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Preparativos para a viagem

Escrito por Tatiana Teles | Publicado: Terça, 18 de Fevereiro de 2014, 17h01 | Última atualização em Sexta, 20 de Abril de 2018, 15h29

 

Cuidados gerais

  • Para ter uma estadia segura e saudável no Brasil, informe-se com antecedência sobre os destinos dentro do país, pois você poderá encontrar diferenças de clima e nos hábitos alimentares e culturais;
  • Ao decidir seu roteiro, planeje as atividades de interesse e tome medidas preventivas de saúde;
  • Conheça o local para onde vai viajar. Saiba se há risco de doenças e necessidade de vacinas ou outras medidas preventivas;
  • Evite viajar doente;
  • Procure seu médico, preferencialmente, entre 4 e 8 semanas antes da viagem para informar seu roteiro. Peça orientações sobre cuidados para proteção contra doenças e lesões;
  • Você pode ter dificuldade ou não encontrar os medicamentos que utiliza habitualmente durante a viagem. Peça orientação ao seu médico sobre quais medicamentos e em que quantidade deve levar durante a viagem, incluindo a bagagem de mão;
  • Acondicione os medicamentos de acordo com as normas do fabricante e acompanhado da caixa e bula originais;
  • Alimente-se antes de viajar. Coma o que está acostumado, evitando gorduras, pois podem causar mal-estar durante a viagem;
  • Carregue com você os seus documentos de identificação, de preferência em inglês e português, com informações de contatos pessoais, tipo sanguíneo, se tem alergias, diabetes ou outras doenças que possam requerer particular atenção;
  • Siga as regras exigidas pelas companhias aéreas para o transporte de objetos e líquidos;
  • Se você sentir alteração em seu estado de saúde na viagem, avise aos tripulantes;
  • Toda gestante deve consultar seu médico antes da viagem, pois estará sujeita a vários riscos e a viagem pode afetar sua segurança e conforto;
  • Antes de viajar consulte a empresa de transporte sobre as regras específicas para gestantes.

Vacinas

  • Orientações para a Saúde do Viajante

    Viagens para áreas com recomendação de vacinação contra febre amarela no Brasil:
    A vacina febre amarela é indicada para residentes e/ou viajantes que se destinam às Áreas com Recomendação de Vacinação (ACRV), com pelo menos 10 dias de antecedência da data da viagem, tempo necessário para que a vacina confira proteção contra a infecção. Confira aqui a Lista dos municípios com recomendação para vacinação contra febre amarela no Brasil.

    Estrangeiros que irão visitar o Brasil:
    No Brasil não há obrigatoriedade de comprovação vacinal para entrada no país, no entanto, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda que os turistas internacionais atualizem a sua situação vacinal previamente à chegada ao Brasil, conforme as orientações do calendário de vacinação do país de origem ou residência.

    Pessoas que irão se deslocar para outro País:

    Para viagens internacionais, o Ministério da Saúde do Brasil orienta:

    • Primeiramente, que o viajante esteja com a sua situação vacinal atualizada, conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação disponível no endereço eletrônico http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/calendario-nacional-de-vacinacao.
    • Em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional (RSI) 2005, alguns países podem exigir a comprovação da vacina febre amarela para a entrada de estrangeiros em seu território, por meio da apresentação do CIVP*. A lista de países que apresentam risco de transmissão para febre amarela e de países que exigem o comprovante de vacinação para entrada em seu território deve ser consultado no endereço eletrônico da Anvisa (www.anvisa.gov.br/viajante) ou da Organização Mundial de Saúde (OMS) (http://www.who.int/ith/2017-ith-annex1.pdf?ua=1).

    É importante destacar que o viajante deve receber a dose padrão da vacina febre amarela pelo menos 10 dias antes da viagem para que a dose seja considerada válida no momento do seu embarque.
    * O CIVP é um documento de reconhecimento internacional que comprova o atendimento à exigência de vacinação ou profilaxia realizada para imigração de viajantes internacionais nos Estados Parte. As orientações para a obtenção desse certificado estão disponíveis no endereço eletrônico www.anvisa.gov.br/viajante.

    • No contexto das ações de vacinação no Brasil e diante do cenário global da situação da Poliomielite, alguns países se mantêm endêmicos, de risco ou com foco da doença, mantendo o risco de importação da Poliomielite pelos demais países. O Brasil, desde 1990 não registra casos da doença e em 1994 recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a Certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território. Assim, o Ministério da Saúde do Brasil orienta que as pessoas que se deslocarão para os países endêmicos, de risco ou com focos de poliomielite listados nos endereços eletrônicos abaixo procurem a sala de imunização mais próxima da sua residência, pelo menos 4 semanas antes da data da viagem, para atualização da vacinação contra pólio, a depender do seu histórico vacinal.

    Lista dos países endêmicos, de risco ou com focos de poliomielite:

    O Brasil recomenda ainda, a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP*) para a última dose da vacina contra a poliomielite, a todo viajante residente no país.

    Febre Amarela

    De tempos em tempos a Febre Amarela reemerge no Brasil, para além da área endêmica (Região Amazônica), causando surtos principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, e eventualmente, nas regiões Nordeste e Sul. Desde 2014 o Brasil vem registrando a reemergência do vírus da febre amarela. Surtos expressivos foram observados nos anos de 2017 e 2018, resultando na ampliação da área com recomendação de vacina.

    Na página do Ministério da Saúde encontram-se a lista das Áreas com Recomendação da Vacina (ACRV).

    Prevenção contra malária

      • Antes de viajar, veja se o local de destino é uma área de transmissão de Malária. Consulte aqui as áreas de transmissão da doença no Brasil;
      • No Brasil, mais de 99% da transmissão ocorre na região Amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Fora da Região Amazônica, há focos de transmissão de malária em áreas de Mata Atlântica, principalmente nos estados da Região Sudeste.
      • Em áreas de transmissão, é fundamental que o viajante tenha conhecimento sobre o horário de maior atividade de mosquitos vetores de malária que geralmente ocorre do pôr-do-sol ao amanhecer;
      • Utilize mosquiteiros;
      • Use roupas claras e com manga longa, durante atividades de exposição elevada, como passeios de barcos e turismo ecológico em áreas de Mata Atlântica, por exemplo;
      • Aplique repelente nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante. Em crianças com idade inferior a dois anos, não é recomendado o uso de repelente sem orientação médica;
      • Fique atento ao surgimento de sintomas da doença, como febre, dor no corpo e dor de cabeça, caso esteve em área com transmissão de malária. Os sintomas aparecem depois de mais ou menos 7 dias da picada de um mosquito infectado mas pode demorar mais tempo. Informe sempre ao profissional de saúde que esteve em área de transmissão de malária.
      • Em caso de manifestação de algum sintoma da malária, procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima para realizar o diagnóstico. O ideal é que este atendimento seja feito o mais rápido possível, para que, em caso de exame positivo de malária, o tratamento ocorra em até 48 horas após o início dos sintomas; Malária tem cura, mas o atraso no diagnóstico pode agravar a doença e ser fatal.
      • Caso você esteja com malária, faça o tratamento completo e as lâminas de verificação de cura.
      • O Brasil conta com uma rede pública de saúde estruturada para diagnosticar e tratar os pacientes, de forma oportuna e adequada. O tratamento e o diagnóstico são gratuitos no SUS;

      Importante: Não existe vacina para a malária. É essencial prevenir o contato com o vetor. O SUS oferece tratamento e o diagnóstico gratuitos em todo território brasileiro.

Estrangeiros que irão visitar o Brasil

  • Não  há obrigatoriedade de comprovação vacinal ou profilaxia para entrada no Brasil,  no entanto, o Ministério da Saúde recomenda que os turistas internacionais  atualizem a sua situação vacinal previamente à chegada ao país, conforme as  orientações do calendário do país de origem ou residência, e em especial, as  vacinas febre amarela, poliomielite, sarampo e rubéola.

Portanto, viajantes, delegações e atletas procedentes ou em transito de Angola e da República Democrática do Congo devem ter o CIVP com data de vacinação com pelo menos 10 dias anteriores à viagem.

Pessoas que irão se deslocar para outro País:

  • Para viagens internacionais, a recomendação é de acordo com os países a serem visitados. Alguns países exigem dos viajantes o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para o ingresso em seu território. Para a emissão do CIVP, o viajante deverá procurar os Centros de Orientação ao Viajante, levando o seu Cartão de Vacinação e um documento de identificação oficial com foto. Para maiores informações, o viajante deverá consultar o site www.anvisa.gov.br/viajante, para avaliação da necessidade de vacinação atualizada nos últimos dez anos, pelo menos 10 dias antes da viagem.

Vai viajar para o exterior? Saiba o que fazer para dar continuidade ao seu tratamento antirretroviral

  • Saiba mais sobre os requisitos para dispensação de antirretrovirais a quem for permanecer no exterior por um período acima de 90 dias

    Publicada na última terça-feira (20/03), a Nota Informativa Nº 55/2018, do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) apresenta os requisitos mínimos para a dispensação de medicamentos antirretrovirais à pessoa vivendo com HIV (PVHIV) que se ausentar do Brasil por período entre 90 e 180 dias.

    A dispensação antecipada para o período de ausência é realizada em caso de viagem internacional de intercâmbio, estudo ou a trabalho. A retirada pode ocorrer na Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM) até 30 dias antes da viagem.

    Os documentos obrigatórios exigidos são comprovação da viagem (passagem ida e volta e contrato de trabalho ou comprovante de matrícula ou intercâmbio); relatório médico (esquema terapêutico, condições clínicas, imunológicas e virológicas, justificativa para dispensação superior a 90 dias e o motivo da dispensação para o período solicitado); e receita médica (formulário de solicitação de medicamentos preenchido e assinado).

    Fique atento!

Conheça os centros de apoio à saúde do viajante:

Núcleo do Viajante Emílio Ribas – SP
Av. Doutor Arnaldo, 165 - 01246-900 - São Paulo -  São Paulo/SP
CEP: 01246-900
(11)3896-1366

Ambulatório do Viajante no Hospital das Clínicas – SP
Endereço: Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 Cerqueira César 05403-000 São Paulo – Brasil
CEP: 05403-000
(11) 2661-6392 / (11)2661-0000

Ambulatório de Medicina do Viajante/UNIFESP – SP
Rua Borges Lagoa, 770 - Vila Clementino - São Paulo/SP
CEP: 04038-001
(11)5084-5005

Medicina dos Viajantes Hospital das Clínicas/USP - Ribeirão Preto
Av. Bandeirantes, 3900 - Monte Alegre / Campus - Ribeirão Preto/SP
CEP: 14048-900
(16)3602-2695

Centro de Informações em Saúde para Viajantes/CIVES/UFRJ – RJ
Ilha do Fundão - Av. Athos da Silveira Ramos, Sala 2 - Cidade Universitária, Rio de Janeiro - RJ CEP: 21941-611
(21)3215-2792 / (21)3215-2785

Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas
Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro
CEP: 21040-360
(21)3865-9595

Fiocruz
Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ
CEP: 21040-900
(21) 2598-4242

 

 

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