordena todo o processo de implantação, implementação e avaliação do Método Canguru no âmbito nacional. Acompanha e avalia o processo a nível estadual, elabora e disponibiliza material de capacitação e capacita profissionais (tutores) que servirão de multiplicadores do método. A CGSCAM/MS capacita ainda avaliadores estaduais, monitora e avalia os centros de referência, além de fornecer apoio técnico aos estados e certificar maternidades que implantarem as três etapas do Método Canguru. Neste processo, o estado é responsável por repassar a capacitação/sensibilização para as demais maternidades estaduais e municipais.

A maternidade que deseja implantar a Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINca) deverá estar de acordo com a norma de atenção humanizada ao recém nascido de baixo peso – Método Canguru, Portaria nº 1.683, de 12 de julho de 2007.

Para capacitação da equipe o hospital deverá entrar contato com a Secretaria Estadual de Saúde ou com o hospital de referência estadual para solicitar o curso de sensibilização da equipe no Método Canguru.

Para solicitar habilitação do leito UCINca o hospital deverá entrar em contato com a SES (mesmo não sendo contemplando no plano de ação da rede cegonha). Por meio da Portaria Nº 1.300, de 23 de novembro de 2012, a UCINca é incluída na Tabela de Habilitações do Sistema de Cadastro de Estabelecimentos de Saúde – SCNES passando a possuir código para habilitação e incentivo financeiro, no valor de R$ 150 (cento e cinquenta reais) a diária.

1) Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – Unidade Materno Infantil
Rua Silva Jardim, nº 215, Centro
São Luis/MA
CEP: 65.020-560
Telefone: (98) 2109-1000
E-mail: huufma@huufma.br
Site: http://www.huufma.br/site/estaticas/mostra_estat.php?id=48

2) Hospital Geral de Itapecerica da Serra (HGIS/SP)
Avenida Guacy Fernandes Domingues, nº 200, Embu-Mirim
Itapecerica da Serra/SP
Telefone: (11) 4668-8988 / Fax: (11) 4666-6805
CEP 06.854-000
Site: http://www.hgis.org.br

3) Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS/RJ)
Rua Afonso Cavalcante ,455 8º andar Sala 801, Cidade Nova
Rio de Janeiro/RJ
Telefones: (21) 2503-2212/2503-2207/2214/2273
CEP: 20.211-901

4) Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HUUFSC)
Rua: Profª Maria Flora Pausewang, s/nº, Trindade
Florianópolis/SC
Telefone/FAX: (48) 3721-9100/ 3721-8354
CEP 88040-900
Site: http://www.hu.ufsc.br

5) Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP)
Rua dos Coelhos, 300, Boa Vista
Recife-PE
Telefone: (81) 2122.4100
Fax: (81) 2122.4703
CEP 50.070-550
E-mail: imip@imip.org.br

Maternidades Estaduais de Referência

São 27 as maternidades indicadas (uma para cada Unidade Federativa Nacional), mas nem todas já foram certificadas pelo MS, segundo a relação abaixo:

Acre

Maternidade Bárbara Heliodora

Alagoas

Maternidade Escola Santa Mônica

Amapá

Hospital da Mulher Mãe Luiza

Amazonas

Maternidade Ana Braga

Bahia

Hospital Geral Roberto Santos

Ceará

Maternidade Escola Assis Chateubriand (MEAC)

Distrito Federal

Hospital Regional de Taguatinga

Espírito Santo

Hospital Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves

Goiás

Hospital Materno Infantil

Maranhão

Maternidade Marly Sarney

Mato Grosso do Sul

Hospital Regional Mato Grosso do Sul

Mato Grosso

Hospital Santa Helena

Minas Gerais

Maternidade Odete Valadares

Pará

Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará

Paraíba

Maternidade Cândida Vargas

Paraná

Hospital de Clínicas de Curitiba

Pernambuco

Hospital Agamenon

Piauí

Maternidade D. Evangelina Rosa

Rio Grande do Norte

Hospital Dr. José Pedro Bezerra

Rio Grande do Sul

Hospital Universitário ULBRA

Rondônia

Hospital de Base Ary Pinheiro

Rio de Janeiro

Maternidade Leila Diniz

Roraima

Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth

Santa Catarina

Maternidade Darcy Vargas

São Paulo/Santos

Hospital Guilherme Álvaro

Sergipe

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes

Tocantins

Hospital Dona Regina Siqueira Campos

Como proposta para melhorar os cuidados prestados ao RN pré-termo e de baixo peso, surgiu o Método Canguru (MC), inicialmente idealizado na Colômbia no ano de 1979, no Instituto Materno-Infantil de Bogotá, pelos médicos. Reys Sanabria e Hector Martinez. A partir de 1984, o MC passou a ser amplamente divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) devido aos bons resultados alcançados e relatados na literatura científica mundial por vários autores.

O objetivo era baratear os custos da assistência perinatal e promover, por meio do contato pele a pele precoce entre a mãe e o bebê, maior vínculo afetivo, maior estabilidade térmica e melhor desenvolvimento.

No Brasil, o Método Canguru  foi utilizado pela primeira vez em 1981 pelo hospital Guilherme Álvaro em Santos, mas a implementação no país ocorreu de fato em 1997.

  1. Em 05 de julho de 2000, foi publicada a Portaria GM nº 693, que instituiu o Método Canguru como Política Nacional de Saúde. Esta portaria foi revogada a partir da publicação da Portaria GM nº 1.683, de 12/07/2007, que, hoje, regulamenta o Método Canguru no país.
  2. Em 10 de maio de 2012, foi publicada a Portaria GM nº 930, que define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
  3. A partir da Portaria GM nº 1.300, de 23 de novembro de 2012, a UCINca foi incluída na Tabela de Habilitações do Sistema de Cadastro de Estabelecimentos de Saúde – SCNES passando a possuir código para habilitação e incentivo financeiro, no valor de R$ 150 reais à diária.
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