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Vigilância em Saúde

Desastres de origem natural

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Segunda, 28 de Agosto de 2017, 13h44 | Última atualização em Terça, 29 de Agosto de 2017, 12h17

Os desastres de origem natural são causados por processos ou fenômenos naturais que podem implicar em perdas humanas ou outros impactos à saúde, danos ao meio ambiente, à propriedade, interrupção dos serviços e distúrbios sociais e econômicos. A Vigilância em Saúde Ambiental Associada aos Desastres de Origem Natural (Vigidesastres) atua no desenvolvimento de ações adotadas continuamente pela saúde pública visando à redução do risco de exposição da população, da infraestrutura e dos profissionais de saúde aos impactos ocasionados por desastres de origem natural, classificados como:

  • Geológicos (ex.: deslizamentos, erosão e terremotos);
  • Hidrológicos (ex.: inundação, enxurradas e alagamentos);
  • Meteorológicos (ex.: ciclones, tornados, ondas de calor);
  • Climatológicos (ex.: seca, estiagem e incêndio florestal); e
  • Biológicos (ex.: epidemias, infestações e pragas).

Cada desastre é único e tem características e efeitos diferentes sobre a saúde, uma vez que existe uma relação direta entre o tipo de evento que resulta num desastre e seus efeitos sobre a saúde.

Os danos à saúde não ocorrem necessariamente ao mesmo tempo do desastre em si, pois dependem também das condições sanitárias do local. Isso significa que muitos danos podem ser evitados mediante ações preventivas.

Fatores de risco

Os principais fatores de riscos para a ocorrência dos desastres são as ameaças e as vulnerabilidades.

Ameaça pode ser um evento físico ou fenômeno de origem natural, tecnológica ou resultante das atividades humanas, que pode causar doenças ou agravos, óbitos, danos materiais, interrupção de atividade social e econômica ou degradação ambiental. As ameaças de origem natural envolvem os seguintes eventos: hidrológicos, climatológicos, meteorológicos, geológicos e biológicos.

Entende-se por vulnerabilidade as condições determinadas por fatores ou processos físicos, demográficos, educacionais, culturais, econômicos, ambientais e de saúde que aumentam a suscetibilidade de uma comunidade ou sociedade aos efeitos das ameaças. Caracteriza-se pela predisposição (intrínseca, adquirida ou produzida) de um indivíduo, comunidade ou de um sistema a ser afetado por evento físico de origem natural ou tecnológica.

A vulnerabilidade é essencialmente uma condição humana, uma característica da estrutura social, econômica, ambiental produzida e reproduzida por processos humanos, em função do modelo de desenvolvimento adotado por uma sociedade.

Efeitos a saúde humana

Os desastres de origem natural podem gerar problemas de saúde pública por diversos mecanismos, dentre eles estão a contaminação da água, do solo e do ar, desalojamento da população de seus locais de residência e comprometimento ou interrupção dos serviços públicos essenciais (principalmente abastecimento de água e transporte).

Dessa forma, os desastres de origem natural podem ocasionar óbitos, ferimentos, traumas, transtornos mentais, maior risco de diversas doenças infecciosas, como leptospirose, hepatite A, diarreias, dengue, tétano acidental, febre tifoide, cólera, de doenças respiratórias, de acidentes com animais peçonhentos.

É importante ressaltar que essas demandas normalmente alteram a rotina dos serviços de saúde e/ou a capacidade de resposta desses serviços, em função da urgência do atendimento às vítimas pelas equipes de vigilância, assistência farmacêutica, assistência pré-hospitalar e hospitalar, bem como dos serviços laboratoriais e de diagnóstico. Existem também as situações em que as próprias unidades de saúde são atingidas pelo desastre de origem natural, o que prejudica as ações de assistência e vigilância à saúde da população.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico e o tratamento devem ser conduzidos em função do(s) impacto(s) gerado(s) na saúde humana, sempre por profissionais de saúde habilitados.

Em casos de desastres, são previstos diferentes impactos ambientais com reflexo na saúde das populações atingidas, incluindo danos físicos, prejuízo na condição nutricional, aumento de doenças respiratórias e diarreicas, acesso limitado à água potável, alterações na saúde mental, aumento do risco de doenças relacionadas à água devido à inutilização de sistemas de tratamento de água ou de esgoto, liberação ou disseminação descontrolada de produtos químicos perigosos de locais de armazenamento e de descarga em águas de aluvião.

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