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Vigilância em Saúde

Ações do Vigiar

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Terça, 30 de Maio de 2017, 10h22 | Última atualização em Quinta, 31 de Agosto de 2017, 12h11

As ações da Vigilância em Saúde de Populações Expostas à Poluição Atmosférica buscam identificar e realizar ações de prevenção, recuperação e promoção da saúde humana.

Figura 1: Fluxo de atuação da Vigilância em Saúde de Populações e Expostas à Poluição Atmosférica, 2013. As etapas de identificação e priorização de áreas contaminadas por poluentes atmosféricos de interesse para a saúde são realizadas por meio de ferramentas como o Instrumento de Identificação de Municípios de Risco (IIMR) e pela estratégia de Unidade Sentinela. Nas etapas de avaliação/análise/diagnóstico poderão ser utilizados desde um estudo epidemiológico clássico, estudos toxicológicos, até avaliações de risco a saúde humana. Com base nas informações levantadas e consolidadas, devem ser elaborados os protocolos de vigilância e atenção à saúde de populações expostas a poluentes atmosféricos. A avaliação de risco à saúde humana, no contexto do Vigiar, é realizada de acordo com o seu objeto de atenção e enfoque desejado, dependendo de metodologia adequada, equipe técnica presente e capaz de executar a ação, com ou sem interface com a academia. Uma vez que uma localidade é definida como área de atenção ambiental atmosférica de interesse para a saúde, é necessário selecionar dentre os indicadores de exposição e efeito de interesse do Vigiar, mostrados no Quadros 1 e 2,  monitorados e analisados frequentemente.

Indicadores de Exposição

Concentração ambiental de partículas inaláveis (PM10)

Concentração ambiental de partículas inaláveis finas (PM2,5)

Concentração ambiental de ozônio (O3)

Concentração ambiental de monóxido de carbono (CO)

Concentração ambiental de dióxido de nitrogênio (NO2)

Concentração ambiental de dióxido de enxofre (SO2)

Taxa de motorização

Densidade de veículos

Número absoluto de focos de calor

Número absoluto de focos de calor por km²

Quadro 1. Indicadores de Exposição adotados pelo Vigiar, Ministério da Saúde, 2015.

Indicadores de Efeito

Morbidade

Taxa de internação por doenças do aparelho respiratório em crianças (< 5 anos)

Taxa de internação por doenças do aparelho respiratório em idosos (> 65 anos)

Taxa de internação por doenças do aparelho circulatório em adultos e idosos (> 40 anos)

Mortalidade

Taxa de mortalidade por doenças do aparelho respiratório em crianças (< 5 anos)

Taxa de mortalidade por doenças do aparelho respiratório em idosos (> 65 anos)

Taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório em adultos e idosos  (> 40 anos)

Quadro 2. Indicadores de Efeito adotados pelo Vigiar, Ministério da Saúde, 2015.

Instrumento de Identificação de Municípios de Risco (IIMR) tem como objetivo nortear na construção de parâmetros para a hierarquização de municípios com maior probabilidade de impacto da poluição atmosférica na saúde humana. Visa também contribuir para o desenvolvimento de ações de vigilância e atenção integral à saúde da população exposta por meio da produção de informações após analise dos dados inseridos. O IIMR é composto por informações Ambientais (indústrias de extração e transformação, números de focos de calor, e frota veicular) e de Saúde (morbimortalidade de doenças do aparelho respiratório). Para facilitar seu preenchimento é indicada a leitura do Manual de Instruções IIMR. A identificação dos municípios de risco é imprescindível para planejar ações de vigilância e constitui um passo inicial no sentido de orientar gestores e trabalhadores do SUS no desenvolvimento de estratégias setoriais e intersetoriais para a prevenção e controle das doenças e agravos à saúde relacionados a exposição humana à poluentes atmosféricos. A Unidade Sentinela dentro do escopo de atuação do Vigiar é voluntária e sugerida às Secretarias de Saúde como forma de monitorar eventos que sejam de interesse para a saúde pública, é considerada uma estratégia que exerce vigilância de casos de doenças respiratórias em populações susceptíveis como as crianças menores de 5 anos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias) e idosos (maiores de 60 anos), que apresentem um ou mais sintomas respiratórios descritos como: dispneia/ falta de ar/ cansaço; sibilos/ chiado no peito e tosse que podem estar associados a outros sintomas, e nos agravos de asma, bronquite e infecção respiratória aguda.  As Unidades Sentinela fornecem dados para conhecer e caracterizar o perfil dos agravos possivelmente relacionados à poluição atmosférica e da sazonalidade em que elas ocorrem, favorecendo uma abordagem contínua de monitoramento da população exposta, além de subsidiar o planejamento e execução das ações de vigilância em saúde e atenção integral à saúde da população exposta. As Fichas de Coleta de Dados estão disponíveis por meio do formulário eletrônico do DATASUS/ Formsus. Para facilitar o adequado preenchimento, é importante a leitura do Manual de Instruções US. O fortalecimento da vigilância em saúde de populações expostas a poluição atmosférica vem ocorrendo por meio da intersetorialidade entre os órgãos que possuam interface com a saúde. Seguem alguns exemplos de atividades visando esse fortalecimento:

  • Elaboração de Mapa de Risco para os estados com a definição dos municípios prioritários para atuação do VIGIAR
  • Seleção de Indicadores (exposição e efeito) para o Painel do Vigiar, com o intuito prevenir e monitorar as consequências das mudanças ambientais para a saúde humana, estruturando ambientes que a promovam
  • Publicação de Boletim Nacional sobre a Saúde Humana e Poluição Atmosférica;
  • Disponibilização do Relatório Nacional após análise dos dados inseridos no IIMR;
  • Publicação do Plano de Contingência frente aos problemas das queimadas para a saúde humana;
  • Disponibilização da Cartilha para orientar a população em áreas de risco em queimadas;
  • Divulgar o Painel de informações estratégicas sobre Poluição atmosférica e saúde humana;
  • Definição dos cenários de redução de concentração de poluentes atmosféricos em regiões prioritárias para o Vigiar  e as consequentes mortes e custos evitados;
  • Revisão constante da estratégia de  Unidades Sentinela  do Vigiar e adequação do Formulário de coleta de dados com o objetivo de atender especificidades regionais e locais;
  • Capacitação de recursos humanos por meio do Curso de Especialização em Poluição Atmosférica e Saúde Humana, coordenado e realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP por meio de parceria com a CGVAM;
  • Colaboração ao Ministério do Meio Ambiente na revisão da Resolução CONAMA nº 03/1990, visando mudanças nos padrões de qualidade do ar;
  • Assessorias prestadas às equipes das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde com o objetivo de acompanhar, monitorar, apoiar e orientar a execução das ações relativas a essa vigilância;
  • Realização de eventos nacionais visando compartilhar as experiências da Vigilância em Saúde de Populações Expostas à Poluição Atmosférica nas Unidades da Federação;
  • Parceria com pesquisadores e médicos epidemiologistas e sanitaristas com o intuito de discutir e esclarecer dúvidas, e incorporar os resultados às políticas e ações do Vigiar;
  • Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas de interesse para o Vigiar;
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