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Vigilância em Saúde

Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel)

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Quarta, 06 de Setembro de 2017, 11h10 | Última atualização em Segunda, 16 de Julho de 2018, 17h09

O que é e para que é utilizado

O Vigitel compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde, juntamente com outros inquéritos, como os domiciliares e os voltados para a população escolar¹. Entre as DCNT monitoradas por esse sistema incluem-se diabetes, câncer, doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares, como hipertensão arterial, que têm grande impacto na morbi-mortalidade e na qualidade de vida da população. Esses quatro grupos de doenças possuem quatro fatores de risco modificáveis em comum, também monitorados pelas pesquisas: tabagismo, alimentação não saudável, inatividade física e uso nocivo de bebidas alcoólicas².

Além do acompanhamento contínuo desses quatro principais fatores de risco, diagnóstico médico de diabetes e de hipertensão arterial e exames de detecção precoce de cânceres femininos, o Vigitel também é utilizado para investigar outros temas de forma mais pontual ou temporária, conforme a necessidade. Como exemplo, cita-se a inclusão de perguntas sobre: i) a proteção contra raios ultra-violetas (2007 a 2010); II) ocorrência de multa por velocidade em rodovia e de blitz na cidade (a partir de 2012); e III) recebimento de medicamentos para hipertensão pela farmácia popular (a partir de 2011).

Conhecer a situação de saúde da população é o primeiro passo para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade destas doenças, melhorando assim a situação de saúde no país. Como exemplo, temos que os resultados do sistema de Vigilância de Fatores de Risco de DCNT embasaram a elaboração do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011–2022, e subsidiam o monitoramento periódico das metas propostas no mesmo². O Vigitel, dentro do sistema de vigilância, apoia também o monitoramento das metas do Plano Regional de DCNT (Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS)³ e do Plano Global para o Enfrentamento das DCNT (Organização Mundial da Saúde)³.

Quando começou, periodicidade e temas abordados

O Vigitel foi implantado em 2006 em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, e tem como objetivo monitorar a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis por inquérito telefônico, além de descrever a evolução anual desses indicadores em nosso meio. As entrevistas telefônicas são realizadas anualmente em amostras da população adulta (18 anos ou mais) residente em domicílios com linha de telefone fixo¹.

Os indicadores avaliados estão dispostos nos seguintes assuntos: tabagismo, excesso de peso e obesidade, consumo alimentar, atividade física, consumo de bebidas alcoólicas, condução de veículo motorizado após consumo de qualquer quantidade de bebidas alcoólicas, autoavaliação do estado de saúde, prevenção de câncer e morbidade referida.

Amostragem

O processo de amostragem é iniciado com o sorteio de números telefônicos fixos a partir dos cadastros de telefones existentes nas capitais do país com base no cadastro eletrônico de empresas telefônicas. Primeiramente são sorteadas 5 mil linhas telefônicas por cidade, de forma sistemática e estratificada por CEP. A seguir, as linhas passam por um segundo sorteio e são divididas em réplicas de 200 linhas, sendo que cada réplica reproduz a mesma proporção de linhas por CEP do cadastro original¹.

A próxima etapa é identificar, entre as linhas sorteadas, aquelas que são elegíveis. São consideradas não elegíveis as linhas: que correspondem a empresas; não existem ou se encontram fora de serviço; ou não atendem a seis tentativas de chamadas feitas em dias e horários variados, podendo corresponder a domicílios fechados. As linhas consideradas elegíveis passam por uma segunda etapa da amostragem do inquérito, com sorteio de um dos adultos moradores no domicílio para responder ao questionário.  O sistema estabelece um tamanho amostral mínimo de aproximadamente 2000 adultos entrevistados por cidade, para estimar as frequências dos indicadores com um coeficiente de confiança de 95% e erro máximo de cerca de três pontos percentuais ¹.

Com a meta de entrevistas completas atingida, os resultados permitem inferências populacionais apenas para a população adulta que reside em domicílios cobertos pela rede de telefonia fixa. A fim de gerar estimativas para a população de cada cidade, como um todo, são atribuídos pesos finais a cada indivíduo de forma a igualar a composição sociodemográfica estimada para a população de adultos com telefone da amostra do Vigitel à composição sociodemográfica que se estima para a população adulta total da mesma cidade no mesmo ano do levantamento. Esse peso pós-estratificação foi calculado pelo método “rake”¹.

Para saber mais sobre o Método “rake” veja a Nota – ponderação Rake

Acesso aos resultados

Os dados do Vigitel são disponibilizados por todas as capitais e DF, segundo sexo, escolaridade e faixa etária em dois links diferentes que permitem selecionar essas diferentes variáveis: no Tabnet as análises podem ser feitas no próprio site com dados de 2006 a 2010 e no Bases Vigitel as bases com dados de todas as capitais de 2006 a 2016 podem ser baixadas. 

Além desses dois instrumentos, abaixo você pode ter acesso aos relatórios completos publicados em cada ano. 

Relatórios completos e questionários:

Perguntas e Respostas

Perguntas e respostas mais frequentes sobre a pesquisa

Saiba que o Vigitel foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/ Ministério da Saúde

A CONEP é uma das Comissões do Conselho Nacional de Saúde/MS e tem como objetivo principal analisar os projetos de pesquisa envolvendo seres humanos visando proteção e bem-estar dos voluntários que participam da pesquisa para contribuir no desenvolvimento da pesquisa brasileira dentro de padrões éticos.

As normativas do Conselho Nacional de Saúde norteiam o julgamento ético dos projetos de pesquisa e esses aspectos estão pautados no respeito aos voluntários que participam da pesquisa em sua dignidade e autonomia assegurando sua vontade de contribuir e permanecer, ou não, na pesquisa. Outro fator analisado pela CONEP, e de suma importância, é se os projetos de pesquisa são relevantes para o interesse público, e se contribuem para a saúde pública, justiça e para a redução das desigualdades sociais e das dependências tecnológicas, garantindo os interesses da sociedade e de todos os envolvidos. E exercendo, dessa forma, o controle social da ética em pesquisa, como previsto nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A CONEP analisou o projeto VIGITEL proposto pelo Ministério da Saúde e considerou aprovado por estar dentro dos padrões éticos das normativas do Conselho Nacional de Saúde.  
  
Mais informações sobre a CONEP
Telefones: (61) 3315-5878 /5877

As entrevistas da edição de 2017 do Vigitel foram finalizadas no mês de dezembro do mesmo ano, e o lançamento do relatório completo está previsto para o primeiro semestre de 2018!

As ligações para a edição do Vigitel 2018 foram iniciadas no dia 24 de janeiro, após treinamento da equipe de entrevistadores da empresa responsável. A empresa contratada tem sede em Belo Horizonte/MG e as ligações são feitas em diferentes dias e horários da semana, incluindo sábados e domingos e o período noturno (até 22h), durante todos os meses do ano.

Atenção! O Vigitel não pergunta qualquer informação de CPF, RG ou dados bancários. As únicas informações pessoais obtidas por meio da pesquisa dizem respeito à idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor. E são utilizadas nos procedimentos metodológicos da pesquisa para que seus resultados reflitam a distribuição sociodemográfica da população total.


Referências:

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Vigitel Brasil, 2016: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.
  2. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.
  3. Organização Pan-Americana de Saúde. Plano estratégico da Organização Pan-Americana de Saúde, 2014-2019. Washington, DC: OPAS, 2014.
  4. World Health Organization. Global action plan for the prevention and control of NCDs 2013-2020. Geneva, 2013.
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