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Trabalho, Educação e Qualificação

Formação Técnica

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Terça, 27 de Junho de 2017, 09h36 | Última atualização em Terça, 22 de Agosto de 2017, 17h16

A Constituição Federal de 1988 estabelece a construção de uma Política de Recursos Humanos na Saúde e define que a ordenação da formação de trabalhadores para o SUS é atribuição do Ministério da Saúde, abrindo possibilidade de formar trabalhadores com perfil pertinente às necessidades técnicas e sociais emergentes das necessidades locais e regionais, tendo em vista a garantia da implementação do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde reconhece e valoriza a formação dos trabalhadores como um componente para o processo de qualificação da força de trabalho, no sentido de contribuir para a efetividade da Política Nacional de Saúde.

Avanços com formação dos trabalhadores do SUS

  • Autonomia intelectual dos trabalhadores;
  • Domínio do conhecimento técnico-científico;
  • Capacidade de gerenciar tempo e espaço de trabalho;
  • Exercitar a criatividade;
  • Interagir com os usuários dos serviços;
  • Ter consciência da qualidade e das implicações éticas de seu trabalho.

O setor saúde vai além do treinamento para atualização, com capacitações acompanhadas de titulação para fins de legitimação profissional, o que fortaleceu a formação técnica de nível médio. Esse eixo de formação profissional é uma importante estratégia para que os cidadãos tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade, o que requer, além do domínio operacional de um determinado fazer, a compreensão global do processo produtivo, com a apreensão do saber tecnológico, a valorização da cultura do trabalho e a mobilização dos valores necessários à tomada de decisões.

O avanço na descentralização do SUS indicou uma série de novas atribuições e responsabilidades aos gestores e a necessidade de formação de trabalhadores de nível técnico, a partir de uma abordagem ampliada e intervenção organizada, que promova articulação das esferas federal, estadual e municipal.

A formação de nível técnico em saúde requer algumas peculiaridades e pode-se considerar como estratégias para a formação destes profissionais o desenvolvimento do currículo integrado, a descentralização dos cursos, a articulação escola-serviço-comunidade, os espaços e contextos de trabalho como lócus privilegiados da formação, o ensino em serviço, a avaliação formativa e a construção de livros-texto para estes profissionais.

Para o DEGES, a educação profissional é compreendida como um fenômeno dinâmico e permanente, com papel importante no processo de humanização do homem e de transformação social, criando a perspectiva de que o trabalho no SUS tem caráter formativo e possibilita reflexões críticas sobre as práticas de atenção, gestão e educação.

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